Mostrando postagens com marcador Exóticos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Exóticos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Turquia, das mesquitas, das ruelas e da simpatia, por Joana Thimóteo

Passamos o ultimo verão europeu na Turquia (agosto de 2010). Eu já tinha ido e Pedro também. Mas queríamos voltar para mostrar aos nossos pequenos, Antonio (3 anos) e Matias (1 ano), a magia de Istambul. Cidade única.

Combinamos que passaríamos 5 dias em Istambul e depois 7 dias na Turquia mediterrânea num desses resorts com as pernas pro ar e com as crianças soltas.

Em Istambul resolvemos não ficar no centro antigo. Seria delicioso termos ficado lá, o lugar é um charme, mas como não passam táxis em todas as ruelas do bairro, achamos que o acesso seria difícil com duas crianças e seus carrinhos. Optamos pela área de Nisantasi (o bairro bacanudo de Istambul). 

Um hotel ótimo, de frente para o Bosphorus, com uma vista deslumbrante e com piscina para as crianças e nós brincarmos no fim do dia (Swiss Hotel). Isso foi uma ótima escolha.

Era agosto e o verão escaldante fazia os termômetros baterem os 45 graus. A cada esquina que passávamos comprávamos garrafas de água para jogar na cabeça dos meninos. O calor estava insuportável. Por causa da temperatura resolvemos perguntar a um simpático taxi que nos levava para o Hagia Sophia, principal mesquita de Istambul (que já foi catedral crista e depois virou mesquita), quanto ele nos cobraria para ficar com a gente o tempo todo. O preço era justo e fechamos negocio. Outra ótima decisão.

Os turcos de uma maneira geral são muito gentis e adoram as crianças. São simpáticos na rua e sempre tentam ajudar. Então tínhamos um motorista simpático e um carro com ar condicionado. Alem disso, podíamos deixar compras e carrinhos no taxi. Valeu cada tostão a mais que pagamos.

Escolhemos as principais mesquitas e palácios e fomos conhecê-las. As crianças adoraram. Junto com a gente embarcaram no mundo da fantasia. Antonio contava quantos “castelos” estava conhecendo, mas sempre contabilizando os que já conhecia, como  da Cinderela (da Disney), como o do Corcunda (da Notre Dame de Paris). Enfim, apresentamos novos “castelos”, novos sonhos e novas fantasias.

Aqui fiz uma listinha com algumas mesquitas, palácios e monumentos que os meus meninos curtiram:* Dolmabahçe Palace
* Hagia Sophia = Santa Sophia
* Blue Mosque (na frente da Santa Sophia, em Sultanahmet)
* Topkapi Palace
* As Cisternas
* Spicy Market - os melhores e mais baratos caviar para consumo. Tem pimentas do mundo todo. Lugar bem tipico onde os turcos compram temperos.
* Museu de Arqueologia
* Chora Museum
* Beylerbeyi Palace
* Suleyman Mosque
* Grand Bazar – ou vá com alguém que fale turco e pechinche bastante o preço ou dê apenas uma passada. Os preços são caros e a negociação muito cansativa (e olha que eu morei na China e sou mestre em pechinchar). Como é sempre muito cheio, não dedique muito tempo, pois a chance do seu filho ficar altamente irritado é grandes!* Bosphorus Tour – passeio de barco pelo Bosphorus. Lindo principalmente no por do sol. As crianças adoraram.

Esses são passeios ou caminhadas por bairros agradáveis, legais para passear com nossos pequenos:
Nisantasi – bairro das compras, melhores lojas.Bebek - bairro a beira do Bosphorus com muitos cafés e restaurantes.
Ortakoy - bairro com mesquita também na beira no Bosphorus, bem simpático
Beyoglu - bairro antigo com uma avenida sem acesso p/ carros. Vale a pena (visitar a Çiçek Pasaji e Passage Markiz)

De Istambul partimos para Antalya. Um lugar nada bonito, mas com hoteis incriveis. Conhecido como a “Riviera Turca”, nao concordo, mas...o hotel que ficamos era otimo (Gloria Golf Resort). Com uma infraestrutura que eu nunca tinha visto para criança. Tinha tudo infantil: 9 tobogas de agua (de todos os tamanhos), 6 piscinas, clube infantil, cinema infantil, teatro diário para crianças, uma praia calma e gostosa, esportes aquáticos, tudo o que meus filhos pudessem querer tinha neste hotel.

E nada lotado, com muito verde e espaço para eles correrem.. Fora o atendimentos exemplar, a cozinha infantil para darmos almoço e jantar aos pequenos e os banheiros infantis espalhados pelo hotel. Uma maravilha para eles. 

Ja para nós...eu achei pouco infantil demais. Como diria um amigo: cansativo. Me sentia na Disney, o que não era bem a minha intenção.  Mas como tínhamos conciliado nosso interesse (Istambul) com o interesse dos meninos (Antalya), chegamos a conclusão que as férias foram incriveis! Esse equilíbrio de interesses é o que estamos sempre em busca.  Afinal são as férias deles, mas as nossas tambem! Grandes férias a Turquia nos proporcionou!

Os meninos da Joana - Japão e Turquia (épocas diferentes)







Japão não é destino de criança (com menos de 7 anos!), por Joana Thimóteo

Em outubro de 2007 resolvi acompanhar meu marido em uma viagem ao Japão. Antonio, meu filho, de 4 meses na época, foi também. Achei a idéia genial. Fazia um pouco mais de um ano que eu morava em Pequim e pensar em já levar meu filhote para conhecer um país tão especial era maravilhoso.

Como era apenas a segunda viagem do Antonio (a primeira tinha sido do Rio para Pequim, onde morávamos), eu estava bastante insegura. Não sabia o que ia encontrar e ouvia diariamente meu marido dizer que “o Japão era primeiro mundo, que eu não precisava levar nada, lá encontraríamos TUDO o que precisássemos”.  Se ingenuidade matasse hoje eu estaria morta. Acreditando no Pedro, que até então só tinha ido ao Japão como jornalista e jamais como pai, eu não levei praticamente nada. Até porque os preços de excesso de bagagem são caríssimos no Japão. Um quilo extra é uma fortuna. 

E foi de forma compacta que cheguei ao meu destino. Logo na chegada perguntei a equipe de trabalho do Pedro onde poderia comprar umas coisinhas básicas: leite NAN, fraldas Pampers, Johnson ou Huggies, cremes anti-assadura e um esterilizador de mamadeira (tinha levado um pouco de tudo, mas queria saber onde poderia me reabastecer). Para minha total surpresa ninguém fazia idéia do que eu estava falando. Neste momento tive a certeza que alguma coisa não estava bem.  

Olhei para o Pedro (com aquele olhar que só uma mulher sabe dar) e pensei, "quero ir para casa". Pedro, tentando me acalmar, sugeriu que eu fosse até uma famosa loja de departamento, a Takashimaya (que mais parece com o Corte Inglês, a Harrold’s ou o Bloomingdales, mas nada parecida com um supermercado ou farmácia). Claro que não encontrei nenhum dos produtos que procurava. Nada. Fiquei desesperada. Não achei em lugar nenhum pela rua. Nem em farmácias, mini-supermercados, nada. O que o Antonio, de 4 meses, ia comer? Era o que eu pensava enquanto as horas passavam. 

Consegui que um amigo me levasse até um supermercado longe, bem longe. Com muita paciência achei alguns produtos que eu precisava, mas tudo na versão japonesa. Fraldas japonesas, leite japonês, e pasmem, eles não usam creme anti-assadura. Eu tava tensa e não sabia se o leite serviria, já que não dizia idade nem nada na embalagem. Respirei fundo, dei o leite e rezei. Muito. Deu tudo certo. Antonio não reclamou, não teve alergia e a viagem continuou (esqueci de contar que as fraldas eram péssimas, vazava xixi toda hora).

O que eu aprendi a partir desta experiência foi sempre antes de viajar dar uma pesquisada prática no destino escolhido. Entro sempre num site de um supermercado do local e vejo com quais produtos eles trabalham. Uso as tabelas para encontrar as similaridades e às vezes até consulto o pediatra. 

Leite, fralda, e coisas básicas, passei a levar em maior quantidade, assim tenho 3 ou 4 dias para me entender com o lugar e às vezes, quando sinto que o lugar não é tão simples assim, levo leite em sacos Zip Lock (são perfeitos para isso) para toda a viagem. São regrinhas básicas que me ensinaram a ter viagens mais prazerosas.

Mas voltando ao Japão, o país é muito legal, mas para adulto. Crianças muito pequenas não são bem-vindas. Tive problema em restaurante (pelo barulho e bagunça que o Antonio fazia), no trem (pois eles queriam silêncio absoluto principalmente nas melhores classes), em alguns hotéis (pois reclamavam do choro noturno) e no metrô (pois poucas estações têm elevador para os carrinhos. Tive que subir e descer muitas escadas com o carrinho na mão).

Apesar de ter gostado do país e, principalmente, adorei Tóquio, não levaria novamente meus filhos durante um bom tempo. Acho que a partir dos 7/8 anos a cidade e o país se tornam incríveis, mas antes disso não é nada acolhedor. 

Em Tóquio, fomos a Disney e ao zoológico UENO (que tem vários ursos panda). Bem legal esse passeio. Também tem a Casa da Música que é bem bacana. Caminhar por Guinza é uma delicia com criança, bairro das lojas e dos restaurantes, mas com vida na rua. Bem legal.

Eu já viajei muito sozinha e muito com meus pequenos, para mim os destinos por mais adultos que possam parecer podem sempre ser transformados em ótimos destinos infantis. Mas isso não vale para o Japão. As viagens são boas quando nos sentimos acolhidos pelo lugar, e o Japão, definitivamente não acolheu bem meu Antonio.

sábado, 6 de novembro de 2010

Joana, Pedro e Antonio em Bali - 2007

eu e ele no templo de Uluwatu,um dos mais famosos

meninas atacando Antonio. Elas sao loucas por bebes ocidentais

No restaurante na beira da praia de Kuta, point dos surfistas. Muita areia para criança brincar

Na praia em frente ao hotel. Calminha

Restaurante

Nós 3 de saia para podermos entrar no templo. Respeito aos deuses

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Roteiro Alternativo

Existem viagens perfeitas para toda a família. Outras, sob medida para casais. Algumas, bacanas para se fazer com as amigas. É importante ter sempre isso em mente na hora de optar por algum destino. Mas isso não significa que alguns lugares não possam nos surpreender ou até ser adaptados de acordo com nossas necessidades.

Para muita gente,  rotas mais alternativas  tendem a ser meio "cilada" para o público infantil. Quase sempre distantes, diferentes em muitos aspectos, às vezes com uma infra não tão adequada para turistas mirins. Será mesmo?

Em outubro de 2009, Décio e eu decidimos deixar qualquer preconceito de lado para realizar um desejo antigo da família: ver de perto, junto com o João, as pirâmides do Egito. Na verdade, de certa forma, acabou sendo nós quatro. E foi assim que de repente me vi, grávida de dois meses do José Francisco, prestes a embarcar em um navio rumo a Grécia, Turquia, Chipre, Israel e Egito. Também na bagagem, toda energia e curiosidade de um menino que tinha acabado de completar 6 anos de idade.

Cada canto do mundo tem charme e atrações únicas. Desde o início sabíamos que aquela viagem seria provavelmente um pouco mais complicada que outras. O grande desafio era conseguir ver/fazer tantas coisas novas e diferentes, conciliando com o mínimo de rotina que uma criança desta idade necessita. Por isso optamos por cumprir nosso itinerário a bordo de um cruzeiro. Desta forma, descobrimos parte de um mundo mágico e misterioso sem que mudanças mais bruscas pudessem alterar o humor do nosso pequeno viajante. Com o conforto da cabine e os cardápios menos ousados da cozinha internacional do navio, confesso que senti uma certa tranqüilidade.

Se por um lado conseguimos evitar possíveis surpresas desagradáveis, por outro, claro, deixamos de viver intensamente todas aquelas descobertas. Talvez um dia valha a pena voltar e permanecer mais tempo em alguns locais. Mas não podemos ter tudo e, por ora, aquela parecia ser nossa melhor opção. O próprio navio oferece um bom esquema de passeios. Por mais que possa parecer (e é mesmo) um pouco chato acordar cedíssimo, andar sempre em grupo e ter tempo cronometrado a cada visita, o roteiro organizado, com guias, acaba proporcionando enorme segurança. E isso, principalmente com crianças, não tem preço.

Em resumo, alguns dos melhores momentos da nossa aventura que fizeram todo o esforço valer a pena: brincar na imensa areia no pôr do sol da praia e a escadaria de dezenove terraços dos magníficos jardins do Bahai, na belíssima cidade de Haifa, Israel,  passeio de charrete pela orla e a maravilhosa seção infantil da biblioteca de Alexandria, onde viveram Cleópatra e Marco Antonio... A reação do João ao entrar nas mais incríveis mesquitas, se ajoelhando para realizar o salá(oração pública) na direção de Meca... O delicioso mergulho no mar gelado e transparente de Rhodes, na Grécia. A última casa onde acredita-se que viveu a Virgem Maria em Kusadasi, Turquia. João fazendo poses trágicas em frente ao teatro grego em Atenas... A foto com o camelo que tentou morder meu cabelo e os vendedores ambulantes egípcios repetindo "one dollar" incansavelmente, esperando as gorjetas dos turistas e arrancando risadas do nosso garotinho. A Via Crucis, em Jerusalém, com o Décio empurrando o carrinho. Teve ainda o bilhete que João deixou no muro das lamentações: "que meu irmãozinho venha com muita saúde e seja feliz, como eu sou."

E elas, é claro. As três grandes vedetes da nossa viagem, as únicas remanescentes das Sete Maravilhas do mundo antigo: Queops, Quefren e Miquerinos, a atração turística mais impressionante que tive o prazer de ver em toda a vida. As pirâmides de Gizé. Sem dúvida as areias do deserto vão permanecer por muito tempo, senão para sempre na memória do meu filho.