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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

No Chile - no verão e com as crianças

   O Chile se tornou nosso destino de férias por acaso, uma junção de fatores.  Precisava de uma viagem que agradasse meus três filhos de idades tão diferentes (16, 12 e 4 !  O de 16 acabou não indo pois tinha coisas melhores para fazer nas férias de verão do que viajar coma mãe ..... ) e que coubesse no nosso orçamento.  A primeira opção era um giro pelo nordeste, mas minha pré-adolescente de 12 , criada em Búzios, agora não gosta mais de praia. (Aproveitem enquanto seus filhos são pequenos e não dão muita opinião!).  Começamos a investigar então destinos na América do Sul para onde poderíamos pelo mesmo número de milhar. E escolhemos o Chile, que nenhum de nós – crianças e adultos – conhecia.

   Estivemos em Santiago, Vina Del Mar, Valparaiso, Pucon e Puerto Varas. Eu gostei muito de tudo ouso dizer que gostei mais de Santiago do que de Buenos Aires.  A cidade é agradável para caminhar, tem um excelente metrô e enquanto estivemos por lá não enfrentamos engarrafamentos. Conheci pelo menos duas ruas para onde já penso em voltar sem crianças para badalar e fazer belas refeições (com crianças as refeições são sempre mais rápidas, né ?) .

  Não sei se demos sorte, mas a temperatura estava ótima. Em Santiago, a máxima não passou dos 31 graus (para quem mora no Rio isto é um verão ameno) e na sombra estava sempre agradável.  Nas outras cidades os hotéis não tinham ar condicionado e não fizeram falta. Em Pucon e Puerto Varas chegamos a pegar 8 graus! Eu sou fã do calor, mas adorei o refresco. E com sol até dez da noite !!!!!!

VINA DEL MAR E VALPARAÍSO

* Sim, nossas praias são muito mais bonitas, mas eu queria ver o Pacífico e não me arrependi. As cidades ficam coladas uma na outra, a menos de duas horas de Santiago. Alugamos um carro e seguimos por uma estrada excelente, cheia de pedágios e com poucos lugares para parar (ainda bem que o carro estava abastecido com água e biscoitos !).   Nos hospedamos em Vina Del Mar perto da Playa Blanca.  É a praia popular de lá.  Parece o aterro do Flamengo. No calçadão existem diversas áreas infantis, com brinquedos, parquinhos (incluindo uma roda gigante para crianças e um trenzinho ), cama-elástica, pula-pula....  Tem também uma feirinha com “ artesanatos “. Ou seja, diversão para grandes e pequenos.  Gabriel, meu filho de quatro anos, adorou.  E como no verão só escurece depois das 21h dá para aproveitar muito. 

* Perto da Playa Blanca está a Avenida San Martin, onde estão diversos restaurantes (inclusive um Pizza Hut) e muitas lojas. Comemos no San Marco (fica no número 597) e adoramos. O bife a milanesa é ótimo e a panqueca de maçã entrou para a lista das minhas sobremesas inesquecíveis.  (Ah, e o restaurante tem wifi. Quando se viaja com uma adolescente é muuuiiiito importante que os lugares tenham  wifi).  As refeições no Chile, para nós quatro, com sobremesa custaram em média R$ 120.

* Seguindo de carro pela avenida da Playa Blanca chega-se a Renaca, a praia mais badalada da região.  O lugar também é cheio de lojinhas e restaurantes e à noite fica tudo lotado.   Um bom lugar para passear, mas não para se hospedar, especialmente com crianças. 

* Dica importante: mesmo no verão, sopra um ventinho frio e um casaquinho leve é necessário pela manhã é ao entardecer.

*  No dia seguinte seguimos para Valparaíso que fica a 9 km de distância. Valparaíso é uma cidade portuária, antiga, histórica. Foi tombada como patrimônio da humanidade em 2008.  Uma mistura de Santos, Pelourinho e  Santa Teresa.   A cidade tem uma parte alta e uma parte baixa. Esta é dominada pelo porto e, como toda cidade de porto é feia.  Para que a população pudesse ocupar a cidade,  foram construídos diversos “ ascensores “ que ligam a parte baixa com a parte alta. São uma espécie de bondinho que andam sobre trilhos.  Andamos no mais antigo deles, o Artilleria, construído  no século XIX.    Lá em cima, mais uma feira de artesanato (melhor do que a de Playa Blanca) e uma vista geral da cidade.  Vale a pena o passeio !

* de volta à parte baixa pegamos  o carro e seguimos para La Sebastiana, uma das três casas de Pablo Neruda no Chile.  E foi aí que conhecemos a parte Pelourinho/Santa Teresa da cidade.  São ladeiras íngremes e estreitas que, de repente, desembocam num beco com ateliês, lojinhas, restaurantes ou numa lugar com uma paisagem deslumbrante.  Sem  crianças, teria feito um passeio mais longo, a pé, mas adorei o que eu vi e eles também se divertiram.  A casa do Neruda fica num lugar lindo, com uma vista deslumbrante. É  pequena e a visita é rápida. Termina antes que a paciência das crianças acabe. E tem uma lojinha ótima para lembrancinhas...... www.fundacionneruda.org/

* Almoçamos no Pasta e Vino,  restaurante com decoração moderna, massas excelentes, kids friendly e com wifi.    Recomendo !

SANTIAGO

* Depois de conhecer o Pacífico, nosso plano original era seguir para Pucon e deixar Santiago para o final.  Mas se em viagens imprevistos sempre acontecem, com crianças a chance é maior ainda..... Gabriel teve uma virose ! Vômito e febre nos levaram até a Clinica Alemana, em Santiago. Espero que vocês nunca precisem, mas se for necessário fica a dica. Tivemos um excelente atendimento. 

*  ZOOLÓGICOS -  Santiago tem dois zoológicos. Um bem central,no parque metropolitano, e outro afastado, a cerca de 40 minutos do centro, chamado Buin Zoo. Pelas pesquisas que fiz antes de viajar fiquei com a impressão que o Buin Zoo  (www.buinzoo.cl ) era muito legal e que o tal zoológico metropolitano não valia a pena. Impressão errada ! O Buin Zoo é legal,  mas não vale a viagem.  É um zoológico nota 7 ! Destaque para o show de pingüins e focas.   Após esta excursão, nossa ideia era pular o outro zoológico, mas acabamos passando na porta, Gabriel viu o cartaz e pediu para entrar.   O lugar é menor do que o de Buin, também não é um excelente zoológico, mas é muito mais perto e para as crianças vale tanto quanto o outro ..... 

* HOLIDAY INN EXPRESS -  Por causa da virose do Gabriel e da mudança de datas, tivemos de refazer nossa reservas e não conseguimos ficar no hotel que reservamos aqui do Brasil ( era um apart hotel). Acabamos ficando no Holiday Inn Express e nos demos bem: US$ 135 para nós quatro. Este hotel fica no bairro El Golf, uma zona cheia de escritórios e as diárias nos fins de semana são mais baratas.   Nosso quarto era amplo, com duas camas de casal (que eram boas, mas não eram do tamanho king como anunciado no site).  O único porém é que não tem frigobar. O atendimento é estilo Holiday Inn: eficiente e ponto. Sem gentilezas ou mesuras desnecessárias.  O café da manhã é fraco, mas não é exclusividade deles. Em todas as cidades e hotéis do Chile por onde passamos não gostamos do café da manhã.  O melhor do hotel é a localização: fica a uma quadra da Rua Isidora Goyenechea,  cheia de bons restaurantes.

* COQUINARIA – Para quem é do Rio, a Coquinaria é o Talho Capixaba de Santiago. Só que muito maior, com uma decoração mais moderna e servindo também almoço e jantar. Fica na já citada Isidora Goyeneche, no subsoló do Hotel W, um dos mais chiques da cidade.  São baguetes, queijos, pães de chocolate, cafés… www.coquinaria.cl

* MUSEU INTERACTIVO MIRADOR -  Um museu feito para crianças ¡ Fica um pouco distante do centro – cerca de 20 minutos de táxi (pagamos 10 mil pesos pela corrida.  Mais ou menos R$ 36).  Elas podem mexer e experimentar tudo.  É possível entrar dentro de uma bolha de sabão ou participar de uma oficina de robótica.   Só não recomendo o filme em 3D.  A tecnología usada nos filmes é melhor do que a que eles tem e as crianças não acham a menor graça. Programa para o dia inteiro ! O lugar possui   duas lanchonetes e um restaurante bandejão, mas em todos a comida é meio caída. Recomendo tomar um café d amanhã reforçado, engañar a fome com biscoitos e sorvete e almoçar bem tarde. Dica importante:  o lugar é isolado e não tem ponto de táxi. Combine com o motorista que te levar para te buscar.  www.mim.cl

*  TÁXIS -   Andar de táxi não é caro em Santiago, mas também não é fácil. Os táxis, em sua maioria, são velhos e não possuem ar condicionado. Existem ainda diversos carros que funcionam como táxi, mas não possuem nenhuma indicação. Fazem ponto em frente aos hotéis, shoppings restaurantes. Os carros são bem melhores do que os dos táxis convencionais e, ate onde pudemos verificar, são de confiança.  O problema é que eles não tem taxímetro então é indispensável acertar o preço antes de entrar para evitar surpresas desagradáveis depois da corrida.

* MERCADO CENTRAL –  Eu tenho uma queda por mercados e convenci toda a familia a me acompanahr numa visita ao de Santaigo. É um mecrado do século XIX, inicialmente construido para ser uma estação de trem. É pequeno e vale a visita. Gabriel gostou das barracas com os peixes enormes, polvos, lulas, caranguejos gigantess ….. E comemos os maiores e mais doces morangos  de nossas vidas.  (Aliás, aproveite enquanto estiver lá para comer morangos, amoras, cerejas, framboesas… São vendidos em todas as esquinas por ótimos preços e são deliciosos.) O problema é o assédio dos vendedores e garçons. Não dê papo, Faça cara de mal e siga em frente ou você não vai conseguir sair do lugar.  Eu ficaria para almoçar por lá ( mesmo sabendo que os preços são para turistas), mas como nem meu marido nem meus filhos são grandes apreciadores de peixes e frutos do mar ……… 

* CERRO CRISTÓBAL -  Santiago fica no meio das cordilheiras e, quando a névoa permite, a vista de baixo é linda.  Por toda cidade existem diversos cerros onde é possível subir para admirar Santiago lá de cima. Fomos ao mais famoso e turístico deles, o Cerro San Cristobal. Para chegar lá um funicular, espécie de bondinhos sobre trilho parecido com o de Valparaíso, mas bem mais novo.   A vista é legal para se ter uma ideia geral da cidade e as crianças gostam da subida de bondinhos, mas confesso que preferí a vista lá de baixo, olhando as cordilheiras.  De cima, basicamnete só se vê predios.  O local tema inda uma estátua ( esqueci de que santo ) bem grande, estilo Cristo Redentor. Para chegar até ela é preciso enfrentar uma escadaria . No caminho, desobrimos que o ocal funciona também como uma espécie de cemitério. Há locais para as pessoas deixarem as cinzas de seus parentes mortos.   Não gostei muito desta mistura de cemitério, religião e ponto turístico. Resumindo: suba o funicular, mas a escadaria não vale.  No camino para o cerro, usando o mesmo funicular, fica o tal zoo pequeno, mas que as crianças gostam. 

* PATIO BELLAVISTA  E LA CHASCONA –  A estação do funicular fica  na Rua Constituicion, uma rua super badalada cheia de restaurantes, ótima para passear. Almoçamos no excelente Como Agua para Chocolate.  A decoração  é inspirada no filme mexicano com o mesmo nome e a comida é diferente e muito boa. Super recomendó ¡ www.comoaguaparachocolte.cl Tivemos um pouco de dificuldade para encontrar um prato que as crianças gostassem, já que quase tudo leva pimenta e molhos, mas a garçonete nos ajudou e todos ficaram satisfeitos.  Esta é uma das ruas que numa ida a Santiago sem crianças eu quero explorar melhor. Nesta rua está também o Patio Bellavista, uma espécia de shopping a céu aberto com pequeñas lojinhas e muitos restaurantes.  E pertinho dali também fica a casa de Neruda em Santigo, La Chascona.

* SHOPPINGS – Estivemos no Shopping Parque Arauco e no Alto las Condes. Os dois tem praticamente as mesmas lojas, incluindo as três maiores lojas de departamento do Chile: Ripley, Paris e Fallabella.  Os preços são melhores do que no Brasil e pegamos a liquidação de verão para grande alegría da mina filha.  Os dois shoppings tem  áreas de aimentação externas com restaurantes e não apenas com as tradicionais lanchonetes fast food.  Eu simpatizei mais com o Shopping Arauco, mas o Las Condes tem duas vantagens: uma área infantil excelente e uma filiar da Morph, uma loja de design argentina super legal. 

* HOMY E TOTTUS -  Anexo ao shopping Parque Arauco fica um hipermercado gigante chamado Tottus, que vende de chocolate a meias e vinhos. Eu gosto de investigar supermercados em outros países e ese valeu a pena.  No último dia da viagem, meu marido ficou no hotel por algumas horas com as crianças  e eu sai da Tottus com patês diferentes, vinhos super baratos e muitos presentinhos.  O segundo andar  da Tottus é ocupado pelo Homy, uma espécie de Tok & Stok com coisas úteis e outras nem tanto, mas tudo fofo e por preços  mais baixos do que os do Brasil.

* MUSEU DE LA MODA -  U machado ¡ É um museu pequeño que fica numa casa casa linda. Na entrada, uma instalação de carros de cabeça para baixo já chama atenção das crianças. Quando fomos estava acontecendo uma exposição sobre os anos 80: lá estavam o vestido de casamento da Lady Di, a jaqueta do Michael Jackson, o carro do Mc Fly em De Volta para o Futuro …..  E ainda tem lojinha que, entreoutras coisas, vende brincos de neon e chaveirinhos do Pac Man. As crianças gostaram, mas Marcelo e eu nos divertimos mais.  www.museudelamoda.cl     

PUCON E PUERTO VARAS

* Pucon é uma cidade que fica ao sul de Santiago, a uns 800 km de distancia. Seguindo uma dica de amigos brasileiros que já haviam estado lá, fomos de ônibus leito da empresa JAC ( www.jac.cl) . O ônibus não é muito novo, mas as poltronas realmente se transformavam em camas e as crianças adoraram a aventura.  Chegando lá alugamos um carro, o que foi uma sábia decisão.  Sem carro, passear pela região seria muito difícil.  A grande atração de Pucon é o vulcão Villarica. E neste quesito nós demos azar. Nossos dois primeiros dias na cidade foram com tempo muito ruim, chuva e névoa. Resultado: não dava para ver o vulcão.  Apesar de ser verão, a temperatura máxima foi de 23 graus.   À noite, as crianças usaram luvas e cachecóis e adoraram.  O centrinho de Pucon tem uma rua com alguns restaurantes e lojinhas. Achei um pouco caído e esperava um pouco mais. Muita gente tinha me dito que parecía Búzios, mas sinceramente acho que falta um pouco de charme...  De qualquer forma, sem chuva deve ser melhor para passear...

* LAGO E TERMAS -  A região de Pucons e Villarica fica em torno de um lago lindo e enorme. Há diversos trechos com areias (uma areia preta, vulcânica) que é a praia deles.  Paramos num lugar bem legal, com pedalinhos e bicicletas para alugar.  Sucesso entre as crianças ¡ Mas nosso programa preferido em Puncon foram as Termas Geometricas. É  um lugar que fica bem afastado, no meio da mata, aos pés do vulcão e onde é possível tomar banho em piscinas naturais aquecidas pelo vulcão. A temperatura da água das piscinas fica entre 29 e 40 graus ¡ Algumas são tão quentes que o banho não é permitido.  O lugar é diferente, muito legal. Cheio de vapores, fumaças, passarelas, plantas ….  A estrutura é boa com cabines e lockers espalhados por todo lado. Há apena uma pequena lanchone, um pouco cara, mas que quebra um galho.  Por ficar tão isolado, o lugar não tem linha telefônica e por isso não trabalha com cartão. As entradas custavam 17 mil pesos (cerca de R$ 62) para adultos e 8 mil pesos para crianças. Um pouco caro, mas vale a pena.

* Puerto Varas não estava no nosso roteiro inicial, mas a decepção em não ver o vulcão em Pucon nos animou a enfrentar a viagem. Foram quase quatro horas de estrada (mais uma vez uma estrada excelente com pedágios e poucos lugares para parar) só para ir, mas uma sábia decisão. Puerto Varas é linda, uma pintura e muito diferente de outros lugares que já conheci. O vulcão Osorno domina a paisagem com seu pico nevado, á beira de um lago de cinema. Fizemos duas das melhores refeições da viagem lá:  no Las Buenas Brasas e no Puro Toro.  Ficamos no Hotel Bella Vista. Um pouco caro, mas nos deram um quarto gigante que tinha até banheira de hidromassagem e uma vista de frente para o lago. Parecia uma pintura.

* FRUTILLAR - Bem pertinho de Puerto Varas fica a cidade de Frutillar. É uma cidade bem pequena, de colonização alemã. A parte turística se resume a uma rua em frente ao lago, de onde também se avista o vulcão.  Casas bonitinhas, um teatro lindo, lojinhas, calçadão com brinquedos para crianças. Vale a visita.

* VULCÃO OSORNO -  a grande atração de Puerto varas e provavelmente de toda nossa viagem.     O vulcão fica dentro do Parque Vicente Pérez Rosales, distante uma hora do centro de Puerto Varas. No parque começa a subida pela estrada. O tempo vai ficando mais frio e a vista cada vez mais linda.  Lá em cima, um vento frio nos obrigou a colocar luvas e gorros.  Pegamos o teleférico e chegamos pertinho de onde fica a neve eterna. Meus filhos, que nunca haviam visto neve, amaram!


** Adriana Caban é uma jornalista destemida - na profissão e na vida

domingo, 17 de julho de 2011

O crachá do viajante rebelde - parte II

A jornalista Ana Paula Brasil escreveu aqui no Blog sobre o crachá desenvolvido especialmente para evitar apertos em viagens com o filho Vicente. Agora a Jane, mãe de dois meninos fofíssimos e cheios de animação para explorar o mundo(ainda bem!), dá a dica: http://www.safetytat.com/: a tatuagem não sai no banho e dura até duas semanas. Vem pelo correio e pode trazer o número de telefone impresso para emergências ou uma canetinha para que os próprios pais preencham. Bem, a tatuagem, por mais rebelde que seja seu pequeno, não tem como ser perdida. Método já testado e aprovado!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Vicente em Chicago

No dia seguite à vitória do Chicago Bulls nos playoffs da NBA

Vendos os "nefantes" do Field Museum

 
Lançando foguetes no planetário


Top 5 do Vicente em Chicago

Chicago foi uma sugestão da Cristiana, uma das autoras deste blog. “Parece uma pequena Manhattan; mas é mais tranquila e mais barata”. Isso me animou. Muitas das dicas de programas para crianças foram tiradas aqui do “Kids na Estrada”. Vejam o que Vicente elegeu como favoritos (ou, pelo menos, o que nós interpretamos como preferências dele!). Do último para o primeiro, para dar mais emoção!


#5 Navy Pier – http://www.navypier.com/ Um lugar muito agradável, se o tempo ajudar! Em Chicago faz frio e o vento não perdoa. Pegamos dois lindos dias de sol e pudemos passear ao ar livre. Um desses dias passamos no pier. Lá existem um shopping com restaurantes e lojinhas de souvenirs, um parque de diversões e o “Museu das Crianças”, de que vamos falar no item abaixo.


O parque é lindo, clássico: roda gigante (enorme!), carrossel, cadeirinha voadora... uma delícia. De lá se tem uma linda vista da cidade. Ao lado do parque está o deck de onde saem os passeios de barco.


O pier também tem um jardim de inverno; coberto, cercado e aquecido nos dias mais frios. Há mesinhas para lanche e espaço para correria e brincadeiras.


O almoço foi no Harry Carays e, para nossa surpresa, o prato mexicano pedido pelo meu marido veio com feijão preto. Mais surpresos ainda ficamos ao descobrir que o feijão não era apimentado! Vicente comeu o feijãozinho do papai bem feliz. Restaurante especializados em grelhados e com decoração inspirada no baseball. Preço honestíssimo. http://www.harrycaraystavern.com/navy-pier/index.html


#4 Children´s Museum – http://www.chicagochildrensmuseum.org/ O museu reproduz situações do mundo adulto. Há, por exemplo, um quartel de bombeiros, uma construção, um navio... tudo adaptado, pequenininho, para que as crianças possam mexer. Há também espaço para pintar e desenhar, shows de música infantil e brincadeiras com água (eles fornecem capas para que os pequenos não se molhem). Levando um lanche, dá para passar o dia inteiro lá! Vicente não queria sair.



#3 Adler Planetarium – http://www.adlerplanetarium.org/ É basicamente dividido em 3 partes: a primeira, onde passamos a maior parte do tempo, tem um foguete de mentirinha, uma base espacial, uma plataforma lunar... tudo perfeito! Lindo, muito bem feito. Há roupas de astronauta para as crianças vestirem... uma graça. Sucesso total. A segunda é para crianças maiores, com experiências e vídeos. E a terceira, uma sessão de planetário (filme projetado), mas o Vicente dormiu um pouco antes dela começar.


#2 Field Museum - http://fieldmuseum.org/ É o museu de História Natural de Chicago. Excelente! Bichos enormes empalhados, esqueletos de dinossauro imensos... um deles é famoso: “Sue” – o maior, mais completo e mais bem preservado esqueleto de Tyrannosaurus rex já descoberto. É uma senhora idosa: tem que 67 milhões de anos! Vicente gostou tanto que, na madrugada seguinte, falou dormindo: “quero ver o lobo, o urso, o passarinho, quero ver o ´nefante´ (elefante), quero ver o ´dinoUssauro gandão´”


#1 Shedd Aquarium – http://www.sheddaquarium.org/ Um dos melhores aquários do mundo, segundo os guias de viagem. Não duvido. Vicente amou pela grandiosidade e pelo colorido dos bichos. Só ganhou do Field por que aqui os animais estão vivos (risos). Tubarões enormes, show de golfinhos, exibição de baleias beluga e uma exposição hipnotizante de várias espécies de água viva.

Vicente em NY



Top 5 do Vicente em Nova York

Se alguém te disser que Nova York não é cidade para criança, esqueça! Há uma oferta enorme de programas legais, os pequenos não pagam quase nada e todos os lugares são adaptados para carrinhos de bebê e cadeirantes (rampas e elevadores). Claro, a gente fica mais cansado e não consegue fazer as compras que queria, mas, já que o momento é “kids”, vale encarar. Também seguindo dicas deste blog, Vicente deu sua primeira mordida na “grande maçã”.


# 5 Restaurante Serafina – http://www.serafinaatthetime.com/ O restaurante entrou para o ranking por vários motivos, em especial pela nossa garçonette, Alma, que foi excelente com as crianças à mesa. Ao chegarmos, nos ajudou a acomodá-las e a guardar nossas bolsas, casacos, sacolas, brinquedos, carrinhos (!). Buscou papel, giz de cera e o cardápio infantil. Fizemos o pedido das crianças e, enquanto olhávamos o menu, Alma distraía o Vicente fazendo perguntas em inglês-português-espanhol. Pediu para ver o dinassauro dele, comentou sobre a camiseta do Barney... se esforçando que pudéssemos escolher a comida em paz. Uma graça. Vicente comeu, brincou, subiu e desceu a escada que leva ao banheiro várias vezes e ninguém fez cara feia. Além disso, a comida é boa e barata. Me disseram que à noite fica cheio. Pizza de reputação. Há outras filiais pela cidade.


#4 Toys r´us (Times Square) – http://www.toysrusinc.com/about-us/times-square/ A rede americana de brinquedos caprichou nesta loja. Há até uma roda gigante lá dentro. Há bonecos fantasiados com quem as crianças podem tirar fotos (Homem Aranha e Capitão América estava lá), um dinossauro perfeito que se move e faz barulho e muitas demonstrações de produtos legais. Encare a visita à loja como um programa. Você vai passar pelo menos duas horas lá dentro. Existe até lanchonete no subsolo.


#3 Zoológico do Central Park – http://www.centralparkzoo.com/ O zóológico é pequeno, mas muito bonito e bem cuidado. Se você tem crianças maiores, considere ir ao Zoológico do Bronx, que é maravilhoso. Mas é longe e muito grande. Achamos que para uma criança de 2 anos e meio, esse estava bom. É possível ver os bichos bem de pertinho e alimentar as focas. Vicente amou os pinguins!


#2 Museu de História Natural – http://www.amnh.org/ Loucura, loucura, loucura. Elefantes, a baleia azul e os dinossauros deixaram a criança muda. Esteja no museu no horário de abertura! Na saída, vimos que as filas estavam enormes.


#1 Gazillion Bubble Show – http://gazillionbubbleshow.com/ Imagine uma criança maravilhada, hipnotizada, imóvel por 1 hora e 20 minutos. Dica inestimável da Cristiana. Um sérvio de origem chinesa faz um espetáculo com bolhas de todos os tamanhos e cores. Coloca bolhas dentro de outras, enche a bolha de fumaça... A música é cafoninha, tipo Richard Claydman, e o cenário poderia ser melhor, mas isso perde a importância quando Deni Yang entra em ação. Lindo.

O crachá do viajante rebelde

Meu filho é um selvagem. É lindo, fofo, querido, charmoso... tudo isso, mas parece um dragão de Komodo de tanto que se agita. Além disso, não gosta de andar de mãos dadas; a gente precisa negociar e insistir muito. Por isso, desenvolvemos este crachá.


Quando estamos em lugares muito cheios, principalmente acompanhados de amigos e outras crianças (o que gera sempre uma brincadeira de correria), ele é obrigado a usar.


O crachá ficou assim “profissa” porque foi feito na empresa de uma amiga. Mas você pode imprimir um cartãozinho no seu computador e comprar uma carteirinha plastificada em qualquer papelaria.


No início ele reclamava muito, mas depois consegui comprar uma cordinha (um pendurador ) do Mickey e ele bem feliz, se sentindo importante. Eu disse que era o crachá dos amigos do Mickey. Embora estejamos sempre atentos, claro, em shoppings, museus e parques cheios isso nos deixou mais tranquilos.


By the way, os dois hotéis do crachá são ótimos. O hotel de Chicago é nota 10, inclusive no preço. O de NY é carinho... mas Manhattan sempre arranca nosso couro na hospedagem, né?

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Pequeno Bob na Europa

Aventuras com um "pirata" na Torre de Belém!
Adoro essa foto. Torre de Belém. O moleque brincando amarradão com esse cartão postal ao fundo...

Essa foto é tudo de bom. O Beijo Molhado do Leão Marinho em Lisboa!

Show de golfinhos em Lisboa

Parque Isla Mágica em Sevilha

Parque Isla Mágica em Sevilha

Jardins de Murillo em Sevilha, unem o local histórico (é o jardim do Palácio Real) com a diversão da criançada.

Museu do Brinquedo, Sintra

Museu do Brinquedo, Sintra

Barcelona é uma cidade com uma arquitetura diferente, onde tudo chama a atenção das crianças.

Mais dicas da Germana em Lisboa, Sevilha e Barcelona

Os passeios mais legais com crianças

BARCELONA

1) Parque de La Ciudadela - Perfeito, cheio de brinquedos em todos os cantinhos.
2) Zoológico - o Show de golfinhos é uma atração à parte, que não dá para perder
3) Aquário - Nosso pequeno achou muito escuro, mas é um programa imperdível. No final, há uma série de brinquedos, como um submarino, que eles adoram.
4) Andar pelas Ramblas - é um programa tipo Turistão, que muitos nem me aconselharam a fazer por ser meio brega. Mas, quer saber? Nós adoramos! A cada metro percorrido, encontrávamos artistas de rua, com mil performances curiosas e engraçadas. Essa mistura de gente e um clima animado foi ótima para nós e nosso filho. Tudo era novo para ele, que ficou fascinado.
5) Parque Guell - obrigatório para adultos e crianças, mas não tem brinquedos. É um espaço lindo e ao ar livre, onde se pode correr à vontade e curtir a vista da cidade.
6) Fundação Miró - Miró é perfeito para crianças e uma ótima introdução no mundo das artes, com suas telas imensas e muito coloridas. Roberto adorou. Tentava me explicar o que era cada um daqueles desenhos, ficou todo feliz. Uma graça.

Onde não ir - Pueblo Espanhol
É uma vila, com entrada paga, que tenta imitar os inúmeros estilos arquitetônicos da Espanha, como uma (ou várias) cidade (s) em miniatura. Eu achei horrível e desnecessário. Barcelona é linda, com uma arquitetura fantástica e muito viva. O que eu estava fazendo ali naquele espaço fake que parecia um shopping???

SEVILHA
Parque Isla MAgia - Incrível, rende muito para crianças, com brinquedos e shows ao ar livre. Destaque para a apresentação de pássaros, que nunca vi antes em lugar algum.

Parque Maria Luisa - Além de ser lindo e ter uma das praças mais lindas da Europa (a Praça de Espanha), é um espaço verde incrível, com muitos brinquedos e passeio de charrete. Ponto alto da cidade!

Jardins de Murillo - são os jardins do Palácio Real (Real Alcazar) - também lindos, com brinquedos e as laranjeiras típicas da Espanha. Delícia.

Casa de Pilatos - nós fomos, é uma construção muito linda em estilo árabe, mas Roberto estava no auge do seu cansaço e impaciência. Não rendeu para ele...

LISBOA E ARREDORES
A cidade é muito amigável para os pequenos.
1) Andar de Elétrico (Bonde) é um programa legal, bem como ir ao Castelo de São Jorge bem no Centro da Cidade.

2) Conhecemos o Parque Monsanto que é muito completo, uma área verde lindíssima e muito bem estruturada para crianças, com inúmeros brinquedos, cabanas de índios, lago, restaurante e tudo que você possa imaginar. Adoramos.

3) Passear por Belém, conhecer a Torre de Belém, de onde saiam os navegadores rumo ao Novo Mundo. Meu filho se sentiu o próprio pirata, brincando naquela espécie de castelo (é uma fortaleza na verdade), cheio de canhões. Provar o incrível pastel de Belém e brincar com os mapas no chão, desenhados com pedras portuguesas, que mostram as conquistas de Portugal nos tempos de Cabral. Emocionante.

4) Zoológico - eu achei o Zôo de Lisboa ainda melhor que o de Barcelona, que já era nota 10. Há uma programação enorme, com diversos horários para as crianças acompanharem a alimentação de flamingos, focas etc. As 15h, há o grande show de golfinhos e leão marinho! Imperdível! Recebemos o famoso "Beijo molhado" e jamais esqueceremos.

5) Sintra - Cidade histórica ao ladinho de Lisboa, com o Castelo da Pena (é impossível não se sentir num conto de fadas!) e o Museu do Brinquedo. Programa delicioso!

6) Oceanário de Lisboa - Simplesmente o melhor aquário da Europa, de deixar qualquer um com o queixo caído. Dá para ficar horas e horas observando as espécies, os tubarões, as arraias, peixes imensos e os minúsculos... um programa obrigatório!

Para os mais velhos existem ainda outras opções como Museu das Ciências, ao lado do Oceanário, e um parque chamado Kidzânia, que não chegamos a conhecer. Lisboa merece muitas e muitas viagens.

Pequeno Bob em Barcelona, Sevilha e Lisboa, por Germana Costa Moura

Germana é jornalista e corajosa. Mãe de Roberto, o "Pequeno Bob", que nas últimas férias fez roteiro de gente grande. O menino cruzou o oceano. E adorou! A seguir, a primeira de uma série de aventuras da família(a gente torce por isso)... 


 
Estava louca para contar para vocês a experiência de levar um moleque de menos de 3 anos para passear com seus pais pela Europa. Foi demais. No roteiro teve de tudo um pouco: de parque de diversão a monumentos históricos, de zoológico com show de golfinhos a jogo do Barcelona, de passeios por avenidas lindas até a pausa para um descanso naqueles cafés cheios de charme. Só que em vez do cafezinho e da água mineral, típico hábito deles, a mesa estava lotada de bonequinhos e um tiquinho a mais de barulho do que eles estão acostumados..

Como fomos atravessar o Atlântico com uma criança tão pequena?

Com a proximidade das férias, ainda no ano passado, começaram as dúvidas sobre que viagem nós faríamos. As primeiras opções incluíam Hotel Fazenda, Praia, Parques de Diversão (Beto Carrero porque a Disney, eu só cogito um pouco mais para a frente) etc. Fiz uma sondagem com amigas, todas com filhos já bem maiores do que eu, e ninguém jamais levou filho pequeno para uma viagem a Europa, mesmo aquelas que viajam com frequência. Nada contra praia ou parques! Quem não gosta de ficar curtindo um relax com todo o conforto? E os parques? Tenho certeza que vou curtir mais do que o Roberto e me acabar em todos aqueles brinquedos. Mas depois de 3 anos curtindo intensamente a vida de mãe e o mundo infantil, queria muito que as férias fossem familiares e não apenas 100% voltadas para ele. Além disso, meu marido branquíssimo não gosta de praia e já me deu de presente férias no Nordeste uns dez anos seguidos. Estava na hora de variar o cenário. E, finalizando, nós dois quase não nos vemos o ano inteiro. Temos horários completamente diferentes. A última coisa que eu queria era entrar em parques cheios, lotados, um barulhão etc etc. Queria ter a oportunidade de passear, conhecer coisas novas, sentar num café e papear. E sentir um friozinho para fugir desse calorão.

Como temos milhas sobrando (eu não falei que a gente quase não se vê? São inúmeras viagens a trabalho!) e amigos queridos em Portugal - amigos esses que ainda por cima têm filhos com idades bem próximas a do nossos filho - bastou meio convite da Joana para eu ja ir aceitando e topando a ideia de revê-la e passar uns dias com ela. Mas a questão central permanecia: o Roberto seria muito novo para fazer uma viagem, digamos, de adulto? Dá certo levar um moleque para Europa? E o custo?

A minha avaliação é que dá, sim, e muito. Adorei a experiência. Com um filho só é quase o mesmo custo de uma viagem a dois (a parte terrestre). Onde dormem dois, dormem três. E nós dois rachávamos todas as refeições! Fui com baixa expectativa. Daqui do Rio ia me convencendo que algumas coisas não iam dar certo e que não daria para fazer todos os programas. Por exemplo, eu achava quase impossível sair à noite e, na realidade, saímos algumas noites tranquilamente com ele no carrinho. Por outro lado, tinha certeza que ele ia amar o aquário de Barcelona e ele nem ligou. Acho que achou muito escuro, porque ficava procurando o lugar do cinema! Curtiu muito mais o carrossel bem bobinho que havia do lado de fora.

Nas cidades grandes, há inúmeras opções de lazer. Um parque urbano ou pracinha já é um programão para um menino de apenas 3 anos. É tudo lindo, charmoso, bem cuidado, cercado de flores. Em Barcelona, o Parque de la Ciudadela tem lago, barco para alugar, inúmeros brinquedos (em diversas áreas), gente patinando, labirinto de arbustos, cafés. Um sonho. E ali ainda tem o Zôo, com seu show de golfinhos de deixar qualquer um babando.







Em Lisboa, a Torre de Belem foi recriada por mim como um lugar de onde os grandes piratas (e não os navegadores) saiam para fazer suas descobertas. Não tem preço ver seu filho explorando cada cantinho da Torre - um dos patrimônios da humanidade - viajando como se estivesse num cenário de piratas. O mais engraçado é que quando chegamos lá havia um artista de rua, todo fantasiado de pirata, fazendo pequenas esquetes e tirando fotos junto aos visitantes. Uma moedinha de um euro e estava garantido o espetáculo. Roberto enloqueceu. "Eu não te disse, filho, que aqui havia um pirata?". Adorou! E pensar que ali pertinho está à venda o famoso Pastel de Belém. Dá mais saudade ainda.

Super curioso, prestava atenção em tudo! Fomos ao Castelo da Pena, em Sintra, onde ele procurou muito pela Rainha! Mas, que pena, ela não estava lá! Em Sevilha, na Casa de Pìlatos, com influência Árabe. ele andou procurando Aladim e Jasmim. De lá seguiu para um parque de diversões incrível com brinquedos e esquetes teatrais. E assim íamos mesclando programas para todas as idades.

Foram 17 dias em 3 cidades. Hoje, mais experiente, eu teria feito 12 dias em apenas 2 cidades.

A seguir um resuminho do que acho que dá certo ou não em viagens desse tipo. E você? Tem dicas para passar?

Deu certo



Clima - ele nem ligou para o frio, se adaptou super bem
Avião - nem sentiu a viagem noturna tanto na ida quanto na volta
Dormir em apartamentos alugados - além de mais baratos que os hoteis, os apartamentos são muito mais confortáveis e dão à criança a sensação de que está em casa. Até hoje ele fala "a nossa casa de Barcelona" (quem me dera!)
Ter um monte de DVDs em português e brinquedinhos sempre à mão.
É um alívio encontrar o Danoninho idêntico ao nosso e qualquer DanUp em qualquer mercadinho.
Museu - parece incrível, mas ele adorou o Museu Miró. Sua reação foi dizer todo empolgado "que legal!" e em seguida me explicar que se tratava de uma "pintagem com textura", como se fosse um trabalhinho da escola.
Parques e pracinhas em geral. A dica é ir de manhã, gastar bastante energia. Depois, colocá-lo num carrinho descansando enquanto os adultos aproveitam para fazer outros programas com mais calma (muitas vezes ele dormia).


Não deu tão certo



Não recomendo mais que 12 a 15 dias viajando. A gente abusou com 17 dias de viagem. Ele sentiu saudade de casa e nós estávamos cansados, loucos para revezar um pouco com a babá...

O fuso horário com 3 horas a mais foi bem cansativo para os pais. Antes de 1 da manhã, nada do Roberto dormir. Abrimos o sofá-cama na sala, espalhamos os brinquedos, para ver se ele ia se deixando levar pelo sono.... a casa era dominada por dezenas de bonecos. Na foto, Roberto completamente com sono cercado de sua coleção.




TV em espanhol. É muita informação para a cabeça dele processar. Eu senti que ele ficava muito ligado tentando entender tudo. Quando desliguei a TV, ele relaxou mais e conseguiu desacelerar.

Comida - que saudade do prato infantil no Brasil e de pedidos como "dá para ver mais uma porção de arroz?". Isso não existe lá fora. Ele estava com tanta saudade do arroz, que cozinhamos em casa! No quesito gastronomia, não consegui variar quase nada o cardápio. Qualquer iogurte ou suco novo era rejeitado, então parei de arriscar e saí comprando só o que era bem parecido com o que ele estava acostumado (uma pena!)

Cidade pequena, como Sevilha. Lá é interessante e tem um Parque de Diversões ótimo. Mas as cidades maiores são realmente mais indicadas!

Adorei a experiência e acho que, só de termos ficado 17 dias nós 3 juntos, já valeu a pena. Foi ótimo ver que não existe bicho de 7 cabeças e eles se adaptam facilmente e dá para fazer diversos programas com eles.

Que venham as próximas férias!!! 

 

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Vicente em Aracaju


Vicente na praia de Aruana

Vicente na praia de Aruana

Prima Letícia no Parque dos Falcões

Primo Victor no Parque dos Falcões

Vicente e papai André no Parque dos Falcões


Vicente e tia Flávia no Oceanário


Vicente em Aracaju - por Ana Paula Brasil

Usando uma expressão dos americanos, Aracaju é a cidade mais "child friendly" que já visitamos no Brasil!

Desde que o Vicente nasceu, há 2 anos, optamos por viagens ao Nordeste. Saindo do Rio, os vôos são curtos e sempre existe a possibilidade de não fazer escalas. Embora às vezes isso custe um pouco mais, acho muito complicado fazer conexão com bolsas, mochilas, carrinho e criança.
Estávamos procurando uma praia tranquila, para evitar a muvucada e os preços altos do fim de ano nos lugares badalados. Mas não queríamos, além do avião, pegar carro, estrada, balsa... queria descer do avião e molhar os pés no mar. O Vicente, desde bebezinho, não gosta de ficar preso. Mantê-lo domado dentro do avião já é um desafio (haja repertório!) e ele ia chiar se ainda tivesse que encarar horas na estrada para chegar ao destino. Sendo assim, tinha que ser uma capital nordestina não muito badalada. Lá fomos nós para Aracaju, que nos recebeu lindamente!

O mar não tem o azul alagoano, nem o verdão cearense, mas é bem bonito. As praias não têm a exuberância de dunas, falésias ou coqueiros à beira-mar, mas, em sua maior parte, são limpas, rasas, mornas e sem ondas - o que para os pequenos é uma felicidade. No grupo em que estávamos também havia uma criança de 6 e outra de 10. Se divertiram igualmente.

As praias

Atalaia é a praia principal. É onde está a maior parte dos hotéis e os principais restaurantes. Mas fica cheia nos fins de semana e a faixa de areia é larga; é preciso caminhar muito até chegar ao mar. Optamos por uma praia que fica ao sul, chamada Aruana.

Os hotéis

Nosso hotel foi sugerido por uma amiga que mora na cidade e tem filhos (dicas preciosas!). Aruanã Eco Hotel: www.aruanahotel.com.br

A praia é de Aruana. Mas o hotel é AruanÃ. Então vamos lá:

Novo, charmoso e simpático, o Aruanã não tem a infra-estrutura de um resort, mas me encantou com requintes bem pensados para quem viaja com criança, tais como brinquedoteca (fofa e bem cuidada), salão de jogos, balanços, piscina rasa e uma copa exclusiva onde o hóspede poder aquecer ou até preparar alguma comidinha na hora em que quiser: a Copa Baby. Importante ressaltar que entre o hotel e a praia passa uma rodovia. Quem tem crianças maiores e gostaria de lhes dar autonomia nos dias de férias, não vai conseguir. Eles vão precisar de supervisão para atravessar as pistas movimentadas.

Falando nisso, a cidade nos pareceu educada e com um jeito bom de interior. Nas ruas secundárias não há sinais luminosos e a gente até se assustava com os carros parando para a gente atravessar!

Outro hotel muito procurado por quem tem criança é o Star Fish Resort: www.starfishresorts.com

Mais grandioso e mais caro, é considerado um dos melhores hotéis para crianças no Brasil. Fica na Ilha de Santa Luzia.

Os passeios

Oceanário - Muito bom. O oceanário é pequeno, mas muito bem montado. Entre as 60 espécies de animais, há meros gigantes, tubarões, tartarugas, arraias e moreias. São 18 tanques de águas doce e salgada. Mantido pelo Projeto Tamar, o espaço tem formato de uma tartaruga marinha. Funciona de terça a domingo, mas nas férias escolares abre todos os dias. Vá no fim da tarde, quando os animais são alimentados (entre 16h30 e 17h). Av. Santos Dumont, s/n - (79) 3243-3214 - www.projetotamar.org.br

Parque dos Falcões - Imperdível! Fica em Itabaiana, a 45 km de Aracaju. Numa imensa área de proteção ambiental, José Percílio cuida de aves de rapina sensacionais. Algumas são adestradas e os turistas podem segurá-las. Gaviões, falcões, corujas, carcarás... e outros bichos encontrados pelo Ibama que foram bem recebidos no parque: um filhote de tamanduá e um de veado. É indispensável agendar previamente a visita. (79) 9962-5457 / 8818-5036 www.parquedosfalcoes.com.br

Parque da Cidade – Uma ampla área verde, com um pequeno zoológico e brinquedos, mas nada muito diferente do que, provavelmente, existe na sua cidade. A atração que vale a pena é o teleférico, logo na entrada do parque. Ele vai bem alto e você terá uma vista bonita da cidade. Me pareceu inseguro para crianças pequenas, já que a cadeirinha não tem um cinto de segurança, só uma trava. Fiquei embaixo com Vicente enquanto o restante do grupo subia.

Mundo das Crianças – Um parque muito legal com brinquedos gratuitos e pagos. Boa opção para crianças até 5 ou 6 anos. Mas os maiores também vão curtir a pequena pista de kart em que podem pilotar sozinhos. Fica na Orla de Atalaia.

Marinete - É um trenzinho muito simpático que circula na Orla de Atalaia à noite e sai de meia em meia hora. A bilheteria é em frente ao Mundo das Crianças, na Orla de Atalaia.

São Cristóvão - Cidade histórica a 30 km de Aracaju. Foi a primeira capital sergipana e a quarta cidade mais antiga do Brasil. Tombada pelo Iphan, a cidade tem um conjunto arquitetônico colonial muito bonito. A Praça São Francisco foi declarada pela UNESCO em agosto de 2010 patrimônio da humanidade.

Mercado Municipal Antônio Franco - R. José do Prado Franco, s/n - Para comprar pimentas, castanhas e a deliciosa bolachinha de goma (biscoito de tapioca)

Canion do Xingó - Não fomos. Vi imagens na TV e fiquei com muita vontade, mas achamos que era puxado para uma criança de 2 anos passar 4 horas na estrada e mais umas tantas num barco. As embarcações - escuna ou catamarã - partem da cidade de Canindé, a 200 km de Aracaju. O passeio acontece na parte represada do rio São Francisco e leva aos imponentes cânions do Xingó, incluindo paradas para mergulho em meio às águas verdes e cristalinas. A operadora Nozetur é uma das que fazem o passeio: www.nozestur.com.br

Catamarã - Não fomos. São mais de 3 horas dentro do barco e achei que nossa fera não ia se comportar. Mas o passeio é um dos mais procurados. O catamarã sai do cais do bairro São José, navegando pelo estuário do rio Sergipe até a sua foz, cruzando a praia da Atalaia nova e chega até o rio Poxim.

Os restaurantes

Carro de Bois - R. Niceu Dantas, 1040 (Atalaia) - (79) 3243-4800. Excelente. Comida regional, grelhados e frutos do mar. Bonito e com atendimento caprichado. Pratos infantis saem rapidamente para deixar todo mundo calmo.

Cariri - Av. Santos Dumont, Passarela do Caranguejo - S/N – (79) 3243-1379. Bom, barato e simpático. Comida regional e frutos do mar. Destaque para a moqueca de "catado" de caranguejo e para a carne de sol. Os pratos infantis também saem rapidamente e a atenção com as crianças é tamanha que nos ofereceram até um berço de armar para pôr ao lado da mesa. Nos fins de semana há banda de forró tocando no salão - talvez você queira evitar se estiver procurando um ambiente mais silencioso.

Sollo - Rod. Pres José Sarney, 100. Tel: (79) 2105-5220. É o restaurante do Hotel Aruanã. É mais requintado e muito bom, mas não vale tudo o que custa. Repetimos algumas vezes por pura preguiça de sair do hotel.

Transporte

O táxi em Aracaju não é caro. Uma corrida de Aruana à Atalaia, por exemplo, custa entre R$ 10 e R$ 15. De Aruana até o Mercado Municipal, cerca de R$ 20. Mas se você estiver em grupo e quiser fazer passeios mais distantes, vale alugar uma van. Nós fomos muito bem atendidos pelo Betto Fontes: (79) 9992-7777. Ele tem carros e vans. Os motoristas foram educados e faziam questão de respeitar os limites de velocidade.

** Ana Paula Brasil é jornalista, mãe do Vicente e autora do livro "Barriga redonda, barriga pontuda".

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Com Vitor, até no fim do mundo!

Gisele Taranto é arquiteta e mãe de Vitor. Generosa, divide com a gente um incrível diário de bordo cheio de dicas valiosas para quem quiser embarcar com crianças em uma grande aventura:


"A Patagônia era uma viagem que sonhava há tempos,e fazê-la com o Vitor foi algo muito especial. Eu e meu marido decidimos aproveitar a semana de recesso da escola dele para embarcarmos nesta aventura. Vitor tem 8 anos e ficou completamente encantado com tudo que viu, sentiu e aprendeu.
A viagem do Rio a Puerto Natales levou quase 24h incluindo conexões e esperas em aeroportos. O vôo era Rio/Santiago fazendo escala em SP e Buenos Aires. Depois pegamos outro vôo para Punta Arenas fazendo escala em Puerto Montt. Quando achávamos que já estávamos quase no fim do mundo eis que restavam mais 2:30h de carro até o destino final. Graças ao Nintendo DS, ao Capitão Cueca e a um bloco de papel com lápis, a viagem correu perfeita.

Chegamos num dia completamente nublado e chuvoso e fomos informados que por lá é possível experimentarmos as quatro estações do ano em apenas um dia. Mas demos sorte pois ao chegarmos ao hotel o tempo já havia limpado e chegamos a ver golfinhos da janela do quarto. 

Puerto Natales fica às margens do canal Señoret e de frente para a Cordilheira dos Andes. Foi fundada em 1911 e possui cerca de 16 mil habitantes. Ela é a porta para belíssimas paisagens naturais.

Não somos bons em grandes planejamentos e o improviso sempre faz parte das nossas empreitadas. Confesso que tendo a companhia de uma criança é sempre um risco e uma preocupação. Digo isto porque mesmo depois de estudarmos muito a região pela internet deixamos para acertar os passeios chegando ao local. 

Como era baixa estação deu tudo certo. No próprio hotel agendamos os incríveis passeios. Não somos aficionados por excursões, mas por lá o ideal é aderir a este esquema utilizando uma van.

Dia 1 - Fizemos um passeio de barco maravilhoso de um dia inteiro que leva para conhecer os fiordes, colônia de lobos marinho, trekking por um parque nacional e almoço numa fazenda onde foi servido um carneiro à moda local. A paisagem é inacreditável e, como o dia estava especial, pudemos ver Torres del Paine no horizonte, nosso destino do dia seguinte! Depois de visitarmos a geleira tomamos pisco sour e suco de laranja servidos com gelo retirado das geleiras.

Dia 2 – Visita ao Parque Nacional de Torres del Paine. Antes de irmos ao Parque fomos conhecer o Monumento Natural Cueva del Milodón. Uma caverna onde foram descobertos restos de um animal pré-histórico, conhecido como Milodón. Vitor amou conhecer o local onde ele vivia e ter ido ao museu ver seus ossos. O caminho até o parque é sensacional. Os animais ficam soltos e não existem praticamente construções. Vimos guanacos, condores, ovelhas, flamingos, emus, vacas e zorros (raposas). Só não encontramos nenhum puma, uma pena! O parque é uma das paisagens mais lindas que já conhecemos. Vitor adorou ser quase carregado pelo vento, ver de perto um iceberg e poder tocá-lo, aliás, lambê-lo. Acho que este foi o momento que ele pirou. Ficou enlouquecido segurando um pedaço daquele bloco. A cor do rio também ficará em nossas memórias, pois o azul turquesa é inacreditável.

Dia 3 – Um tanto quanto frustrante pois queria muiiiito poder levá-lo numa pinguineira, confesso que também estava super empolgada com esta idéia, mas infelizmente elas só abririam um dia após nossa partida. Como sou insistente descobri uma fazenda que criava pingüins. Lá fomos nós ao invés de vermos 30.000 pingüins tivemos que nos contentar com apenas 3. Para mim foi um fiasco mas ele adorou mesmo assim. Tirou milhões de fotos e aproveitou para alimentar as lhamas e alpacas.

Nestes passeios sempre estive abastecida de água e lanches, pois é quase impossível comprá-los pela falta de civilização. Mas nos jantares íamos à forra para tentar conhecer a variedade de frutos do mar que existem no Chile. Vitor aprovou o salmão local e nós a centoia, piure e picoroco.

No caminho para o aeroporto perguntei ao motorista se havia hospital na cidade e a resposta, me senti aliviada por já estar chegando ao avião, foi que não havia hospitais, postos e médicos especialistas em Puerto Natales, e que quando alguém passa mal precisa ir para Punta Arenas distante 2h30min.

Viajar com crianças é sempre uma aventura cansativa, mas o encantamento nos olhos delas é muito gratificante e faz valer cada segundo do nosso desgaste."