sexta-feira, 3 de julho de 2009

Fazendo as malas

Se o destino é gelado, força nos casacos. Se o destino é a praia, roupa de banho. Mas e se a viagem tem um pouco de tudo? Fazenda com piscina? Praia com trilha na mata? Pistas de esqui com um resort quentinho para brincadeiras? O segredo para não enlouquecer na hora de fazer a mala é combinar peças e cores. Distribuir as roupas em cima da cama - e pensar: vai dar tempo de usar tudo isso? Preparamos aqui uma lista básica para encher a mala na medida, para sete dias de viagem.

- Dois moletons, uma calça mais arrumadinha, uma calça jeans;
- Três bermudas de tecido (uma mais chique), de preferência sem estampa;
- Três shorts de piscina, bem coloridos, para efeito de foto;
- Sete camisetas de manga curta - metade estampada, metade lisa;
- Três blusas de manga comprida;
- Duas camisetas sem manga;
- Uma jaqueta de tecido, um casaco de moleton e conjunto quentinho por dentro e impermeável por fora para dias de chuva
- Um pijama de manga comprida (tem sempre um ar condicionado no quarto);
- Sete pares de meia, sete cuecas;
- Um boné;
- Um tênis resistente, uma sandália estilo Croc, um par de Havaianas.

Para os bebês:

- Além da lista acima, acrescentar um pijama extra, babadores, mantinhas, fraldinhas de boca;
- Sabão em pó ou líquido em um recipiente pequeno para lavar peças indispensáveis;
- Brinquedinhos mais queridos;
- Se acabou a fase, super prática diga-se de passagem, da amamentação exclusiva (comida pronta, quente e disponível), vocês estão na etapa das "papinhas". Sobretudo em viagens internacionais, a sugestão é abusar sem culpa dos potinhos de comida pronta. Cansei de levar vidrinhos em sacos plásticos dentro da mala. E quando chegava ao destino, abastecia o estoque na farmácia ou mercado mais próximo.

Mas atenção que aconteceu: em uma viagem aos EUA, o João estranhou o gosto da papinha "estrangeira". E a cara feia do filhote para a sopinha foi a maior saia justa. Por isso, avalie bem a quantidade que vai levar do Brasil - o excesso de peso na bagagem às vezes (muitas em viagens com crianças) compensa.

E mais:

- Capriche na farmácia. Repelente, filtro solar, algumas medidas de leite em pó, band-aid, remédios para emergência. Antibiótico é uma boa pedida (fora do país só se compra com receita médica). Sobre este tema, o melhor conselho é: levar tudo. Ocupa bastante espaço, tem risco desagradável de vazar, mas com crianças tudo pode acontecer.

- Não deixar para fazer a mala em cima da hora. Planeje, faça alterações, tire uma blusinha aqui, inclua uma calça ali. Reflita bastante sobre possibilidades. Menos é menos mesmo neste quesito. Não adianta ser chique e econômica no tamanho da mala e depois se arrepender por ter deixado aquela peça "coringa" no armário. Calcule várias trocas porque lavar roupa em viagem não está com nada.

- Mochilas para o dia-a-dia são sempre ótima opção. Saídas e chegadas com crianças são sempre mais confusas que o habitual. Viajando com o João, fui roubada duas vezes em Londres e uma em Miami, além de perder vários itens em outras ocasiões por pura distração. Mesmo porque nossas atenções estão sempre voltadas para o item mais precioso de todos, nosso filho, claro.
- Seguro de viagem é às vezes uma opção bacana. Existem vários tipos que cobrem perdas de bagagem, consultas a médicos e dentistas. Consulte seu agente de viagens e pense no assunto.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Aviso aos navegantes

Existem pessoas que são apaixonadas por cruzeiros. Mas há também quem não suporte a idéia de passar sequer horas, o que dirá então DIAS a bordo de um navio em alto-mar. No entando, as viagens marítimas precisam ser consideradas na hora de marcar suas férias. Imagine ter toda a infra-estrutura dos resorts mais incríveis do mundo com a vantagem de estar sempre em movimento e de atracar em lugares diferentes, belíssimos? Como o assunto é polêmico, preparamos uma outra listinha com prós e contras para ajudar a decidir se vale ou não embarcar nesta aventura com a família.

Prós:

- Você encontra de tudo um pouco em um só lugar. Comércio, cardápios variados, academias de ginástica, áreas de lazer, salas de jogos, brinquedoteca, piscinas pequenas, médias, grandes, aquecidas, de água do mar, parede de escalada, minigolf, colônias de férias completas e muito mais.

- Um cruzeiro é ótimo para quem deseja se desligar dos problemas e stress do dia-a-dia. Uma deliciosa sensação de liberdade. Clima de férias e diversão total, o tempo todo.

- Depois cruzar de alguns dias com as mesmas pessoas, surgem amizades. Para filhos únicos, é uma bela oportunidade de ter outras crianças para brincar.

- Os funcionários que cuidam da sua mesa no restaurante e da sua cabine são sempre os mesmos. Pessoas extremamente gentis, atenciosas, dispostas a tudo para proporcionar a você e sua família as "melhores férias de todos os tempos".

- Todas as noites, o camareiro deixa um jornal informativo com a programação do dia seguinte, capaz de agradar a todos os gostos e idades.

- A palavra "diversão" é repetida como um "mantra" e você acaba se deixando levar pelo clima. E é para toda a família mesmo. Aulas de culinária ou esculturas de gelo, tratamentos de beleza, leilões de arte e shows de música ou dança no grande teatro do navio. Para quem gosta de arriscar a sorte, um imenso cassino.

- A programação noturna para os pais é intensa com boates, bares e bons filmes na telona.

- Para os papais aproveitarem a "night", se for o caso, a maioria dos navios costuma contar com serviço de baby-sitting que funciona normalmente até bem tarde.

- Para os pequenos, recreadores organizam da manhã à noite caças ao tesouro, bailes de máscaras, festas temáticas. Para a família curtir junta, jogos e brincadeiras nas piscinas, bingo, karaokê. É só escolher!

- Antes de desembarcar nas praias, você pode agendar os passeios que deseja fazer de dentro do próprio navio. Pode ser um pouco mais caro, mas é garantia de um tour com segurança e tranquilidade, principalmente se você estiver viajando com crianças pequenas.

- A alimentação normalmente está incluída no cruzeiro. Todas as refeições têm hora marcada e são de ótima qualidade, mas existem ainda restaurantes onde você pode fazer pequenos lanches ou pedir um "fast food" a qualquer hora do dia. Doces, bolos, sorvetes, hot-dogs, batata frita a vontade fazem um sucesso incrível com a garotada. (É, não espere assim... um menu muito saudável, não!)

- Muitos cruzeiros oferecem descontos especiais para crianças que estejam dividindo a cabine com dois adultos.

Contras:

- Passar vários dias a bordo de um navio em alto-mar pode realmente acordar a claustrofobia que existe em cada um de nós. As cabines costumam ser pequenas. E, se você é daqueles que sentem náuseas só de imaginar o balanço das ondas, melhor repensar se um cruzeiro é mesmo uma boa opção.

- Você pode enjoar também de cruzar todos os dias com as mesmas pessoas e achar meio constrangedor ter que se sentar todas as noites com os mesmos casais. Sim, em alguns cruzeiros, as mesas são escolhidas pela empresa. Em outros, os lugares não são marcados.

- O ritmo nem sempre é o seu. As paradas em praias e portos são bem mais curtas do que deveriam. Muitas vezes gostaríamos de conhecer melhor algumas ilhas, ou quando estamos no ponto alto de algum passeio, precisamos voltar correndo antes de o navio levantar âncora.

- Para os desavisados, as gorjetas as vezes podem pegar de surpresa ao fim do cruzeiro.

- A língua pode ser um contratempo se seu filho não fala inglês, por exemplo. A colônia pode não funcionar 100%.

- O cruzeiro, para alguns, é a realização de um sonho. Então, o clima de festa a bordo pode incomodar aquele que mais quer descanso, silêncio.

Dicas:

- Avalie bem a duração do cruzeiro. Para muita gente, um período de três dias será pequeno para desfrutar de toda a infra-estrutura do navio.

- Pesquise bastante os preços, que podem variar muito de uma companhia para outra, e principalmente o itinerário que mais vai agradar a sua família. Existe um cruzeiro para cada perfil. Uns mais "família", outros mais "fun and party".

- Convém escolher bem a data, para evitar períodos de chuvas/furacões e para não se surpreender e encontrar jovens americanos fazendo bagunça de sol a sol no feriado deles.

- Os navios são bastante seguros, mas, com crianças muito pequenas, melhor evitar cabines com varandas.

- Consulte o capítulo "O que levar - praia", e ótima diversão!

domingo, 28 de junho de 2009

Chica-Go Kids!

Assim como há quem diga que Praga parece uma mini-Paris, eu diria que Chicago é uma mini-Nova York. Por isso, não torça o nariz caso alguém, algum dia, proponha uma viagem até Illinois. A "windy city" é gelada no inverno, sim, mas é charmosa o ano inteiro, sendo reconhecida mundialmente como uma capital da arquitetura, onde é possível admirar mais de seis mil esculturas ao ar livre: Alexander Calder, Miró, Henry Moore, Pablo Picasso.

E o que é que criança tem a ver com isso? Surpreenda-se! O Luca conheceu Chicago em novembro de 2005, aos três anos. Apesar do frio esperado para a época, aproveitamos muito, a começar pelo metrô de superfície que percorre toda a cidade, com destaque para o Loop - o centro histórico com seus lindos prédios art-deco. Olhar para dentro dos escritórios, imaginar a vida daquelas pessoas desconhecidas, ah, quem não gosta?

Chicago é uma cidade bem planejada com 37 quilômetros de costa à beira do Lago Michigan. Prata da casa é o Grant Park, uma aglomeração de parques, atrações, museus, pavilhões para shows, bem de frente para a água. Um dos pontos de partida para um passeio pela região do lago é o Millenium Park, aberto com um certo atraso, em 2004, bem perto do riquíssimo Instituto de Artes de Chicago.

O Millenium tem três atrações especiais: o pavilhão Pritzler, a Crowne Fountain, de um artista contemporâneo de Barcelona, e a Cloude Gate, uma escultura prateada, em forma de grão de feijão, de cem toneladas de aço, criada pelo indiano-britânico Anish Kapoor, de onde se vê todo o skyline da cidade e o reflexo de caretas incríveis de nossos filhos. Ali pertinho, a família pode se distrair com o minigolfe Green at Grant Park.

Ok, seu filho quer algo mais pop? O Navy Pier também fica relativamente perto, para quem gosta de caminhar. Trata-se de um pavilhão imenso com parque de diversões bem comercial e um pouco kitsch, com apresentações de circo, queima de fogos de vez em quando e uma roda gigante construída em 1893, com o equivalente a 15 andares de altura. Dá para imaginar a vista de Chicago? Sete minutos de contemplação e adrenalina! Antes de prosseguir, sugiro um café no Starbucks ou um sorvete no Ben & Jerry - duas tradições americanas.

Outra opção de passeio, para agradar de cara a criançada, é visitar o Field Museum, o museu de história natural de Chicago, onde a grande atração é, claro, Sue - o maior e mais bem preservado fóssil de tiranossauro-rex do mundo, apresentado em 2000. Que criança não gosta de dinossauros?

Em frente ao Field Museum, fica o Shedd Aquarium - onde você vai encontrar de tudo, de Amazônia artificial a baleias, golfinhos, peixes de todos os tipos e inúmeras atividades interativas. No verão americano, imaginem só, tem sessões de jazz dentro do prédio, com a vista para a cidade através de um janelão de vidro. Não é uma forma excelente de descansar os pés e os ouvidos?

Não será exagero dizer que o Homem-Aranha adoraria Chicago. Entre nessa escalada com seus filhos. A cidade é marcada por arranha-céus, como as famosas torres Sears e John Hancock. A primeira se orgulha de ter o observatório mais alto de Chicago: 412 metros de altura. A segunda diz ter o elevador mais rápido dos EUA: 600 metros por minuto, para o visitantes subir os 94 andares. Dizem, não conferi, que uma brincadeira sugerida é contar as vinte piscinas em topos de prédio que se podem ver.

E tem muito mais. Vou pesquisar melhor:

Frank Lloyd Wright
Drury Lane Theaters ? (meio broadway?)
Loja Hersheys de 360 metros quadrados.
Chicago Water Tower, que resistiu ao grande incêndio de 1871, é um símbolo da reconstrução da cidade que, segundo os locais, vive se reinventando.
Oak Street Beach
American Girl Place
Lincoln Park Zoo
Chicago University
Passeio de barco pela architecture.org
Adler Planetarium

Luca em Chicago: novembro de 2005




sábado, 27 de junho de 2009

De barriga cheia - e coração aberto

Os europeus e os americanos são bem mais acostumados a levar seus filhos a restaurantes. Diferentemente daqui do Brasil, babás e folguistas são presenças raras em casa, o que dirá em ambientes públicos. Por isso, as crianças estrangeiras frequentam restaurantes, bares, lanchonetes desde bebês. No exterior, mais do que aqui no Brasil, ninguém vai estranhar se você chegar com a família em peso para um almoço ou um jantar. Preparamos uma check-list para tornar essa visita a mais agradável de todas.

- Evite filas e horários de pico. A demora no atendimento vai deixar a criança estressada e os pais também. Faça reservas sempre que possível.

- Leve kits de emergência para distrair a garotada que ainda não sabe a diferença entre um shitake e um champignon. Para espantar o tédio, lápis e papel, jogos eletrônicos, DVD e bonequinhos para a bolsa, já.

- Carregue um babador descartável, para deixar seu filho lindinho para o resto da programação.

- Escolha restaurantes que ofereçam menus infantis especiais. Se o cardápio for mais rebuscado, prefira dar comida no quarto e deixe a sobremesa para o restaurante. Na hora do jantar, tente um lugar mais perto do hotel.

- Procure escolher mesas mais isoladas, se houver a disponibilidade. Pergunte, na reserva, se você poderá levar o carrinho de bebê. Pode ser um alento, caso o soninho do filhote chegue antes da hora.

- Peça cadeirao ou booster. Sempre bom para deixar a criança sentadinha e evitar que ela saia correndo entre garçons apressados e bandejas lotadas de comidas quentes.

- Não faça refeições longas demais. Isso é para casais sem filhos!

- Evite aquele restaurante com chef super badalado, muito chique, recomendado pela amiga solteira. Criança sempre agita o ambiente. Ninguém merece pagar uma fortuna para ter um pequeno tumultuando o "clima" na mesa ao lado.

Escolhendo o hotel

Com raras exceções, a grande maioria dos hotéis em todo o mundo aceita crianças. No entanto, alguns lugares dispõem de uma infra-estrutura maior, com áreas de lazer e atividades recreativas sob medida para receber a turminha. Por isso, preparamos mais algumas dicas que podem ser úteis na hora da escolha do hotel para garantir o sucesso e tranquilidade da viagem em família.

- Resorts - Uma excelente opção com diversão garantida para todas as idades. Piscinas de vários tamanhos, playgrounds, brinquedotecas e muitas outras atrações não vão deixar seu filho parado um minuto sequer. Sem contar que o sistema "all inclusive", disponível em alguns resorts, é uma mão na roda para garantir a barriguinha cheia e a energia para tantas atividades. Em viagens pelo Brasil, a criançada tem ainda a vantagem do idioma, podendo participar sem receio dos "clubinhos" monitorados por recreadores. Eles adoram e ainda permitem aos pais alguns momentos a sós. Ou muitos. Porque existe o risco do filhote ser "abduzido" por um destes clubinhos e só aparecer de novo no último dia das férias.

- Suítes - Tente dar preferência aos hotéis que ofereçam quartos maiores, com ante-salas onde o filhote possa ficar bem instalado, para que assim a intimidade do casal possa ser preservada. Nem sempre isso vai ser possível. De qualquer maneira, explique no hotel que está viajando com a família e verifique a possibilidade de reservar o maior quarto que estiver a disposição na categoria escolhida. Criança precisa de espaço.

- Cozinha - Além de ser um recurso econômico, facilita a vida. Tomar o café da manhã no quarto, com calma, ou fazer um macarrãozinho depois de um dia inteiro batendo perna na rua, pode ser a salvação em algum ponto da viagem. Para os pais que curtem cozinhar, não deixa de ser uma diversão experimentar novos temperos, típicos do lugar, ou até mesmo preparar um bom feijão para matar as saudades de casa.

- Banheira - Pode não ser quesito indispensável, mas a banheira é sempre uma atração para as crianças. Um banho mais longo e demorado é ótimo para acalmar os animos e prepará-los para uma boa noite de sono.

- Localização - Não se isole. Escolha hotéis próximos das atrações que você pretende visitar e de lugares interessantes para frequentar com as crianças, principalmente em cidades grandes. Verifique na chegada se existe uma boa farmácia e um mercadinho a uma pequena distância. A área de lazer do Central Park ou uma boa loja de brinquedos a apenas alguns passos do hotel podem ser ótimos para momentos de tédio profundo ou preguiça de inventar passeios mais longos.

- Berços - Quando fizer a reserva, não se esqueça de pedir berços ou camas extras sempre que necessário. As crianças acham a maior graça em encontrar a surpresa assim que chegam ao hotel.

- Hotéis de charme, alto luxo, quinze estrelas, recomendadíssimos, são ótimos mas, cuidado, e se não forem ideais para crianças? Quando o Luca estava prestes a completar um ano, reservamos um quarto na melhor pousada da Praia da Pipa. Resultado? Tudo o que não queríamos era ficar no hotel, com medo de o bebê jogar abaixo a decoração escolhida cuidadosamente pelos proprietários. No segundo dia, nos mudamos para um hotel bem mais simples, onde não havia nada de vidro que pudesse ser quebrado.

- Uma mini-geladeira no quarto, cheia de coisas deliciosas e com livre acesso, é uma tentação para as crianças. Nossa sugestão é fazer logo no primeiro dia um estoque no mercado mais próximo com lanchinhos saudáveis (ou nem tanto), para evitar surpresas desagradáveis na hora do check-out.

Viagens internacionais

Viajar para lugares distantes, com costumes diferentes e comidas estranhas, alteram a rotina de qualquer um. Para uma criança pequena, acostumada diariamente ao trajeto escola-casa-pracinha, a mudança é radical. Por isso, preparamos algumas dicas que podem ajudar a manter o bom humor da família, longe, bem longe de casa.
- Respeite o fuso horário. Pegue leve na programação, especialmente nos primeiros dias.


- Não adianta querer que os filhotes sigam o seu ritmo. Melhor relaxar e deixar que eles ditem o próprio.


- Deixe para se preocupar com refeições super equilibradas e saudáveis quando voltar parar casa. Em alguns casos, um macarrão com salsichas e até um cheesburguer com batatas fritas quebram um bom galho. Em viagens, é natural o filhote não achar muita graça em comer, não esquente a cabeça. Ofereça bastante variedade que, em algum momento, vocês vão descobrir juntos o que funciona melhor em cada lugar.


- Pode parecer coisa de mãe, mas programe os passeios com antecedência. Pesquise na internet, leia guias, reserve ingressos. O tempo que se perde antes de embarcar é um ganho precioso na viagem.


- Desenhe uma rotina que agradará a todos: adultos e crianças. A melhor maneira é alternar programas mais cansativos, de longas caminhadas, com atividades mais leves - como um teatro, por exemplo, Mas, é claro, sinta-se à vontade de alterar a programação de acordo com o cansaço e disposição dos mais jovens. As crianças ficam mais cansadas e às vezes até mais dengosas quando estão longe de casa. Cabe a nós, pais, tentar dosar o ritmo com equilíbrio e bom senso. Assim evitamos momentos de crise e ataques de choro inesperados e incontroláveis.


- Dê uma escapada de vez em quando. Planeje momentos de descanso. Reveze com o pai das crianças: uma manhã será somente sua enquanto ele fica na piscina com o pequeno. A tarde poderá ser dele e das compras de produtos eletrônicos enquanto você leva o filhote para mais um passeio de criança.


- Jamais se sinta culpada por não conseguir visitar os lugares mais descolados do momento, que suas amigas tanto indicaram. Elas não fazem idéia do prazer que a gente sente ao dividir um Ben & Jerry com aquela criança curiosa e companheira.


- Se as compras são um atrativo a mais para você, o mesmo não pensa o seu filho. Crianças detestam lojas, a não ser as de brinquedos, claro. Por isso, o ideal é começar justamente pelos produtos preferidos deles. Um jogo diferente, o boneco do super-herói que ele tanto queria, um livro com ilustrações bacanas podem mantê-los entretetidos enquanto você experimenta algumas peças da sua marca preferida.
- Aposte em seu carrinho. Caminhar é uma das melhores maneiras para se conhecer lugares, mas as crianças ficam exaustas e não encaram isso como um programa. Em alguns casos e até uma certa idade, carrinhos leves e fáceis de desmontar são quase tão importante quanto as malas. Mesmo sendo um volume a mais para carregar, vale a pena levar um modelo do tipo guarda-chuva. No aeroporto, por exemplo, você pode ficar com o carrinho até a hora de entrar no avião. Basta pendurar uma etiqueta no check-in da companhia aérea e deixar o carrinho na porta da aeronave. Chegando ao destino, é só pegar no mesmo lugar.

- E finalmente, prepare seu espírito. Atitude é tudo em alguns momentos. Espere encontrar alguns pequenos percalços no caminho, mas no final, vai dar tudo certo. Viajar com os filhos para fora do Brasil dá trabalho, mas vai ser uma das experiências mais diferentes e divertidas da sua vida.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Viagem de avião

Encarar horas de viagem em poltronas quase verticais, com pouquíssimo espaço para as pernas, luzes que acendem subitamente em nossos olhos em plena madrugada, filas intermináveis para os toaletes. A idéia de passar horas a fio dentro de um avião e ainda por cima em companhia de uma criança pequena pode não ser das mais atraentes. Mas infelizmente ainda não foi inventado um meio de transporte mais indicado para longas travessias. Então, se é inevitável, melhor relaxar e tirar proveito da experiência. Até porque, sob o ponto de vista dos pequenos, tudo parece bem mais divertido e andar de avião pode ser uma mesmo grande aventura.

As incríveis máquinas voadoras exercem verdadeiro fascínio sobre as crianças. Por isso, nos momentos iniciais da viagem, a dica é deixar que elas explorem o ambiente, testando a utilidade de cada botão, retirando cobertores e travesseiros das embalagens plásticas e até se distraindo com folhetos que contenham as instruções de segurança. Infelizmente este "momento novidade" dura apenas alguns minutos, no máximo meio hora.

O que fazer então com, na melhor das hipóteses, as outras oito horas de duração de uma viagem internacional? Aí vai uma segunda e importante dica: evitar voos diurnos. Uma vez voltando de Los Angeles, o João, em um momento de tédio profundo, decidiu bater o próprio recorde de velocidade nos corredores apertados da aeronave. Outra vez, vindo de Portugal, aos cinco anos de idade, ele resistiu bravamente graças a ajuda da telinha individual das poltronas da aeronave mais moderna, mas decidiu cochilar nos minutos finais de voo, dificultando consideravelmente o desembarque.

Viajar durante a noite praticamente descarta estes riscos. Às vezes eles pegam no sono até mesmo antes da decolagem. Para os insones, a sugestão é uma espécie de "kit entretenimento". Por isso, atenção: todo cuidado é pouco na hora de arrumar sua mala de mão. Alguns itens que consideramos infalíveis:

- Objetos que ajudem a criança a "embalar" no sono. Chupetas, mamadeiras, bonequinhos ou bichinhos que façam parte do "ritual" da hora de dormir em casa são fundamentais.

- Gibis recém-comprados no aeroporto para os mais velhos, revistas para colorir, giz de cera, livrinhos com poucas páginas que não pesem muito não na mochila. Estas novidades podem entretê-los por um bom tempo.

- Invente um diário de bordo, ou seja, caneta e papel para anotar as primeiras impressões. Escrever a várias mãos a história da viagem, começando pelo avião e depois passando pelos lugares visitados, pode ser uma belíssima recordação para o resto da vida. Essa aventura começa a ser contada ainda na poltrona do voo de ida.

- DVD portátil: um dos melhores investimentos para viagens longas. Levar de surpresa um filme novo, então, é tiro certíssimo, vai agradar e garantir horas de tranquilidade total. Só não se esqueça de carregar o aparelho antes de sair de casa, senão a frustração pode ser fatal.

Outras dicas para uma viagem sem maiores turbulências:

- Um pijaminha de manga comprida, para resistir ao frio da cabine e para o filhote desembarcar em seu destino lindinho, sem roupa amarrotada.

- Todos os aviões são equipados com kits de remédios para primeiros socorros. Mesmo assim, vale a pena separar em recipientes menores um bom xarope, o anti-térmico da sua preferência, uma solução nasal para ajuda-los a enfrentar a secura do ar e até um bom hidratante. Lenços umedecidos para mil e uma utilidades são recomendadíssimos.

- Não economize nas roupas extras. Acidentes com líquidos acontecem, ainda mais com crianças por perto. Levar uma muda de roupa sempre é recomendadíssimo, assim como um bom casaco para o frio do avião e, muitas vezes, do desembarque.

- Ah, sim! Importantíssimo: para evitar fortes emoções, separe, com algum tempo de antecedencia e em lugar bem visível todos os documentos necessários. Passaportes e vistos dentro da validade. Código da reserva da companhia aérea e vouchers de hoteis, carros e etc. E, para o caso de crianças que viajam acompanhadas apenas de um dos pais, é necessário uma autorização com assinatura reconhecida em cartório feita pelo outro pai. Sem isso, a criança não embarca, como pudemos comprovar uma vez. E acreditem, a experiência não é das melhores.

No mais, apertem os cintos e aproveitem cada minuto desta deliciosa aventura que é viajar com os filhos. Ver coisas novas ou revisitar lugares sob o ângulo das crianças é altamente recomendável. Imperdível. Não esqueçam da máquina fotográfica e boa viagem!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Dicas para um fotógrafo viajante

A fotografia digital se tornou um vício em nossas vidas, não temos como negar. Então por que nem sempre o resultado das imagens nos agrada? Preparamos um curso rápido para quem quer acertar o foco na hora de documentar as férias com as crianças.

- Fotos naturais, espontâneas, sempre fazem mais sucesso do que as posadas, reparem só. Tente misturar os dois estilos no álbum.

- Não subestime o poder do flash. Mesmo em fotos diurnas, um brilho a mais pode salvar a foto no contra-luz, por exemplo, ou uma imagem em movimento.

- Registrar a rotina, o café da manhã na pousada, os preparativos para o passeio mais esperado, a baguncinha do quarto... situações assim rendem boas risadas depois.

- Ok, admita: a torre Eiffel fica muito mais bonita com o seu filho na frente, não fica? Não se esqueça de registrar os passos das crianças em pontos turísticos mais relevantes.

- Fotografe as pessoas, até então desconhecidas, que tornaram suas férias ainda mais especiais. As crianças vão gostar de relembrar.

- Quando voltar para casa, claro, mandem essas fotos, impressas, pelo correio. Não é uma forma simpática de agradecer os mimos da viagem?!

- Não se esqueça de aparecer na foto. Ensine seus filhos a mostrarem desde cedo o seu lado mais bonito.

- Aliás, empreste a câmera para seu filho de vez em quando. Você vai se surpreender com o resultado. Ver a viagem com os olhos de uma criança é muito. Temos várias fotos assim. A foto mais bonita que temos da China, quem tirou foi o Luca, do alto de seus 4 aninhos.

- Não demore muito a revelar porque depois dá preguiça. Preparar o album na volta é uma maneira de prolongar os momentos deliciosos que você passaram juntos.

terça-feira, 23 de junho de 2009

O que levar - praia

Hoje em dia, mesmo as praias mais distantes, como as de Fernando de Noronha, têm uma bela infraestrutura para receber os turistas. Se o destino for um resort, então, há recreadores, babás, uma programação intensa para entreter a criançada. Ainda assim, a experiência nos mostra que, ao contrário do que é aconselhável em uma viagem desacompanhada (sem crianças!), sair de casa de mala cheia pode ser um ganho e tanto.

E se chover? E se o tédio bater à porta de sua suíte à beira-mar? E se alguém se machucar brincando?! Aí vão alguns dos nossos truques para mães prevenidas:

- Leve muitos protetores solares. Vai que a sua marca preferida está em falta em seu destino?

- O chapéu que a filhota aceita usar, os óculos estilosos do filhote, a saída de banho que esquenta no fim de tarde: para a mala, já!

- Assim como uma boa variedade de calções, sungas e biquinis, para não depender de tempo bom para secar.

- Vale levar também um pequeno kit de primeiros-socorros: band-aids animados, com o personagem querido, alegram qualquer um.

- Uma lata de leite em pó e fraldas (de piscina e comuns) para os primeiros dias são a certeza de que não será necessário gastar tempo em farmácias.

- Mamadeiras e chupetas extras, muitas chupetas, para os bebês que dormem à tarde, naquela sombrinha com o barulho do mar...

- Carrinhos: levar ou não levar? Até as crianças completarem 5 anos, nós sempre levamos, para o descanso no restaurante, para não perder o controle no café da manhã, para a caminhada na praia de areia dura.

- Babadores, paninhos, fraldinhas, a manta preferida: peças de uso diário diminuem a saudade que as crianças sentem de casa.

- Travesseiro também - ou talvez a boneca preferida, o "sujinho" inseparável do berço...!

- Carregar bercinhos portáteis depende do gosto do freguês. As pousadas costumam oferecer, vale perguntar antes de viajar.

- Assim como a possibilidade de uso da cozinha, para esquentar uma comidinha, um leite, nada mais prático.

- Máscaras de mergulho, nadadeiras, baldinhos etc são trambolhos que divertem.

- Não economize em camisetas e shorts. Ninguém vai lavar roupa nas férias, não é?

- Leve pelo menos duas mudas de roupas mais quentinhas, para o caso de chuva ou frio.

- Lápis de cor, livrinhos e aparelho de DVD. Se esses recursos nos salvam na cidade, por
que não usá-los nas férias, para garantir um almoço tranquilo?

- Cangas, muitas cangas, para enrolar a garotada na hora de sair da praia, para forrar o banco do carro alugado, para proteger os rostinhos do sol. Cangas são mais leves do que toalhas.

E assim...

Depois de muito trocar experiências sobre viagens com os filhos, Luisa e Cristiana decidiram botar no computador tudo que aprenderam na estrada (no avião, no navio, no trem) com seus filhotes desbravadores. Assim, surgiu a ideia de organizar as dicas e escrever para mães curiosas e destemidas. Não temos nenhuma dúvida: viajar com crianças é padecer no paraíso!