Assim como há quem diga que Praga parece uma mini-Paris, eu diria que Chicago é uma mini-Nova York. Por isso, não torça o nariz caso alguém, algum dia, proponha uma viagem até Illinois. A "windy city" é gelada no inverno, sim, mas é charmosa o ano inteiro, sendo reconhecida mundialmente como uma capital da arquitetura, onde é possível admirar mais de seis mil esculturas ao ar livre: Alexander Calder, Miró, Henry Moore, Pablo Picasso.
E o que é que criança tem a ver com isso? Surpreenda-se! O Luca conheceu Chicago em novembro de 2005, aos três anos. Apesar do frio esperado para a época, aproveitamos muito, a começar pelo metrô de superfície que percorre toda a cidade, com destaque para o Loop - o centro histórico com seus lindos prédios art-deco. Olhar para dentro dos escritórios, imaginar a vida daquelas pessoas desconhecidas, ah, quem não gosta?
Chicago é uma cidade bem planejada com 37 quilômetros de costa à beira do Lago Michigan. Prata da casa é o Grant Park, uma aglomeração de parques, atrações, museus, pavilhões para shows, bem de frente para a água. Um dos pontos de partida para um passeio pela região do lago é o Millenium Park, aberto com um certo atraso, em 2004, bem perto do riquíssimo Instituto de Artes de Chicago.
O Millenium tem três atrações especiais: o pavilhão Pritzler, a Crowne Fountain, de um artista contemporâneo de Barcelona, e a Cloude Gate, uma escultura prateada, em forma de grão de feijão, de cem toneladas de aço, criada pelo indiano-britânico Anish Kapoor, de onde se vê todo o skyline da cidade e o reflexo de caretas incríveis de nossos filhos. Ali pertinho, a família pode se distrair com o minigolfe Green at Grant Park.
Ok, seu filho quer algo mais pop? O Navy Pier também fica relativamente perto, para quem gosta de caminhar. Trata-se de um pavilhão imenso com parque de diversões bem comercial e um pouco kitsch, com apresentações de circo, queima de fogos de vez em quando e uma roda gigante construída em 1893, com o equivalente a 15 andares de altura. Dá para imaginar a vista de Chicago? Sete minutos de contemplação e adrenalina! Antes de prosseguir, sugiro um café no Starbucks ou um sorvete no Ben & Jerry - duas tradições americanas.
Outra opção de passeio, para agradar de cara a criançada, é visitar o Field Museum, o museu de história natural de Chicago, onde a grande atração é, claro, Sue - o maior e mais bem preservado fóssil de tiranossauro-rex do mundo, apresentado em 2000. Que criança não gosta de dinossauros?
Em frente ao Field Museum, fica o Shedd Aquarium - onde você vai encontrar de tudo, de Amazônia artificial a baleias, golfinhos, peixes de todos os tipos e inúmeras atividades interativas. No verão americano, imaginem só, tem sessões de jazz dentro do prédio, com a vista para a cidade através de um janelão de vidro. Não é uma forma excelente de descansar os pés e os ouvidos?
Não será exagero dizer que o Homem-Aranha adoraria Chicago. Entre nessa escalada com seus filhos. A cidade é marcada por arranha-céus, como as famosas torres Sears e John Hancock. A primeira se orgulha de ter o observatório mais alto de Chicago: 412 metros de altura. A segunda diz ter o elevador mais rápido dos EUA: 600 metros por minuto, para o visitantes subir os 94 andares. Dizem, não conferi, que uma brincadeira sugerida é contar as vinte piscinas em topos de prédio que se podem ver.
E tem muito mais. Vou pesquisar melhor:
Frank Lloyd Wright
Drury Lane Theaters ? (meio broadway?)
Loja Hersheys de 360 metros quadrados.
Chicago Water Tower, que resistiu ao grande incêndio de 1871, é um símbolo da reconstrução da cidade que, segundo os locais, vive se reinventando.
Oak Street Beach
American Girl Place
Lincoln Park Zoo
Chicago University
Passeio de barco pela architecture.org
Adler Planetarium