Depois de muito trocar experiências sobre viagens com os filhos, Luisa e Cristiana decidiram botar no computador tudo que aprenderam na estrada (no avião, no navio, no trem) com seus filhotes. Assim, surgiu a ideia de organizar as dicas e escrever para pais e mães curiosos e destemidos. Não temos nenhuma dúvida: viajar com crianças é padecer no paraíso. Se você também pensa assim e tem uma história para contar, deixe um comentário no blog ou escreva pra gente: kidsnaestrada@gmail.com.
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Cancun Para Todos
- Destino - Então a família fez as malas mais uma vez. A tarefa não era das mais simples: encontrar um destino para todos: bebê, criança, babá, jovens, adultos, avó. Assim Cancun cruzou nosso caminho pela segunda vez(já tinha ido há anos quando ainda namorava o pai das crianças) e lá fomos nós.
- Avião - A primeira parte da viagem foi "com emoção". A American Airlines cancelou o voo de ida quando estavamos prestes a embarcar. Voltamos pra casa tensos, exaustos, frustrados. Acontece, infelizmente. Na noite seguinte, ufa, deu tudo certo e cumprimos o trajeto Rio-Miami sem maiores percalços. Em Miami trocamos de aeronave para que uma hora e meia depois nossas férias finalmente começarem.
- Impressões - Sempre que vou ao Caribe, em especial a costa mexicana, é meio chocante, preciso confessar. Custo um pouco a acreditar que seja possível existir um mar com tantos tons de azul. Assim, como um passe de mágica, a simples visão da praia em frente ao nosso hotel logo deixa pra trás o stress da viagem de ida.
- Turismo no México - Excelente estrutura e organização(chega até a dar uma pontinha de inveja). Um povo simpático, alegre, que adora receber. Mas é preciso avisar que não adianta muita pressa nos serviços. O clima é no-stress total. Relax. Pra completar(oba!), com o cambio atual, os preços são super justos(com raríssimas exceções). Hotéis com melhor custo-benefício das viagens recentes da família.
- Frequência - Apesar do visual paradísiaco, Cancun está longe de ser apenas sinonimo de paz e tranquilidade. Especialmente se a data da sua viagem coincidir com o Spring Break, pausa das aulas nos Estados Unidos. Neste período jovens estudantes costumam invadir o lugar atrás de muuuuita diversão day and night. Em Janeiro, alta temporada no México, a frequencia estava tranquila, com turistas de todas as idades, vindos de todos os cantos. Hotéis, restaurantes e atrações cheios mas longe de estarem lotados.
- Clima - Nesta época varia bastante. Em um só dia podemos passar por várias estações. A boa notícia é que, se amanhecer com chuva, em questão de minutos o céu pode se abrir. Na maior parte do tempo em que estivemos lá o clima era agradável, apesar de um ventinho constante, às vezes cansativo. Mas nada que prejudicasse a praia ou os passeios.
- Hotel - Seguimos a indicação de uma sobrinha que se hospedou recentemente no Gran Melia Cancun e não nos arrependemos. Enorme, com uma mega-estrutura, muitos restaurantes, várias piscinas para a criançada. Quarto excelente e confortável. Se a viagem fosse a dois, existem com certeza opções mais charmosas e aconchegantes, mas para nosso grupo caiu como uma luva. O único defeito era ser grande demais. Chegou no lobby, lembrou que esqueceu algo importante no quarto? Danou-se. Esteja preparada para longas caminhadas.
- Noite- Poucas vezes na vida vi uma "night" tão animada como a de Cancun. Mesmo que o propósito da viagem não seja este, vale a pena dar umas bandas pelas diversas casas noturnas da Kukulcan, avenida principal da cidade. Conseguimos escapar para conhecer a Coco Bongo, sem sombra de dúvida uma das melhores boates em que já estive. Impossível ficar parada com a maravilhosa seleção musical do DJ(que toca em boa parte da noite apenas os refrões dos grandes sucessos de várias épocas) e as projeções de clipes no telão, onde até Michel Teló deu pinta. Segundo o canal CNN, no Coco Bongo "Las Vegas encontra a Broadway". As apresentações cover de astros do rock e do Pop podem não ter a mesma produção, mas com certeza não deixam a desejar em nada na comparação, ao menos no quesito animação. Já o Señor Frogs é um restaurante-bar onde até certa hora é permitida a entrada de crianças. Comida boa e ambiente mais "família" apesar da música alguns decibéis acima do aceitável para uma refeição.
- Passeios - Mesmo com tantas opções noturnas, o melhor de Cancun, ao menos para quem visita o lugar com crianças, pode ser visto a luz do dia. Difícil escolher entre tantos passeios. Vamos aos destaques:
- Xel-Ha - Este aquário natural gigante foi sem dúvida um dos melhores programas da viagem, para quem quer mergulhar sem fazer curso ou correr maiores riscos. Fica a mais ou menos uma hora de carro de Cancun(a estrada é ótima). O ingresso inclui um dia inteiro dentro do parque, refeição, bebidas, toalhas e aluguel de equipamento para snorkel, além de bóias, etc. Não levamos o José Francisco, mas acho que até ele ia curtir as praias e a tranquilidade do lugar. Já o João se acabou no mergulho. Como não é mar aberto e as crianças usam coletes salva-vidas, eles ficam com uma certa autonomia para observar as mais de noventa espécies marinhas que passeiam por ali. São milhares de peixinhos coloridos, no melhor estilo "Procurando Nemo", passando diante dos nossos olhos. Um barato!
http://www.xelha.com/
- X-Caret - Uma mistura de parque arqueologico e temático. Tiro certo para agradar a todos os gostos e idades, com shows mostrando a história do México, desde o período pré-hispanico até os dias de hoje. Além das apresentações(tem uma imperdível do que teria sido uma das primeiras partidas de futebol da história), a natureza é uma espetacular atração a parte: rios subterraneos, lagoa com exemplares de peixe-boi, viveiros de borboletas, praias transparentes e piscinas naturais... Muito bacana. Uma delícia de programa para um dia inteiro com toda a família. http://www.xcaret.com/
- Nado com golfinhos - Eles, claro, estão para Cancun assim como Mickey para Orlando. E é quase impossível abrir mão deste programa caro porém inesquecível - especialmente para as crianças. Desta vez demos alguma sorte: alugamos dois carros na Hertz e ganhamos dois vouchers para agendarmos a atividade na empresa Delphinus. A Delphinus tem diversas filiais em Cancun. Marcamos na mais próxima do nosso hotel, meio desconfiados com a "gratuidade" do programa. O esquema é super organizado e o nado com os golfinhos realmente incrível. As crianças podem toca-los, pegar carona nas barbatanas, vê-los girar e saltar. Saem da água empolgadíssimas, emocionadas e, óbvio, querendo guardar cada imagem que resgistre o momento único. Aí vem a facada: U$ 132 por um CD lotado das tais lembranças. E realmente é difícil resistir as fotos feitas por profissionais, do melhor angulo, estilo "capa de revista". Ao menos o resto foi de graça. Os preços variam em torno de U$70 e dependendo do programa podem chegar a até U$400. http://www.delphinusworld.com/
- Chichen Itza - Eleita recentemente uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo, a cidade que funcionou como importante centro político e econômico da civilização maia merece muito um dia de visita. O percurso é um pouco cansativo: duas horas e meia, cerca de 205 quilometros separam Cancun do sitio arqueologico, no estado de Yucatan. Achamos que seria puxado para o bravo mascote da família, José Francisco. João foi então com o pai e a irmã mais velha,Vitória. Eles foram de carro, mas existem diversos tours guiados que incluem transporte, refeicoes e ingressos. Neste caso é uma opção a ser levada em conta. Turismo em grupo às vezes pode ser meio chato, mas em Chichen Itza, não existe quase nenhuma informação disponível. Só pesquisando antes ou contratando um guia local. Lembro que há mais de dez anos optamos pelo tour que saía do hotel e não nos arrependemos(mesmo com o roteiro cheio de longas paradas para compras). Desta vez o Décio precisou puxar pela memória mas acabou dando certo: João voltou fascinado com o mistério do homem barbado em uma das pedras da piramide de Kulkucan, o mais grandioso templo maia. Bater palmas em frente a piramide para ouvir a resposta em som de pássaro também deu ibope com o pequeno aventureiro. Maiores informações: http://www.chichenitza.com/
- Tulum - As ruínas de uma cidade que nasceu a partir de um porto podem não ser tão espetaculares como Chichen Itza, mas o que torna Tulum especial é a situação geográfica. A cerca de 130 quilometros de Cancun, ainda na Riviera Maia, este conjunto de templos e palácios foi construído sobre um penhasco a 13 metros de uma praia de tirar o fôlego. O visual é deslumbrante, as deliciosas praias próximas ao sitio são excelentes, logo vale levar trajes de banho. http://tulum.com/
- O que faltou fazer - Como nós perdemos um dia na confusão aérea, tivemos que ser muito objetivos e não fizemos tudo que gostaríamos. Desta vez não fomos a Cozumel e Isla Mujeres, lugares onde estivemos em outros anos, que reservam cenários e mergulhos espetaculares. Também não conhecemos o Xplor, um parque mais "radical", com muitas trilhas a serem percorridas em carros anfibios, passeios subterraneos ou em balsas pelas carvernas, tirolezas que atravessam a selva, entre outras aventuras. João teria adorado com toda certeza. Fica pra próxima. Até lá, quem sabe, o José já vai poder curtir ainda mais com o irmão as atrações sem fim da Riviera Maia. http://www.xplor.travel/
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Em Foz com Luca e Diana
Quando escolhi em junho viajar para Foz do Iguaçu antes do Natal, comprei passagens para meus filhos e meu marido. No meio do caminho, pintou uma festa de família para o Lúcio e eu acabei embarcando para Foz sozinha, com nossos pequenos de 9 e 5 anos. E não é que o fim de semana de 17 de dezembro foi intenso e maravilhoso...!
Entre muito o que aprendi, duas lições: pesquisar compensa muito e cuidar de dois sozinha não é nenhum bicho de sete cabeças. Antes mesmo de voltar pra casa, preparei uma lista que gostaria de dividir aqui porque, afinal, Foz é um show para todas as idades.
Entre muito o que aprendi, duas lições: pesquisar compensa muito e cuidar de dois sozinha não é nenhum bicho de sete cabeças. Antes mesmo de voltar pra casa, preparei uma lista que gostaria de dividir aqui porque, afinal, Foz é um show para todas as idades.
Dicas fundamentais:
- Levar ou comprar capa de chuva
- Comprar ingresso Parque das
Cataratas via internet
- Levar documentos com fotos das
crianças e autorização do pai ou da mãe se quiser cruzar fronteira
- Chegar ao aeroporto de Foz com
folga por causa da revista nas malas e da checagem de documentos, afinal,
há muitos vôos internacionais chegando e partindo.
Hotel Panorama - meio caro para o que é. Está decadente, tem zero
charme, mas é limpo, tem uma bela piscina e uma ótima localização. Tarifa:
diária de R$278 para um adulto e duas crianças, com café e jantar. (Ambos,
corretos.)
Parque aquático - para o dia da chegada e/ou para depois dos
passeios. O hotel Panorama fica ao lado do Acquamania, um parque aquático
antiguinho, bem simples, que agradou em cheio as crianças. Seis tobogãs, sendo
que o mais alto tem 22 metros e de lá o Luca não saiu. Diana também aproveitou
tudo o que tinha direito. Uma chatice: o lugar tem abelhas que amam
refrigerantes e lanches. Preço: R$ 50 por família hospedada no Panorama (vale
para toda estadia) ou R$ 40 por dia para pessoas com mais de 12 anos. Leve sua
própria toalha e não espere nenhuma pirotecnia, o parque é de cidade do
interior, lembre-se. Eu adorei o www.Acquamaniafoz.com.br.
Parque das Aves: não sei se é a idade ou se são os filhos, mas dei pra
gostar de apreciar bichos. Pássaros, então! Luca, de 9 anos, diz que esse foi o
passeio mais legal de Foz. Ele fez carinho em tucanos, araras e papagaios,
chegou bem perto de tudo. Diana, de 5 anos, ficou mais reservada, mas adorou
entrar nas gaiolas gigantes, observar os flamingos e as borboletas. O parque,
com 1000 aves e 130 espécies fica antes das entrada das Cataratas. Os guias
sugerem fazer a visita pela manhã, eu gostei mais da tarde. É tão zen o lugar,
que compensa o cansaço provocado pelas emoções do Parque das Cataratas. Entrada
para o www.parquedasaves.com.Br:
R$ 18 por adulto.
Parque das Cataratas: a excelente organização do parque lembra Bonito ou
aqueles lugares de primeiro mundo que a gente tanto admira. O ingresso dá
direito ao transporte dentro do parque (cada ônibus leva o nome de um bicho da
fauna local), vetado aos carros comuns. Dica fundamental: compre ingresso pelo
site e pague com cartão Itaú que dá 50% de desconto. Ou enfrente uma hora de
fila, sem exagero. São quatro paradas no parque. A primeira para uma trilha de
9km (uma outra vez, quem sabe), a segunda para o Macuco Safari, a terceira no
Hotel das Cataratas (megachique, diária de R$ 800) para a principal trilha até
a Garganta do Diabo e a última parada dá no restaurante que é bem turista e
bom. http://www.cataratasdoiguacu.com.br/portal/.
Macuco Safari: ok, abra a carteira e nem pense em pular essa
atração de 1h45m, que fica na segunda parada do Parque e é paga à parte. A
trilha começa num jipão por 3km de floresta, com quatis e palmeiras raras no
caminho. Depois, uma caminhada de 600 metros ou um jipe menor leva ao ponto de
embarque nos botes infláveis bimotores, de aparência bem segura. Capas de chuva
e coletes salva-vida no corpo e a turma segue pelo Rio Iguaçu na direção da
Garganta do Diabo. Deixe tudo nos armarinhos e leve somente a máquina
fotográfica bem protegida. Todo mundo se molha, independentemente de onde se
sentar no bote. Depois de algumas paradas para fotos, o banho em uma das
cachoeiras é inesquecível, pela força, pelo barulho, pela exuberância da
natureza, pela sorte que a gente tem de morar no Brasil. São 45 minutos no
barco, mas eu queria mais. E o Luca disse que o Macuco é muito melhor que muita
montanha-russa da Disney. Preço: R$ 140 pra adulto e R$ 70 pra criança acima de
7 anos. (Di não pagou e aproveitou muito, nada de medo.) Mais detalhes no www.macucosafari.com.br.
Outros passeios, dentro do parque, mais "adultos": se eu
estivesse com o Lucio provavelmente me arriscaria pelas opções do www.macucoaventura.com.br. Mas,
sozinha com dois, não achei que deveria enfrentar 9km de caminhada ou qualquer
tipo de rafting.
Duty-free Argentina: eu optei por não cruzar a Ponte da Amizade dessa vez,
mas a aventura no Paraguai vale a pena do ponto de vista antropológico, he he.
Preferi comprar muamba de forma mais tranqüila. Do meu hotel, de taxi, até o
free-shop argentino foram 15 minutos ou menos. Tiramos uma foto linda do Luca
bem na fronteira, com o sol se pondo sobre o Rio Iguaçu. Ele e a Diana adoraram
brincar de falar espanhol em Puerto Iguazú. Compramos lápis Crayola, joguinho
Wii, chocolates Kit Kat. Nada essencial, tudo supérfluo.
Taxista: o motorista recomendado pelo hotel e que nos levou
até o Duty Free (R$ 60, ida e volta) foi tão tranquilo que o chamamos
para nos levar até o aeroporto no dia de ir embora: R$ 30. Adilson:
45-9920-6939 ou 9106-3986.
O que faltou fazer:
Admito que me deu preguiça ir
até Itaipu Binacional, mas soube que crianças grandes e adultos curiosos amam.
No nosso pequeno grupo, reconheço, não havia nem um nem outro.
Jantar carnes “arrentinas”
em Puerto Iguazú.
E quero me arriscar no rapel e
nas trilhas de 4 ou 9 km de uma próxima vez. http://www.campodedesafios.com.br/conteudo_br/index.htm
ou www.macucoaventura.com.br.
Tudo, dentro do parque.
Gosto disso. Gosto da impressão
de não ter feito tudo o que há para fazer num lugar. Assim tenho motivo para
voltar ou para pedir aos amigos que compartilhem suas próprias dicas preciosas.
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011
VRBO
Dica de hospedagem prática e economica para quem vai viajar com grupo grande ou bebê de colo. O site Vacation Rentals By Owners, o http://www.vrbo.com/, oferece casas, condomínios, apartamentos, studios para aluguel por temporada... Em qualquer lugar do mundo, com fotos e riqueza de detalhes. O contato é feito diretamente com os proprietários.
domingo, 17 de julho de 2011
O crachá do viajante rebelde - parte II
A jornalista Ana Paula Brasil escreveu aqui no Blog sobre o crachá desenvolvido especialmente para evitar apertos em viagens com o filho Vicente. Agora a Jane, mãe de dois meninos fofíssimos e cheios de animação para explorar o mundo(ainda bem!), dá a dica: http://www.safetytat.com/: a tatuagem não sai no banho e dura até duas semanas. Vem pelo correio e pode trazer o número de telefone impresso para emergências ou uma canetinha para que os próprios pais preencham. Bem, a tatuagem, por mais rebelde que seja seu pequeno, não tem como ser perdida. Método já testado e aprovado!
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Mais dicas da Germana em Lisboa, Sevilha e Barcelona
Os passeios mais legais com crianças
BARCELONA
1) Parque de La Ciudadela - Perfeito, cheio de brinquedos em todos os cantinhos.
2) Zoológico - o Show de golfinhos é uma atração à parte, que não dá para perder
3) Aquário - Nosso pequeno achou muito escuro, mas é um programa imperdível. No final, há uma série de brinquedos, como um submarino, que eles adoram.
4) Andar pelas Ramblas - é um programa tipo Turistão, que muitos nem me aconselharam a fazer por ser meio brega. Mas, quer saber? Nós adoramos! A cada metro percorrido, encontrávamos artistas de rua, com mil performances curiosas e engraçadas. Essa mistura de gente e um clima animado foi ótima para nós e nosso filho. Tudo era novo para ele, que ficou fascinado.
5) Parque Guell - obrigatório para adultos e crianças, mas não tem brinquedos. É um espaço lindo e ao ar livre, onde se pode correr à vontade e curtir a vista da cidade.
6) Fundação Miró - Miró é perfeito para crianças e uma ótima introdução no mundo das artes, com suas telas imensas e muito coloridas. Roberto adorou. Tentava me explicar o que era cada um daqueles desenhos, ficou todo feliz. Uma graça.
Onde não ir - Pueblo Espanhol
É uma vila, com entrada paga, que tenta imitar os inúmeros estilos arquitetônicos da Espanha, como uma (ou várias) cidade (s) em miniatura. Eu achei horrível e desnecessário. Barcelona é linda, com uma arquitetura fantástica e muito viva. O que eu estava fazendo ali naquele espaço fake que parecia um shopping???
SEVILHA
Parque Isla MAgia - Incrível, rende muito para crianças, com brinquedos e shows ao ar livre. Destaque para a apresentação de pássaros, que nunca vi antes em lugar algum.
Parque Maria Luisa - Além de ser lindo e ter uma das praças mais lindas da Europa (a Praça de Espanha), é um espaço verde incrível, com muitos brinquedos e passeio de charrete. Ponto alto da cidade!
Jardins de Murillo - são os jardins do Palácio Real (Real Alcazar) - também lindos, com brinquedos e as laranjeiras típicas da Espanha. Delícia.
Casa de Pilatos - nós fomos, é uma construção muito linda em estilo árabe, mas Roberto estava no auge do seu cansaço e impaciência. Não rendeu para ele...
LISBOA E ARREDORES
A cidade é muito amigável para os pequenos.
1) Andar de Elétrico (Bonde) é um programa legal, bem como ir ao Castelo de São Jorge bem no Centro da Cidade.
2) Conhecemos o Parque Monsanto que é muito completo, uma área verde lindíssima e muito bem estruturada para crianças, com inúmeros brinquedos, cabanas de índios, lago, restaurante e tudo que você possa imaginar. Adoramos.
3) Passear por Belém, conhecer a Torre de Belém, de onde saiam os navegadores rumo ao Novo Mundo. Meu filho se sentiu o próprio pirata, brincando naquela espécie de castelo (é uma fortaleza na verdade), cheio de canhões. Provar o incrível pastel de Belém e brincar com os mapas no chão, desenhados com pedras portuguesas, que mostram as conquistas de Portugal nos tempos de Cabral. Emocionante.
4) Zoológico - eu achei o Zôo de Lisboa ainda melhor que o de Barcelona, que já era nota 10. Há uma programação enorme, com diversos horários para as crianças acompanharem a alimentação de flamingos, focas etc. As 15h, há o grande show de golfinhos e leão marinho! Imperdível! Recebemos o famoso "Beijo molhado" e jamais esqueceremos.
5) Sintra - Cidade histórica ao ladinho de Lisboa, com o Castelo da Pena (é impossível não se sentir num conto de fadas!) e o Museu do Brinquedo. Programa delicioso!
6) Oceanário de Lisboa - Simplesmente o melhor aquário da Europa, de deixar qualquer um com o queixo caído. Dá para ficar horas e horas observando as espécies, os tubarões, as arraias, peixes imensos e os minúsculos... um programa obrigatório!
Para os mais velhos existem ainda outras opções como Museu das Ciências, ao lado do Oceanário, e um parque chamado Kidzânia, que não chegamos a conhecer. Lisboa merece muitas e muitas viagens.
BARCELONA
1) Parque de La Ciudadela - Perfeito, cheio de brinquedos em todos os cantinhos.
2) Zoológico - o Show de golfinhos é uma atração à parte, que não dá para perder
3) Aquário - Nosso pequeno achou muito escuro, mas é um programa imperdível. No final, há uma série de brinquedos, como um submarino, que eles adoram.
4) Andar pelas Ramblas - é um programa tipo Turistão, que muitos nem me aconselharam a fazer por ser meio brega. Mas, quer saber? Nós adoramos! A cada metro percorrido, encontrávamos artistas de rua, com mil performances curiosas e engraçadas. Essa mistura de gente e um clima animado foi ótima para nós e nosso filho. Tudo era novo para ele, que ficou fascinado.
5) Parque Guell - obrigatório para adultos e crianças, mas não tem brinquedos. É um espaço lindo e ao ar livre, onde se pode correr à vontade e curtir a vista da cidade.
6) Fundação Miró - Miró é perfeito para crianças e uma ótima introdução no mundo das artes, com suas telas imensas e muito coloridas. Roberto adorou. Tentava me explicar o que era cada um daqueles desenhos, ficou todo feliz. Uma graça.
Onde não ir - Pueblo Espanhol
É uma vila, com entrada paga, que tenta imitar os inúmeros estilos arquitetônicos da Espanha, como uma (ou várias) cidade (s) em miniatura. Eu achei horrível e desnecessário. Barcelona é linda, com uma arquitetura fantástica e muito viva. O que eu estava fazendo ali naquele espaço fake que parecia um shopping???
SEVILHA
Parque Isla MAgia - Incrível, rende muito para crianças, com brinquedos e shows ao ar livre. Destaque para a apresentação de pássaros, que nunca vi antes em lugar algum.
Parque Maria Luisa - Além de ser lindo e ter uma das praças mais lindas da Europa (a Praça de Espanha), é um espaço verde incrível, com muitos brinquedos e passeio de charrete. Ponto alto da cidade!
Jardins de Murillo - são os jardins do Palácio Real (Real Alcazar) - também lindos, com brinquedos e as laranjeiras típicas da Espanha. Delícia.
Casa de Pilatos - nós fomos, é uma construção muito linda em estilo árabe, mas Roberto estava no auge do seu cansaço e impaciência. Não rendeu para ele...
LISBOA E ARREDORES
A cidade é muito amigável para os pequenos.
1) Andar de Elétrico (Bonde) é um programa legal, bem como ir ao Castelo de São Jorge bem no Centro da Cidade.
2) Conhecemos o Parque Monsanto que é muito completo, uma área verde lindíssima e muito bem estruturada para crianças, com inúmeros brinquedos, cabanas de índios, lago, restaurante e tudo que você possa imaginar. Adoramos.
3) Passear por Belém, conhecer a Torre de Belém, de onde saiam os navegadores rumo ao Novo Mundo. Meu filho se sentiu o próprio pirata, brincando naquela espécie de castelo (é uma fortaleza na verdade), cheio de canhões. Provar o incrível pastel de Belém e brincar com os mapas no chão, desenhados com pedras portuguesas, que mostram as conquistas de Portugal nos tempos de Cabral. Emocionante.
4) Zoológico - eu achei o Zôo de Lisboa ainda melhor que o de Barcelona, que já era nota 10. Há uma programação enorme, com diversos horários para as crianças acompanharem a alimentação de flamingos, focas etc. As 15h, há o grande show de golfinhos e leão marinho! Imperdível! Recebemos o famoso "Beijo molhado" e jamais esqueceremos.
5) Sintra - Cidade histórica ao ladinho de Lisboa, com o Castelo da Pena (é impossível não se sentir num conto de fadas!) e o Museu do Brinquedo. Programa delicioso!
6) Oceanário de Lisboa - Simplesmente o melhor aquário da Europa, de deixar qualquer um com o queixo caído. Dá para ficar horas e horas observando as espécies, os tubarões, as arraias, peixes imensos e os minúsculos... um programa obrigatório!
Para os mais velhos existem ainda outras opções como Museu das Ciências, ao lado do Oceanário, e um parque chamado Kidzânia, que não chegamos a conhecer. Lisboa merece muitas e muitas viagens.
Pequeno Bob em Barcelona, Sevilha e Lisboa, por Germana Costa Moura
Germana é jornalista e corajosa. Mãe de Roberto, o "Pequeno Bob", que nas últimas férias fez roteiro de gente grande. O menino cruzou o oceano. E adorou! A seguir, a primeira de uma série de aventuras da família(a gente torce por isso)...
Estava louca para contar para vocês a experiência de levar um moleque de menos de 3 anos para passear com seus pais pela Europa. Foi demais. No roteiro teve de tudo um pouco: de parque de diversão a monumentos históricos, de zoológico com show de golfinhos a jogo do Barcelona, de passeios por avenidas lindas até a pausa para um descanso naqueles cafés cheios de charme. Só que em vez do cafezinho e da água mineral, típico hábito deles, a mesa estava lotada de bonequinhos e um tiquinho a mais de barulho do que eles estão acostumados..
Como fomos atravessar o Atlântico com uma criança tão pequena?
Com a proximidade das férias, ainda no ano passado, começaram as dúvidas sobre que viagem nós faríamos. As primeiras opções incluíam Hotel Fazenda, Praia, Parques de Diversão (Beto Carrero porque a Disney, eu só cogito um pouco mais para a frente) etc. Fiz uma sondagem com amigas, todas com filhos já bem maiores do que eu, e ninguém jamais levou filho pequeno para uma viagem a Europa, mesmo aquelas que viajam com frequência. Nada contra praia ou parques! Quem não gosta de ficar curtindo um relax com todo o conforto? E os parques? Tenho certeza que vou curtir mais do que o Roberto e me acabar em todos aqueles brinquedos. Mas depois de 3 anos curtindo intensamente a vida de mãe e o mundo infantil, queria muito que as férias fossem familiares e não apenas 100% voltadas para ele. Além disso, meu marido branquíssimo não gosta de praia e já me deu de presente férias no Nordeste uns dez anos seguidos. Estava na hora de variar o cenário. E, finalizando, nós dois quase não nos vemos o ano inteiro. Temos horários completamente diferentes. A última coisa que eu queria era entrar em parques cheios, lotados, um barulhão etc etc. Queria ter a oportunidade de passear, conhecer coisas novas, sentar num café e papear. E sentir um friozinho para fugir desse calorão.
Como temos milhas sobrando (eu não falei que a gente quase não se vê? São inúmeras viagens a trabalho!) e amigos queridos em Portugal - amigos esses que ainda por cima têm filhos com idades bem próximas a do nossos filho - bastou meio convite da Joana para eu ja ir aceitando e topando a ideia de revê-la e passar uns dias com ela. Mas a questão central permanecia: o Roberto seria muito novo para fazer uma viagem, digamos, de adulto? Dá certo levar um moleque para Europa? E o custo?
A minha avaliação é que dá, sim, e muito. Adorei a experiência. Com um filho só é quase o mesmo custo de uma viagem a dois (a parte terrestre). Onde dormem dois, dormem três. E nós dois rachávamos todas as refeições! Fui com baixa expectativa. Daqui do Rio ia me convencendo que algumas coisas não iam dar certo e que não daria para fazer todos os programas. Por exemplo, eu achava quase impossível sair à noite e, na realidade, saímos algumas noites tranquilamente com ele no carrinho. Por outro lado, tinha certeza que ele ia amar o aquário de Barcelona e ele nem ligou. Acho que achou muito escuro, porque ficava procurando o lugar do cinema! Curtiu muito mais o carrossel bem bobinho que havia do lado de fora.
Nas cidades grandes, há inúmeras opções de lazer. Um parque urbano ou pracinha já é um programão para um menino de apenas 3 anos. É tudo lindo, charmoso, bem cuidado, cercado de flores. Em Barcelona, o Parque de la Ciudadela tem lago, barco para alugar, inúmeros brinquedos (em diversas áreas), gente patinando, labirinto de arbustos, cafés. Um sonho. E ali ainda tem o Zôo, com seu show de golfinhos de deixar qualquer um babando.
Em Lisboa, a Torre de Belem foi recriada por mim como um lugar de onde os grandes piratas (e não os navegadores) saiam para fazer suas descobertas. Não tem preço ver seu filho explorando cada cantinho da Torre - um dos patrimônios da humanidade - viajando como se estivesse num cenário de piratas. O mais engraçado é que quando chegamos lá havia um artista de rua, todo fantasiado de pirata, fazendo pequenas esquetes e tirando fotos junto aos visitantes. Uma moedinha de um euro e estava garantido o espetáculo. Roberto enloqueceu. "Eu não te disse, filho, que aqui havia um pirata?". Adorou! E pensar que ali pertinho está à venda o famoso Pastel de Belém. Dá mais saudade ainda.
Super curioso, prestava atenção em tudo! Fomos ao Castelo da Pena, em Sintra, onde ele procurou muito pela Rainha! Mas, que pena, ela não estava lá! Em Sevilha, na Casa de Pìlatos, com influência Árabe. ele andou procurando Aladim e Jasmim. De lá seguiu para um parque de diversões incrível com brinquedos e esquetes teatrais. E assim íamos mesclando programas para todas as idades.
Foram 17 dias em 3 cidades. Hoje, mais experiente, eu teria feito 12 dias em apenas 2 cidades.
A seguir um resuminho do que acho que dá certo ou não em viagens desse tipo. E você? Tem dicas para passar?
Deu certo
Clima - ele nem ligou para o frio, se adaptou super bem
Avião - nem sentiu a viagem noturna tanto na ida quanto na volta
Dormir em apartamentos alugados - além de mais baratos que os hoteis, os apartamentos são muito mais confortáveis e dão à criança a sensação de que está em casa. Até hoje ele fala "a nossa casa de Barcelona" (quem me dera!)
Ter um monte de DVDs em português e brinquedinhos sempre à mão.
É um alívio encontrar o Danoninho idêntico ao nosso e qualquer DanUp em qualquer mercadinho.
Museu - parece incrível, mas ele adorou o Museu Miró. Sua reação foi dizer todo empolgado "que legal!" e em seguida me explicar que se tratava de uma "pintagem com textura", como se fosse um trabalhinho da escola.
Parques e pracinhas em geral. A dica é ir de manhã, gastar bastante energia. Depois, colocá-lo num carrinho descansando enquanto os adultos aproveitam para fazer outros programas com mais calma (muitas vezes ele dormia).
Não deu tão certo
Não recomendo mais que 12 a 15 dias viajando. A gente abusou com 17 dias de viagem. Ele sentiu saudade de casa e nós estávamos cansados, loucos para revezar um pouco com a babá...
O fuso horário com 3 horas a mais foi bem cansativo para os pais. Antes de 1 da manhã, nada do Roberto dormir. Abrimos o sofá-cama na sala, espalhamos os brinquedos, para ver se ele ia se deixando levar pelo sono.... a casa era dominada por dezenas de bonecos. Na foto, Roberto completamente com sono cercado de sua coleção.
TV em espanhol. É muita informação para a cabeça dele processar. Eu senti que ele ficava muito ligado tentando entender tudo. Quando desliguei a TV, ele relaxou mais e conseguiu desacelerar.
Comida - que saudade do prato infantil no Brasil e de pedidos como "dá para ver mais uma porção de arroz?". Isso não existe lá fora. Ele estava com tanta saudade do arroz, que cozinhamos em casa! No quesito gastronomia, não consegui variar quase nada o cardápio. Qualquer iogurte ou suco novo era rejeitado, então parei de arriscar e saí comprando só o que era bem parecido com o que ele estava acostumado (uma pena!)
Cidade pequena, como Sevilha. Lá é interessante e tem um Parque de Diversões ótimo. Mas as cidades maiores são realmente mais indicadas!
Adorei a experiência e acho que, só de termos ficado 17 dias nós 3 juntos, já valeu a pena. Foi ótimo ver que não existe bicho de 7 cabeças e eles se adaptam facilmente e dá para fazer diversos programas com eles.
Que venham as próximas férias!!!
Como fomos atravessar o Atlântico com uma criança tão pequena?
Com a proximidade das férias, ainda no ano passado, começaram as dúvidas sobre que viagem nós faríamos. As primeiras opções incluíam Hotel Fazenda, Praia, Parques de Diversão (Beto Carrero porque a Disney, eu só cogito um pouco mais para a frente) etc. Fiz uma sondagem com amigas, todas com filhos já bem maiores do que eu, e ninguém jamais levou filho pequeno para uma viagem a Europa, mesmo aquelas que viajam com frequência. Nada contra praia ou parques! Quem não gosta de ficar curtindo um relax com todo o conforto? E os parques? Tenho certeza que vou curtir mais do que o Roberto e me acabar em todos aqueles brinquedos. Mas depois de 3 anos curtindo intensamente a vida de mãe e o mundo infantil, queria muito que as férias fossem familiares e não apenas 100% voltadas para ele. Além disso, meu marido branquíssimo não gosta de praia e já me deu de presente férias no Nordeste uns dez anos seguidos. Estava na hora de variar o cenário. E, finalizando, nós dois quase não nos vemos o ano inteiro. Temos horários completamente diferentes. A última coisa que eu queria era entrar em parques cheios, lotados, um barulhão etc etc. Queria ter a oportunidade de passear, conhecer coisas novas, sentar num café e papear. E sentir um friozinho para fugir desse calorão.
Como temos milhas sobrando (eu não falei que a gente quase não se vê? São inúmeras viagens a trabalho!) e amigos queridos em Portugal - amigos esses que ainda por cima têm filhos com idades bem próximas a do nossos filho - bastou meio convite da Joana para eu ja ir aceitando e topando a ideia de revê-la e passar uns dias com ela. Mas a questão central permanecia: o Roberto seria muito novo para fazer uma viagem, digamos, de adulto? Dá certo levar um moleque para Europa? E o custo?
A minha avaliação é que dá, sim, e muito. Adorei a experiência. Com um filho só é quase o mesmo custo de uma viagem a dois (a parte terrestre). Onde dormem dois, dormem três. E nós dois rachávamos todas as refeições! Fui com baixa expectativa. Daqui do Rio ia me convencendo que algumas coisas não iam dar certo e que não daria para fazer todos os programas. Por exemplo, eu achava quase impossível sair à noite e, na realidade, saímos algumas noites tranquilamente com ele no carrinho. Por outro lado, tinha certeza que ele ia amar o aquário de Barcelona e ele nem ligou. Acho que achou muito escuro, porque ficava procurando o lugar do cinema! Curtiu muito mais o carrossel bem bobinho que havia do lado de fora.
Nas cidades grandes, há inúmeras opções de lazer. Um parque urbano ou pracinha já é um programão para um menino de apenas 3 anos. É tudo lindo, charmoso, bem cuidado, cercado de flores. Em Barcelona, o Parque de la Ciudadela tem lago, barco para alugar, inúmeros brinquedos (em diversas áreas), gente patinando, labirinto de arbustos, cafés. Um sonho. E ali ainda tem o Zôo, com seu show de golfinhos de deixar qualquer um babando.
Em Lisboa, a Torre de Belem foi recriada por mim como um lugar de onde os grandes piratas (e não os navegadores) saiam para fazer suas descobertas. Não tem preço ver seu filho explorando cada cantinho da Torre - um dos patrimônios da humanidade - viajando como se estivesse num cenário de piratas. O mais engraçado é que quando chegamos lá havia um artista de rua, todo fantasiado de pirata, fazendo pequenas esquetes e tirando fotos junto aos visitantes. Uma moedinha de um euro e estava garantido o espetáculo. Roberto enloqueceu. "Eu não te disse, filho, que aqui havia um pirata?". Adorou! E pensar que ali pertinho está à venda o famoso Pastel de Belém. Dá mais saudade ainda.
Super curioso, prestava atenção em tudo! Fomos ao Castelo da Pena, em Sintra, onde ele procurou muito pela Rainha! Mas, que pena, ela não estava lá! Em Sevilha, na Casa de Pìlatos, com influência Árabe. ele andou procurando Aladim e Jasmim. De lá seguiu para um parque de diversões incrível com brinquedos e esquetes teatrais. E assim íamos mesclando programas para todas as idades.
Foram 17 dias em 3 cidades. Hoje, mais experiente, eu teria feito 12 dias em apenas 2 cidades.
A seguir um resuminho do que acho que dá certo ou não em viagens desse tipo. E você? Tem dicas para passar?
Deu certo
Clima - ele nem ligou para o frio, se adaptou super bem
Avião - nem sentiu a viagem noturna tanto na ida quanto na volta
Dormir em apartamentos alugados - além de mais baratos que os hoteis, os apartamentos são muito mais confortáveis e dão à criança a sensação de que está em casa. Até hoje ele fala "a nossa casa de Barcelona" (quem me dera!)
Ter um monte de DVDs em português e brinquedinhos sempre à mão.
É um alívio encontrar o Danoninho idêntico ao nosso e qualquer DanUp em qualquer mercadinho.
Museu - parece incrível, mas ele adorou o Museu Miró. Sua reação foi dizer todo empolgado "que legal!" e em seguida me explicar que se tratava de uma "pintagem com textura", como se fosse um trabalhinho da escola.
Parques e pracinhas em geral. A dica é ir de manhã, gastar bastante energia. Depois, colocá-lo num carrinho descansando enquanto os adultos aproveitam para fazer outros programas com mais calma (muitas vezes ele dormia).
Não deu tão certo
Não recomendo mais que 12 a 15 dias viajando. A gente abusou com 17 dias de viagem. Ele sentiu saudade de casa e nós estávamos cansados, loucos para revezar um pouco com a babá...
O fuso horário com 3 horas a mais foi bem cansativo para os pais. Antes de 1 da manhã, nada do Roberto dormir. Abrimos o sofá-cama na sala, espalhamos os brinquedos, para ver se ele ia se deixando levar pelo sono.... a casa era dominada por dezenas de bonecos. Na foto, Roberto completamente com sono cercado de sua coleção.
TV em espanhol. É muita informação para a cabeça dele processar. Eu senti que ele ficava muito ligado tentando entender tudo. Quando desliguei a TV, ele relaxou mais e conseguiu desacelerar.
Comida - que saudade do prato infantil no Brasil e de pedidos como "dá para ver mais uma porção de arroz?". Isso não existe lá fora. Ele estava com tanta saudade do arroz, que cozinhamos em casa! No quesito gastronomia, não consegui variar quase nada o cardápio. Qualquer iogurte ou suco novo era rejeitado, então parei de arriscar e saí comprando só o que era bem parecido com o que ele estava acostumado (uma pena!)
Cidade pequena, como Sevilha. Lá é interessante e tem um Parque de Diversões ótimo. Mas as cidades maiores são realmente mais indicadas!
Adorei a experiência e acho que, só de termos ficado 17 dias nós 3 juntos, já valeu a pena. Foi ótimo ver que não existe bicho de 7 cabeças e eles se adaptam facilmente e dá para fazer diversos programas com eles.
Que venham as próximas férias!!!
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Orlando por Janaína Xavier
Janaína Xavier é repórter, mãe da Duda, nascida em 2009, e madrasta do adolescente Bernardo. Casada com outro jornalista, não deu outra: a família viaja muito desde sempre. E começa cedo, como ela mesma nos conta agora. Não por acaso, na estréia da linda Duda o destino escolhido foi o favorito de nove entre dez brasileiros. Veja por que:
"Me chamaram de maluca quando resolvi embarcar pra Orlando, na Flórida,com minha filha de apenas dois meses. Confesso que fiquei com um medinho mesmo, mas segui em frente. Sou mãe de primeira viagem, nem imaginava como era viajar com um bebê. Então procurei me prevenir de todas as formas. Alimentação era fácil, porque ela só mamava no peito naquela época....agora, fora isso, levei absolutamente TUDO o que ela poderia precisar. A única coisa que deixei pra comprar lá foi um bebê conforto para carro alugado(dependendo da duração da viagem compensa bem mais comprar uma novinha em folha do que alugar junto com o carro). Ela tinha de estar em segurança!!
Orlando é um lugar que eu e minha família vamos todos os anos, conhecemos tudo por lá, e sabíamos como evitar as "roubadas" . Não deixamos de fazer nada por causa da Maria Eduarda.
Como vamos em família (pai, mãe, filhos, sogra, sogro, cunhada) costumamos alugar uma boa casa, grande,com piscina aquecida, vários quartos e privacidade pra todos. Essa dica é ótima, pois quando se viaja em maior número de pessoas, a casa sai bem mais em conta do que um hotel, além de nos dar maior mobilidade e conforto.
Outra vantagem é em relação às refeições. Só fast-food não dá né ?? Então cozinhamos em casa. Fazemos pelo menos uma refeição "decente" por dia. Meu sogro é o chef e faz comidinha caseira pra todos. Até a ceia do ano novo fazemos (leia-se minha sogra faz) em casa. Sempre tem um bom mercado por perto para as comprinhas.
A casa é super equipada, com máquina de lavar e secar roupas, máquina de lavar louça, então o trabalho é mínimo.
Vamos aos parques sem neuras. Compramos aquele ingresso que dá direito a voltar nos outros dias. Assim não temos de fazer tudo correndo. Curtimos e brincamos no nosso tempo. Com a neném ficou mais enroladinho. Sempre um adulto tinha que ficar de olho nela enquanto os outros aproveitavam os brinquedos. Se bem que em alguns brinquedos até levamos a pequena junto.
Tem feito muito frio por lá no inverno, então é bom sair preparado, pra não ficar no desespero. Mesmo com as baixas temperaturas, filtro solar é essencial. O sol castiga vez por outra.
Depois do parque, passadinha rápida em casa, banho, e vamos pro shopping. Sim, a Maria Eduarda sempre foi junto. Ficava tranquila no carrinho sem reclamar, super companheira e boazinha.
Outro conselho é nunca, jamais esquecer de fazer um bom seguro-saúde. Ainda mais com criança. Os hospitais americanos são caríssimos e o seguro já nos salvou algumas vezes.
Aprendi (ou quase) com o tempo e com o sofrimento a levar pouca coisa. MALAS VAZIAS!!!! Ainda mais a das crianças. As roupas pra eles lá são muito baratas, a gente sabe que vai comprar. Então é melhor evitar o pesadelo do excesso de bagagem na volta.
Agora vcs vão me dizer que Maria Eduarda não vai lembrar de nada, que não aproveitou os parques. Pode ser, mas eu tirei centenas de fotos, filmei minha pequena assistindo a primeira “PARADE” da vida dela no Magic Kingdom, e juro, nunca vou esquecer esses momentos.
Se eu me arrependi?? Não. Tanto que, quando ela já estava com 9 meses voltamos pra mais uma semaninha na Flórida, dessa vez no verão, pra curtir os parques aquáticos. E olha, no mês que vem estaremos lá mais uma vez. Beijos!!!"
Janaina Xavier é paranaense, jornalista do Sportv, mãe de Maria Eduarda, 1 ano e 1 mês, carioca, mas concebida, adivinhem onde???? Sim!!! Em Orlando!!!
- Abaixo seguem alguns links de parques, do aluguel das casas e de um bom outlet para as comprinhas!!!
Importante saber: crianças até 3 anos não pagam ingressos, depois disso tem desconto de 15% até o 9 anos.
http://www.universalorlando.com/Amusement_Parks/Islands_of_Adventure/islands_of_adventure.aspx
http://disneyworld.disney.go.com/parks/magic-kingdom/
http://www.holidayhomesorlando.com/
http://www.premiumoutlets.com/outlets/outlet.asp?id=17
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sábado, 6 de novembro de 2010
Bali: o paraíso é logo ali, por Joana Thimóteo
Em janeiro de 2007 morávamos na China e vivíamos um dos invernos mais rigorosos dos últimos anos (rigor no inverno de Pequim significa 20 graus negativos). Com todo este cenário gelado e com nosso pequeno Antonio de seis meses de idade preso em casa, achamos que o mais prudente era partirmos de férias para o hemisfério sul. Como não queríamos mudar de fuso (a adaptação ao fuso é sempre a pior parte da viagem para as crianças) resolvemos ir para Bali (12 horas de Pequim, sem vôo direto). Optamos pela Singapore Airline, a melhor empresa aérea que já viajei na vida. Impressionantemente boa com as crianças, mesmo que em classe econômica.
Bali me parecia algo exótico e excitante. Como já tinha tido experiências não muito agradáveis na Ásia, principalmente no Japão, achei melhor levar tudo, mas TUDO mesmo o que Antonio pudesse precisar.
Leite em pó, protetor, potinhos de comida, mamadeiras, esterilizador, fraldas, fraldas de piscina, berço portátil, carrinho, roupa de frio, de calor, lençol, manta, tolha, cadeira de comer inflável, banheira inflável, ufa! Exagero? Talvez, mas sempre fui assim. Levei desde muito cedo meus filhos para todos os lugares do mundo. Sem preconceito. Mas para que desse certo sempre tive comigo tudo o que eles pudessem vir a precisar. Nada nunca faltou. Assim, eles se adaptaram e curtiram sempre todas as nossas viagens. No caso de Bali especificamente, foi tudo um exagero. O supermercado tinha as melhores marcas internacionais e eu não precisava ter levado comigo o contêiner que levei. Mas isso faz parte, erros e acertos das viagens com crianças. Uma coisa que aprendi ao longo desses anos é que os países mais desenvolvidos muitas vezes têm marcas nacionais fortes e não deixam entrar as marcas estrangeiras. Protecionismo puro. Bali, por viver do turismo, tem tudo o que um bebê estrangeiro possa precisar.
Leite em pó, protetor, potinhos de comida, mamadeiras, esterilizador, fraldas, fraldas de piscina, berço portátil, carrinho, roupa de frio, de calor, lençol, manta, tolha, cadeira de comer inflável, banheira inflável, ufa! Exagero? Talvez, mas sempre fui assim. Levei desde muito cedo meus filhos para todos os lugares do mundo. Sem preconceito. Mas para que desse certo sempre tive comigo tudo o que eles pudessem vir a precisar. Nada nunca faltou. Assim, eles se adaptaram e curtiram sempre todas as nossas viagens. No caso de Bali especificamente, foi tudo um exagero. O supermercado tinha as melhores marcas internacionais e eu não precisava ter levado comigo o contêiner que levei. Mas isso faz parte, erros e acertos das viagens com crianças. Uma coisa que aprendi ao longo desses anos é que os países mais desenvolvidos muitas vezes têm marcas nacionais fortes e não deixam entrar as marcas estrangeiras. Protecionismo puro. Bali, por viver do turismo, tem tudo o que um bebê estrangeiro possa precisar.
Mas vamos às férias. Ficamos num resort no sul da ilha, em Nusa Dua. Nesta praia ficam reunidos os principais resorts da ilha. Sinceramente, com criança, é a melhor opção. Esses hotéis têm alto padrão de atendimento, a maioria conta com vários restaurantes, ficam em frente a uma praia calma e deliciosa e tem toda a infra necessária para nós mães. Se eu fosse solteira não ficaria lá, iria para o bochicho de Seminyak ou se fosse uma viagem a dois iria para o charme de Ubud.
Mas como minha realidade incluía criança, ficamos em um super hotel num tremendo “esquema família”. O hotel escolhido era todo integrado com o verde, tinha um parque legal, praia e piscina bem servidas. Nosso roteiro foi o seguinte: acordávamos cedo para ir à praia/piscina com Antonio. Na hora que o sol apertava alugávamos um carro com motorista (algo super comum e barato em Bali) e íamos passear. Sempre tentando conciliar o que nos interessava com o que pudesse interessar ao Antonio. Em Bali existem vários templos hinduístas, os mais fáceis para ir com crianças e carrinho são Uluwatu e Tanah Lot. A região de Ubud também é deliciosa para passear com nossos pequenos. Com uma vegetação única o “bairro” parece estar dentro de uma floresta tropical. Ali se encontram galerias de arte muito charmosas. Uma opção de passeio que com certeza agrada pais e filhos. E claro, as praias de Kuta, Legian e Seminyak. De fácil acesso, bem longas, com areia batida e com uma orla cheia de restaurantes deliciosos para saborearmos a culinária balinesa (cuidado com a pimenta!), um ótimo destino para as crianças brincarem no fim da tarde.
E foi assim que passamos nossos maravilhosos 10 dias na ilha. Acolhidos por aquele povo simpaticíssimo e muito querido. Nos restaurantes os garçons pegavam Antonio no colo e iam passear com ele pelo lugar. Eles amam criança e tratam muito bem nós, os turistas. Mas o melhor de Bali é o preço. Pelo menos em 2007 era tudo muito barato.
- Joana Thimóteo, mãe (corajosa) de Matias e Antonio, é carioca e mora atualmente em Cascais, Portugal.
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Perdendo o medo
"Só há um jeito de perder o medo de viajar com filhos pequenos: viajando. Muitas vezes na nossa mente as coisas parecem mais complexas do que efetivamente são, e não há nada como a experiência para desfazer temores infundados. Isso não significa que basta embarcar e deixar acontecer, pois quando estamos com crianças um bom planejamento é mais importante do que numa viagem de gente grande."
- Relato de Jane, professora e mãe de dois, que até pouco tempo atrás tinha medo de viajar com eles
"É preciso preparar com cuidado o roteiro, a malas e a própria cabeça. Ao montar roteiro, ajuda muito estudar o máximo sobre o destino, buscar os hotéis mais bem localizados e formular uma escala ordenando o que é imperdível, o que é prioritário e o que é opcional. É certo que essas são providências relevantes em qualquer viagem, mas quando se está com crianças evitam ter que tomar decisões importantes na hora de sair para o passeio (quando eles estão agitados e barulhentos) ou depois de um dia exaustivo (quando o seu cérebro já não funciona direito). Mas também não é bom deixar que o medo de que algo dê errado leve a um "superplanejamento" perfeccionista. Fazer um roteiro rígido demais, sem espaço para mudar de ideia ou tirar um dia de descanso pode gerar muita frustração e estresse. Ao preparar as malas, é fundamental montar vários kits anti-roubada: levar todo tipo de roupa para evitar surpresas metereológicas (pois com criança é mais difícil fazer compras de emergência), um arsenal de remédios para todos os males e uma seleção de brinquedos e jogos para os momentos de tédio. Na bolsa de mão, lanchinhos, pequenas surpresinhas, videogame e DVD portátil ajudam a combater o mau humor. Quanto à preparação da própria mente, é fundamental minimizar as expectativas e não idealizar a mesma velocidade e aproveitamento do tempo de uma viagem convencional. Se alguma coisa der errado, o jeito é incorporar a experiência ruim como aprendizagem e não como trauma. Afinal, contratempos são parte do risco do empreendimento."
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
As viagens de Dani e Maria Antonia
Daniela é advogada e mãe de Maria Antonia, de 9 anos. Como gosta de dizer, passa a vida viajando ou planejando o próximo destino. O melhor é que: tal mãe, tal filha, as duas adoram viajar. Quando pedimos à Dani que colaborasse com o Blog, ela teve uma dificuldade: escolher apenas uma viagem inesquecível. Por isso, abaixo alguns dos melhores momentos de mãe e filha pelo mundo.
"Dentro do Brasil citaria: Cumbuco no Ceará, no Hotel Golfinho. Cumbuco é basicamente uma única praia que tem um único restaurante (do Gaúcho), mas os dias estavam lindos, a água do mar uma delícia - e é uma viagem extremamente barata para se fazer com um grupo grande, como eu fiz. Muitas amigas, família e crianças; reservamos praticamente o hotel todo! Próximo a Cumbuco, tem o parque de águas (Beach Park), que é bem divertido, organizado, perfeito para as crianças. Os Club Meds também são uma ótima opção, mas só recorro a eles quando estou sem imaginação.
Com relação a viagens internacionais, fomos a Paris, Miami, Disney, Caribe, México, Belize... mas não posso deixar de escrever sobre Nova York, onde ela nasceu e retornamos todos os anos!
NY é um lugar em que não preciso pensar em roteiro, locomoção, agenda... as coisas acontecem naturalmente, as novidades pulam na sua frente em cada esquina e a sensação é de estar indo a um lugar novo a cada vez que se visita! Novas lojas, novos parques, novos bichos no Bronx Zoo, no Central Park Zoo... e muitos e muitos amigos que moram lá.
NY é um lugar em que não preciso pensar em roteiro, locomoção, agenda... as coisas acontecem naturalmente, as novidades pulam na sua frente em cada esquina e a sensação é de estar indo a um lugar novo a cada vez que se visita! Novas lojas, novos parques, novos bichos no Bronx Zoo, no Central Park Zoo... e muitos e muitos amigos que moram lá.
Uma boa dica, ainda mais indo a NY com criança, é alugar um apartamento por temporada, onde se possa cozinhar, lavar e secar suas roupas. Minha filha com três anos na Disney entrava nos restaurantes e pedia arroz, feijão e purê de abóbora com bife de fígado! Tadinha recebia, no máximo, um macarrone cheese!"
Dentre os programas preferidos das duas em NY, Daniela destaca:
1 - Central Park, um piquenique, um passeio de charrete, um passeio de bicicleta, o parquinho com carrossel, o Central Park Zoo (torcer para o urso polar sair da toca!);
2 - Mary Poppins, na Broadway, que a Maria Antonia viu quando tinha uns 6 anos e ficou maravilhada! Apesar de não entenderem o inglês, o show todo já vale a emoção. Rei Leão também é imperdível, ainda mais para crianças menores;
3 – Magnolia Bakery para comer cupcakes! Eu amo o Velvet Cake, mas tem um novo de doce de leite divino! O Magnolia Bakery antigamente tinha só no Village, agora tem no Upper West Side;
4 – Todas as lojas infantis, como Fao, American Girl, Build a Bear e várias outras nos mesmos formatos que surgem a cada estação e são uma ótima diversão para as crianças;
5 – O Museu da Criança, o Planetário e o Museu de História Natural são uma ótima atração e você pode, através do site, agendar programações específicas, como por exemplo, caça a morcegos no Cetral Park com um grupo saindo do Museu de Historia Natural, ou uma noite no museu;
6 – Tem também os parques para os mais velhos que são bem perto de NY (parque de águas e o Six Flags);
7 – Comer cachorro quente em toda a esquina, mas não deixar de ir no Gray Papayas!
Alguma roubada?
- NY no verão é muito quente, então andar com uma roupa e, principalmente, sapatos confortáveis. "Se saírem de Havaianas, preparem-se para voltar com os pés negros e bem sujos! Então, eu acho que o ideal é um par de tênis confortável mesmo."
De brinde, a Dani ainda dividiu mais algumas recordações com a gente:
- "Mergulho em Belize e a Maria Antonia encantada nos corais... A ida a Disney quando ela tinha 3 anos e o olhar dela para cada princesa (outro dia escutei que não vale a pena levar criança a Disney porque eles esquecem e eu disse que se ela esqueceu, eu nunca esqueci cada olhar dela de encantamento!)...E cruzeiro que fiz pelo caribe..".
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Viajando de carro
Ok, a gente escreve muito sobre viagens internacionais, para outros estados... mas e aquela viagenzinha básica, para a serra ou para a praia, que fazemos de carro, como fica...! Meu apelido na família é Toniquinha - uma homenagem ao cidadão que morava na cidade do meu pai em Minas e que quando surgiu o carro no Brasil passava horas sentado na praça central para pegar uma carona. Não importava o lugar, Toniquinho Garcia entrava e seguia viagem. Eu sou assim. Se me chamar, eu vou. A boa notícia é que meu filho Luca é igual a mim, adora mudar de ares. Já a minha filha Diana é igual ao pai: nenhum lugar é melhor do que a própria casa. Portanto, viajar de carro com ela é um suplício, acho que sempre será. Mesmo assim, não vou ceder; quando dá, vai todo mundo para a estrada com a Toniquinha Garcia. E eu venho colecionando algumas dicas para tornar o sofrimento meu e da Diana um pouco mais suportável.
1) O DVD portátil garante alguns minutos de paz, pelo menos na saída da cidade;
2) Quando bebê, chupeta, mamadeira, paninho, tudo permitido e liberado;
3) Saquinho plástico para enjoos são obrigatórios, assim como fraldas e roupas extras à mão;
4) Lanchinhos. Para evitar as paradas, tanque de gasolina cheio e biscoitos na bolsa. Bala, também, tudo pela boa convivência;
5) Brinque de soletrando. Até hoje me lembro de quando meus pais me pediam para ler as placas na estrada;
6) Comece uma história e peça para seus filhos continuarem a contá-la;
7) Para cada meia hora sem perguntar "quanto tempo falta", um real para cada criança. O que são dois picolés perto do silêncio;
8) Se nada disso ajudar, feche os olhos, grite alto, desabafe, não sinta culpa - e espere o momento em que monstrinhas viram fadas, a correr pela praia, pelo gramado, a sorrir e a te dar beijos de comercial de Doriana.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Viagens internacionais, by Flávia G. Brasil
A Flávia é médica, casada com médico. Juntos, os dois levam na bagagem a filha Letícia de cinco anos e uma receita eficaz para qualquer viagem feliz: bom humor e disposição. As ótimas dicas abaixo são dela.
Identificação: ao invés do cartãozinho no bolso, fazemos crachás; as crianças adoram e se sentem importantes. Fica também mais fácil para um adulto que queira ajudar porque a gente ensina o que eles devem fazer (mostrar o cartão para uma adulto uniformizado etc...), mas quando se perdem, só choram.
Comida: só tivemos coragem de começar as viagens internacionais depois que nossa filha passou a comer hambúrguer e batata frita (porque Mc Donald’s tem até nos quintos dos infernos).
Avião: separo uma mochilinha pequena e digo que tudo o que minha filha quer levar deve caber ali; pode ser qualquer brinquedo, mas tem que ter bloquinho e canetinhas. Na minha mochila não falta I-Pod, incluindo umas 10 músicas que ela gosta de ouvir, copo de plástico com tampa, remédios, lenço de papel, álcool gel, band-aid, lenço umedecido, uma pomada de Calêndula que serve para qualquer coisa (assadura, ralado, coceira, enfim...) , uma boa almofada e (sempre) uma muda de roupa e um casaco.
Remédios: meu marido diz que eu posso fazer até uma cirurgia cardíaca dentro do avião por causa da quantidade de remédios que eu levo, mas tudo cabe dentro de um Zip Lock conforme as normas de segurança. Levo antitérmico, analgésico, remédio para dor de ouvido, colírio, antiespasmódico (para cólica/dor de barriga), antialérgico, supositório de glicerina, termômetro e, quando viajo para fora, também levo antibiótico. Ah! Esqueci das pomadas (para assadura e um creme com corticoide para reações alérgicas).
Carrinho : minha filha já é grande (tem quase 6 anos) e eu descobri que a melhor maneira de fazê-la andar sem reclamar ou pedir colo é viajar acompanhada de crianças de idades próximas. Temos viajado assim e as crianças dão muito menos trabalho (e todo mundo se diverte mais). Mas se este não é seu caso e a viagem é para lugares com aeroportos enormes, com voos chegando no meio da madrugada e passeios com muitas caminhadas, recomendo levar o carrinho já daqui do Brasil. Eles vão com você até a porta do avião e, em geral, se pega no mesmo lugar. Facilita bastante.
Tempo para as crianças brincarem no hotel: parece bobagem, mas as crianças gostam muito de ficar no quarto do hotel brincando com suas coisinhas novas; reservamos um tempo do dia para que elas façam isso. Passear de 8 às 20 horas é muito cansativo. Costumamos ou sair mais tarde ou voltar mais cedo, para elas poderem pular nas camas, tomar banho de banheira, colorir etc...
Sempre Paris: abaixo o preconceito!
A Flávia conta que a primeira vez em Paris com a filha Letícia foi uma experiência surpreendente. Em todos os museus, a família teve prioridade na fila por causa das crianças (de 5 a 9 anos). No metrô cheio, teve sempre alguém que se levantou para que as crianças (pasmem!) pudessem sentar - e toda vez que ela pediu um prato para dividir ou qualquer substituição no cardápio por causa da crianças, o grupo foi atendido com extrema gentileza.
"Em qualquer passeio, usamos a tática de tornar o 'chato' em divertido. Funciona assim. Quando a gente entrava em um museu dizia: – Quem achar nesta sala um quadro com uma moça de vestido azul ganha um ponto, mas não vale correr, nem gritar”. No fim no dia, os pontos se transformavam em sorvetes ou chocolates e estava tudo certo.
P.S. das autoras do blog: De novo, o bom humor e a disposição. Certa vez, uma amiga do trabalho comentou que outra colega nossa vivia reclamando do mau humor do novaiorquino. "Mas, também, Fulana está sempre de cara amarrada, ninguém vai querer sorrir para ela!" Fato. Para que sejamos bem tratados, é preciso ser educado, gentil e estar aberto a novidades.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Avião: sorinho no nariz
"Desde que comecei a viajar com os meninos, isso com o Antonio com um mês de vida, criei um ritual: coloco soro fisiológico na decolagem e no pouso. Com as narinas desobstruídas e a chupeta na boca, o vôo se torna muito mais agradável. Essa dica veio do meu pediatra que conhece nosso estilo frenético de viagens. O ideal são os sorinhos individuais (tem da marca Mustela no Brasil), mas uma opção simples é esvaziar o pote do rinossoro e colocar o soro comum."
- Dica de Joana Timotheo, mãe de dois e viajante assídua.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Surpresa desagradável
Criança não sai do Brasil sem a autorização com firma reconhecida por autenticidade em cartório do pai ou da mãe caso um dos dois não acompanhe o filho na viagem de ida. "Descobrir" esta exigência na fila do embarque é a maior ducha de água gelada pra todo mundo.
Fuso horário
Toda atenção com ele principalmente nos primeiros dias de viagem. Respeite os limites do seu filho.
Segurança
Não embarque sem seguro-saúde. Ainda mais com crianças. No exterior, uma simples internação pode custar mais que sua a viagem inteira.
Melhor prevenir
Procure se informar com amigos ou com um médico da família se há um pediatra que fale português ou seja de confiança na cidade para onde vocês pretendem viajar. Esperamos que vocês não precisem, mas pode ser muito útil.
Uh! La! La? Non!
Em Paris, não conte com táxis. Caminhe, use o metrô ou ônibus, mas não espere que os motoristas se comovam com os apelos de uma mãe batendo queixo na tempestade de neve. Eles não param mesmo.
Proteção
Além do lanchinho, capa de chuva é item indispensável na mochila. Criança ensopada é sinonimo de resfriado e outras dores de cabeça.
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