Mostrando postagens com marcador EUA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador EUA. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Vicente em Chicago

No dia seguite à vitória do Chicago Bulls nos playoffs da NBA

Vendos os "nefantes" do Field Museum

 
Lançando foguetes no planetário


Top 5 do Vicente em Chicago

Chicago foi uma sugestão da Cristiana, uma das autoras deste blog. “Parece uma pequena Manhattan; mas é mais tranquila e mais barata”. Isso me animou. Muitas das dicas de programas para crianças foram tiradas aqui do “Kids na Estrada”. Vejam o que Vicente elegeu como favoritos (ou, pelo menos, o que nós interpretamos como preferências dele!). Do último para o primeiro, para dar mais emoção!


#5 Navy Pier – http://www.navypier.com/ Um lugar muito agradável, se o tempo ajudar! Em Chicago faz frio e o vento não perdoa. Pegamos dois lindos dias de sol e pudemos passear ao ar livre. Um desses dias passamos no pier. Lá existem um shopping com restaurantes e lojinhas de souvenirs, um parque de diversões e o “Museu das Crianças”, de que vamos falar no item abaixo.


O parque é lindo, clássico: roda gigante (enorme!), carrossel, cadeirinha voadora... uma delícia. De lá se tem uma linda vista da cidade. Ao lado do parque está o deck de onde saem os passeios de barco.


O pier também tem um jardim de inverno; coberto, cercado e aquecido nos dias mais frios. Há mesinhas para lanche e espaço para correria e brincadeiras.


O almoço foi no Harry Carays e, para nossa surpresa, o prato mexicano pedido pelo meu marido veio com feijão preto. Mais surpresos ainda ficamos ao descobrir que o feijão não era apimentado! Vicente comeu o feijãozinho do papai bem feliz. Restaurante especializados em grelhados e com decoração inspirada no baseball. Preço honestíssimo. http://www.harrycaraystavern.com/navy-pier/index.html


#4 Children´s Museum – http://www.chicagochildrensmuseum.org/ O museu reproduz situações do mundo adulto. Há, por exemplo, um quartel de bombeiros, uma construção, um navio... tudo adaptado, pequenininho, para que as crianças possam mexer. Há também espaço para pintar e desenhar, shows de música infantil e brincadeiras com água (eles fornecem capas para que os pequenos não se molhem). Levando um lanche, dá para passar o dia inteiro lá! Vicente não queria sair.



#3 Adler Planetarium – http://www.adlerplanetarium.org/ É basicamente dividido em 3 partes: a primeira, onde passamos a maior parte do tempo, tem um foguete de mentirinha, uma base espacial, uma plataforma lunar... tudo perfeito! Lindo, muito bem feito. Há roupas de astronauta para as crianças vestirem... uma graça. Sucesso total. A segunda é para crianças maiores, com experiências e vídeos. E a terceira, uma sessão de planetário (filme projetado), mas o Vicente dormiu um pouco antes dela começar.


#2 Field Museum - http://fieldmuseum.org/ É o museu de História Natural de Chicago. Excelente! Bichos enormes empalhados, esqueletos de dinossauro imensos... um deles é famoso: “Sue” – o maior, mais completo e mais bem preservado esqueleto de Tyrannosaurus rex já descoberto. É uma senhora idosa: tem que 67 milhões de anos! Vicente gostou tanto que, na madrugada seguinte, falou dormindo: “quero ver o lobo, o urso, o passarinho, quero ver o ´nefante´ (elefante), quero ver o ´dinoUssauro gandão´”


#1 Shedd Aquarium – http://www.sheddaquarium.org/ Um dos melhores aquários do mundo, segundo os guias de viagem. Não duvido. Vicente amou pela grandiosidade e pelo colorido dos bichos. Só ganhou do Field por que aqui os animais estão vivos (risos). Tubarões enormes, show de golfinhos, exibição de baleias beluga e uma exposição hipnotizante de várias espécies de água viva.

Vicente em NY



Top 5 do Vicente em Nova York

Se alguém te disser que Nova York não é cidade para criança, esqueça! Há uma oferta enorme de programas legais, os pequenos não pagam quase nada e todos os lugares são adaptados para carrinhos de bebê e cadeirantes (rampas e elevadores). Claro, a gente fica mais cansado e não consegue fazer as compras que queria, mas, já que o momento é “kids”, vale encarar. Também seguindo dicas deste blog, Vicente deu sua primeira mordida na “grande maçã”.


# 5 Restaurante Serafina – http://www.serafinaatthetime.com/ O restaurante entrou para o ranking por vários motivos, em especial pela nossa garçonette, Alma, que foi excelente com as crianças à mesa. Ao chegarmos, nos ajudou a acomodá-las e a guardar nossas bolsas, casacos, sacolas, brinquedos, carrinhos (!). Buscou papel, giz de cera e o cardápio infantil. Fizemos o pedido das crianças e, enquanto olhávamos o menu, Alma distraía o Vicente fazendo perguntas em inglês-português-espanhol. Pediu para ver o dinassauro dele, comentou sobre a camiseta do Barney... se esforçando que pudéssemos escolher a comida em paz. Uma graça. Vicente comeu, brincou, subiu e desceu a escada que leva ao banheiro várias vezes e ninguém fez cara feia. Além disso, a comida é boa e barata. Me disseram que à noite fica cheio. Pizza de reputação. Há outras filiais pela cidade.


#4 Toys r´us (Times Square) – http://www.toysrusinc.com/about-us/times-square/ A rede americana de brinquedos caprichou nesta loja. Há até uma roda gigante lá dentro. Há bonecos fantasiados com quem as crianças podem tirar fotos (Homem Aranha e Capitão América estava lá), um dinossauro perfeito que se move e faz barulho e muitas demonstrações de produtos legais. Encare a visita à loja como um programa. Você vai passar pelo menos duas horas lá dentro. Existe até lanchonete no subsolo.


#3 Zoológico do Central Park – http://www.centralparkzoo.com/ O zóológico é pequeno, mas muito bonito e bem cuidado. Se você tem crianças maiores, considere ir ao Zoológico do Bronx, que é maravilhoso. Mas é longe e muito grande. Achamos que para uma criança de 2 anos e meio, esse estava bom. É possível ver os bichos bem de pertinho e alimentar as focas. Vicente amou os pinguins!


#2 Museu de História Natural – http://www.amnh.org/ Loucura, loucura, loucura. Elefantes, a baleia azul e os dinossauros deixaram a criança muda. Esteja no museu no horário de abertura! Na saída, vimos que as filas estavam enormes.


#1 Gazillion Bubble Show – http://gazillionbubbleshow.com/ Imagine uma criança maravilhada, hipnotizada, imóvel por 1 hora e 20 minutos. Dica inestimável da Cristiana. Um sérvio de origem chinesa faz um espetáculo com bolhas de todos os tamanhos e cores. Coloca bolhas dentro de outras, enche a bolha de fumaça... A música é cafoninha, tipo Richard Claydman, e o cenário poderia ser melhor, mas isso perde a importância quando Deni Yang entra em ação. Lindo.

O crachá do viajante rebelde

Meu filho é um selvagem. É lindo, fofo, querido, charmoso... tudo isso, mas parece um dragão de Komodo de tanto que se agita. Além disso, não gosta de andar de mãos dadas; a gente precisa negociar e insistir muito. Por isso, desenvolvemos este crachá.


Quando estamos em lugares muito cheios, principalmente acompanhados de amigos e outras crianças (o que gera sempre uma brincadeira de correria), ele é obrigado a usar.


O crachá ficou assim “profissa” porque foi feito na empresa de uma amiga. Mas você pode imprimir um cartãozinho no seu computador e comprar uma carteirinha plastificada em qualquer papelaria.


No início ele reclamava muito, mas depois consegui comprar uma cordinha (um pendurador ) do Mickey e ele bem feliz, se sentindo importante. Eu disse que era o crachá dos amigos do Mickey. Embora estejamos sempre atentos, claro, em shoppings, museus e parques cheios isso nos deixou mais tranquilos.


By the way, os dois hotéis do crachá são ótimos. O hotel de Chicago é nota 10, inclusive no preço. O de NY é carinho... mas Manhattan sempre arranca nosso couro na hospedagem, né?

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Orlando por Janaína Xavier

Janaína Xavier é repórter, mãe da Duda, nascida em 2009, e madrasta do adolescente Bernardo. Casada com outro jornalista, não deu outra: a família viaja muito desde sempre. E começa cedo, como ela mesma nos conta agora. Não por acaso, na estréia da linda Duda o destino escolhido foi o favorito de nove entre dez brasileiros. Veja por que:
"Me chamaram de maluca quando resolvi embarcar pra Orlando, na Flórida,com minha filha de apenas dois meses. Confesso que fiquei com um medinho mesmo, mas segui em frente.
 

Sou mãe de primeira viagem, nem imaginava como era viajar com um bebê. Então procurei me prevenir de todas as formas. Alimentação era fácil, porque ela só mamava no peito naquela época....agora, fora isso, levei absolutamente TUDO o que ela poderia precisar. A única coisa que deixei pra comprar lá foi um bebê conforto para carro alugado(dependendo da duração da viagem compensa bem mais comprar uma novinha em folha do que alugar junto com o carro). Ela tinha de estar em segurança!!

Orlando é um lugar que eu e minha família vamos todos os anos, conhecemos tudo por lá, e sabíamos como evitar as "roubadas" . Não deixamos de fazer nada por causa da Maria Eduarda.

Como vamos em família (pai, mãe, filhos, sogra, sogro, cunhada) costumamos alugar uma boa casa, grande,com piscina aquecida, vários quartos e privacidade pra todos. Essa dica é ótima, pois quando se viaja em maior número de pessoas, a casa sai bem mais em conta do que um hotel, além de nos dar maior mobilidade e conforto.
 

Outra vantagem é em relação às refeições. Só fast-food não dá né ?? Então cozinhamos em casa. Fazemos pelo menos uma refeição "decente" por dia. Meu sogro é o chef e faz comidinha caseira pra todos. Até a ceia do ano novo fazemos (leia-se minha sogra faz) em casa. Sempre tem um bom mercado por perto para as comprinhas.

A casa é super equipada, com máquina de lavar e secar roupas, máquina de lavar louça, então o trabalho é mínimo.

Vamos aos parques sem neuras. Compramos aquele ingresso que dá direito a voltar nos outros dias. Assim não temos de fazer tudo correndo. Curtimos e brincamos no nosso tempo. Com a neném ficou mais enroladinho. Sempre um adulto tinha que ficar de olho nela enquanto os outros aproveitavam os brinquedos. Se bem que em alguns brinquedos até levamos a pequena junto.
Tem feito muito frio por lá no inverno, então é bom sair preparado, pra não ficar no desespero. Mesmo com as baixas temperaturas, filtro solar é essencial. O sol castiga vez por outra.

 
Depois do parque, passadinha rápida em casa, banho, e vamos pro shopping. Sim, a Maria Eduarda sempre foi junto. Ficava tranquila no carrinho sem reclamar, super companheira e boazinha.

Outro conselho é nunca, jamais esquecer de fazer um bom seguro-saúde. Ainda mais com criança. Os hospitais americanos são caríssimos e o seguro já nos salvou algumas vezes.
 
Aprendi (ou quase) com o tempo e com o sofrimento a levar pouca coisa. MALAS VAZIAS!!!! Ainda mais a das crianças. As roupas pra eles lá são muito baratas, a gente sabe que vai comprar. Então é melhor evitar o pesadelo do excesso de bagagem na volta.

Agora vcs vão me dizer que Maria Eduarda não vai lembrar de nada, que não aproveitou os parques. Pode ser, mas eu tirei centenas de fotos, filmei minha pequena assistindo a primeira “PARADE” da vida dela no Magic Kingdom, e juro, nunca vou esquecer esses momentos.

Se eu me arrependi?? Não. Tanto que, quando ela já estava com 9 meses voltamos pra mais uma semaninha na Flórida, dessa vez no verão, pra curtir os parques aquáticos. E olha, no mês que vem estaremos lá mais uma vez. Beijos!!!"

Janaina Xavier é paranaense, jornalista do Sportv, mãe de Maria Eduarda, 1 ano e 1 mês, carioca, mas concebida, adivinhem onde???? Sim!!! Em Orlando!!!


- Abaixo seguem alguns links de parques, do aluguel das casas e de um bom outlet para as comprinhas!!!


Importante saber: crianças até 3 anos não pagam ingressos, depois disso tem desconto de 15% até o 9 anos. 
 
http://www.universalorlando.com/Amusement_Parks/Islands_of_Adventure/islands_of_adventure.aspx

http://disneyworld.disney.go.com/parks/magic-kingdom/

http://www.holidayhomesorlando.com/

http://www.premiumoutlets.com/outlets/outlet.asp?id=17

sábado, 6 de novembro de 2010

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

As viagens de Dani e Maria Antonia

Daniela é advogada e mãe de Maria Antonia, de 9 anos. Como gosta de dizer, passa a vida viajando ou planejando o próximo destino. O melhor é que: tal mãe, tal filha, as duas adoram viajar. Quando pedimos à Dani que colaborasse com o Blog, ela teve uma dificuldade: escolher apenas uma viagem inesquecível. Por isso, abaixo alguns dos melhores momentos de mãe e filha pelo mundo.

"Dentro do Brasil citaria: Cumbuco no Ceará, no Hotel Golfinho. Cumbuco é basicamente uma única praia que tem um único restaurante (do Gaúcho), mas os dias estavam lindos, a água do mar uma delícia - e é uma viagem extremamente barata para se fazer com um grupo grande, como eu fiz. Muitas amigas, família e crianças; reservamos praticamente o hotel todo! Próximo a Cumbuco, tem o parque de águas (Beach Park), que é bem divertido, organizado, perfeito para as crianças. Os Club Meds também são uma ótima opção, mas só recorro a eles quando estou sem imaginação.

Com relação a viagens internacionais, fomos a Paris, Miami, Disney, Caribe, México, Belize... mas não posso deixar de escrever sobre Nova York, onde ela nasceu e retornamos todos os anos!


NY é um lugar em que não preciso pensar em roteiro, locomoção, agenda... as coisas acontecem naturalmente, as novidades pulam na sua frente em cada esquina e a sensação é de estar indo a um lugar novo a cada vez que se visita! Novas lojas, novos parques, novos bichos no Bronx Zoo, no Central Park Zoo... e muitos e muitos amigos que moram lá.


Uma boa dica, ainda mais indo a NY com criança, é alugar um apartamento por temporada, onde se possa cozinhar, lavar e secar suas roupas. Minha filha com três anos na Disney entrava nos restaurantes e pedia arroz, feijão e purê de abóbora com bife de fígado! Tadinha recebia, no máximo, um macarrone cheese!"

Dentre os programas preferidos das duas em NY, Daniela destaca:


1 - Central Park, um piquenique, um passeio de charrete, um passeio de bicicleta, o parquinho com carrossel, o Central Park Zoo (torcer para o urso polar sair da toca!); 


2 - Mary Poppins, na Broadway, que a Maria Antonia viu quando tinha uns 6 anos e ficou maravilhada! Apesar de não entenderem o inglês, o show todo já vale a emoção. Rei Leão também é imperdível, ainda mais para crianças menores; 


3 – Magnolia Bakery para comer cupcakes! Eu amo o Velvet Cake, mas tem um novo de doce de leite divino! O Magnolia Bakery antigamente tinha só no Village, agora tem no Upper West Side; 


4 – Todas as lojas infantis, como Fao, American Girl, Build a Bear e várias outras nos mesmos formatos que surgem a cada estação e são uma ótima diversão para as crianças; 


5 – O Museu da Criança, o Planetário e o Museu de História Natural são uma ótima atração e você pode, através do site, agendar programações específicas, como por exemplo, caça a morcegos no Cetral Park com um grupo saindo do Museu de Historia Natural, ou uma noite no museu; 


6 – Tem também os parques para os mais velhos que são bem perto de NY (parque de águas e o Six Flags); 


7 – Comer cachorro quente em toda a esquina, mas não deixar de ir no Gray Papayas!

Alguma roubada?

- NY no verão é muito quente, então andar com uma roupa e, principalmente, sapatos confortáveis. "Se saírem de Havaianas, preparem-se para voltar com os pés negros e bem sujos! Então, eu acho que o ideal é um par de tênis confortável mesmo."


De brinde, a Dani ainda dividiu mais algumas recordações com a gente:

- "Mergulho em Belize e a Maria Antonia encantada nos corais... A ida a Disney quando ela tinha 3 anos e o olhar dela para cada princesa (outro dia escutei que não vale a pena levar criança a Disney porque eles esquecem e eu disse que se ela esqueceu, eu nunca esqueci cada olhar dela de encantamento!)...E cruzeiro que fiz pelo caribe..".

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Aloha!

Sabe aquelas cenas do seriado de tv Ilha da Fantasia? Aquela musiquinha, com as havaianas dançando hula-hula em um ambiente meio faz-de-conta? Ou mesmo o paraíso que imaginamos em sonhos? O Havaí é exatamente daquele jeito. Lugar de gente feliz. 

Demorei nove anos para visitar meu irmão que um belo dia decidiu se mudar para aquele ponto perdido no meio do Pacífico. Não entendia porque ele tinha escolhido morar justamente em Maui, uma das cinco ilhas habitáveis do arquipélago que formam o Havaí. Assim que cheguei, tudo ficou claro e transparente como o mar que banha as inúmeras praias paradisíacas dali. Existe realmente algo de mágico naquele canto isolado do planeta cercado de paz por todos os lados.

Decidimos encarar a distância de quatro mil quilometros do continente mais próximo e o fuso que varia entre seis e oito horas de diferença em relação ao Brasil, quando o João quase três anos e de idade. A idéia era passar duas semanas conhecendo todos os cantos de Maui, talvez a mais diversificada e turística das ilhas. Deixaríamos a cosmopolita Oahu, e as outras três - Big Island, Kauai(que dizem ter a Napali Cost de tirar o fôlego) e Molokai para uma próxima oportunidade.

O caminho escolhido foi pela California, com escala e troca de avião em Atlanta. Como achamos que poderia ficar puxado, principalmente para o João, optamos por um pit stop de três em dias em San Diego, para descansar e ajudar na adaptação. 


Maui é a segunda maior ilha do Havaí, uma das mais turísticas e diversificadas. Além de uma beleza estonteante, reúne uma ótima infra estrutura para agradar a todo tipo de público. 


O aeroporto fica em Kahului, a principal cidade e onde ficam os shoppings mais populares, assim como o maior porto da ilha. Assim que o avião aterrissa, o visitante recebe um colar de flores havaianas, no melhor estilo Ilha da Fantasia. E a diversão começa. Vamos as dicas:


- Com uma área de quase dois mil quilometros quadrados, fica praticamente impossível conhecer e aproveitar o que Maui tem a oferecer(que não é pouco) sem um um meio de transporte a disposição da família por tempo integral.Por isso, separem uma verba para alugar carro.


- Existem vários points diferentes para o turista escolher onde se hospedar.


- Ao sul da ilha, fica Kihei e um número expressivo de resorts e hotéis. Na área mais popular, muitos condomínios ótimos para receber famílias com crianças. As praias de Kamaole são bem movimentadas e, ao contrário das outras(umas selvagens e distantes), oferecem muitas facilidades para os pequenos. Mercados, bares e lojas por perto.

- Na região de Wailea ficam alguns dos hotéis mais luxuosos do planeta. O Grand Wailea por exemplo tem as incríveis piscinas(tantas que confesso ter perdido a conta mais ou menos na altura da nona). Visitar estes hoteis é um programão, aliás. Cada um mais suntuoso que o outro. Também nesta área ficam as casas dos multi-milionários e de algumas celebridades, como Clint Eastwood, por exemplo. O "Shops at Wailea" é pequeno mas com ótimas lojas e o restaurante da cadeia de roupas Tommy Bahama - delicioso - apesar de meio chiquezinho para as crianças. 



- Mas a grande graça da história toda são as praias, é claro. As de Wailea estão sem dúvida entre as mais bonitas do mundo. Públicas, como em todo o estado.

- A praia dos hotéis é excelente e perfeita para snorkel. Estilo cenário de filme: águas calminhas, lotadas de peixinhos coloridos. Lembro como se fosse hoje do primeiro mergulho do João, com uma pranchinha de body board, pé de pato, máscara, repetindo sem parar "sufe, sufe, sufe", com o tio empurrando a pranchinha no mar lisinho (logo ele, acostumado a encarar as ondas gigantes de Jaws!). Do alto de seus quase três anos de idade, João estava "se achando" o surfista do desenho Lilo e Stich, assistido intensamente nos dias que antecederam a viagem pra entrar no clima...


- Perto de Wailea fica aquela que, na opinião dos entendidos, é a praia mais bonita de Maui:a Big Beach, em Makena. Passeio obrigatório, um lugar espetacular mesmo, de cair o queixo. Mas ali é preciso cuidado. O mar é perigoso, puxa bastante e, ao menos na época,era impossível deixar João entrar sozinho. 

- Bem ao lado, no canto direito da praia, encontramos a trilha para a Little Beach, onde só se chega a pé. Dizem que vale cada centímetro de caminhada e o mar inclusive é mais calmo que o da vizinha, mas no entanto exige atenção por outros motivos... Ali é o point dos naturistas da ilha e por isso não muito indicado para menores. Pode ser meio esquisito.


- Mas eles vão gostar de outro programa, perto de Big Beach, ainda mais ao sul. A baía de La Perouse tem com um visual super interessante, principalmente para os pequenos curiosos: o solo de formação recente(menos de 200 anos) todo coberto pelo que restou da lava da última erupção do vulcão Haleakala, em 1790. 

- O vulcão, aliás, mereceria um capítulo a parte, por ser um dos passeios mais incríveis da viagem. A três mil metros do nível do mar, a subida de carro até o topo dura cerca de uma hora. Mas a dica é reservar o dia inteiro para este programa, pois vocês podem querer parar no caminho para conhecer a área rural de Kula, cheia de fazendas com plantações. Ali podem ser alugados quadriciclos e cavalos para levá-los ao topo do vulcão ou simplesmente para explorar a região. 


- Além de ter um dos visuais mais impressionantes da ilha, o Haleakala é ainda o maior vulcão adormecido do planeta. O nome significa "a casa do sol" e sua história cheia de mistérios e significados cósmicos vai com certeza despertar o interesse da garotada. Porém o mais marcante provavelmente vai ser a sensação de caminhar dentro da gigantesca cratera com uma vista sensacional(que alcança desde o Parque Nacional até Big Island, em dias mais claros). As sucessivas erupções do passado resultaram em uma paisagem lunar(não a toa a Nasa costuma treinar os astronautas ali). As crianças deliram com o aspecto e a impressão de estarem andando na Lua, em um clima meio "ficção científica". 

- Assitir ao por do sol dali do alto aliás foi, para o escritor Mark Twain, o "espetáculo mais sublime" da sua vida. É. Pode ser. 

- Mas atenção total: não se esqueça de levar casacos grossos para todos. O Haleakala é capaz de gerar clima próprio, totalmente diferente do resto da ilha. Lá em cima muitas vezes fica muito gelado. Frio e vento podem, sim, cortar completamente o barato do momento.

- Lahaina é a maior cidade da ilha e a Front Street uma espécie de "Rua das Pedras" havaiana. Um simpático centrinho, cheio de lojas, bares, restaurantes onde turistas caminham de um lado para o outro sem compromisso. Ótimo para um sorvete no fim de tarde. Não deixe de mostrar as crianças a famosa Banyan Tree. Uma das maiores árvores do mundo, com quase vinte metros de altura, ela se espalha para ocupar quase um quarteirão inteiro.

- Há ainda um passeio de trem pelos pontos históricos de Lahaina que dizem agradar os menores, mas não chegamos a fazer. Além disso,  também acontece na região o Old Lahaina Luau, famoso em todo o Havaí. A maioria dos hotéis faz reserva não só para este, mas para outros jantares com show de dança e música típicas que fazem sucesso garantido com a garotada. O programa aliás é obrigatório para turistas em visita a qualquer ilha do arquipélago. Tradicionalíssima festa havaiana, o Luau mistura danças com tochas de fogo sempre em ritmo de hula-hula(maioria das canções é belíssima), com comidas gostosas e muita diversão para toda a família!

- Se vocês decidirem visitar Maui entre os meses de dezembro e maio (infelizmente não foi o nosso caso), pensem na opção de agendar uma expedição para olhar as baleias. Normalmente elas podem ser avistadas das areias da praia nesta época do ano, mas as melhores fotos, claro, são tiradas a bordo de um barco a poucos metros de distância destas gigantes graciosas. 

- Já o passeio até Molokini, a ilha em formato de lua minguante que na verdade é uma cratera de vulcão submersa, nós fizemos e recomendamos muito! Os hotéis de Makena ficam mais próximos do destino que o porto de Lahaina, talvez sejam melhor opção para as crianças não enjoarem de ficar muito tempo no mar. Por ser uma área de reserva ambiental, o passeio só pode ser feito com empresas registradas e autorizadas. Vale perguntar se eles oferecem(quase sempre a resposta é sim) equipamentos como snorkel e pranchas com fundo transparente para vocês observarem uma variedade incrível de cores e formatos de vidas marinhas. Os golfinhos são figurinhas fáceis durante o percurso. Na volta o barco ainda para em um point lotado de tartarugas gigantes para fechar o dia com chave de ouro!

- Pra encerrar, se o tempo e o orçamento permitirem, gostaria de recomendar ainda uma viagem até Hana, uma cidadezinha encantadora que parece ter parado no tempo. Não é perto das praias principais da ilha e o caminho pode levar de três horas a muito mais, dependendo do número de paradas para fotos que vocês inevitavelmente vão acabar fazendo. Confesso nunca ter pensado em ver tantos tons e cores no mar ou em florestas. Verdadeiros quadros. Tudo bem que as crianças podem não curtir ficar admirando a paisagem por muito tempo. Mas você não deve ir embora de Maui sem conhecer este pequeno trecho de visual paradisíaco. Vá mostrando os milhares de caprichos que a natureza generosamente oferece a cada curva da estrada. Se der, parem em Keanae para um lanche rápido e boas fotos. Chegando a Hana, aproveitem com o filhote as praias mais selvagens e isoladas da ilha.

- A estrada que continua até dar em Kula não é das melhores, mas vale seguir adiante em vez de voltar para se deparar com novas belezas pelo caminho. 

- Trinta minutos depois de Hana fica ainda outra atração bastante popular de Maui: as Piscinas de Oheo, ou "Seven Pools". Um lugar meio "Jardim do Eden" de tão bonito e pacífico. Dica: evite ir nos finais de semana, pois costuma ficar muito cheio. São dezenas de piscinas naturais formadas por pedras de lava vulcânica e intercaladas por cachoeiras com água limpíssima e transparente. A última delas desemboca no mar. Uma farra para a gurizada. Inesquecível para nossos olhos. Assim como cada canto da mágica Maui.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Miami

Tem gente que ama de paixão e gente que torce o nariz. Eu, definitivamente, faço parte do primeiro grupo. Miami é divertidíssima, cheia de coisas pra fazer, tem uma praia deliciosa e o melhor: fica relativamente perto do Brasil.

Para as crianças, atrações não faltam. Sem contar que a cidade é passagem para os parques de Orlando, programa que, mais cedo ou mais tarde, você que viaja com filhos vai obrigatoriamente acabar fazendo. Por isso, se puder, separe uns dias para ficar na ida ou na volta para o mundo da fantasia. E aproveite a adorável e alegre "vibe" latina de Miami.

O clima na Florida é quase sempre agradável, até mesmo no inverno. Então é bem provável que você consiga ir à praia praticamente em todas as épocas do ano. A imensa faixa de areia branca e aquele mar do Caribe, clarinho e meio quentinho, fazem o maior sucesso com a garotada.

Certa vez, dias antes de embarcar para um cruzeiro, decidimos, sem grandes expectativas, conhecer o Miami Childrens Museum, bem no coração da cidade, entre Downtown e South Beach. Na época, o João tinha quatro anos. O próprio site informa: "nossa missão é encorajar visitantes de todas as idades a brincar, aprender, imaginar e criar". E tivemos uma daquelas surpresas sempre muitíssimo bem-vindas em viagens. Descobrimos um lugar incrível capaz prender a atenção do João (e a nossa também, diga-se de passagem) por horas a fio. Sabe aquela sensação de não querer que uma atração acabe? Foi exatamente isso que aconteceu. O objetivo de "aprender brincando" é cumprido, com louvor, do início ao fim da visita. http://www.miamichildrensmuseum.org

Logo ali em frente, encontra-se o Jungle Island, passeio bastante recomendado, criado pelo austríaco Franz Scherr, carpinteiro por profissão e apaixonado por animais. Sempre passamos em frente, mas nunca entramos. Pesquisando no site oficial, descobri a história interessante do lugar: durante a Depressão, Franz sustentava a família preparando frutas e vegetais para serem vendidos nos mercados. Quando a situação melhorou, ele comprou uma loja de rações onde passou a ter contato com aves. Ali percebeu que os pássaros eram dóceis e facilmente treinados. Veio então a idéia de criar uma atração onde eles pudessem voar livremente, sem fugir. A área hoje, além de abrigar mais de mil pássaros tropicais, virou também uma espécie de zoológico com mamíferos, répteis, primatas e até um aquário. Além de contar também com enorme variedade de plantas, o parque se orgulha de ter um dos melhores shows com pássaros treinados do mundo. Para completar a diversão para várias faixas etárias, uma praia particular com brinquedos infláveis. Despertou ainda mais minha curiosidade. http://www.jungleisland.com


Na mesma linha, vale pesquisar mais duas atrações. O Miami Metro Zoo é considerado um dos melhores dos EUA, mas também nunca tivemos tempo de conhecer. E o Miami Seaquarium é diversão garantida - neste fomos - um excelente programa para um dia inteiro.


Na categoria shoppings, recomendamos o "super família", Bayside Marketplace, ótimo para pequenos passeios e refeições com as crianças. Agradável e simpático, tem loja da Disney(sempre funciona conosco), além de um parquinho com carrossel para os menores.


Dependendo da disposição para compras, vale muito a pena, sim, ir ao mega-outlet Sawgrass, em Fort Lauderdale, cidadezinha a cerca de 50 quilômetros de Miami. É o maior shopping da Florida, com 350 lojas cheias de ofertas irresistíveis. O ideal seria não levar crianças a este tipo de programa. Mas, como ninguém é de ferro, você também merece dar uma conferida nos melhores preços da sua marca favorita. Por que não então propor um revezamento com seu marido no "brinquedão" dentro do shopping? Serviu bem para desestressar o João. Ou, melhor ainda, se seu filho tiver oito anos ou mais, ele pode ficar sozinho no Wanaddo City (até esta idade, só acompanhado de um dos responsáveis). Nesta espécie de parque temático, a garotada se diverte brincando de "profissões": tem desde bombeiro, passando por chefe de cozinha, até palhaço de circo. Vale fechar o dia jantando no Rain Forest Cafe. Não tem criança que não ache graça. http://www.simon.com/


O Aventura Mall é outro shopping bem legal para toda a família. Espaçoso, sem ser imenso, tem o tamanho ideal para reunir várias marcas bacanas em um só lugar. Fica a mais ou menos vinte quilômetros de Miami. Para almoçar ou jantar, tem o Cheesecake Factory, outro restaurante onde crianças são bem-vindas e costumam aprovar o cardápio.


Para as crianças maiores, recomendamos muito assistir a uma partida da NBA. Mais show que qualquer outra coisa. Sempre divertido, com muitas atrações nos muitos intervalos da partida. Na verdade, a impressão é que o jogo ali é o menos importante... Dança, música, participação de mascotes, telões gigantes mostrando celebridades na platéia... E é sempre legal para as crianças ver de perto aqueles jogadores enormes. Fica na AA Arena, em Downtown. No site, temos acesso ao calendário e aos ingressos disponíveis. A gente comprou ingresso no dia e custou meio caro. As vezes, com alguma antecedência, dá para conseguir ofertas melhores: http://www.aaarena.com/

João em Miami - épocas diferentes




quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Na neve: aquecendo

Destino decidido, hora de se preparar. Esta viagem talvez exija um pouco mais de cuidado no planejamento - e não estamos falando das horas inevitáveis de voo.

- Dica número um: pense bem no tempo que pretende permanecer na função ski. O melhor dos mundos seria ficar no mínimo dez dias na estação. Primeiro porque normalmente estas cidadezinhas são um pouco isoladas, distantes de capitais e de acesso mais difícil.

Preveja que, além do cansaço habitual causado pela mudança de fuso horário, a viagem de ida provavelmente vai incluir troca de aviões, traslados de carro por estradas cheias de neve, entre outros percalços. A questão da altitude pode, sim, causar alguns transtornos também. O ideal é ter um dia pelo menos de adaptação dos pequenos ao ambiente novo.

Contando com dia da volta, sobram oito dias para, no mínimo, chegar na parte gostosa do esqui. Sim, porque os primeiros dois dias, são mais para eles se familiarizarem com o esporte. Isso inclui cair muito e aprender a levantar.
É importante também reservar um dia no meio da estada para descanso.  Acordar cedo, calçar aquelas botas pesadas e desconfortáveis, carregar skis, cair, levantar e cair novamente, cansa. E muito. Por isso, recomendamos tirar um dia para não fazer nada. As crianças merecem e vão adorar criar bonecos de neve, brincar de skibunda com um trenozinho ou simplesmente não fazer nada por um tempo. Pense nisso. 

- Dica número dois: sabe aquela sua prima ou amiga próxima com filhos que viaja todos os anos para esquiar? Converse com ela sobre a possibilidade de pegar algumas roupas emprestadas. É fundamental proteger muito os pequenos do frio, senão o sonho do ski pode virar um pesadelo. Força nas luvas, underwears, gorros, meias de lã, calças e casacos poderosos. Neste caso, mais é sempre ótimo.

- Se você não tiver essa prima ou amiga, a sugestão é comprar mesmo. A maioria das lojas tem sempre alguma arara com peças em promoção e muitas opções para todos os gostos e bolsos. Sai o mesmo preço ou talvez até mais barato que alugar as roupas. Já o equipamento, este sim, vale a pena alugar (e nem é o mais caro da brincadeira toda).
- Dica número três: não entre em uma gelada. Preste atenção no seu filho. Em quase todas as lojas, vendem-se saquinhos aquecidos para serem usados dentro das luvas e das botas. São descartáveis e funcionou muito bem com o João. Vale lembrar que as crianças costumam reclamar do frio normalmente quando ele chega a um ponto insuportável.

- Dica número quatro: consulte seu agente de viagens para descobrir se pode comprar com antecedência pacotes casados de chair-lift (teleférico para o topo das montanhas) e escolinha. Muitas vezes os preços compensam.

- Dica número cinco: escolinha pode funcionar melhor que aulas particulares. É segura, os instrutores costumam ser experientes e pacientes. As refeições estão incluídas no pacote e são bem atraentes para a gurizada: cachorro-quente e batatas fritas no almoço. Vamos combinar que estamos de férias, não é?

Além disso, quase toda criança gosta de criança. A escolinha pode ser uma ótima oportunidade para seu filho fazer novos amigos e se sentir ainda mais estimulado a continuar aprendendo a esquiar. A barreira do idioma não costuma atrapalhar nessas ocasiões.

- Dica número seis: atenção com os efeitos da altitude e clima. Não deixe de passar protetor solar (o sol nestes lugares é tão intenso quanto no verão brasileiro). Um bom hidratante, além daqueles bastõezinhos para os lábios, são fundamentais. Ingerir grande quantidade de líquidos também.

- Dica número sete: pense na logística. Carregar o equipamento de ski, vestindo aquelas roupas grossas, em logas caminhadas, pode ser meio (ou muita) roubada. A maioria das estações possui micro-ônibus gratuitos que circulam regularmente. Mas conseguir um hotel ou casa bem perto do chair-lift (principalmente dos locais onde acontecem as aulas) é o ideal.

- E finalmente, uma última dica: jamais esqueça de levar sua câmera no bolso do casaco. Para registrar a evolução dos pimpolhos. Difícil segurar a emoção ao ver a alegria do seu filho chegando depois de descer a  primeira pista azul. Vale qualquer esforço.

Na neve: escolhendo o destino

Sua idéia é unir cultura e esporte? Experimentar novos sabores com charme e estilo, e, de quebra, ainda aprender uma atividade diferente? Talvez uma estação de esqui na Europa atenda melhor a suas expectativas. Se o perfil da família for mais "esportivo" e o objetivo é terminar a temporada dominando o esqui, pode ser que os Estados Unidos sejam o destino mais indicado.

França, Suíça, Itália, Áustria. Opções não faltam. Durante o dia, pistas que cortam os alpes passando por cenários deslumbrantes. Mas ninguém deve deixar de reservar um pouco de energia para mais tarde: o "aprés-ski". Aliás, energia e alguns (ou muitos) Euros. Os preços são salgados, sim, mas as lojinhas, bares e restaurantes destes lugares são sempre atrações a parte.  

As estações dos Estados Unidos tem como ponto forte a excelente estrutura. Instrutores preparadíssimos para ensinar os princípios básicos do esporte e até se aventurar com seu filho por trilhas mais ousadas. E o melhor: os pais podem esquiar despreocupados. As crianças passam o dia inteiro na escolinha, onde almoçam, lancham, se divertem muito, saem esgotadas. E loucas pra voltar no dia seguinte.

Seja qual for a sua escolha, muita atenção sempre ao quesito segurança, e ótima diversão.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Na neve

Como esquecer a primeira vez em que vi neve na vida? Foi em uma viagem aos Estados Unidos, quando eu tinha onze anos de idade. Ao avistar um montinho de altura razoável, meu pai parou o carro na estrada e imediatamente nos jogamos, eu e meu irmão. Sem luvas, casacos ou gorros. Morremos de frio, na volta, claro. Mas lembro da sensação como se fosse hoje. Foi marcante.

Quase toda a criança vê em filmes ou desenhos animados, aquelas cenas clássicas com bonecos ou guerras de bolas de neve. E sonha com momentos assim. Tudo bem, vivemos em um país tropical lotado de praias maravilhosas, mas a oportunidade de mudança radical de cenário é pra lá de irresistível para os pequenos (e por que não para os grandes?).

Por isso, a experiência de visitar com os filhos uma estação de esqui pode ser altamente prazerosa e, sim, comparável no quesito diversão ao mundo da fantasia dos melhores parques de diversões do mundo.  Existem milhares de estações bacanas por aí, com características distintas. Em comum, paisagens incríveis para você viver com os pequenos aqueles tais momentos de cinema. Certamente você vai encontrar uma que atenda as suas expectativas. Mas é importante estar atento a alguns detalhes para não deixar a diversão escorregar montanha abaixo, literalmente.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Eat the Apple - Nova York

Durante três anos, morei com marido e filho em Nova York, mais precisamente no Battery Park, sul da ilha de Manhattan. Convidados pela empresa em que já trabalhávamos, Lúcio e eu nos mudamos no inverno congelante de 2004. O Luca tinha apenas um ano e cinco meses, era preciso morar perto do emprego e assim chegamos a um prédio de muitos apartamentos (pequenos!) e uma ampla área de lazer, com piscina coberta inclusive. Aos poucos, fui confirmando a minha impressão: NY é perfeita para crianças. Fomos turistas durante três anos, saíamos aos sábados pela manhã, empurrando carrinho, andando de metrô, com papinhas, suquinhos, roupa extra e muita curiosidade, para voltar para casa quase à noite. Alternávamos visitas ao Museu da Criança no Brooklyn e ao Metropolitan - afinal, em algum momento do dia, o Luca caía no sono em seu carrinho guarda-chuva Mac Laren. Bons tempos, aqueles.

Durante esse período, mantive um blog para a família e os amigos matarem a saudade do pequeno e também para ajudar a acabar com preconceito de que a cidade que nunca dorme agrada somente aos adultos. Mentira. Experimente. Desde os atentados de 2001, Manhattan passou a ser mais receptiva às famílias, que antes procuravam as casas de subúrbio. Na lei da oferta e da procura, os restaurantes passaram a se dedicar mais às crianças, as programações culturais ficaram mais variadas. O Brooklyn aconteceu. Quando saímos de Nova York em fevereiro de 2007, a Time Out Kids era um sucesso trimestral. Hoje, circula mensalmente e nem uma locomotiva social daria conta de fazer tudo que é sugerido.

O fato é também que nem tudo é bacana ou vale o esforço, por isso enumerei em ordem de preferência (minha, do Luca e do Lúcio) os programas que família alguma pode perder em NYC.

- Zoológico do Central Park;
- Central Park: estátua da Alice, barquinhos no lago, pista de patinação e parquinho, pedras para escalada;
- Toy'r'Us + FAO Scwartz;
- Museu de História Natural;
- Zoológico do Bronx;
- Aquário de Coney Island;
- Sweedish Cottage;
- Children's Museum;
- New Victory Theater;
- Broadway;
- MoMA Kids (roteiros para crianças nos fins de semana).

Luca em NY: outubro de 2009








domingo, 28 de junho de 2009

Chica-Go Kids!

Assim como há quem diga que Praga parece uma mini-Paris, eu diria que Chicago é uma mini-Nova York. Por isso, não torça o nariz caso alguém, algum dia, proponha uma viagem até Illinois. A "windy city" é gelada no inverno, sim, mas é charmosa o ano inteiro, sendo reconhecida mundialmente como uma capital da arquitetura, onde é possível admirar mais de seis mil esculturas ao ar livre: Alexander Calder, Miró, Henry Moore, Pablo Picasso.

E o que é que criança tem a ver com isso? Surpreenda-se! O Luca conheceu Chicago em novembro de 2005, aos três anos. Apesar do frio esperado para a época, aproveitamos muito, a começar pelo metrô de superfície que percorre toda a cidade, com destaque para o Loop - o centro histórico com seus lindos prédios art-deco. Olhar para dentro dos escritórios, imaginar a vida daquelas pessoas desconhecidas, ah, quem não gosta?

Chicago é uma cidade bem planejada com 37 quilômetros de costa à beira do Lago Michigan. Prata da casa é o Grant Park, uma aglomeração de parques, atrações, museus, pavilhões para shows, bem de frente para a água. Um dos pontos de partida para um passeio pela região do lago é o Millenium Park, aberto com um certo atraso, em 2004, bem perto do riquíssimo Instituto de Artes de Chicago.

O Millenium tem três atrações especiais: o pavilhão Pritzler, a Crowne Fountain, de um artista contemporâneo de Barcelona, e a Cloude Gate, uma escultura prateada, em forma de grão de feijão, de cem toneladas de aço, criada pelo indiano-britânico Anish Kapoor, de onde se vê todo o skyline da cidade e o reflexo de caretas incríveis de nossos filhos. Ali pertinho, a família pode se distrair com o minigolfe Green at Grant Park.

Ok, seu filho quer algo mais pop? O Navy Pier também fica relativamente perto, para quem gosta de caminhar. Trata-se de um pavilhão imenso com parque de diversões bem comercial e um pouco kitsch, com apresentações de circo, queima de fogos de vez em quando e uma roda gigante construída em 1893, com o equivalente a 15 andares de altura. Dá para imaginar a vista de Chicago? Sete minutos de contemplação e adrenalina! Antes de prosseguir, sugiro um café no Starbucks ou um sorvete no Ben & Jerry - duas tradições americanas.

Outra opção de passeio, para agradar de cara a criançada, é visitar o Field Museum, o museu de história natural de Chicago, onde a grande atração é, claro, Sue - o maior e mais bem preservado fóssil de tiranossauro-rex do mundo, apresentado em 2000. Que criança não gosta de dinossauros?

Em frente ao Field Museum, fica o Shedd Aquarium - onde você vai encontrar de tudo, de Amazônia artificial a baleias, golfinhos, peixes de todos os tipos e inúmeras atividades interativas. No verão americano, imaginem só, tem sessões de jazz dentro do prédio, com a vista para a cidade através de um janelão de vidro. Não é uma forma excelente de descansar os pés e os ouvidos?

Não será exagero dizer que o Homem-Aranha adoraria Chicago. Entre nessa escalada com seus filhos. A cidade é marcada por arranha-céus, como as famosas torres Sears e John Hancock. A primeira se orgulha de ter o observatório mais alto de Chicago: 412 metros de altura. A segunda diz ter o elevador mais rápido dos EUA: 600 metros por minuto, para o visitantes subir os 94 andares. Dizem, não conferi, que uma brincadeira sugerida é contar as vinte piscinas em topos de prédio que se podem ver.

E tem muito mais. Vou pesquisar melhor:

Frank Lloyd Wright
Drury Lane Theaters ? (meio broadway?)
Loja Hersheys de 360 metros quadrados.
Chicago Water Tower, que resistiu ao grande incêndio de 1871, é um símbolo da reconstrução da cidade que, segundo os locais, vive se reinventando.
Oak Street Beach
American Girl Place
Lincoln Park Zoo
Chicago University
Passeio de barco pela architecture.org
Adler Planetarium

Luca em Chicago: novembro de 2005