Depois de muito trocar experiências sobre viagens com os filhos, Luisa e Cristiana decidiram botar no computador tudo que aprenderam na estrada (no avião, no navio, no trem) com seus filhotes. Assim, surgiu a ideia de organizar as dicas e escrever para pais e mães curiosos e destemidos. Não temos nenhuma dúvida: viajar com crianças é padecer no paraíso. Se você também pensa assim e tem uma história para contar, deixe um comentário no blog ou escreva pra gente: kidsnaestrada@gmail.com.
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Cancun Para Todos
- Destino - Então a família fez as malas mais uma vez. A tarefa não era das mais simples: encontrar um destino para todos: bebê, criança, babá, jovens, adultos, avó. Assim Cancun cruzou nosso caminho pela segunda vez(já tinha ido há anos quando ainda namorava o pai das crianças) e lá fomos nós.
- Avião - A primeira parte da viagem foi "com emoção". A American Airlines cancelou o voo de ida quando estavamos prestes a embarcar. Voltamos pra casa tensos, exaustos, frustrados. Acontece, infelizmente. Na noite seguinte, ufa, deu tudo certo e cumprimos o trajeto Rio-Miami sem maiores percalços. Em Miami trocamos de aeronave para que uma hora e meia depois nossas férias finalmente começarem.
- Impressões - Sempre que vou ao Caribe, em especial a costa mexicana, é meio chocante, preciso confessar. Custo um pouco a acreditar que seja possível existir um mar com tantos tons de azul. Assim, como um passe de mágica, a simples visão da praia em frente ao nosso hotel logo deixa pra trás o stress da viagem de ida.
- Turismo no México - Excelente estrutura e organização(chega até a dar uma pontinha de inveja). Um povo simpático, alegre, que adora receber. Mas é preciso avisar que não adianta muita pressa nos serviços. O clima é no-stress total. Relax. Pra completar(oba!), com o cambio atual, os preços são super justos(com raríssimas exceções). Hotéis com melhor custo-benefício das viagens recentes da família.
- Frequência - Apesar do visual paradísiaco, Cancun está longe de ser apenas sinonimo de paz e tranquilidade. Especialmente se a data da sua viagem coincidir com o Spring Break, pausa das aulas nos Estados Unidos. Neste período jovens estudantes costumam invadir o lugar atrás de muuuuita diversão day and night. Em Janeiro, alta temporada no México, a frequencia estava tranquila, com turistas de todas as idades, vindos de todos os cantos. Hotéis, restaurantes e atrações cheios mas longe de estarem lotados.
- Clima - Nesta época varia bastante. Em um só dia podemos passar por várias estações. A boa notícia é que, se amanhecer com chuva, em questão de minutos o céu pode se abrir. Na maior parte do tempo em que estivemos lá o clima era agradável, apesar de um ventinho constante, às vezes cansativo. Mas nada que prejudicasse a praia ou os passeios.
- Hotel - Seguimos a indicação de uma sobrinha que se hospedou recentemente no Gran Melia Cancun e não nos arrependemos. Enorme, com uma mega-estrutura, muitos restaurantes, várias piscinas para a criançada. Quarto excelente e confortável. Se a viagem fosse a dois, existem com certeza opções mais charmosas e aconchegantes, mas para nosso grupo caiu como uma luva. O único defeito era ser grande demais. Chegou no lobby, lembrou que esqueceu algo importante no quarto? Danou-se. Esteja preparada para longas caminhadas.
- Noite- Poucas vezes na vida vi uma "night" tão animada como a de Cancun. Mesmo que o propósito da viagem não seja este, vale a pena dar umas bandas pelas diversas casas noturnas da Kukulcan, avenida principal da cidade. Conseguimos escapar para conhecer a Coco Bongo, sem sombra de dúvida uma das melhores boates em que já estive. Impossível ficar parada com a maravilhosa seleção musical do DJ(que toca em boa parte da noite apenas os refrões dos grandes sucessos de várias épocas) e as projeções de clipes no telão, onde até Michel Teló deu pinta. Segundo o canal CNN, no Coco Bongo "Las Vegas encontra a Broadway". As apresentações cover de astros do rock e do Pop podem não ter a mesma produção, mas com certeza não deixam a desejar em nada na comparação, ao menos no quesito animação. Já o Señor Frogs é um restaurante-bar onde até certa hora é permitida a entrada de crianças. Comida boa e ambiente mais "família" apesar da música alguns decibéis acima do aceitável para uma refeição.
- Passeios - Mesmo com tantas opções noturnas, o melhor de Cancun, ao menos para quem visita o lugar com crianças, pode ser visto a luz do dia. Difícil escolher entre tantos passeios. Vamos aos destaques:
- Xel-Ha - Este aquário natural gigante foi sem dúvida um dos melhores programas da viagem, para quem quer mergulhar sem fazer curso ou correr maiores riscos. Fica a mais ou menos uma hora de carro de Cancun(a estrada é ótima). O ingresso inclui um dia inteiro dentro do parque, refeição, bebidas, toalhas e aluguel de equipamento para snorkel, além de bóias, etc. Não levamos o José Francisco, mas acho que até ele ia curtir as praias e a tranquilidade do lugar. Já o João se acabou no mergulho. Como não é mar aberto e as crianças usam coletes salva-vidas, eles ficam com uma certa autonomia para observar as mais de noventa espécies marinhas que passeiam por ali. São milhares de peixinhos coloridos, no melhor estilo "Procurando Nemo", passando diante dos nossos olhos. Um barato!
http://www.xelha.com/
- X-Caret - Uma mistura de parque arqueologico e temático. Tiro certo para agradar a todos os gostos e idades, com shows mostrando a história do México, desde o período pré-hispanico até os dias de hoje. Além das apresentações(tem uma imperdível do que teria sido uma das primeiras partidas de futebol da história), a natureza é uma espetacular atração a parte: rios subterraneos, lagoa com exemplares de peixe-boi, viveiros de borboletas, praias transparentes e piscinas naturais... Muito bacana. Uma delícia de programa para um dia inteiro com toda a família. http://www.xcaret.com/
- Nado com golfinhos - Eles, claro, estão para Cancun assim como Mickey para Orlando. E é quase impossível abrir mão deste programa caro porém inesquecível - especialmente para as crianças. Desta vez demos alguma sorte: alugamos dois carros na Hertz e ganhamos dois vouchers para agendarmos a atividade na empresa Delphinus. A Delphinus tem diversas filiais em Cancun. Marcamos na mais próxima do nosso hotel, meio desconfiados com a "gratuidade" do programa. O esquema é super organizado e o nado com os golfinhos realmente incrível. As crianças podem toca-los, pegar carona nas barbatanas, vê-los girar e saltar. Saem da água empolgadíssimas, emocionadas e, óbvio, querendo guardar cada imagem que resgistre o momento único. Aí vem a facada: U$ 132 por um CD lotado das tais lembranças. E realmente é difícil resistir as fotos feitas por profissionais, do melhor angulo, estilo "capa de revista". Ao menos o resto foi de graça. Os preços variam em torno de U$70 e dependendo do programa podem chegar a até U$400. http://www.delphinusworld.com/
- Chichen Itza - Eleita recentemente uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo, a cidade que funcionou como importante centro político e econômico da civilização maia merece muito um dia de visita. O percurso é um pouco cansativo: duas horas e meia, cerca de 205 quilometros separam Cancun do sitio arqueologico, no estado de Yucatan. Achamos que seria puxado para o bravo mascote da família, José Francisco. João foi então com o pai e a irmã mais velha,Vitória. Eles foram de carro, mas existem diversos tours guiados que incluem transporte, refeicoes e ingressos. Neste caso é uma opção a ser levada em conta. Turismo em grupo às vezes pode ser meio chato, mas em Chichen Itza, não existe quase nenhuma informação disponível. Só pesquisando antes ou contratando um guia local. Lembro que há mais de dez anos optamos pelo tour que saía do hotel e não nos arrependemos(mesmo com o roteiro cheio de longas paradas para compras). Desta vez o Décio precisou puxar pela memória mas acabou dando certo: João voltou fascinado com o mistério do homem barbado em uma das pedras da piramide de Kulkucan, o mais grandioso templo maia. Bater palmas em frente a piramide para ouvir a resposta em som de pássaro também deu ibope com o pequeno aventureiro. Maiores informações: http://www.chichenitza.com/
- Tulum - As ruínas de uma cidade que nasceu a partir de um porto podem não ser tão espetaculares como Chichen Itza, mas o que torna Tulum especial é a situação geográfica. A cerca de 130 quilometros de Cancun, ainda na Riviera Maia, este conjunto de templos e palácios foi construído sobre um penhasco a 13 metros de uma praia de tirar o fôlego. O visual é deslumbrante, as deliciosas praias próximas ao sitio são excelentes, logo vale levar trajes de banho. http://tulum.com/
- O que faltou fazer - Como nós perdemos um dia na confusão aérea, tivemos que ser muito objetivos e não fizemos tudo que gostaríamos. Desta vez não fomos a Cozumel e Isla Mujeres, lugares onde estivemos em outros anos, que reservam cenários e mergulhos espetaculares. Também não conhecemos o Xplor, um parque mais "radical", com muitas trilhas a serem percorridas em carros anfibios, passeios subterraneos ou em balsas pelas carvernas, tirolezas que atravessam a selva, entre outras aventuras. João teria adorado com toda certeza. Fica pra próxima. Até lá, quem sabe, o José já vai poder curtir ainda mais com o irmão as atrações sem fim da Riviera Maia. http://www.xplor.travel/
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
No Chile - no verão e com as crianças
O Chile se tornou nosso destino de férias por acaso,
uma junção de fatores. Precisava de uma viagem que agradasse meus três
filhos de idades tão diferentes (16, 12 e 4 ! O de 16 acabou não indo pois tinha
coisas melhores para fazer nas férias de verão do que viajar coma mãe ..... ) e
que coubesse no nosso orçamento. A primeira opção era um giro pelo
nordeste, mas minha pré-adolescente de 12 , criada em Búzios, agora não gosta
mais de praia. (Aproveitem enquanto seus filhos são pequenos e não dão muita
opinião!). Começamos a investigar então destinos na América do Sul para
onde poderíamos pelo mesmo número de milhar. E escolhemos o Chile, que nenhum
de nós – crianças e adultos – conhecia.
Estivemos em Santiago, Vina Del Mar,
Valparaiso, Pucon e Puerto Varas. Eu gostei muito de tudo ouso dizer que gostei
mais de Santiago do que de Buenos Aires. A cidade é agradável para
caminhar, tem um excelente metrô e enquanto estivemos por lá não enfrentamos
engarrafamentos. Conheci pelo menos duas ruas para onde já penso em voltar sem
crianças para badalar e fazer belas refeições (com crianças as refeições são
sempre mais rápidas, né ?) .
Não sei se demos sorte, mas a temperatura estava
ótima. Em Santiago, a máxima não passou dos 31 graus (para quem mora no Rio
isto é um verão ameno) e na sombra estava sempre agradável. Nas outras
cidades os hotéis não tinham ar condicionado e não fizeram falta. Em Pucon e
Puerto Varas chegamos a pegar 8 graus! Eu sou fã do calor, mas adorei o
refresco. E com sol até dez da noite !!!!!!
VINA DEL MAR E VALPARAÍSO
* Sim, nossas praias são muito mais bonitas, mas eu queria
ver o Pacífico e não me arrependi. As cidades ficam coladas uma na outra, a
menos de duas horas de Santiago. Alugamos um carro e seguimos por uma estrada
excelente, cheia de pedágios e com poucos lugares para parar (ainda bem que o
carro estava abastecido com água e biscoitos !). Nos hospedamos em
Vina Del Mar perto da Playa Blanca. É a praia popular de lá. Parece
o aterro do Flamengo. No calçadão existem diversas áreas infantis, com
brinquedos, parquinhos (incluindo uma roda gigante para crianças e um
trenzinho ), cama-elástica, pula-pula.... Tem também uma feirinha com “
artesanatos “. Ou seja, diversão para grandes e pequenos. Gabriel, meu
filho de quatro anos, adorou. E como no verão só escurece depois das 21h
dá para aproveitar muito.
* Perto da Playa Blanca está a Avenida San Martin, onde
estão diversos restaurantes (inclusive um Pizza Hut) e muitas lojas. Comemos
no San Marco (fica no número 597) e adoramos. O bife a milanesa é ótimo e a
panqueca de maçã entrou para a lista das minhas sobremesas inesquecíveis.
(Ah, e o restaurante tem wifi. Quando se viaja com uma adolescente é
muuuiiiito importante que os lugares tenham wifi). As refeições no
Chile, para nós quatro, com sobremesa custaram em média R$ 120.
* Seguindo de carro pela avenida da Playa Blanca chega-se a
Renaca, a praia mais badalada da região. O lugar também é cheio de
lojinhas e restaurantes e à noite fica tudo lotado. Um bom lugar
para passear, mas não para se hospedar, especialmente com crianças.
* Dica importante: mesmo no verão, sopra um ventinho frio e
um casaquinho leve é necessário pela manhã é ao entardecer.
* No dia seguinte seguimos para Valparaíso que fica a
9 km de distância. Valparaíso é uma cidade portuária, antiga, histórica. Foi
tombada como patrimônio da humanidade em 2008. Uma mistura de Santos,
Pelourinho e Santa Teresa. A cidade tem uma parte alta e uma
parte baixa. Esta é dominada pelo porto e, como toda cidade de porto é
feia. Para que a população pudesse ocupar a cidade, foram
construídos diversos “ ascensores “ que ligam a parte baixa com a parte alta.
São uma espécie de bondinho que andam sobre trilhos. Andamos no mais
antigo deles, o Artilleria, construído no século XIX.
Lá em cima, mais uma feira de artesanato (melhor do que a de Playa Blanca) e
uma vista geral da cidade. Vale a pena o passeio !
* de volta à parte baixa pegamos o carro e seguimos
para La Sebastiana, uma das três casas de Pablo Neruda no Chile. E foi aí
que conhecemos a parte Pelourinho/Santa Teresa da cidade. São ladeiras
íngremes e estreitas que, de repente, desembocam num beco com ateliês,
lojinhas, restaurantes ou numa lugar com uma paisagem deslumbrante.
Sem crianças, teria feito um passeio mais longo, a pé, mas adorei o que
eu vi e eles também se divertiram. A casa do Neruda fica num lugar lindo,
com uma vista deslumbrante. É pequena e a visita é rápida. Termina antes
que a paciência das crianças acabe. E tem uma lojinha ótima para
lembrancinhas...... www.fundacionneruda.org/
* Almoçamos no Pasta e Vino, restaurante com decoração
moderna, massas excelentes, kids friendly e com wifi.
Recomendo !
SANTIAGO
* Depois de conhecer o Pacífico, nosso plano original era
seguir para Pucon e deixar Santiago para o final. Mas se em viagens
imprevistos sempre acontecem, com crianças a chance é maior ainda..... Gabriel
teve uma virose ! Vômito e febre nos levaram até a Clinica Alemana, em
Santiago. Espero que vocês nunca precisem, mas se for necessário fica a dica.
Tivemos um excelente atendimento.
* ZOOLÓGICOS - Santiago tem dois zoológicos. Um
bem central,no parque metropolitano, e outro afastado, a cerca de 40 minutos do
centro, chamado Buin Zoo. Pelas pesquisas que fiz antes de viajar fiquei com a
impressão que o Buin Zoo (www.buinzoo.cl
) era muito legal e que o tal zoológico metropolitano não valia a pena.
Impressão errada ! O Buin Zoo é legal, mas não vale a viagem. É um
zoológico nota 7 ! Destaque para o show de pingüins e focas. Após
esta excursão, nossa ideia era pular o outro zoológico, mas acabamos passando
na porta, Gabriel viu o cartaz e pediu para entrar. O lugar é menor
do que o de Buin, também não é um excelente zoológico, mas é muito mais perto e
para as crianças vale tanto quanto o outro .....
* HOLIDAY INN EXPRESS - Por causa da virose do Gabriel
e da mudança de datas, tivemos de refazer nossa reservas e não conseguimos
ficar no hotel que reservamos aqui do Brasil ( era um apart hotel). Acabamos
ficando no Holiday Inn Express e nos demos bem: US$ 135 para nós quatro. Este
hotel fica no bairro El Golf, uma zona cheia de escritórios e as diárias nos fins
de semana são mais baratas. Nosso quarto era amplo, com duas camas
de casal (que eram boas, mas não eram do tamanho king como anunciado no
site). O único porém é que não tem frigobar. O atendimento é estilo
Holiday Inn: eficiente e ponto. Sem gentilezas ou mesuras desnecessárias.
O café da manhã é fraco, mas não é exclusividade deles. Em todas as cidades e
hotéis do Chile por onde passamos não gostamos do café da manhã. O melhor
do hotel é a localização: fica a uma quadra da Rua Isidora Goyenechea, cheia de bons
restaurantes.
* COQUINARIA –
Para quem é do Rio, a Coquinaria é o Talho Capixaba de Santiago. Só que muito
maior, com uma decoração mais moderna e servindo também almoço e jantar. Fica
na já citada Isidora Goyeneche, no subsoló do Hotel W, um dos mais chiques da
cidade. São baguetes, queijos, pães de chocolate, cafés… www.coquinaria.cl
* MUSEU
INTERACTIVO MIRADOR - Um museu feito para crianças ¡ Fica um pouco
distante do centro – cerca de 20 minutos de táxi (pagamos 10 mil pesos pela
corrida. Mais ou menos R$ 36). Elas podem mexer e experimentar
tudo. É possível entrar dentro de uma bolha de sabão ou participar de uma
oficina de robótica. Só não recomendo o filme em 3D. A
tecnología usada nos filmes é melhor do que a que eles tem e as crianças não
acham a menor graça. Programa para o dia inteiro ! O lugar possui
duas lanchonetes e um restaurante bandejão, mas em todos a comida é meio caída.
Recomendo tomar um café d amanhã reforçado, engañar a fome com biscoitos e
sorvete e almoçar bem tarde. Dica importante: o lugar é isolado e não tem
ponto de táxi. Combine com o motorista que te levar para te buscar. www.mim.cl
* TÁXIS
- Andar de táxi não é caro em Santiago, mas também não é fácil. Os
táxis, em sua maioria, são velhos e não possuem ar condicionado. Existem ainda
diversos carros que funcionam como táxi, mas não possuem nenhuma indicação.
Fazem ponto em frente aos hotéis, shoppings restaurantes. Os carros são bem
melhores do que os dos táxis convencionais e, ate onde pudemos verificar, são
de confiança. O problema é que eles não tem taxímetro então é
indispensável acertar o preço antes de entrar para evitar surpresas
desagradáveis depois da corrida.
* MERCADO CENTRAL
– Eu tenho uma queda por mercados e convenci toda a familia a me
acompanahr numa visita ao de Santaigo. É um mecrado do século XIX, inicialmente
construido para ser uma estação de trem. É pequeno e vale a visita. Gabriel
gostou das barracas com os peixes enormes, polvos, lulas, caranguejos gigantess
….. E comemos os maiores e mais doces morangos de nossas vidas. (Aliás, aproveite enquanto estiver lá para comer morangos, amoras, cerejas,
framboesas… São vendidos em todas as esquinas por ótimos preços e são
deliciosos.) O problema é o assédio dos vendedores e garçons. Não dê papo,
Faça cara de mal e siga em frente ou você não vai conseguir sair do
lugar. Eu ficaria para almoçar por lá ( mesmo sabendo que os preços são
para turistas), mas como nem meu marido nem meus filhos são grandes
apreciadores de peixes e frutos do mar ………
* CERRO CRISTÓBAL
- Santiago fica no meio das cordilheiras e, quando a névoa permite, a
vista de baixo é linda. Por toda cidade existem diversos cerros onde é
possível subir para admirar Santiago lá de cima. Fomos ao mais famoso e
turístico deles, o Cerro San Cristobal. Para chegar lá um funicular, espécie de
bondinhos sobre trilho parecido com o de Valparaíso, mas bem mais
novo. A vista é legal para se ter uma ideia geral da cidade e as
crianças gostam da subida de bondinhos, mas confesso que preferí a vista lá de
baixo, olhando as cordilheiras. De cima, basicamnete só se vê
predios. O local tema inda uma estátua ( esqueci de que santo ) bem grande,
estilo Cristo Redentor. Para chegar até ela é preciso enfrentar uma escadaria .
No caminho, desobrimos que o ocal funciona também como uma espécie de
cemitério. Há locais para as pessoas deixarem as cinzas de seus parentes
mortos. Não gostei muito desta mistura de cemitério, religião e
ponto turístico. Resumindo: suba o funicular, mas a escadaria não vale.
No camino para o cerro, usando o mesmo funicular, fica o tal zoo pequeno, mas
que as crianças gostam.
* PATIO
BELLAVISTA E LA CHASCONA – A estação do funicular fica na Rua
Constituicion, uma rua super badalada cheia de restaurantes, ótima para
passear. Almoçamos no excelente Como Agua para Chocolate. A
decoração é inspirada no filme mexicano com o mesmo nome e a comida é
diferente e muito boa. Super recomendó ¡ www.comoaguaparachocolte.cl
Tivemos um pouco de dificuldade para encontrar um prato que as crianças
gostassem, já que quase tudo leva pimenta e molhos, mas a garçonete nos ajudou
e todos ficaram satisfeitos. Esta é uma das ruas que numa ida a Santiago
sem crianças eu quero explorar melhor. Nesta rua está também o Patio
Bellavista, uma espécia de shopping a céu aberto com pequeñas lojinhas e muitos
restaurantes. E pertinho dali também fica a casa de Neruda em Santigo, La
Chascona.
* SHOPPINGS –
Estivemos no Shopping Parque Arauco e no Alto las Condes. Os dois tem
praticamente as mesmas lojas, incluindo as três maiores lojas de departamento
do Chile: Ripley, Paris e Fallabella. Os preços são melhores do que no
Brasil e pegamos a liquidação de verão para grande alegría da mina filha.
Os dois shoppings tem áreas de aimentação externas com restaurantes e não
apenas com as tradicionais lanchonetes fast food. Eu simpatizei mais com
o Shopping Arauco, mas o Las Condes tem duas vantagens: uma área infantil
excelente e uma filiar da Morph, uma loja de design argentina super
legal.
* HOMY E TOTTUS
- Anexo ao shopping Parque Arauco fica um hipermercado gigante chamado
Tottus, que vende de chocolate a meias e vinhos. Eu gosto de investigar
supermercados em outros países e ese valeu a pena. No último dia da
viagem, meu marido ficou no hotel por algumas horas com as crianças e eu
sai da Tottus com patês diferentes, vinhos super baratos e muitos presentinhos.
O segundo andar da Tottus é ocupado pelo Homy, uma espécie de Tok &
Stok com coisas úteis e outras nem tanto, mas tudo fofo e por preços mais
baixos do que os do Brasil.
* MUSEU DE LA
MODA - U machado ¡ É um museu pequeño que fica numa casa casa linda. Na
entrada, uma instalação de carros de cabeça para baixo já chama atenção das
crianças. Quando fomos estava acontecendo uma exposição sobre os anos 80: lá
estavam o vestido de casamento da Lady Di, a jaqueta do Michael Jackson, o
carro do Mc Fly em De Volta para o Futuro ….. E ainda tem lojinha que,
entreoutras coisas, vende brincos de neon e chaveirinhos do Pac Man. As
crianças gostaram, mas Marcelo e eu nos divertimos mais. www.museudelamoda.cl
PUCON E PUERTO
VARAS
* Pucon é uma
cidade que fica ao sul de Santiago, a uns 800 km de distancia. Seguindo uma
dica de amigos brasileiros que já haviam estado lá, fomos de ônibus leito da
empresa JAC ( www.jac.cl) . O ônibus não é
muito novo, mas as poltronas realmente se transformavam em camas e as crianças
adoraram a aventura. Chegando lá alugamos um carro, o que foi uma sábia
decisão. Sem carro, passear pela região seria muito difícil. A grande
atração de Pucon é o vulcão Villarica. E neste quesito nós demos azar. Nossos
dois primeiros dias na cidade foram com tempo muito ruim, chuva e névoa.
Resultado: não dava para ver o vulcão. Apesar de ser verão, a temperatura
máxima foi de 23 graus. À noite, as crianças usaram luvas e
cachecóis e adoraram. O centrinho de Pucon tem uma rua com alguns
restaurantes e lojinhas. Achei um pouco caído e esperava um pouco mais. Muita
gente tinha me dito que parecía Búzios, mas sinceramente acho que falta um
pouco de charme... De qualquer forma, sem chuva deve ser melhor para
passear...
* LAGO E TERMAS
- A região de Pucons e Villarica fica em torno de um lago lindo e enorme.
Há diversos trechos com areias (uma areia preta, vulcânica) que é a praia
deles. Paramos num lugar bem legal, com pedalinhos e bicicletas para
alugar. Sucesso entre as crianças ¡ Mas nosso programa preferido em
Puncon foram as Termas Geometricas. É um lugar que fica bem afastado, no
meio da mata, aos pés do vulcão e onde é possível tomar banho em piscinas
naturais aquecidas pelo vulcão. A temperatura da água das piscinas fica entre
29 e 40 graus ¡ Algumas são tão quentes que o banho não é permitido. O
lugar é diferente, muito legal. Cheio de vapores, fumaças, passarelas, plantas
…. A estrutura é boa com cabines e lockers espalhados por todo lado. Há
apena uma pequena lanchone, um pouco cara, mas que quebra um galho. Por
ficar tão isolado, o lugar não tem linha telefônica e por isso não trabalha com
cartão. As entradas custavam 17 mil pesos (cerca de R$ 62) para adultos e 8
mil pesos para crianças. Um pouco caro, mas vale a pena.
* Puerto Varas
não estava no nosso roteiro inicial, mas a decepção em não ver o vulcão em
Pucon nos animou a enfrentar a viagem. Foram quase quatro horas de estrada (mais
uma vez uma estrada excelente com pedágios e poucos lugares para parar) só
para ir, mas uma sábia decisão. Puerto Varas é linda, uma pintura e muito
diferente de outros lugares que já conheci. O vulcão Osorno domina a paisagem
com seu pico nevado, á beira de um lago de cinema. Fizemos duas das melhores
refeições da viagem lá: no Las Buenas Brasas e no Puro Toro.
Ficamos no Hotel Bella Vista. Um pouco caro, mas nos deram um quarto gigante
que tinha até banheira de hidromassagem e uma vista de frente para o lago.
Parecia uma pintura.
* FRUTILLAR
- Bem pertinho de Puerto Varas fica a cidade de Frutillar. É uma cidade
bem pequena, de colonização alemã. A parte turística se resume a uma rua em
frente ao lago, de onde também se avista o vulcão. Casas bonitinhas, um
teatro lindo, lojinhas, calçadão com brinquedos para crianças. Vale a
visita.
* VULCÃO OSORNO
- a grande atração de Puerto varas e provavelmente de toda nossa
viagem. O vulcão fica dentro do Parque Vicente Pérez
Rosales, distante uma hora do centro de Puerto Varas. No parque começa a subida
pela estrada. O tempo vai ficando mais frio e a vista cada vez mais
linda. Lá em cima, um vento frio nos obrigou a colocar luvas e
gorros. Pegamos o teleférico e chegamos pertinho de onde fica a neve
eterna. Meus filhos, que nunca haviam visto neve, amaram!
** Adriana Caban é uma jornalista destemida - na profissão e na vida
** Adriana Caban é uma jornalista destemida - na profissão e na vida
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Em Foz com Luca e Diana
Quando escolhi em junho viajar para Foz do Iguaçu antes do Natal, comprei passagens para meus filhos e meu marido. No meio do caminho, pintou uma festa de família para o Lúcio e eu acabei embarcando para Foz sozinha, com nossos pequenos de 9 e 5 anos. E não é que o fim de semana de 17 de dezembro foi intenso e maravilhoso...!
Entre muito o que aprendi, duas lições: pesquisar compensa muito e cuidar de dois sozinha não é nenhum bicho de sete cabeças. Antes mesmo de voltar pra casa, preparei uma lista que gostaria de dividir aqui porque, afinal, Foz é um show para todas as idades.
Entre muito o que aprendi, duas lições: pesquisar compensa muito e cuidar de dois sozinha não é nenhum bicho de sete cabeças. Antes mesmo de voltar pra casa, preparei uma lista que gostaria de dividir aqui porque, afinal, Foz é um show para todas as idades.
Dicas fundamentais:
- Levar ou comprar capa de chuva
- Comprar ingresso Parque das
Cataratas via internet
- Levar documentos com fotos das
crianças e autorização do pai ou da mãe se quiser cruzar fronteira
- Chegar ao aeroporto de Foz com
folga por causa da revista nas malas e da checagem de documentos, afinal,
há muitos vôos internacionais chegando e partindo.
Hotel Panorama - meio caro para o que é. Está decadente, tem zero
charme, mas é limpo, tem uma bela piscina e uma ótima localização. Tarifa:
diária de R$278 para um adulto e duas crianças, com café e jantar. (Ambos,
corretos.)
Parque aquático - para o dia da chegada e/ou para depois dos
passeios. O hotel Panorama fica ao lado do Acquamania, um parque aquático
antiguinho, bem simples, que agradou em cheio as crianças. Seis tobogãs, sendo
que o mais alto tem 22 metros e de lá o Luca não saiu. Diana também aproveitou
tudo o que tinha direito. Uma chatice: o lugar tem abelhas que amam
refrigerantes e lanches. Preço: R$ 50 por família hospedada no Panorama (vale
para toda estadia) ou R$ 40 por dia para pessoas com mais de 12 anos. Leve sua
própria toalha e não espere nenhuma pirotecnia, o parque é de cidade do
interior, lembre-se. Eu adorei o www.Acquamaniafoz.com.br.
Parque das Aves: não sei se é a idade ou se são os filhos, mas dei pra
gostar de apreciar bichos. Pássaros, então! Luca, de 9 anos, diz que esse foi o
passeio mais legal de Foz. Ele fez carinho em tucanos, araras e papagaios,
chegou bem perto de tudo. Diana, de 5 anos, ficou mais reservada, mas adorou
entrar nas gaiolas gigantes, observar os flamingos e as borboletas. O parque,
com 1000 aves e 130 espécies fica antes das entrada das Cataratas. Os guias
sugerem fazer a visita pela manhã, eu gostei mais da tarde. É tão zen o lugar,
que compensa o cansaço provocado pelas emoções do Parque das Cataratas. Entrada
para o www.parquedasaves.com.Br:
R$ 18 por adulto.
Parque das Cataratas: a excelente organização do parque lembra Bonito ou
aqueles lugares de primeiro mundo que a gente tanto admira. O ingresso dá
direito ao transporte dentro do parque (cada ônibus leva o nome de um bicho da
fauna local), vetado aos carros comuns. Dica fundamental: compre ingresso pelo
site e pague com cartão Itaú que dá 50% de desconto. Ou enfrente uma hora de
fila, sem exagero. São quatro paradas no parque. A primeira para uma trilha de
9km (uma outra vez, quem sabe), a segunda para o Macuco Safari, a terceira no
Hotel das Cataratas (megachique, diária de R$ 800) para a principal trilha até
a Garganta do Diabo e a última parada dá no restaurante que é bem turista e
bom. http://www.cataratasdoiguacu.com.br/portal/.
Macuco Safari: ok, abra a carteira e nem pense em pular essa
atração de 1h45m, que fica na segunda parada do Parque e é paga à parte. A
trilha começa num jipão por 3km de floresta, com quatis e palmeiras raras no
caminho. Depois, uma caminhada de 600 metros ou um jipe menor leva ao ponto de
embarque nos botes infláveis bimotores, de aparência bem segura. Capas de chuva
e coletes salva-vida no corpo e a turma segue pelo Rio Iguaçu na direção da
Garganta do Diabo. Deixe tudo nos armarinhos e leve somente a máquina
fotográfica bem protegida. Todo mundo se molha, independentemente de onde se
sentar no bote. Depois de algumas paradas para fotos, o banho em uma das
cachoeiras é inesquecível, pela força, pelo barulho, pela exuberância da
natureza, pela sorte que a gente tem de morar no Brasil. São 45 minutos no
barco, mas eu queria mais. E o Luca disse que o Macuco é muito melhor que muita
montanha-russa da Disney. Preço: R$ 140 pra adulto e R$ 70 pra criança acima de
7 anos. (Di não pagou e aproveitou muito, nada de medo.) Mais detalhes no www.macucosafari.com.br.
Outros passeios, dentro do parque, mais "adultos": se eu
estivesse com o Lucio provavelmente me arriscaria pelas opções do www.macucoaventura.com.br. Mas,
sozinha com dois, não achei que deveria enfrentar 9km de caminhada ou qualquer
tipo de rafting.
Duty-free Argentina: eu optei por não cruzar a Ponte da Amizade dessa vez,
mas a aventura no Paraguai vale a pena do ponto de vista antropológico, he he.
Preferi comprar muamba de forma mais tranqüila. Do meu hotel, de taxi, até o
free-shop argentino foram 15 minutos ou menos. Tiramos uma foto linda do Luca
bem na fronteira, com o sol se pondo sobre o Rio Iguaçu. Ele e a Diana adoraram
brincar de falar espanhol em Puerto Iguazú. Compramos lápis Crayola, joguinho
Wii, chocolates Kit Kat. Nada essencial, tudo supérfluo.
Taxista: o motorista recomendado pelo hotel e que nos levou
até o Duty Free (R$ 60, ida e volta) foi tão tranquilo que o chamamos
para nos levar até o aeroporto no dia de ir embora: R$ 30. Adilson:
45-9920-6939 ou 9106-3986.
O que faltou fazer:
Admito que me deu preguiça ir
até Itaipu Binacional, mas soube que crianças grandes e adultos curiosos amam.
No nosso pequeno grupo, reconheço, não havia nem um nem outro.
Jantar carnes “arrentinas”
em Puerto Iguazú.
E quero me arriscar no rapel e
nas trilhas de 4 ou 9 km de uma próxima vez. http://www.campodedesafios.com.br/conteudo_br/index.htm
ou www.macucoaventura.com.br.
Tudo, dentro do parque.
Gosto disso. Gosto da impressão
de não ter feito tudo o que há para fazer num lugar. Assim tenho motivo para
voltar ou para pedir aos amigos que compartilhem suas próprias dicas preciosas.
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Foz do Iguaçu
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Um Dia Feliz
Este é um post pra série "porque eu amo o Rio".
Quase toda viagem vale a pena e todo lugar tem um(ou muitos) encantos. Mas, muitas vezes, a felicidade está logo ali, pertinho. Sem precisar ir muito longe, um antigo passeio sob um novo olhar, reacende a paixão pela cidade em que nasci e cresci.
Em julho atravessei o tunel Rebouças e em menos de dez minutos lá estávamos eu, meu pai, João e o amigo Duda na Quinta da Boa Vista. A antiga residência da Família Imperial, hoje um imenso parque público no bairro de São Cristóvão, abriga várias atrações. O zoológico do Rio talvez seja a mais badalada delas. Mas desta vez, nosso destino era outro.
Iriamos ao Museu Nacional, passeio que eu havia feito apenas uma vez, quando o João tinha uns três ou quatro anos.
A idéia era conferir a exposição "Um Tiranossauro no Museu", que exibe um crânio (considerado um dos mais completos do mundo), do carnívoro gigante de aproximadamente 65 milhões de anos. Apostei alto na exibição, mas confesso, imaginei que causaria um maior frisson nos meninos. O enorme "cabeção" prendeu a atenção por alguns instantes, mas eles logo se agitaram em busca de novidades.
Partimos então para o piso superior, onde a exposição permanente(com outras réplicas de dinossauros e fósseis) acabou dando mais ibope.
Foi bacana revisitar as outras seções do Museu, principalmente o acervo do Egito, que é aliás, o maior da América Latina. Os objetos foram arrematados em leilão pelo imperador D. Pedro I e doados ao Museu Real, em 1818.
E qual criança não fica fascinada com as incríveis histórias dos deuses e faraós?
O João, que teve o privilégio de ir ao Cairo e ver de perto as piramides de Gizé, adorou rever e relembrar alguns momentos inesquecíveis da nossa viagem. Sempre existe um detalhe, uma novidade que vai despertar o interesse nas cabecinhas cheias de imaginação e curiosidade.
Fiquei, no entanto, com a impressão de que relíquias de tanta importância mereciam um destaque maior dentro do próprio museu. Mas mesmo pecando em alguns momentos por uma certa falta de organização e informação, a visita vale muito a pena.
Além do mais, a Quinta da Boa Vista, por si só, já é um programão. Que lugar lindo! Lagos, gramados verdinhos, várias atrações ao ar livre para a criançada. Se estiver perto da hora do almoço, o http://www.restaurantequintaboavista.com.br/ pode servir de opção. Dica de uma amiga do Blog!
Em frente ao museu tomamos picolé e comemos milho. Depois o João quis dar uma volta com o Duda nas bicicletas duplas. O passeio, com os altos e baixos do percurso, foi com certa emoção, meio "radical", como eles mesmos definiram(eles esqueceram-e a mãe desavisada também- de perguntar onde era o freio!).
Outras atrações legais como pedalinhos e até tobogã inflável também distraem e agradam a gurizada.
Saldo do dia: diversão deliciosa, crianças felizes, mãe e avô cansados, mas orgulhosos da "redescoberta".
Museu Nacional - http://www.museunacional.ufrj.br/ - aberto a visitação de terça a domingo das 10hs às 16hs.
Ingressos: 3 reais para adultos e crianças a partir de 6 anos. Gratuito para maiores de 60 anos.
Estacionamento dentro da Quinta da Boa Vista : 6 reais
Quase toda viagem vale a pena e todo lugar tem um(ou muitos) encantos. Mas, muitas vezes, a felicidade está logo ali, pertinho. Sem precisar ir muito longe, um antigo passeio sob um novo olhar, reacende a paixão pela cidade em que nasci e cresci.
Em julho atravessei o tunel Rebouças e em menos de dez minutos lá estávamos eu, meu pai, João e o amigo Duda na Quinta da Boa Vista. A antiga residência da Família Imperial, hoje um imenso parque público no bairro de São Cristóvão, abriga várias atrações. O zoológico do Rio talvez seja a mais badalada delas. Mas desta vez, nosso destino era outro.
Iriamos ao Museu Nacional, passeio que eu havia feito apenas uma vez, quando o João tinha uns três ou quatro anos.
A idéia era conferir a exposição "Um Tiranossauro no Museu", que exibe um crânio (considerado um dos mais completos do mundo), do carnívoro gigante de aproximadamente 65 milhões de anos. Apostei alto na exibição, mas confesso, imaginei que causaria um maior frisson nos meninos. O enorme "cabeção" prendeu a atenção por alguns instantes, mas eles logo se agitaram em busca de novidades.
Foi bacana revisitar as outras seções do Museu, principalmente o acervo do Egito, que é aliás, o maior da América Latina. Os objetos foram arrematados em leilão pelo imperador D. Pedro I e doados ao Museu Real, em 1818.
E qual criança não fica fascinada com as incríveis histórias dos deuses e faraós?
O João, que teve o privilégio de ir ao Cairo e ver de perto as piramides de Gizé, adorou rever e relembrar alguns momentos inesquecíveis da nossa viagem. Sempre existe um detalhe, uma novidade que vai despertar o interesse nas cabecinhas cheias de imaginação e curiosidade.
Fiquei, no entanto, com a impressão de que relíquias de tanta importância mereciam um destaque maior dentro do próprio museu. Mas mesmo pecando em alguns momentos por uma certa falta de organização e informação, a visita vale muito a pena.
Além do mais, a Quinta da Boa Vista, por si só, já é um programão. Que lugar lindo! Lagos, gramados verdinhos, várias atrações ao ar livre para a criançada. Se estiver perto da hora do almoço, o http://www.restaurantequintaboavista.com.br/ pode servir de opção. Dica de uma amiga do Blog!
Em frente ao museu tomamos picolé e comemos milho. Depois o João quis dar uma volta com o Duda nas bicicletas duplas. O passeio, com os altos e baixos do percurso, foi com certa emoção, meio "radical", como eles mesmos definiram(eles esqueceram-e a mãe desavisada também- de perguntar onde era o freio!).
Outras atrações legais como pedalinhos e até tobogã inflável também distraem e agradam a gurizada.
Saldo do dia: diversão deliciosa, crianças felizes, mãe e avô cansados, mas orgulhosos da "redescoberta".
Museu Nacional - http://www.museunacional.ufrj.br/ - aberto a visitação de terça a domingo das 10hs às 16hs.
Ingressos: 3 reais para adultos e crianças a partir de 6 anos. Gratuito para maiores de 60 anos.
Estacionamento dentro da Quinta da Boa Vista : 6 reais
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Mais dicas da Germana em Lisboa, Sevilha e Barcelona
Os passeios mais legais com crianças
BARCELONA
1) Parque de La Ciudadela - Perfeito, cheio de brinquedos em todos os cantinhos.
2) Zoológico - o Show de golfinhos é uma atração à parte, que não dá para perder
3) Aquário - Nosso pequeno achou muito escuro, mas é um programa imperdível. No final, há uma série de brinquedos, como um submarino, que eles adoram.
4) Andar pelas Ramblas - é um programa tipo Turistão, que muitos nem me aconselharam a fazer por ser meio brega. Mas, quer saber? Nós adoramos! A cada metro percorrido, encontrávamos artistas de rua, com mil performances curiosas e engraçadas. Essa mistura de gente e um clima animado foi ótima para nós e nosso filho. Tudo era novo para ele, que ficou fascinado.
5) Parque Guell - obrigatório para adultos e crianças, mas não tem brinquedos. É um espaço lindo e ao ar livre, onde se pode correr à vontade e curtir a vista da cidade.
6) Fundação Miró - Miró é perfeito para crianças e uma ótima introdução no mundo das artes, com suas telas imensas e muito coloridas. Roberto adorou. Tentava me explicar o que era cada um daqueles desenhos, ficou todo feliz. Uma graça.
Onde não ir - Pueblo Espanhol
É uma vila, com entrada paga, que tenta imitar os inúmeros estilos arquitetônicos da Espanha, como uma (ou várias) cidade (s) em miniatura. Eu achei horrível e desnecessário. Barcelona é linda, com uma arquitetura fantástica e muito viva. O que eu estava fazendo ali naquele espaço fake que parecia um shopping???
SEVILHA
Parque Isla MAgia - Incrível, rende muito para crianças, com brinquedos e shows ao ar livre. Destaque para a apresentação de pássaros, que nunca vi antes em lugar algum.
Parque Maria Luisa - Além de ser lindo e ter uma das praças mais lindas da Europa (a Praça de Espanha), é um espaço verde incrível, com muitos brinquedos e passeio de charrete. Ponto alto da cidade!
Jardins de Murillo - são os jardins do Palácio Real (Real Alcazar) - também lindos, com brinquedos e as laranjeiras típicas da Espanha. Delícia.
Casa de Pilatos - nós fomos, é uma construção muito linda em estilo árabe, mas Roberto estava no auge do seu cansaço e impaciência. Não rendeu para ele...
LISBOA E ARREDORES
A cidade é muito amigável para os pequenos.
1) Andar de Elétrico (Bonde) é um programa legal, bem como ir ao Castelo de São Jorge bem no Centro da Cidade.
2) Conhecemos o Parque Monsanto que é muito completo, uma área verde lindíssima e muito bem estruturada para crianças, com inúmeros brinquedos, cabanas de índios, lago, restaurante e tudo que você possa imaginar. Adoramos.
3) Passear por Belém, conhecer a Torre de Belém, de onde saiam os navegadores rumo ao Novo Mundo. Meu filho se sentiu o próprio pirata, brincando naquela espécie de castelo (é uma fortaleza na verdade), cheio de canhões. Provar o incrível pastel de Belém e brincar com os mapas no chão, desenhados com pedras portuguesas, que mostram as conquistas de Portugal nos tempos de Cabral. Emocionante.
4) Zoológico - eu achei o Zôo de Lisboa ainda melhor que o de Barcelona, que já era nota 10. Há uma programação enorme, com diversos horários para as crianças acompanharem a alimentação de flamingos, focas etc. As 15h, há o grande show de golfinhos e leão marinho! Imperdível! Recebemos o famoso "Beijo molhado" e jamais esqueceremos.
5) Sintra - Cidade histórica ao ladinho de Lisboa, com o Castelo da Pena (é impossível não se sentir num conto de fadas!) e o Museu do Brinquedo. Programa delicioso!
6) Oceanário de Lisboa - Simplesmente o melhor aquário da Europa, de deixar qualquer um com o queixo caído. Dá para ficar horas e horas observando as espécies, os tubarões, as arraias, peixes imensos e os minúsculos... um programa obrigatório!
Para os mais velhos existem ainda outras opções como Museu das Ciências, ao lado do Oceanário, e um parque chamado Kidzânia, que não chegamos a conhecer. Lisboa merece muitas e muitas viagens.
BARCELONA
1) Parque de La Ciudadela - Perfeito, cheio de brinquedos em todos os cantinhos.
2) Zoológico - o Show de golfinhos é uma atração à parte, que não dá para perder
3) Aquário - Nosso pequeno achou muito escuro, mas é um programa imperdível. No final, há uma série de brinquedos, como um submarino, que eles adoram.
4) Andar pelas Ramblas - é um programa tipo Turistão, que muitos nem me aconselharam a fazer por ser meio brega. Mas, quer saber? Nós adoramos! A cada metro percorrido, encontrávamos artistas de rua, com mil performances curiosas e engraçadas. Essa mistura de gente e um clima animado foi ótima para nós e nosso filho. Tudo era novo para ele, que ficou fascinado.
5) Parque Guell - obrigatório para adultos e crianças, mas não tem brinquedos. É um espaço lindo e ao ar livre, onde se pode correr à vontade e curtir a vista da cidade.
6) Fundação Miró - Miró é perfeito para crianças e uma ótima introdução no mundo das artes, com suas telas imensas e muito coloridas. Roberto adorou. Tentava me explicar o que era cada um daqueles desenhos, ficou todo feliz. Uma graça.
Onde não ir - Pueblo Espanhol
É uma vila, com entrada paga, que tenta imitar os inúmeros estilos arquitetônicos da Espanha, como uma (ou várias) cidade (s) em miniatura. Eu achei horrível e desnecessário. Barcelona é linda, com uma arquitetura fantástica e muito viva. O que eu estava fazendo ali naquele espaço fake que parecia um shopping???
SEVILHA
Parque Isla MAgia - Incrível, rende muito para crianças, com brinquedos e shows ao ar livre. Destaque para a apresentação de pássaros, que nunca vi antes em lugar algum.
Parque Maria Luisa - Além de ser lindo e ter uma das praças mais lindas da Europa (a Praça de Espanha), é um espaço verde incrível, com muitos brinquedos e passeio de charrete. Ponto alto da cidade!
Jardins de Murillo - são os jardins do Palácio Real (Real Alcazar) - também lindos, com brinquedos e as laranjeiras típicas da Espanha. Delícia.
Casa de Pilatos - nós fomos, é uma construção muito linda em estilo árabe, mas Roberto estava no auge do seu cansaço e impaciência. Não rendeu para ele...
LISBOA E ARREDORES
A cidade é muito amigável para os pequenos.
1) Andar de Elétrico (Bonde) é um programa legal, bem como ir ao Castelo de São Jorge bem no Centro da Cidade.
2) Conhecemos o Parque Monsanto que é muito completo, uma área verde lindíssima e muito bem estruturada para crianças, com inúmeros brinquedos, cabanas de índios, lago, restaurante e tudo que você possa imaginar. Adoramos.
3) Passear por Belém, conhecer a Torre de Belém, de onde saiam os navegadores rumo ao Novo Mundo. Meu filho se sentiu o próprio pirata, brincando naquela espécie de castelo (é uma fortaleza na verdade), cheio de canhões. Provar o incrível pastel de Belém e brincar com os mapas no chão, desenhados com pedras portuguesas, que mostram as conquistas de Portugal nos tempos de Cabral. Emocionante.
4) Zoológico - eu achei o Zôo de Lisboa ainda melhor que o de Barcelona, que já era nota 10. Há uma programação enorme, com diversos horários para as crianças acompanharem a alimentação de flamingos, focas etc. As 15h, há o grande show de golfinhos e leão marinho! Imperdível! Recebemos o famoso "Beijo molhado" e jamais esqueceremos.
5) Sintra - Cidade histórica ao ladinho de Lisboa, com o Castelo da Pena (é impossível não se sentir num conto de fadas!) e o Museu do Brinquedo. Programa delicioso!
6) Oceanário de Lisboa - Simplesmente o melhor aquário da Europa, de deixar qualquer um com o queixo caído. Dá para ficar horas e horas observando as espécies, os tubarões, as arraias, peixes imensos e os minúsculos... um programa obrigatório!
Para os mais velhos existem ainda outras opções como Museu das Ciências, ao lado do Oceanário, e um parque chamado Kidzânia, que não chegamos a conhecer. Lisboa merece muitas e muitas viagens.
Pequeno Bob em Barcelona, Sevilha e Lisboa, por Germana Costa Moura
Germana é jornalista e corajosa. Mãe de Roberto, o "Pequeno Bob", que nas últimas férias fez roteiro de gente grande. O menino cruzou o oceano. E adorou! A seguir, a primeira de uma série de aventuras da família(a gente torce por isso)...
Estava louca para contar para vocês a experiência de levar um moleque de menos de 3 anos para passear com seus pais pela Europa. Foi demais. No roteiro teve de tudo um pouco: de parque de diversão a monumentos históricos, de zoológico com show de golfinhos a jogo do Barcelona, de passeios por avenidas lindas até a pausa para um descanso naqueles cafés cheios de charme. Só que em vez do cafezinho e da água mineral, típico hábito deles, a mesa estava lotada de bonequinhos e um tiquinho a mais de barulho do que eles estão acostumados..
Como fomos atravessar o Atlântico com uma criança tão pequena?
Com a proximidade das férias, ainda no ano passado, começaram as dúvidas sobre que viagem nós faríamos. As primeiras opções incluíam Hotel Fazenda, Praia, Parques de Diversão (Beto Carrero porque a Disney, eu só cogito um pouco mais para a frente) etc. Fiz uma sondagem com amigas, todas com filhos já bem maiores do que eu, e ninguém jamais levou filho pequeno para uma viagem a Europa, mesmo aquelas que viajam com frequência. Nada contra praia ou parques! Quem não gosta de ficar curtindo um relax com todo o conforto? E os parques? Tenho certeza que vou curtir mais do que o Roberto e me acabar em todos aqueles brinquedos. Mas depois de 3 anos curtindo intensamente a vida de mãe e o mundo infantil, queria muito que as férias fossem familiares e não apenas 100% voltadas para ele. Além disso, meu marido branquíssimo não gosta de praia e já me deu de presente férias no Nordeste uns dez anos seguidos. Estava na hora de variar o cenário. E, finalizando, nós dois quase não nos vemos o ano inteiro. Temos horários completamente diferentes. A última coisa que eu queria era entrar em parques cheios, lotados, um barulhão etc etc. Queria ter a oportunidade de passear, conhecer coisas novas, sentar num café e papear. E sentir um friozinho para fugir desse calorão.
Como temos milhas sobrando (eu não falei que a gente quase não se vê? São inúmeras viagens a trabalho!) e amigos queridos em Portugal - amigos esses que ainda por cima têm filhos com idades bem próximas a do nossos filho - bastou meio convite da Joana para eu ja ir aceitando e topando a ideia de revê-la e passar uns dias com ela. Mas a questão central permanecia: o Roberto seria muito novo para fazer uma viagem, digamos, de adulto? Dá certo levar um moleque para Europa? E o custo?
A minha avaliação é que dá, sim, e muito. Adorei a experiência. Com um filho só é quase o mesmo custo de uma viagem a dois (a parte terrestre). Onde dormem dois, dormem três. E nós dois rachávamos todas as refeições! Fui com baixa expectativa. Daqui do Rio ia me convencendo que algumas coisas não iam dar certo e que não daria para fazer todos os programas. Por exemplo, eu achava quase impossível sair à noite e, na realidade, saímos algumas noites tranquilamente com ele no carrinho. Por outro lado, tinha certeza que ele ia amar o aquário de Barcelona e ele nem ligou. Acho que achou muito escuro, porque ficava procurando o lugar do cinema! Curtiu muito mais o carrossel bem bobinho que havia do lado de fora.
Nas cidades grandes, há inúmeras opções de lazer. Um parque urbano ou pracinha já é um programão para um menino de apenas 3 anos. É tudo lindo, charmoso, bem cuidado, cercado de flores. Em Barcelona, o Parque de la Ciudadela tem lago, barco para alugar, inúmeros brinquedos (em diversas áreas), gente patinando, labirinto de arbustos, cafés. Um sonho. E ali ainda tem o Zôo, com seu show de golfinhos de deixar qualquer um babando.
Em Lisboa, a Torre de Belem foi recriada por mim como um lugar de onde os grandes piratas (e não os navegadores) saiam para fazer suas descobertas. Não tem preço ver seu filho explorando cada cantinho da Torre - um dos patrimônios da humanidade - viajando como se estivesse num cenário de piratas. O mais engraçado é que quando chegamos lá havia um artista de rua, todo fantasiado de pirata, fazendo pequenas esquetes e tirando fotos junto aos visitantes. Uma moedinha de um euro e estava garantido o espetáculo. Roberto enloqueceu. "Eu não te disse, filho, que aqui havia um pirata?". Adorou! E pensar que ali pertinho está à venda o famoso Pastel de Belém. Dá mais saudade ainda.
Super curioso, prestava atenção em tudo! Fomos ao Castelo da Pena, em Sintra, onde ele procurou muito pela Rainha! Mas, que pena, ela não estava lá! Em Sevilha, na Casa de Pìlatos, com influência Árabe. ele andou procurando Aladim e Jasmim. De lá seguiu para um parque de diversões incrível com brinquedos e esquetes teatrais. E assim íamos mesclando programas para todas as idades.
Foram 17 dias em 3 cidades. Hoje, mais experiente, eu teria feito 12 dias em apenas 2 cidades.
A seguir um resuminho do que acho que dá certo ou não em viagens desse tipo. E você? Tem dicas para passar?
Deu certo
Clima - ele nem ligou para o frio, se adaptou super bem
Avião - nem sentiu a viagem noturna tanto na ida quanto na volta
Dormir em apartamentos alugados - além de mais baratos que os hoteis, os apartamentos são muito mais confortáveis e dão à criança a sensação de que está em casa. Até hoje ele fala "a nossa casa de Barcelona" (quem me dera!)
Ter um monte de DVDs em português e brinquedinhos sempre à mão.
É um alívio encontrar o Danoninho idêntico ao nosso e qualquer DanUp em qualquer mercadinho.
Museu - parece incrível, mas ele adorou o Museu Miró. Sua reação foi dizer todo empolgado "que legal!" e em seguida me explicar que se tratava de uma "pintagem com textura", como se fosse um trabalhinho da escola.
Parques e pracinhas em geral. A dica é ir de manhã, gastar bastante energia. Depois, colocá-lo num carrinho descansando enquanto os adultos aproveitam para fazer outros programas com mais calma (muitas vezes ele dormia).
Não deu tão certo
Não recomendo mais que 12 a 15 dias viajando. A gente abusou com 17 dias de viagem. Ele sentiu saudade de casa e nós estávamos cansados, loucos para revezar um pouco com a babá...
O fuso horário com 3 horas a mais foi bem cansativo para os pais. Antes de 1 da manhã, nada do Roberto dormir. Abrimos o sofá-cama na sala, espalhamos os brinquedos, para ver se ele ia se deixando levar pelo sono.... a casa era dominada por dezenas de bonecos. Na foto, Roberto completamente com sono cercado de sua coleção.
TV em espanhol. É muita informação para a cabeça dele processar. Eu senti que ele ficava muito ligado tentando entender tudo. Quando desliguei a TV, ele relaxou mais e conseguiu desacelerar.
Comida - que saudade do prato infantil no Brasil e de pedidos como "dá para ver mais uma porção de arroz?". Isso não existe lá fora. Ele estava com tanta saudade do arroz, que cozinhamos em casa! No quesito gastronomia, não consegui variar quase nada o cardápio. Qualquer iogurte ou suco novo era rejeitado, então parei de arriscar e saí comprando só o que era bem parecido com o que ele estava acostumado (uma pena!)
Cidade pequena, como Sevilha. Lá é interessante e tem um Parque de Diversões ótimo. Mas as cidades maiores são realmente mais indicadas!
Adorei a experiência e acho que, só de termos ficado 17 dias nós 3 juntos, já valeu a pena. Foi ótimo ver que não existe bicho de 7 cabeças e eles se adaptam facilmente e dá para fazer diversos programas com eles.
Que venham as próximas férias!!!
Como fomos atravessar o Atlântico com uma criança tão pequena?
Com a proximidade das férias, ainda no ano passado, começaram as dúvidas sobre que viagem nós faríamos. As primeiras opções incluíam Hotel Fazenda, Praia, Parques de Diversão (Beto Carrero porque a Disney, eu só cogito um pouco mais para a frente) etc. Fiz uma sondagem com amigas, todas com filhos já bem maiores do que eu, e ninguém jamais levou filho pequeno para uma viagem a Europa, mesmo aquelas que viajam com frequência. Nada contra praia ou parques! Quem não gosta de ficar curtindo um relax com todo o conforto? E os parques? Tenho certeza que vou curtir mais do que o Roberto e me acabar em todos aqueles brinquedos. Mas depois de 3 anos curtindo intensamente a vida de mãe e o mundo infantil, queria muito que as férias fossem familiares e não apenas 100% voltadas para ele. Além disso, meu marido branquíssimo não gosta de praia e já me deu de presente férias no Nordeste uns dez anos seguidos. Estava na hora de variar o cenário. E, finalizando, nós dois quase não nos vemos o ano inteiro. Temos horários completamente diferentes. A última coisa que eu queria era entrar em parques cheios, lotados, um barulhão etc etc. Queria ter a oportunidade de passear, conhecer coisas novas, sentar num café e papear. E sentir um friozinho para fugir desse calorão.
Como temos milhas sobrando (eu não falei que a gente quase não se vê? São inúmeras viagens a trabalho!) e amigos queridos em Portugal - amigos esses que ainda por cima têm filhos com idades bem próximas a do nossos filho - bastou meio convite da Joana para eu ja ir aceitando e topando a ideia de revê-la e passar uns dias com ela. Mas a questão central permanecia: o Roberto seria muito novo para fazer uma viagem, digamos, de adulto? Dá certo levar um moleque para Europa? E o custo?
A minha avaliação é que dá, sim, e muito. Adorei a experiência. Com um filho só é quase o mesmo custo de uma viagem a dois (a parte terrestre). Onde dormem dois, dormem três. E nós dois rachávamos todas as refeições! Fui com baixa expectativa. Daqui do Rio ia me convencendo que algumas coisas não iam dar certo e que não daria para fazer todos os programas. Por exemplo, eu achava quase impossível sair à noite e, na realidade, saímos algumas noites tranquilamente com ele no carrinho. Por outro lado, tinha certeza que ele ia amar o aquário de Barcelona e ele nem ligou. Acho que achou muito escuro, porque ficava procurando o lugar do cinema! Curtiu muito mais o carrossel bem bobinho que havia do lado de fora.
Nas cidades grandes, há inúmeras opções de lazer. Um parque urbano ou pracinha já é um programão para um menino de apenas 3 anos. É tudo lindo, charmoso, bem cuidado, cercado de flores. Em Barcelona, o Parque de la Ciudadela tem lago, barco para alugar, inúmeros brinquedos (em diversas áreas), gente patinando, labirinto de arbustos, cafés. Um sonho. E ali ainda tem o Zôo, com seu show de golfinhos de deixar qualquer um babando.
Em Lisboa, a Torre de Belem foi recriada por mim como um lugar de onde os grandes piratas (e não os navegadores) saiam para fazer suas descobertas. Não tem preço ver seu filho explorando cada cantinho da Torre - um dos patrimônios da humanidade - viajando como se estivesse num cenário de piratas. O mais engraçado é que quando chegamos lá havia um artista de rua, todo fantasiado de pirata, fazendo pequenas esquetes e tirando fotos junto aos visitantes. Uma moedinha de um euro e estava garantido o espetáculo. Roberto enloqueceu. "Eu não te disse, filho, que aqui havia um pirata?". Adorou! E pensar que ali pertinho está à venda o famoso Pastel de Belém. Dá mais saudade ainda.
Super curioso, prestava atenção em tudo! Fomos ao Castelo da Pena, em Sintra, onde ele procurou muito pela Rainha! Mas, que pena, ela não estava lá! Em Sevilha, na Casa de Pìlatos, com influência Árabe. ele andou procurando Aladim e Jasmim. De lá seguiu para um parque de diversões incrível com brinquedos e esquetes teatrais. E assim íamos mesclando programas para todas as idades.
Foram 17 dias em 3 cidades. Hoje, mais experiente, eu teria feito 12 dias em apenas 2 cidades.
A seguir um resuminho do que acho que dá certo ou não em viagens desse tipo. E você? Tem dicas para passar?
Deu certo
Clima - ele nem ligou para o frio, se adaptou super bem
Avião - nem sentiu a viagem noturna tanto na ida quanto na volta
Dormir em apartamentos alugados - além de mais baratos que os hoteis, os apartamentos são muito mais confortáveis e dão à criança a sensação de que está em casa. Até hoje ele fala "a nossa casa de Barcelona" (quem me dera!)
Ter um monte de DVDs em português e brinquedinhos sempre à mão.
É um alívio encontrar o Danoninho idêntico ao nosso e qualquer DanUp em qualquer mercadinho.
Museu - parece incrível, mas ele adorou o Museu Miró. Sua reação foi dizer todo empolgado "que legal!" e em seguida me explicar que se tratava de uma "pintagem com textura", como se fosse um trabalhinho da escola.
Parques e pracinhas em geral. A dica é ir de manhã, gastar bastante energia. Depois, colocá-lo num carrinho descansando enquanto os adultos aproveitam para fazer outros programas com mais calma (muitas vezes ele dormia).
Não deu tão certo
Não recomendo mais que 12 a 15 dias viajando. A gente abusou com 17 dias de viagem. Ele sentiu saudade de casa e nós estávamos cansados, loucos para revezar um pouco com a babá...
O fuso horário com 3 horas a mais foi bem cansativo para os pais. Antes de 1 da manhã, nada do Roberto dormir. Abrimos o sofá-cama na sala, espalhamos os brinquedos, para ver se ele ia se deixando levar pelo sono.... a casa era dominada por dezenas de bonecos. Na foto, Roberto completamente com sono cercado de sua coleção.
TV em espanhol. É muita informação para a cabeça dele processar. Eu senti que ele ficava muito ligado tentando entender tudo. Quando desliguei a TV, ele relaxou mais e conseguiu desacelerar.
Comida - que saudade do prato infantil no Brasil e de pedidos como "dá para ver mais uma porção de arroz?". Isso não existe lá fora. Ele estava com tanta saudade do arroz, que cozinhamos em casa! No quesito gastronomia, não consegui variar quase nada o cardápio. Qualquer iogurte ou suco novo era rejeitado, então parei de arriscar e saí comprando só o que era bem parecido com o que ele estava acostumado (uma pena!)
Cidade pequena, como Sevilha. Lá é interessante e tem um Parque de Diversões ótimo. Mas as cidades maiores são realmente mais indicadas!
Adorei a experiência e acho que, só de termos ficado 17 dias nós 3 juntos, já valeu a pena. Foi ótimo ver que não existe bicho de 7 cabeças e eles se adaptam facilmente e dá para fazer diversos programas com eles.
Que venham as próximas férias!!!
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Vicente em Aracaju - por Ana Paula Brasil
Usando uma expressão dos americanos, Aracaju é a cidade mais "child friendly" que já visitamos no Brasil!
Desde que o Vicente nasceu, há 2 anos, optamos por viagens ao Nordeste. Saindo do Rio, os vôos são curtos e sempre existe a possibilidade de não fazer escalas. Embora às vezes isso custe um pouco mais, acho muito complicado fazer conexão com bolsas, mochilas, carrinho e criança.
Estávamos procurando uma praia tranquila, para evitar a muvucada e os preços altos do fim de ano nos lugares badalados. Mas não queríamos, além do avião, pegar carro, estrada, balsa... queria descer do avião e molhar os pés no mar. O Vicente, desde bebezinho, não gosta de ficar preso. Mantê-lo domado dentro do avião já é um desafio (haja repertório!) e ele ia chiar se ainda tivesse que encarar horas na estrada para chegar ao destino. Sendo assim, tinha que ser uma capital nordestina não muito badalada. Lá fomos nós para Aracaju, que nos recebeu lindamente!
O mar não tem o azul alagoano, nem o verdão cearense, mas é bem bonito. As praias não têm a exuberância de dunas, falésias ou coqueiros à beira-mar, mas, em sua maior parte, são limpas, rasas, mornas e sem ondas - o que para os pequenos é uma felicidade. No grupo em que estávamos também havia uma criança de 6 e outra de 10. Se divertiram igualmente.
As praias
Atalaia é a praia principal. É onde está a maior parte dos hotéis e os principais restaurantes. Mas fica cheia nos fins de semana e a faixa de areia é larga; é preciso caminhar muito até chegar ao mar. Optamos por uma praia que fica ao sul, chamada Aruana.
Os hotéis
Nosso hotel foi sugerido por uma amiga que mora na cidade e tem filhos (dicas preciosas!). Aruanã Eco Hotel: www.aruanahotel.com.br
A praia é de Aruana. Mas o hotel é AruanÃ. Então vamos lá:
Novo, charmoso e simpático, o Aruanã não tem a infra-estrutura de um resort, mas me encantou com requintes bem pensados para quem viaja com criança, tais como brinquedoteca (fofa e bem cuidada), salão de jogos, balanços, piscina rasa e uma copa exclusiva onde o hóspede poder aquecer ou até preparar alguma comidinha na hora em que quiser: a Copa Baby. Importante ressaltar que entre o hotel e a praia passa uma rodovia. Quem tem crianças maiores e gostaria de lhes dar autonomia nos dias de férias, não vai conseguir. Eles vão precisar de supervisão para atravessar as pistas movimentadas.
Falando nisso, a cidade nos pareceu educada e com um jeito bom de interior. Nas ruas secundárias não há sinais luminosos e a gente até se assustava com os carros parando para a gente atravessar!
Outro hotel muito procurado por quem tem criança é o Star Fish Resort: www.starfishresorts.com
Mais grandioso e mais caro, é considerado um dos melhores hotéis para crianças no Brasil. Fica na Ilha de Santa Luzia.
Os passeios
Oceanário - Muito bom. O oceanário é pequeno, mas muito bem montado. Entre as 60 espécies de animais, há meros gigantes, tubarões, tartarugas, arraias e moreias. São 18 tanques de águas doce e salgada. Mantido pelo Projeto Tamar, o espaço tem formato de uma tartaruga marinha. Funciona de terça a domingo, mas nas férias escolares abre todos os dias. Vá no fim da tarde, quando os animais são alimentados (entre 16h30 e 17h). Av. Santos Dumont, s/n - (79) 3243-3214 - www.projetotamar.org.br
Parque dos Falcões - Imperdível! Fica em Itabaiana, a 45 km de Aracaju. Numa imensa área de proteção ambiental, José Percílio cuida de aves de rapina sensacionais. Algumas são adestradas e os turistas podem segurá-las. Gaviões, falcões, corujas, carcarás... e outros bichos encontrados pelo Ibama que foram bem recebidos no parque: um filhote de tamanduá e um de veado. É indispensável agendar previamente a visita. (79) 9962-5457 / 8818-5036 www.parquedosfalcoes.com.br
Parque da Cidade – Uma ampla área verde, com um pequeno zoológico e brinquedos, mas nada muito diferente do que, provavelmente, existe na sua cidade. A atração que vale a pena é o teleférico, logo na entrada do parque. Ele vai bem alto e você terá uma vista bonita da cidade. Me pareceu inseguro para crianças pequenas, já que a cadeirinha não tem um cinto de segurança, só uma trava. Fiquei embaixo com Vicente enquanto o restante do grupo subia.
Mundo das Crianças – Um parque muito legal com brinquedos gratuitos e pagos. Boa opção para crianças até 5 ou 6 anos. Mas os maiores também vão curtir a pequena pista de kart em que podem pilotar sozinhos. Fica na Orla de Atalaia.
Marinete - É um trenzinho muito simpático que circula na Orla de Atalaia à noite e sai de meia em meia hora. A bilheteria é em frente ao Mundo das Crianças, na Orla de Atalaia.
São Cristóvão - Cidade histórica a 30 km de Aracaju. Foi a primeira capital sergipana e a quarta cidade mais antiga do Brasil. Tombada pelo Iphan, a cidade tem um conjunto arquitetônico colonial muito bonito. A Praça São Francisco foi declarada pela UNESCO em agosto de 2010 patrimônio da humanidade.
Mercado Municipal Antônio Franco - R. José do Prado Franco, s/n - Para comprar pimentas, castanhas e a deliciosa bolachinha de goma (biscoito de tapioca)
Canion do Xingó - Não fomos. Vi imagens na TV e fiquei com muita vontade, mas achamos que era puxado para uma criança de 2 anos passar 4 horas na estrada e mais umas tantas num barco. As embarcações - escuna ou catamarã - partem da cidade de Canindé, a 200 km de Aracaju. O passeio acontece na parte represada do rio São Francisco e leva aos imponentes cânions do Xingó, incluindo paradas para mergulho em meio às águas verdes e cristalinas. A operadora Nozetur é uma das que fazem o passeio: www.nozestur.com.br
Catamarã - Não fomos. São mais de 3 horas dentro do barco e achei que nossa fera não ia se comportar. Mas o passeio é um dos mais procurados. O catamarã sai do cais do bairro São José, navegando pelo estuário do rio Sergipe até a sua foz, cruzando a praia da Atalaia nova e chega até o rio Poxim.
Os restaurantes
Carro de Bois - R. Niceu Dantas, 1040 (Atalaia) - (79) 3243-4800. Excelente. Comida regional, grelhados e frutos do mar. Bonito e com atendimento caprichado. Pratos infantis saem rapidamente para deixar todo mundo calmo.
Cariri - Av. Santos Dumont, Passarela do Caranguejo - S/N – (79) 3243-1379. Bom, barato e simpático. Comida regional e frutos do mar. Destaque para a moqueca de "catado" de caranguejo e para a carne de sol. Os pratos infantis também saem rapidamente e a atenção com as crianças é tamanha que nos ofereceram até um berço de armar para pôr ao lado da mesa. Nos fins de semana há banda de forró tocando no salão - talvez você queira evitar se estiver procurando um ambiente mais silencioso.
Sollo - Rod. Pres José Sarney, 100. Tel: (79) 2105-5220. É o restaurante do Hotel Aruanã. É mais requintado e muito bom, mas não vale tudo o que custa. Repetimos algumas vezes por pura preguiça de sair do hotel.
Transporte
O táxi em Aracaju não é caro. Uma corrida de Aruana à Atalaia, por exemplo, custa entre R$ 10 e R$ 15. De Aruana até o Mercado Municipal, cerca de R$ 20. Mas se você estiver em grupo e quiser fazer passeios mais distantes, vale alugar uma van. Nós fomos muito bem atendidos pelo Betto Fontes: (79) 9992-7777. Ele tem carros e vans. Os motoristas foram educados e faziam questão de respeitar os limites de velocidade.
** Ana Paula Brasil é jornalista, mãe do Vicente e autora do livro "Barriga redonda, barriga pontuda".
** Ana Paula Brasil é jornalista, mãe do Vicente e autora do livro "Barriga redonda, barriga pontuda".
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Praia do Forte - Bahia
Meu marido não é muito fã de resorts. Acha que acabamos ficando isolados sem conhecer de verdade a cultura e o povo de um lugar. Concordo com ele neste ponto. Mas vamos combinar também que às vezes o esquema dos resorts é uma mão na roda com crianças.
Costumo dizer que os resorts são como as casas de festa. Um pouco impessoais, sim, no entanto totalmente eficazes nos quesitos diversão e dor de cabeça zero.
Mesmo com o Décio torcendo um pouco o nariz, em setembro de 2007 decidimos comemorar o aniversário de quatro anos do João no Ecoresort da Praia do Forte, na Bahia. Como era baixa temporada, conseguimos uma tarifa razoável para o excelente e bem carinho resort que fica a cerca de 50 quilometros de Salvador.E foi ótimo.
A seguir, destaco alguns pontos altos do destino escolhido:
- estrutura do EcoResort - quarto confortável, em bom estado de conservação, muitas opções de lazer em um só lugar. Academia de ginástica, spa, salões de beleza...
- Um dos melhores buffets que já experimentamos neste estilo de hoteis. A cada refeição, 800 mil calorias a mais...E que estamos de férias... Melhor relaxar, mergulhar na cocada, coscuz e demais quitutes incríveis e deixar a dieta pra volta.
- Recreação infantil - ótima. João é bem animado para essas coisas. Ficava uma boa parte do tempo com a gente, mas também adorava encontrar os amigos que fez durante a viagem e principalmente os recreadores. Gentis, pacientes, criativos nas brincadeiras... Até festinha de aniversário rolou para ele. Ponto pra Turminha do Jornaleco.
-Atividades extras - isso é um grande acerto do esquema todo. O resort fica ao lado de uma vila de pescadores muito simpática, com lojas, bares, restaurantes. Pequena, organizada, ótima para pequenos passeios.
- Além disso, a poucos minutos a pé do resort encontra-se o Projeto Tamar com tartarugas marinhas de tamanhos variados(algumas imensas mesmo). Sempre um programão para a garotada.
- Uma surpresa foi o passeio que fizemos às ruínas do único castelo medieval construído no país. A cerca de dois quilometros da vila, encontramos o que um dia serviu de residência para a família Garcia D´Avila. O patriarca do clã, um almoxarife de Tomé de Sousa, primeiro governador-geral do Brasil, conseguiu acumular uma fortuna imensa, principalmente em terras. Chegou a controlar o maior latifúndio do mundo: suas terras se estendiam da Bahia ao Maranhão. Na sede do latifúndio ele construiu o castelo que visitamos na Praia do Forte. Passeio muito bacana mesmo!
- Como o resort fica próximo a Salvador, vale a pena com toda certeza uma visita a capital baiana. Passamos algumas horas no Pelourinho no dia da volta e foi ótimo. João adorou ouvir as histórias dos escravos, do Brasil Colonia, da muralha em localização estratégica para defender a cidade. De novo aqui, a observação e uma das dicas principais das autoras do Blog: antes de embarcar, procure pesquisar, ilustrar, contar a seu filho um pouco da história do lugar. Sempre enriquece a viagem. Com certeza ele vai esquecer de muitas coisas, mas se lá na frente, ele lembrar de apenas um detalhe ou uma pequena curiosidade da história, é porque valeu a pena.
- Pra encerrar, gostaria de contar uma experiência que tivemos na Praia do Forte que por pouco não se transformou na maior cilada de todas as viagens. De julho a outubro, as baleias da espécie Jubarte se aproximam da costa brasileira vindas da Antártica para procriar. Na Praia do Forte existem empresas que organizam um passeio em parceria com o Instuto Baleia Jubarte para quem quiser observar de perto o mamífero gigante, que mede em torno de 16 metros e pode chegar a pesar 40 toneladas.
- Ficamos meio "bolados" quando na carro que nos levaria até o cais o guia aconselhou toda a família a tomar Dramim. Empolgados com a aventura, decidimos respirar fundo e embarcar!
- Do embarque na escuna até a volta, o passeio dura cerca de quatro horas e meia pois as baleias costumam ficar a aproximadamente 12 mil milhas da costa.
- Do embarque na escuna até a volta, o passeio dura cerca de quatro horas e meia pois as baleias costumam ficar a aproximadamente 12 mil milhas da costa.
- Naquele dia, o tempo estava ruim, com vento e um pouco de chuva(essa dica é importante - se quiser fazer o passeio, aproveite logo um dia de sol da viagem e não deixe para o último dia, como nós fizemos). Por isso, o barco sacodia mais que o normal. Sou filha e neta de pescadores submarinos e super acostumada com passeios de barco desde muito pequena. Mas confesso que neste dia cheguei a temer pelo pior. Me sentia em Jaws, point preferido dos surfistas de ondas gigantes no Havaí. E, na medida que o barco se afastava, elas iam ficando cada vez maiores. A neblina não ajudava. Já não viamos continente, ilhas próximas, nada... Baleia então muito menos.
-Mas não tem jeito: para avistá-las assim, soltas, na natureza, é preciso espírito de aventura. É preciso enfrentar alto-mar.
-Mas não tem jeito: para avistá-las assim, soltas, na natureza, é preciso espírito de aventura. É preciso enfrentar alto-mar.
- Só que naquele dia as Jubarte pareciam não estar muito a fim de dar o ar da graça e nós começamos a achar que estávamos enfrentando aquilo tudo a toa.
- Enquanto o guia informava o grupo(bem heterogeneo, com João como caçula) sobre os hábitos das baleias e índices de sucesso na empreitada de avistá-las ali na região e tal e coisa., outros dois rapazes ficavam de pé na proa do barco com olhos bem abertos e ouvidos atentíssimos.
- Enquanto o guia informava o grupo(bem heterogeneo, com João como caçula) sobre os hábitos das baleias e índices de sucesso na empreitada de avistá-las ali na região e tal e coisa., outros dois rapazes ficavam de pé na proa do barco com olhos bem abertos e ouvidos atentíssimos.
- E eis que de repente,ufa, um deles grita: baleia a vista!
- A partir deste momento, toda a nossa aflição foi recompensada. Uma, duas, três... Muitas aparecem, bem pertinho do barco. Elas nadam, saltam, afundam e voltam a superfície, espirram água para o alto. Uma mãe e um filhote se aproximam da gente.
- Suspiros, gritos empolgados do João e fotos, muitas fotos.
- Suspiros, gritos empolgados do João e fotos, muitas fotos.
- A volta foi bem mais tranquila. Não sei se o mar acalmou ou se estávamos embasbacados demais para pensar em outro assunto que não fossem as maravilhosas gigantes.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Turquia, das mesquitas, das ruelas e da simpatia, por Joana Thimóteo
Passamos o ultimo verão europeu na Turquia (agosto de 2010). Eu já tinha ido e Pedro também. Mas queríamos voltar para mostrar aos nossos pequenos, Antonio (3 anos) e Matias (1 ano), a magia de Istambul. Cidade única.
Combinamos que passaríamos 5 dias em Istambul e depois 7 dias na Turquia mediterrânea num desses resorts com as pernas pro ar e com as crianças soltas.
Em Istambul resolvemos não ficar no centro antigo. Seria delicioso termos ficado lá, o lugar é um charme, mas como não passam táxis em todas as ruelas do bairro, achamos que o acesso seria difícil com duas crianças e seus carrinhos. Optamos pela área de Nisantasi (o bairro bacanudo de Istambul).
Um hotel ótimo, de frente para o Bosphorus, com uma vista deslumbrante e com piscina para as crianças e nós brincarmos no fim do dia (Swiss Hotel). Isso foi uma ótima escolha.
Era agosto e o verão escaldante fazia os termômetros baterem os 45 graus. A cada esquina que passávamos comprávamos garrafas de água para jogar na cabeça dos meninos. O calor estava insuportável. Por causa da temperatura resolvemos perguntar a um simpático taxi que nos levava para o Hagia Sophia, principal mesquita de Istambul (que já foi catedral crista e depois virou mesquita), quanto ele nos cobraria para ficar com a gente o tempo todo. O preço era justo e fechamos negocio. Outra ótima decisão.
Os turcos de uma maneira geral são muito gentis e adoram as crianças. São simpáticos na rua e sempre tentam ajudar. Então tínhamos um motorista simpático e um carro com ar condicionado. Alem disso, podíamos deixar compras e carrinhos no taxi. Valeu cada tostão a mais que pagamos.
Escolhemos as principais mesquitas e palácios e fomos conhecê-las. As crianças adoraram. Junto com a gente embarcaram no mundo da fantasia. Antonio contava quantos “castelos” estava conhecendo, mas sempre contabilizando os que já conhecia, como da Cinderela (da Disney), como o do Corcunda (da Notre Dame de Paris). Enfim, apresentamos novos “castelos”, novos sonhos e novas fantasias.
Aqui fiz uma listinha com algumas mesquitas, palácios e monumentos que os meus meninos curtiram:* Dolmabahçe Palace
* Hagia Sophia = Santa Sophia
* Blue Mosque (na frente da Santa Sophia, em Sultanahmet)
* Topkapi Palace
* As Cisternas
* Spicy Market - os melhores e mais baratos caviar para consumo. Tem pimentas do mundo todo. Lugar bem tipico onde os turcos compram temperos.
* Museu de Arqueologia
* Chora Museum
* Beylerbeyi Palace
* Suleyman Mosque
* Hagia Sophia = Santa Sophia
* Blue Mosque (na frente da Santa Sophia, em Sultanahmet)
* Topkapi Palace
* As Cisternas
* Spicy Market - os melhores e mais baratos caviar para consumo. Tem pimentas do mundo todo. Lugar bem tipico onde os turcos compram temperos.
* Museu de Arqueologia
* Chora Museum
* Beylerbeyi Palace
* Suleyman Mosque
* Grand Bazar – ou vá com alguém que fale turco e pechinche bastante o preço ou dê apenas uma passada. Os preços são caros e a negociação muito cansativa (e olha que eu morei na China e sou mestre em pechinchar). Como é sempre muito cheio, não dedique muito tempo, pois a chance do seu filho ficar altamente irritado é grandes!* Bosphorus Tour – passeio de barco pelo Bosphorus. Lindo principalmente no por do sol. As crianças adoraram.
Esses são passeios ou caminhadas por bairros agradáveis, legais para passear com nossos pequenos:
Nisantasi – bairro das compras, melhores lojas.Bebek - bairro a beira do Bosphorus com muitos cafés e restaurantes.
Nisantasi – bairro das compras, melhores lojas.Bebek - bairro a beira do Bosphorus com muitos cafés e restaurantes.
Ortakoy - bairro com mesquita também na beira no Bosphorus, bem simpático
Beyoglu - bairro antigo com uma avenida sem acesso p/ carros. Vale a pena (visitar a Çiçek Pasaji e Passage Markiz)
Beyoglu - bairro antigo com uma avenida sem acesso p/ carros. Vale a pena (visitar a Çiçek Pasaji e Passage Markiz)
De Istambul partimos para Antalya. Um lugar nada bonito, mas com hoteis incriveis. Conhecido como a “Riviera Turca”, nao concordo, mas...o hotel que ficamos era otimo (Gloria Golf Resort). Com uma infraestrutura que eu nunca tinha visto para criança. Tinha tudo infantil: 9 tobogas de agua (de todos os tamanhos), 6 piscinas, clube infantil, cinema infantil, teatro diário para crianças, uma praia calma e gostosa, esportes aquáticos, tudo o que meus filhos pudessem querer tinha neste hotel.
E nada lotado, com muito verde e espaço para eles correrem.. Fora o atendimentos exemplar, a cozinha infantil para darmos almoço e jantar aos pequenos e os banheiros infantis espalhados pelo hotel. Uma maravilha para eles.
Ja para nós...eu achei pouco infantil demais. Como diria um amigo: cansativo. Me sentia na Disney, o que não era bem a minha intenção. Mas como tínhamos conciliado nosso interesse (Istambul) com o interesse dos meninos (Antalya), chegamos a conclusão que as férias foram incriveis! Esse equilíbrio de interesses é o que estamos sempre em busca. Afinal são as férias deles, mas as nossas tambem! Grandes férias a Turquia nos proporcionou!
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