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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Búzios no inverno

Cresci passando férias em Búzios. Minha família sempre frequentou a cidade desde que meu pai, na época um jovem mergulhador,se encantou com a pequena aldeia de pescadores em meados dos anos 60. De lá pra cá o lugar cresceu, se desenvolveu e mudou muito, claro. Continuo adorando e levando as crianças sempre que possível, mas preciso confessar: o inverno é hoje pra mim, disparado, a melhor época do ano para se ir a Búzios. Apesar de a temperatura ser um pouco mais baixa e do ventinho que insiste em bater, os dias são cinematográficos.
Vários motivos tornam Búzios irresistível em julho:






1. Caminho livre - completar o trajeto Rio-Búzios non-stop em pouco mais de duas horas, sem o stress dos congestionamentos dos feriados prolongados....Um luxo que não tem preço! Fazer o mesmo percurso em cinco ou até seis horas é uma experiência pra lá de traumática que espero não repetir nunca mais.


2. À noitinha, poder estacionar o carro bem pertinho do centro da cidade, sem precisar pagar os olhos da cara a flanelinhas, nem andar quilometros para chegar a Rua das Pedras... Nada de rodar horas atrás de vagas com crianças impacientes quase se esbofeteando no banco de trás...


3. Poucas ou nenhuma fila pra tomar sorvete, comer crepe ou um sanduíche na lanchonete que seu filho escolher...


4. Já pensou em comer um pastel no restaurante da peixaria, em Manguinhos, assistindo a um por do sol inesquecível, sem ter que esperar horas por uma mesa? Aliás, visitar o centro gastronomico que inclui este e outros restaurantes, é atualmente um programa quase obrigatório em Búzios. Recomendado com e sem crianças, para um programa família ou jantar romântico... Várias opções em um lugar que é um charme só! Ah! no cais,logo em frente, as crianças podem se divertir com um excelente "point" de pescaria... Preparem iscas e anzóis e aguardem para fisgar porque não? o "almoço" do dia seguinte. 




5. Praia da Ferradura - mais protegida, uma excelente pedida pra fugir do vento de outras praias. O canto direito é mais vazio. O esquerdo, cheio de bares, com estacionamento gratuito(eles só pedem a preferência na hora de consumir alguma coisinha). O tratamento é VIP, com direito a ducha de água doce para tirar a areia dos pimpolhos. Também ali, encontramos as atrações que sempre dão ibope com crianças... Aluguel de máscaras, snorkel, caiaques, Banana Boat, etc. e o que é melhor: preços de baixa temporada!









6. Que tal botar a gurizada para aprender um novo esporte nas férias? O João este ano começou a ter as primeiras noções na http://www.buziosvelaclube.com.br/ e adorou. Em Geribá, na http://www.escolinhadesurfdorato.com/, adultos e crianças a partir de cinco anos podem arriscar as primeiras manobras sobre a prancha de surfe. As aulas acontecem no rasinho, na maior segurança para os pequenos iniciantes. Bacana demais!








7. Outro programa infalível para finais de tarde/início de noite é o http://www.radicalparque.com.br/index.php. Fica logo na reta de chegada ao centro da cidade. Tem kart, paintball, tirolesa, arvorismo, escalada e até cinema 6D! Ótimo para queimar o que ainda restar de energia da turma... Nesta época, sem fila ou multidões, fica ainda melhor! Recomenda-se, no entanto, usar com moderação, para que os preços não transformem a brincadeira em cilada.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Fortaleza com João e José

Nas últimas férias, me vi diante de um impasse. Queria viajar com as crianças, dois pequenos adoráveis, em idades e fases distintas. João, sete anos: animado e radical. José Francisco, acabando de entrar na roda aos oito meses: sombra ,água fresca e nada de longas distâncias.
Pra completar, eu estaria sem marido.
Assim, todos os caminhos acabaram nos levando a Fortaleza(destino que o João insistia todos os anos pois sonhava conhecer o "Beach Park"). Optamos pelo nordeste e o que posso dizer? Fomos muito, muito felizes...


Amo cidade, lugares cheios de vida e coisas pra se fazer, ver e visitar. Mas praia é cem por cento relax. Pra esquecer de tudo, nada como um mergulho na água morninha, um passeio no por do sol. E para as crianças, sem dúvida aquilo parece mesmo um pequeno pedaço de paraíso. No Porto das Dunas, registramos o primeiro mergulho de mar na vida do José Francisco. E lá também, presenciei cenas do João se acabando de brincar e correr nas areias sem fim; até chorar na despedida, dizendo que aquela foi a "melhor de todas as viagens da vida dele".


Existem muitas opções de hospedagem  na Beira-Mar, em Fortaleza. Como não alugamos carro,  decidimos ficar a 25 quilometros da cidade, na própria praia do Beach Park, muito bonita e nem um pouco lotada, por sinal. O complexo do parque aquático inclui dois resorts excelentes. Mas achamos que seria um pouco "Beach Park" demais e a idéia era também explorar a região, mostrar Fortaleza para o João. Ficamos então no Oceani Resort, um hotel simples, sem luxo, mas com uma boa estrutura de resort. Os recreadores eram extremamente simpáticos e prestativos e a comida, incluída na diária, bem saborosa(levando-se em conta o esquema de buffet).


Compramos um passe de sete dias para o parque que funcionou muito bem. Podiamos entrar e sair diversas vezes, sem pressa para curtir as atrações, sem risco de ficar meio "over". O parque ficava a apenas 500 metros do nosso hotel, mas a graça, claro, era pegar carona nos buggys estacionados na praia, que cobravam 10 reais pela corrida.


O Beach Park é muito legal, diversão certa para várias idades (bebês, crianças, adolescentes e até papais e mamães mais animadinhos). Organizado, seguro, limpo. O JF aproveitou bastante os brinquedos bem coloridos, com esquichos de água e ondinhas artificiais. João, em busca de emoções radicais, experimentou quase tudo que sua estatura permitia. Só se frustrou ao ser 'barrado' algumas vezes, na porta de algumas atrações(os funcionários, como deveriam ser aliás, são inflexíveis: meio milímetro a menos é meio milímetro MESMO). Mas tudo bem: o garoto já arrumou uma ótima desculpa para voltar "quando crescer mais um pouquinho" rsrsrss. E como as decepções fazem parte da vida, melhor relaxar, curtir e repetir ao máximo as atrações liberadas, que não eram poucas.


Mas o legal é que a região não se resume apenas ao Beach Park. A cidade é ótima, cheia de restaurantes e shoppings, com boa infraestrutura. E os passeios, pelas redondezas, uns mais próximos, outros nem tanto, todos lindos. Pena que alguns eram meio cansativos para bebês. Fiquei com água na boca, mas Canoa Quebrada, Jericoacara e Cumbuco tiveram que ficar pra próxima.


Agendamos no entanto no hotel um passeio de buggy para a Lagoa do Uruaú, onde o João se acabou no tobogã natural das dunas, e visitamos também o centro das rendeiras, na Prainha. Muito legal ver de perto um pouco da arte feita por aquelas senhoras. Na volta, vimos as jangadas voltando do mar, abarrotadas de peixes. Uma festa!


Em Fortaleza, visitamos o Mercado Central, o maior centro de compras do estado, que vende de tudo um pouco. Ou muito de tudo. Comida, toalhas de mesa, redes, paninhos, vestidos... A mulherada quase enlouquece. Os meninos foram pacientes até que o prazo expirou (ainda bem porque senão o prejuízo seria imenso).
De lá fomos direto conhecer o Centro Cultural Dragão do Mar, 30 mil metros quadrados dedicados a arte e a cultura do nordeste e do Brasil. O prédio é bacana demais e as exposições quase todas gratuitas. João ficou interessadíssimo na história de Francisco José do Nascimento, o Chico da Matilde, conhecido como o Dragão do Mar, um símbolo da resistência popular contra a escravidão. Também ali, o Joca ouviu falar pela primeira vez em literatura de cordel e do grande poeta popular e um dos principais representantes do estilo, o internacionalmente famoso Patativa do Assaré.


Deixamos o Ceará com a melhor das impressões, aquela vontade imensa de ficar mais um pouquinho e a certeza de que vamos voltar. Logo, de preferência!

Ah, o nordeste...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Praia do Forte - Bahia

Meu marido não é muito fã de resorts. Acha que acabamos ficando isolados sem conhecer de verdade a cultura e o povo de um lugar. Concordo com ele neste ponto. Mas vamos combinar também que às vezes o esquema dos resorts é uma mão na roda com crianças.

Costumo dizer que os resorts são como as casas de festa. Um pouco impessoais, sim, no entanto totalmente eficazes nos quesitos diversão e dor de cabeça zero.

Mesmo com o Décio torcendo um pouco o nariz, em setembro de 2007 decidimos comemorar o aniversário de quatro anos do João no Ecoresort da Praia do Forte, na Bahia. Como era baixa temporada, conseguimos uma tarifa razoável para o excelente e bem carinho resort que fica a cerca de 50 quilometros de Salvador.E foi ótimo.

A seguir, destaco alguns pontos altos do destino escolhido:

- estrutura do EcoResort - quarto confortável, em bom estado de conservação, muitas opções de lazer em um só lugar. Academia de ginástica, spa, salões de beleza...

- Um dos melhores buffets que já experimentamos neste estilo de hoteis. A cada refeição, 800 mil calorias a mais...E que estamos de férias... Melhor relaxar, mergulhar na cocada, coscuz e demais quitutes incríveis e deixar a dieta pra volta.

- Recreação infantil  - ótima. João é bem animado para essas coisas. Ficava uma boa parte do tempo com a gente, mas também adorava encontrar os amigos que fez durante a viagem e principalmente os recreadores. Gentis, pacientes, criativos nas brincadeiras... Até festinha de aniversário rolou para ele. Ponto pra Turminha do Jornaleco.

-Atividades extras - isso é um grande acerto do esquema todo. O resort fica ao lado de uma vila de pescadores muito simpática, com lojas, bares, restaurantes. Pequena, organizada, ótima para pequenos passeios.

 - Além disso, a poucos minutos a pé do resort encontra-se o Projeto Tamar com tartarugas marinhas de tamanhos variados(algumas imensas mesmo). Sempre um programão para a garotada.
- Uma surpresa foi o passeio que fizemos às ruínas do único castelo medieval construído no país. A cerca de dois quilometros da vila, encontramos o que um dia serviu de residência para a família Garcia D´Avila. O patriarca do clã, um almoxarife de Tomé de Sousa, primeiro governador-geral do Brasil, conseguiu acumular uma fortuna imensa, principalmente em terras. Chegou a controlar o maior latifúndio do mundo: suas terras se estendiam da Bahia ao Maranhão. Na sede do latifúndio ele construiu o castelo que visitamos na Praia do Forte. Passeio muito bacana mesmo!

- Como o resort fica próximo a Salvador, vale a pena com toda certeza uma visita a capital baiana. Passamos algumas horas no Pelourinho no dia da volta e foi ótimo.  João adorou ouvir as histórias dos escravos, do Brasil Colonia, da muralha em localização estratégica para defender a cidade. De novo aqui, a observação e uma das dicas principais das autoras do Blog: antes de embarcar, procure pesquisar, ilustrar, contar a seu filho um pouco da história do lugar. Sempre enriquece a viagem. Com certeza ele vai esquecer de muitas coisas, mas se lá na frente, ele lembrar de apenas um detalhe ou uma pequena curiosidade da história, é porque valeu a pena.

- Pra encerrar, gostaria de contar uma experiência que tivemos na Praia do Forte que por pouco não se transformou na maior cilada de todas as viagens. De julho a outubro, as baleias da espécie Jubarte se aproximam da costa brasileira vindas da Antártica para procriar. Na Praia do Forte existem empresas que organizam um passeio em parceria com o Instuto Baleia Jubarte para quem quiser observar de perto o mamífero gigante, que mede em torno de 16 metros e pode chegar a pesar 40 toneladas.

- Ficamos meio "bolados" quando na carro que nos levaria até o cais o guia aconselhou toda a família a tomar Dramim. Empolgados com a aventura, decidimos respirar fundo e embarcar! 

- Do embarque na escuna até a volta, o passeio dura cerca de quatro horas e meia pois as baleias costumam ficar a aproximadamente 12 mil milhas da costa. 

- Naquele dia, o tempo estava ruim, com vento e um pouco de chuva(essa dica é importante - se quiser fazer o passeio, aproveite logo um dia de sol da viagem e não deixe para o último dia, como nós fizemos). Por isso, o barco sacodia mais que o normal. Sou filha e neta de pescadores submarinos e super acostumada com passeios de barco desde muito pequena. Mas confesso que neste dia cheguei a temer pelo pior. Me sentia em Jaws, point preferido dos surfistas de ondas gigantes no Havaí. E, na medida que o barco se afastava, elas iam ficando cada vez maiores. A neblina não ajudava. Já não viamos continente, ilhas próximas, nada... Baleia então muito menos. 


-Mas não tem jeito: para avistá-las assim, soltas, na natureza, é preciso espírito de aventura. É preciso enfrentar alto-mar.

- Só que naquele dia as Jubarte pareciam não estar muito a fim de dar o ar da graça e nós começamos a achar que estávamos enfrentando aquilo tudo a toa. 

- Enquanto o guia informava o grupo(bem heterogeneo, com João como caçula) sobre os hábitos das baleias e índices de sucesso na empreitada de avistá-las ali na região e tal e coisa., outros dois rapazes ficavam de pé na proa do barco com olhos bem abertos e ouvidos atentíssimos.

- E eis que de repente,ufa, um deles grita: baleia a vista!

- A partir deste momento, toda a nossa aflição foi recompensada. Uma, duas, três... Muitas aparecem, bem pertinho do barco. Elas nadam, saltam, afundam e voltam a superfície, espirram água para o alto. Uma mãe e um filhote se aproximam da gente. 

- Suspiros, gritos empolgados do João e fotos, muitas fotos.

- A volta foi bem mais tranquila. Não sei se o mar acalmou ou se estávamos embasbacados demais para pensar em outro assunto que não fossem as maravilhosas gigantes.

João na Praia do Forte - setembro de 2007







terça-feira, 23 de junho de 2009

O que levar - praia

Hoje em dia, mesmo as praias mais distantes, como as de Fernando de Noronha, têm uma bela infraestrutura para receber os turistas. Se o destino for um resort, então, há recreadores, babás, uma programação intensa para entreter a criançada. Ainda assim, a experiência nos mostra que, ao contrário do que é aconselhável em uma viagem desacompanhada (sem crianças!), sair de casa de mala cheia pode ser um ganho e tanto.

E se chover? E se o tédio bater à porta de sua suíte à beira-mar? E se alguém se machucar brincando?! Aí vão alguns dos nossos truques para mães prevenidas:

- Leve muitos protetores solares. Vai que a sua marca preferida está em falta em seu destino?

- O chapéu que a filhota aceita usar, os óculos estilosos do filhote, a saída de banho que esquenta no fim de tarde: para a mala, já!

- Assim como uma boa variedade de calções, sungas e biquinis, para não depender de tempo bom para secar.

- Vale levar também um pequeno kit de primeiros-socorros: band-aids animados, com o personagem querido, alegram qualquer um.

- Uma lata de leite em pó e fraldas (de piscina e comuns) para os primeiros dias são a certeza de que não será necessário gastar tempo em farmácias.

- Mamadeiras e chupetas extras, muitas chupetas, para os bebês que dormem à tarde, naquela sombrinha com o barulho do mar...

- Carrinhos: levar ou não levar? Até as crianças completarem 5 anos, nós sempre levamos, para o descanso no restaurante, para não perder o controle no café da manhã, para a caminhada na praia de areia dura.

- Babadores, paninhos, fraldinhas, a manta preferida: peças de uso diário diminuem a saudade que as crianças sentem de casa.

- Travesseiro também - ou talvez a boneca preferida, o "sujinho" inseparável do berço...!

- Carregar bercinhos portáteis depende do gosto do freguês. As pousadas costumam oferecer, vale perguntar antes de viajar.

- Assim como a possibilidade de uso da cozinha, para esquentar uma comidinha, um leite, nada mais prático.

- Máscaras de mergulho, nadadeiras, baldinhos etc são trambolhos que divertem.

- Não economize em camisetas e shorts. Ninguém vai lavar roupa nas férias, não é?

- Leve pelo menos duas mudas de roupas mais quentinhas, para o caso de chuva ou frio.

- Lápis de cor, livrinhos e aparelho de DVD. Se esses recursos nos salvam na cidade, por
que não usá-los nas férias, para garantir um almoço tranquilo?

- Cangas, muitas cangas, para enrolar a garotada na hora de sair da praia, para forrar o banco do carro alugado, para proteger os rostinhos do sol. Cangas são mais leves do que toalhas.