quarta-feira, 29 de junho de 2011

Fortaleza em fevereiro de 2011





Fortaleza com João e José

Nas últimas férias, me vi diante de um impasse. Queria viajar com as crianças, dois pequenos adoráveis, em idades e fases distintas. João, sete anos: animado e radical. José Francisco, acabando de entrar na roda aos oito meses: sombra ,água fresca e nada de longas distâncias.
Pra completar, eu estaria sem marido.
Assim, todos os caminhos acabaram nos levando a Fortaleza(destino que o João insistia todos os anos pois sonhava conhecer o "Beach Park"). Optamos pelo nordeste e o que posso dizer? Fomos muito, muito felizes...


Amo cidade, lugares cheios de vida e coisas pra se fazer, ver e visitar. Mas praia é cem por cento relax. Pra esquecer de tudo, nada como um mergulho na água morninha, um passeio no por do sol. E para as crianças, sem dúvida aquilo parece mesmo um pequeno pedaço de paraíso. No Porto das Dunas, registramos o primeiro mergulho de mar na vida do José Francisco. E lá também, presenciei cenas do João se acabando de brincar e correr nas areias sem fim; até chorar na despedida, dizendo que aquela foi a "melhor de todas as viagens da vida dele".


Existem muitas opções de hospedagem  na Beira-Mar, em Fortaleza. Como não alugamos carro,  decidimos ficar a 25 quilometros da cidade, na própria praia do Beach Park, muito bonita e nem um pouco lotada, por sinal. O complexo do parque aquático inclui dois resorts excelentes. Mas achamos que seria um pouco "Beach Park" demais e a idéia era também explorar a região, mostrar Fortaleza para o João. Ficamos então no Oceani Resort, um hotel simples, sem luxo, mas com uma boa estrutura de resort. Os recreadores eram extremamente simpáticos e prestativos e a comida, incluída na diária, bem saborosa(levando-se em conta o esquema de buffet).


Compramos um passe de sete dias para o parque que funcionou muito bem. Podiamos entrar e sair diversas vezes, sem pressa para curtir as atrações, sem risco de ficar meio "over". O parque ficava a apenas 500 metros do nosso hotel, mas a graça, claro, era pegar carona nos buggys estacionados na praia, que cobravam 10 reais pela corrida.


O Beach Park é muito legal, diversão certa para várias idades (bebês, crianças, adolescentes e até papais e mamães mais animadinhos). Organizado, seguro, limpo. O JF aproveitou bastante os brinquedos bem coloridos, com esquichos de água e ondinhas artificiais. João, em busca de emoções radicais, experimentou quase tudo que sua estatura permitia. Só se frustrou ao ser 'barrado' algumas vezes, na porta de algumas atrações(os funcionários, como deveriam ser aliás, são inflexíveis: meio milímetro a menos é meio milímetro MESMO). Mas tudo bem: o garoto já arrumou uma ótima desculpa para voltar "quando crescer mais um pouquinho" rsrsrss. E como as decepções fazem parte da vida, melhor relaxar, curtir e repetir ao máximo as atrações liberadas, que não eram poucas.


Mas o legal é que a região não se resume apenas ao Beach Park. A cidade é ótima, cheia de restaurantes e shoppings, com boa infraestrutura. E os passeios, pelas redondezas, uns mais próximos, outros nem tanto, todos lindos. Pena que alguns eram meio cansativos para bebês. Fiquei com água na boca, mas Canoa Quebrada, Jericoacara e Cumbuco tiveram que ficar pra próxima.


Agendamos no entanto no hotel um passeio de buggy para a Lagoa do Uruaú, onde o João se acabou no tobogã natural das dunas, e visitamos também o centro das rendeiras, na Prainha. Muito legal ver de perto um pouco da arte feita por aquelas senhoras. Na volta, vimos as jangadas voltando do mar, abarrotadas de peixes. Uma festa!


Em Fortaleza, visitamos o Mercado Central, o maior centro de compras do estado, que vende de tudo um pouco. Ou muito de tudo. Comida, toalhas de mesa, redes, paninhos, vestidos... A mulherada quase enlouquece. Os meninos foram pacientes até que o prazo expirou (ainda bem porque senão o prejuízo seria imenso).
De lá fomos direto conhecer o Centro Cultural Dragão do Mar, 30 mil metros quadrados dedicados a arte e a cultura do nordeste e do Brasil. O prédio é bacana demais e as exposições quase todas gratuitas. João ficou interessadíssimo na história de Francisco José do Nascimento, o Chico da Matilde, conhecido como o Dragão do Mar, um símbolo da resistência popular contra a escravidão. Também ali, o Joca ouviu falar pela primeira vez em literatura de cordel e do grande poeta popular e um dos principais representantes do estilo, o internacionalmente famoso Patativa do Assaré.


Deixamos o Ceará com a melhor das impressões, aquela vontade imensa de ficar mais um pouquinho e a certeza de que vamos voltar. Logo, de preferência!

Ah, o nordeste...

domingo, 26 de junho de 2011

Niterói

Ok, quem tem dois filhos que reconheça. Ser pai (ou mãe) de filho único, de vez em quando, é moleza pra gente. Toda oportunidade que meu marido e eu temos de ficar somente com a Diana, de 4 anos, aproveitamos para fazer um passeio especial, menos caótico do que seria com duas crianças de idades e sexos diferentes.


Enquanto o Luca (8 anos) curtia o feriado na fazenda de um amigo, nesse domingo de sol e temperatura de 25oC, nosso trio cruzou a ponte e seguiu para Niterói. Da Zona Sul até a Fortaleza de Santa Cruz, levamos 45 minutos. Conhecemos pouco a região, portanto, recorremos ao Google Maps e ao GPS. Recomendo.


A fortaleza com vista para a Baía de Guanabara começou a ser erguida em 1555, é imponente mesmo para os padrões de hoje e está cercada por outros fortes menores. A capela de Santa Bárbara, em estilo colonial, é o começo de uma visita guiada de 45 minutos, que custa R$ 4 para os adultos.


Dizem que ali surgiu o ditado de "um olho na missa, outro no padre". É que sendo obrigatório para os soldados frequentar os cultos, a fortaleza ficava desprotegida durante a missa. O padre no altar observava o movimento no mar por uma janela única, lateral, e era ele quem dava ordem para contra-atacar em caso de ofensiva.


Para a Diana. o que mais impressionou foram os canhões, as prisões, as solitárias e as masmorras, de pedras frias, paredes grossas, grades infalíveis. Por lá, passaram piratas (olha o Capitão Gancho aí...!) e presos políticos, mas o clima na Fortaleza não é pesado, muito pelo contrário. O silêncio, a beleza, as histórias dos soldados, os canhões enferrujados e a ousadia do projeto arquetetônico enchem os olhos. Foram muitos causos e muitas poses. As fotos vão já para o porta-retrato.


Estrada Eurico Gaspar Dutra, s/nº- Jurujuba
Tel.: 3611.1209 / 2710.2354 / 2711.0725
De terça a domingo e feriados das 9h às 17h

O bairro de Jurujuba concentra um sem-número de barquinhos de pescador e de restaurantes de peixes e frutos do mar. No próprio complexo, tem um restaurante. Fiquei até com vontade de experimentar - mas o nosso destino era o http://www.grutadesantoantonio.com.br/v2/, recomendado pela jornalista e amiga Sandra Moreyra.


Comida portuguesa, atendimento fora de série, preço em conta (coisa rara no Rio) e sobremesas (rocambole de laranja com amêndoas) de comer de joelhos. A Diana se fartou dos bolinhos sequinhos de bacalhau. Pra mãe quem não tem frescura, um almoço completo, saudável e original. A volta pra casa foi aquele sorrisão geral, depois de um dia bem aproveitado, ao ar livre, diferente e irreverente. Quando o Luca chegou de viagem, fiquei pensando... é, vamos ter de voltar, com os dois!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Vicente em Chicago

No dia seguite à vitória do Chicago Bulls nos playoffs da NBA

Vendos os "nefantes" do Field Museum

 
Lançando foguetes no planetário


Top 5 do Vicente em Chicago

Chicago foi uma sugestão da Cristiana, uma das autoras deste blog. “Parece uma pequena Manhattan; mas é mais tranquila e mais barata”. Isso me animou. Muitas das dicas de programas para crianças foram tiradas aqui do “Kids na Estrada”. Vejam o que Vicente elegeu como favoritos (ou, pelo menos, o que nós interpretamos como preferências dele!). Do último para o primeiro, para dar mais emoção!


#5 Navy Pier – http://www.navypier.com/ Um lugar muito agradável, se o tempo ajudar! Em Chicago faz frio e o vento não perdoa. Pegamos dois lindos dias de sol e pudemos passear ao ar livre. Um desses dias passamos no pier. Lá existem um shopping com restaurantes e lojinhas de souvenirs, um parque de diversões e o “Museu das Crianças”, de que vamos falar no item abaixo.


O parque é lindo, clássico: roda gigante (enorme!), carrossel, cadeirinha voadora... uma delícia. De lá se tem uma linda vista da cidade. Ao lado do parque está o deck de onde saem os passeios de barco.


O pier também tem um jardim de inverno; coberto, cercado e aquecido nos dias mais frios. Há mesinhas para lanche e espaço para correria e brincadeiras.


O almoço foi no Harry Carays e, para nossa surpresa, o prato mexicano pedido pelo meu marido veio com feijão preto. Mais surpresos ainda ficamos ao descobrir que o feijão não era apimentado! Vicente comeu o feijãozinho do papai bem feliz. Restaurante especializados em grelhados e com decoração inspirada no baseball. Preço honestíssimo. http://www.harrycaraystavern.com/navy-pier/index.html


#4 Children´s Museum – http://www.chicagochildrensmuseum.org/ O museu reproduz situações do mundo adulto. Há, por exemplo, um quartel de bombeiros, uma construção, um navio... tudo adaptado, pequenininho, para que as crianças possam mexer. Há também espaço para pintar e desenhar, shows de música infantil e brincadeiras com água (eles fornecem capas para que os pequenos não se molhem). Levando um lanche, dá para passar o dia inteiro lá! Vicente não queria sair.



#3 Adler Planetarium – http://www.adlerplanetarium.org/ É basicamente dividido em 3 partes: a primeira, onde passamos a maior parte do tempo, tem um foguete de mentirinha, uma base espacial, uma plataforma lunar... tudo perfeito! Lindo, muito bem feito. Há roupas de astronauta para as crianças vestirem... uma graça. Sucesso total. A segunda é para crianças maiores, com experiências e vídeos. E a terceira, uma sessão de planetário (filme projetado), mas o Vicente dormiu um pouco antes dela começar.


#2 Field Museum - http://fieldmuseum.org/ É o museu de História Natural de Chicago. Excelente! Bichos enormes empalhados, esqueletos de dinossauro imensos... um deles é famoso: “Sue” – o maior, mais completo e mais bem preservado esqueleto de Tyrannosaurus rex já descoberto. É uma senhora idosa: tem que 67 milhões de anos! Vicente gostou tanto que, na madrugada seguinte, falou dormindo: “quero ver o lobo, o urso, o passarinho, quero ver o ´nefante´ (elefante), quero ver o ´dinoUssauro gandão´”


#1 Shedd Aquarium – http://www.sheddaquarium.org/ Um dos melhores aquários do mundo, segundo os guias de viagem. Não duvido. Vicente amou pela grandiosidade e pelo colorido dos bichos. Só ganhou do Field por que aqui os animais estão vivos (risos). Tubarões enormes, show de golfinhos, exibição de baleias beluga e uma exposição hipnotizante de várias espécies de água viva.

Vicente em NY



Top 5 do Vicente em Nova York

Se alguém te disser que Nova York não é cidade para criança, esqueça! Há uma oferta enorme de programas legais, os pequenos não pagam quase nada e todos os lugares são adaptados para carrinhos de bebê e cadeirantes (rampas e elevadores). Claro, a gente fica mais cansado e não consegue fazer as compras que queria, mas, já que o momento é “kids”, vale encarar. Também seguindo dicas deste blog, Vicente deu sua primeira mordida na “grande maçã”.


# 5 Restaurante Serafina – http://www.serafinaatthetime.com/ O restaurante entrou para o ranking por vários motivos, em especial pela nossa garçonette, Alma, que foi excelente com as crianças à mesa. Ao chegarmos, nos ajudou a acomodá-las e a guardar nossas bolsas, casacos, sacolas, brinquedos, carrinhos (!). Buscou papel, giz de cera e o cardápio infantil. Fizemos o pedido das crianças e, enquanto olhávamos o menu, Alma distraía o Vicente fazendo perguntas em inglês-português-espanhol. Pediu para ver o dinassauro dele, comentou sobre a camiseta do Barney... se esforçando que pudéssemos escolher a comida em paz. Uma graça. Vicente comeu, brincou, subiu e desceu a escada que leva ao banheiro várias vezes e ninguém fez cara feia. Além disso, a comida é boa e barata. Me disseram que à noite fica cheio. Pizza de reputação. Há outras filiais pela cidade.


#4 Toys r´us (Times Square) – http://www.toysrusinc.com/about-us/times-square/ A rede americana de brinquedos caprichou nesta loja. Há até uma roda gigante lá dentro. Há bonecos fantasiados com quem as crianças podem tirar fotos (Homem Aranha e Capitão América estava lá), um dinossauro perfeito que se move e faz barulho e muitas demonstrações de produtos legais. Encare a visita à loja como um programa. Você vai passar pelo menos duas horas lá dentro. Existe até lanchonete no subsolo.


#3 Zoológico do Central Park – http://www.centralparkzoo.com/ O zóológico é pequeno, mas muito bonito e bem cuidado. Se você tem crianças maiores, considere ir ao Zoológico do Bronx, que é maravilhoso. Mas é longe e muito grande. Achamos que para uma criança de 2 anos e meio, esse estava bom. É possível ver os bichos bem de pertinho e alimentar as focas. Vicente amou os pinguins!


#2 Museu de História Natural – http://www.amnh.org/ Loucura, loucura, loucura. Elefantes, a baleia azul e os dinossauros deixaram a criança muda. Esteja no museu no horário de abertura! Na saída, vimos que as filas estavam enormes.


#1 Gazillion Bubble Show – http://gazillionbubbleshow.com/ Imagine uma criança maravilhada, hipnotizada, imóvel por 1 hora e 20 minutos. Dica inestimável da Cristiana. Um sérvio de origem chinesa faz um espetáculo com bolhas de todos os tamanhos e cores. Coloca bolhas dentro de outras, enche a bolha de fumaça... A música é cafoninha, tipo Richard Claydman, e o cenário poderia ser melhor, mas isso perde a importância quando Deni Yang entra em ação. Lindo.

O crachá do viajante rebelde

Meu filho é um selvagem. É lindo, fofo, querido, charmoso... tudo isso, mas parece um dragão de Komodo de tanto que se agita. Além disso, não gosta de andar de mãos dadas; a gente precisa negociar e insistir muito. Por isso, desenvolvemos este crachá.


Quando estamos em lugares muito cheios, principalmente acompanhados de amigos e outras crianças (o que gera sempre uma brincadeira de correria), ele é obrigado a usar.


O crachá ficou assim “profissa” porque foi feito na empresa de uma amiga. Mas você pode imprimir um cartãozinho no seu computador e comprar uma carteirinha plastificada em qualquer papelaria.


No início ele reclamava muito, mas depois consegui comprar uma cordinha (um pendurador ) do Mickey e ele bem feliz, se sentindo importante. Eu disse que era o crachá dos amigos do Mickey. Embora estejamos sempre atentos, claro, em shoppings, museus e parques cheios isso nos deixou mais tranquilos.


By the way, os dois hotéis do crachá são ótimos. O hotel de Chicago é nota 10, inclusive no preço. O de NY é carinho... mas Manhattan sempre arranca nosso couro na hospedagem, né?

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Pequeno Bob na Europa

Aventuras com um "pirata" na Torre de Belém!
Adoro essa foto. Torre de Belém. O moleque brincando amarradão com esse cartão postal ao fundo...

Essa foto é tudo de bom. O Beijo Molhado do Leão Marinho em Lisboa!

Show de golfinhos em Lisboa

Parque Isla Mágica em Sevilha

Parque Isla Mágica em Sevilha

Jardins de Murillo em Sevilha, unem o local histórico (é o jardim do Palácio Real) com a diversão da criançada.

Museu do Brinquedo, Sintra

Museu do Brinquedo, Sintra

Barcelona é uma cidade com uma arquitetura diferente, onde tudo chama a atenção das crianças.

Mais dicas da Germana em Lisboa, Sevilha e Barcelona

Os passeios mais legais com crianças

BARCELONA

1) Parque de La Ciudadela - Perfeito, cheio de brinquedos em todos os cantinhos.
2) Zoológico - o Show de golfinhos é uma atração à parte, que não dá para perder
3) Aquário - Nosso pequeno achou muito escuro, mas é um programa imperdível. No final, há uma série de brinquedos, como um submarino, que eles adoram.
4) Andar pelas Ramblas - é um programa tipo Turistão, que muitos nem me aconselharam a fazer por ser meio brega. Mas, quer saber? Nós adoramos! A cada metro percorrido, encontrávamos artistas de rua, com mil performances curiosas e engraçadas. Essa mistura de gente e um clima animado foi ótima para nós e nosso filho. Tudo era novo para ele, que ficou fascinado.
5) Parque Guell - obrigatório para adultos e crianças, mas não tem brinquedos. É um espaço lindo e ao ar livre, onde se pode correr à vontade e curtir a vista da cidade.
6) Fundação Miró - Miró é perfeito para crianças e uma ótima introdução no mundo das artes, com suas telas imensas e muito coloridas. Roberto adorou. Tentava me explicar o que era cada um daqueles desenhos, ficou todo feliz. Uma graça.

Onde não ir - Pueblo Espanhol
É uma vila, com entrada paga, que tenta imitar os inúmeros estilos arquitetônicos da Espanha, como uma (ou várias) cidade (s) em miniatura. Eu achei horrível e desnecessário. Barcelona é linda, com uma arquitetura fantástica e muito viva. O que eu estava fazendo ali naquele espaço fake que parecia um shopping???

SEVILHA
Parque Isla MAgia - Incrível, rende muito para crianças, com brinquedos e shows ao ar livre. Destaque para a apresentação de pássaros, que nunca vi antes em lugar algum.

Parque Maria Luisa - Além de ser lindo e ter uma das praças mais lindas da Europa (a Praça de Espanha), é um espaço verde incrível, com muitos brinquedos e passeio de charrete. Ponto alto da cidade!

Jardins de Murillo - são os jardins do Palácio Real (Real Alcazar) - também lindos, com brinquedos e as laranjeiras típicas da Espanha. Delícia.

Casa de Pilatos - nós fomos, é uma construção muito linda em estilo árabe, mas Roberto estava no auge do seu cansaço e impaciência. Não rendeu para ele...

LISBOA E ARREDORES
A cidade é muito amigável para os pequenos.
1) Andar de Elétrico (Bonde) é um programa legal, bem como ir ao Castelo de São Jorge bem no Centro da Cidade.

2) Conhecemos o Parque Monsanto que é muito completo, uma área verde lindíssima e muito bem estruturada para crianças, com inúmeros brinquedos, cabanas de índios, lago, restaurante e tudo que você possa imaginar. Adoramos.

3) Passear por Belém, conhecer a Torre de Belém, de onde saiam os navegadores rumo ao Novo Mundo. Meu filho se sentiu o próprio pirata, brincando naquela espécie de castelo (é uma fortaleza na verdade), cheio de canhões. Provar o incrível pastel de Belém e brincar com os mapas no chão, desenhados com pedras portuguesas, que mostram as conquistas de Portugal nos tempos de Cabral. Emocionante.

4) Zoológico - eu achei o Zôo de Lisboa ainda melhor que o de Barcelona, que já era nota 10. Há uma programação enorme, com diversos horários para as crianças acompanharem a alimentação de flamingos, focas etc. As 15h, há o grande show de golfinhos e leão marinho! Imperdível! Recebemos o famoso "Beijo molhado" e jamais esqueceremos.

5) Sintra - Cidade histórica ao ladinho de Lisboa, com o Castelo da Pena (é impossível não se sentir num conto de fadas!) e o Museu do Brinquedo. Programa delicioso!

6) Oceanário de Lisboa - Simplesmente o melhor aquário da Europa, de deixar qualquer um com o queixo caído. Dá para ficar horas e horas observando as espécies, os tubarões, as arraias, peixes imensos e os minúsculos... um programa obrigatório!

Para os mais velhos existem ainda outras opções como Museu das Ciências, ao lado do Oceanário, e um parque chamado Kidzânia, que não chegamos a conhecer. Lisboa merece muitas e muitas viagens.

Pequeno Bob em Barcelona, Sevilha e Lisboa, por Germana Costa Moura

Germana é jornalista e corajosa. Mãe de Roberto, o "Pequeno Bob", que nas últimas férias fez roteiro de gente grande. O menino cruzou o oceano. E adorou! A seguir, a primeira de uma série de aventuras da família(a gente torce por isso)... 


 
Estava louca para contar para vocês a experiência de levar um moleque de menos de 3 anos para passear com seus pais pela Europa. Foi demais. No roteiro teve de tudo um pouco: de parque de diversão a monumentos históricos, de zoológico com show de golfinhos a jogo do Barcelona, de passeios por avenidas lindas até a pausa para um descanso naqueles cafés cheios de charme. Só que em vez do cafezinho e da água mineral, típico hábito deles, a mesa estava lotada de bonequinhos e um tiquinho a mais de barulho do que eles estão acostumados..

Como fomos atravessar o Atlântico com uma criança tão pequena?

Com a proximidade das férias, ainda no ano passado, começaram as dúvidas sobre que viagem nós faríamos. As primeiras opções incluíam Hotel Fazenda, Praia, Parques de Diversão (Beto Carrero porque a Disney, eu só cogito um pouco mais para a frente) etc. Fiz uma sondagem com amigas, todas com filhos já bem maiores do que eu, e ninguém jamais levou filho pequeno para uma viagem a Europa, mesmo aquelas que viajam com frequência. Nada contra praia ou parques! Quem não gosta de ficar curtindo um relax com todo o conforto? E os parques? Tenho certeza que vou curtir mais do que o Roberto e me acabar em todos aqueles brinquedos. Mas depois de 3 anos curtindo intensamente a vida de mãe e o mundo infantil, queria muito que as férias fossem familiares e não apenas 100% voltadas para ele. Além disso, meu marido branquíssimo não gosta de praia e já me deu de presente férias no Nordeste uns dez anos seguidos. Estava na hora de variar o cenário. E, finalizando, nós dois quase não nos vemos o ano inteiro. Temos horários completamente diferentes. A última coisa que eu queria era entrar em parques cheios, lotados, um barulhão etc etc. Queria ter a oportunidade de passear, conhecer coisas novas, sentar num café e papear. E sentir um friozinho para fugir desse calorão.

Como temos milhas sobrando (eu não falei que a gente quase não se vê? São inúmeras viagens a trabalho!) e amigos queridos em Portugal - amigos esses que ainda por cima têm filhos com idades bem próximas a do nossos filho - bastou meio convite da Joana para eu ja ir aceitando e topando a ideia de revê-la e passar uns dias com ela. Mas a questão central permanecia: o Roberto seria muito novo para fazer uma viagem, digamos, de adulto? Dá certo levar um moleque para Europa? E o custo?

A minha avaliação é que dá, sim, e muito. Adorei a experiência. Com um filho só é quase o mesmo custo de uma viagem a dois (a parte terrestre). Onde dormem dois, dormem três. E nós dois rachávamos todas as refeições! Fui com baixa expectativa. Daqui do Rio ia me convencendo que algumas coisas não iam dar certo e que não daria para fazer todos os programas. Por exemplo, eu achava quase impossível sair à noite e, na realidade, saímos algumas noites tranquilamente com ele no carrinho. Por outro lado, tinha certeza que ele ia amar o aquário de Barcelona e ele nem ligou. Acho que achou muito escuro, porque ficava procurando o lugar do cinema! Curtiu muito mais o carrossel bem bobinho que havia do lado de fora.

Nas cidades grandes, há inúmeras opções de lazer. Um parque urbano ou pracinha já é um programão para um menino de apenas 3 anos. É tudo lindo, charmoso, bem cuidado, cercado de flores. Em Barcelona, o Parque de la Ciudadela tem lago, barco para alugar, inúmeros brinquedos (em diversas áreas), gente patinando, labirinto de arbustos, cafés. Um sonho. E ali ainda tem o Zôo, com seu show de golfinhos de deixar qualquer um babando.







Em Lisboa, a Torre de Belem foi recriada por mim como um lugar de onde os grandes piratas (e não os navegadores) saiam para fazer suas descobertas. Não tem preço ver seu filho explorando cada cantinho da Torre - um dos patrimônios da humanidade - viajando como se estivesse num cenário de piratas. O mais engraçado é que quando chegamos lá havia um artista de rua, todo fantasiado de pirata, fazendo pequenas esquetes e tirando fotos junto aos visitantes. Uma moedinha de um euro e estava garantido o espetáculo. Roberto enloqueceu. "Eu não te disse, filho, que aqui havia um pirata?". Adorou! E pensar que ali pertinho está à venda o famoso Pastel de Belém. Dá mais saudade ainda.

Super curioso, prestava atenção em tudo! Fomos ao Castelo da Pena, em Sintra, onde ele procurou muito pela Rainha! Mas, que pena, ela não estava lá! Em Sevilha, na Casa de Pìlatos, com influência Árabe. ele andou procurando Aladim e Jasmim. De lá seguiu para um parque de diversões incrível com brinquedos e esquetes teatrais. E assim íamos mesclando programas para todas as idades.

Foram 17 dias em 3 cidades. Hoje, mais experiente, eu teria feito 12 dias em apenas 2 cidades.

A seguir um resuminho do que acho que dá certo ou não em viagens desse tipo. E você? Tem dicas para passar?

Deu certo



Clima - ele nem ligou para o frio, se adaptou super bem
Avião - nem sentiu a viagem noturna tanto na ida quanto na volta
Dormir em apartamentos alugados - além de mais baratos que os hoteis, os apartamentos são muito mais confortáveis e dão à criança a sensação de que está em casa. Até hoje ele fala "a nossa casa de Barcelona" (quem me dera!)
Ter um monte de DVDs em português e brinquedinhos sempre à mão.
É um alívio encontrar o Danoninho idêntico ao nosso e qualquer DanUp em qualquer mercadinho.
Museu - parece incrível, mas ele adorou o Museu Miró. Sua reação foi dizer todo empolgado "que legal!" e em seguida me explicar que se tratava de uma "pintagem com textura", como se fosse um trabalhinho da escola.
Parques e pracinhas em geral. A dica é ir de manhã, gastar bastante energia. Depois, colocá-lo num carrinho descansando enquanto os adultos aproveitam para fazer outros programas com mais calma (muitas vezes ele dormia).


Não deu tão certo



Não recomendo mais que 12 a 15 dias viajando. A gente abusou com 17 dias de viagem. Ele sentiu saudade de casa e nós estávamos cansados, loucos para revezar um pouco com a babá...

O fuso horário com 3 horas a mais foi bem cansativo para os pais. Antes de 1 da manhã, nada do Roberto dormir. Abrimos o sofá-cama na sala, espalhamos os brinquedos, para ver se ele ia se deixando levar pelo sono.... a casa era dominada por dezenas de bonecos. Na foto, Roberto completamente com sono cercado de sua coleção.




TV em espanhol. É muita informação para a cabeça dele processar. Eu senti que ele ficava muito ligado tentando entender tudo. Quando desliguei a TV, ele relaxou mais e conseguiu desacelerar.

Comida - que saudade do prato infantil no Brasil e de pedidos como "dá para ver mais uma porção de arroz?". Isso não existe lá fora. Ele estava com tanta saudade do arroz, que cozinhamos em casa! No quesito gastronomia, não consegui variar quase nada o cardápio. Qualquer iogurte ou suco novo era rejeitado, então parei de arriscar e saí comprando só o que era bem parecido com o que ele estava acostumado (uma pena!)

Cidade pequena, como Sevilha. Lá é interessante e tem um Parque de Diversões ótimo. Mas as cidades maiores são realmente mais indicadas!

Adorei a experiência e acho que, só de termos ficado 17 dias nós 3 juntos, já valeu a pena. Foi ótimo ver que não existe bicho de 7 cabeças e eles se adaptam facilmente e dá para fazer diversos programas com eles.

Que venham as próximas férias!!! 

 

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Vicente em Aracaju


Vicente na praia de Aruana

Vicente na praia de Aruana

Prima Letícia no Parque dos Falcões

Primo Victor no Parque dos Falcões

Vicente e papai André no Parque dos Falcões


Vicente e tia Flávia no Oceanário


Vicente em Aracaju - por Ana Paula Brasil

Usando uma expressão dos americanos, Aracaju é a cidade mais "child friendly" que já visitamos no Brasil!

Desde que o Vicente nasceu, há 2 anos, optamos por viagens ao Nordeste. Saindo do Rio, os vôos são curtos e sempre existe a possibilidade de não fazer escalas. Embora às vezes isso custe um pouco mais, acho muito complicado fazer conexão com bolsas, mochilas, carrinho e criança.
Estávamos procurando uma praia tranquila, para evitar a muvucada e os preços altos do fim de ano nos lugares badalados. Mas não queríamos, além do avião, pegar carro, estrada, balsa... queria descer do avião e molhar os pés no mar. O Vicente, desde bebezinho, não gosta de ficar preso. Mantê-lo domado dentro do avião já é um desafio (haja repertório!) e ele ia chiar se ainda tivesse que encarar horas na estrada para chegar ao destino. Sendo assim, tinha que ser uma capital nordestina não muito badalada. Lá fomos nós para Aracaju, que nos recebeu lindamente!

O mar não tem o azul alagoano, nem o verdão cearense, mas é bem bonito. As praias não têm a exuberância de dunas, falésias ou coqueiros à beira-mar, mas, em sua maior parte, são limpas, rasas, mornas e sem ondas - o que para os pequenos é uma felicidade. No grupo em que estávamos também havia uma criança de 6 e outra de 10. Se divertiram igualmente.

As praias

Atalaia é a praia principal. É onde está a maior parte dos hotéis e os principais restaurantes. Mas fica cheia nos fins de semana e a faixa de areia é larga; é preciso caminhar muito até chegar ao mar. Optamos por uma praia que fica ao sul, chamada Aruana.

Os hotéis

Nosso hotel foi sugerido por uma amiga que mora na cidade e tem filhos (dicas preciosas!). Aruanã Eco Hotel: www.aruanahotel.com.br

A praia é de Aruana. Mas o hotel é AruanÃ. Então vamos lá:

Novo, charmoso e simpático, o Aruanã não tem a infra-estrutura de um resort, mas me encantou com requintes bem pensados para quem viaja com criança, tais como brinquedoteca (fofa e bem cuidada), salão de jogos, balanços, piscina rasa e uma copa exclusiva onde o hóspede poder aquecer ou até preparar alguma comidinha na hora em que quiser: a Copa Baby. Importante ressaltar que entre o hotel e a praia passa uma rodovia. Quem tem crianças maiores e gostaria de lhes dar autonomia nos dias de férias, não vai conseguir. Eles vão precisar de supervisão para atravessar as pistas movimentadas.

Falando nisso, a cidade nos pareceu educada e com um jeito bom de interior. Nas ruas secundárias não há sinais luminosos e a gente até se assustava com os carros parando para a gente atravessar!

Outro hotel muito procurado por quem tem criança é o Star Fish Resort: www.starfishresorts.com

Mais grandioso e mais caro, é considerado um dos melhores hotéis para crianças no Brasil. Fica na Ilha de Santa Luzia.

Os passeios

Oceanário - Muito bom. O oceanário é pequeno, mas muito bem montado. Entre as 60 espécies de animais, há meros gigantes, tubarões, tartarugas, arraias e moreias. São 18 tanques de águas doce e salgada. Mantido pelo Projeto Tamar, o espaço tem formato de uma tartaruga marinha. Funciona de terça a domingo, mas nas férias escolares abre todos os dias. Vá no fim da tarde, quando os animais são alimentados (entre 16h30 e 17h). Av. Santos Dumont, s/n - (79) 3243-3214 - www.projetotamar.org.br

Parque dos Falcões - Imperdível! Fica em Itabaiana, a 45 km de Aracaju. Numa imensa área de proteção ambiental, José Percílio cuida de aves de rapina sensacionais. Algumas são adestradas e os turistas podem segurá-las. Gaviões, falcões, corujas, carcarás... e outros bichos encontrados pelo Ibama que foram bem recebidos no parque: um filhote de tamanduá e um de veado. É indispensável agendar previamente a visita. (79) 9962-5457 / 8818-5036 www.parquedosfalcoes.com.br

Parque da Cidade – Uma ampla área verde, com um pequeno zoológico e brinquedos, mas nada muito diferente do que, provavelmente, existe na sua cidade. A atração que vale a pena é o teleférico, logo na entrada do parque. Ele vai bem alto e você terá uma vista bonita da cidade. Me pareceu inseguro para crianças pequenas, já que a cadeirinha não tem um cinto de segurança, só uma trava. Fiquei embaixo com Vicente enquanto o restante do grupo subia.

Mundo das Crianças – Um parque muito legal com brinquedos gratuitos e pagos. Boa opção para crianças até 5 ou 6 anos. Mas os maiores também vão curtir a pequena pista de kart em que podem pilotar sozinhos. Fica na Orla de Atalaia.

Marinete - É um trenzinho muito simpático que circula na Orla de Atalaia à noite e sai de meia em meia hora. A bilheteria é em frente ao Mundo das Crianças, na Orla de Atalaia.

São Cristóvão - Cidade histórica a 30 km de Aracaju. Foi a primeira capital sergipana e a quarta cidade mais antiga do Brasil. Tombada pelo Iphan, a cidade tem um conjunto arquitetônico colonial muito bonito. A Praça São Francisco foi declarada pela UNESCO em agosto de 2010 patrimônio da humanidade.

Mercado Municipal Antônio Franco - R. José do Prado Franco, s/n - Para comprar pimentas, castanhas e a deliciosa bolachinha de goma (biscoito de tapioca)

Canion do Xingó - Não fomos. Vi imagens na TV e fiquei com muita vontade, mas achamos que era puxado para uma criança de 2 anos passar 4 horas na estrada e mais umas tantas num barco. As embarcações - escuna ou catamarã - partem da cidade de Canindé, a 200 km de Aracaju. O passeio acontece na parte represada do rio São Francisco e leva aos imponentes cânions do Xingó, incluindo paradas para mergulho em meio às águas verdes e cristalinas. A operadora Nozetur é uma das que fazem o passeio: www.nozestur.com.br

Catamarã - Não fomos. São mais de 3 horas dentro do barco e achei que nossa fera não ia se comportar. Mas o passeio é um dos mais procurados. O catamarã sai do cais do bairro São José, navegando pelo estuário do rio Sergipe até a sua foz, cruzando a praia da Atalaia nova e chega até o rio Poxim.

Os restaurantes

Carro de Bois - R. Niceu Dantas, 1040 (Atalaia) - (79) 3243-4800. Excelente. Comida regional, grelhados e frutos do mar. Bonito e com atendimento caprichado. Pratos infantis saem rapidamente para deixar todo mundo calmo.

Cariri - Av. Santos Dumont, Passarela do Caranguejo - S/N – (79) 3243-1379. Bom, barato e simpático. Comida regional e frutos do mar. Destaque para a moqueca de "catado" de caranguejo e para a carne de sol. Os pratos infantis também saem rapidamente e a atenção com as crianças é tamanha que nos ofereceram até um berço de armar para pôr ao lado da mesa. Nos fins de semana há banda de forró tocando no salão - talvez você queira evitar se estiver procurando um ambiente mais silencioso.

Sollo - Rod. Pres José Sarney, 100. Tel: (79) 2105-5220. É o restaurante do Hotel Aruanã. É mais requintado e muito bom, mas não vale tudo o que custa. Repetimos algumas vezes por pura preguiça de sair do hotel.

Transporte

O táxi em Aracaju não é caro. Uma corrida de Aruana à Atalaia, por exemplo, custa entre R$ 10 e R$ 15. De Aruana até o Mercado Municipal, cerca de R$ 20. Mas se você estiver em grupo e quiser fazer passeios mais distantes, vale alugar uma van. Nós fomos muito bem atendidos pelo Betto Fontes: (79) 9992-7777. Ele tem carros e vans. Os motoristas foram educados e faziam questão de respeitar os limites de velocidade.

** Ana Paula Brasil é jornalista, mãe do Vicente e autora do livro "Barriga redonda, barriga pontuda".

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Com Vitor, até no fim do mundo!

Gisele Taranto é arquiteta e mãe de Vitor. Generosa, divide com a gente um incrível diário de bordo cheio de dicas valiosas para quem quiser embarcar com crianças em uma grande aventura:


"A Patagônia era uma viagem que sonhava há tempos,e fazê-la com o Vitor foi algo muito especial. Eu e meu marido decidimos aproveitar a semana de recesso da escola dele para embarcarmos nesta aventura. Vitor tem 8 anos e ficou completamente encantado com tudo que viu, sentiu e aprendeu.
A viagem do Rio a Puerto Natales levou quase 24h incluindo conexões e esperas em aeroportos. O vôo era Rio/Santiago fazendo escala em SP e Buenos Aires. Depois pegamos outro vôo para Punta Arenas fazendo escala em Puerto Montt. Quando achávamos que já estávamos quase no fim do mundo eis que restavam mais 2:30h de carro até o destino final. Graças ao Nintendo DS, ao Capitão Cueca e a um bloco de papel com lápis, a viagem correu perfeita.

Chegamos num dia completamente nublado e chuvoso e fomos informados que por lá é possível experimentarmos as quatro estações do ano em apenas um dia. Mas demos sorte pois ao chegarmos ao hotel o tempo já havia limpado e chegamos a ver golfinhos da janela do quarto. 

Puerto Natales fica às margens do canal Señoret e de frente para a Cordilheira dos Andes. Foi fundada em 1911 e possui cerca de 16 mil habitantes. Ela é a porta para belíssimas paisagens naturais.

Não somos bons em grandes planejamentos e o improviso sempre faz parte das nossas empreitadas. Confesso que tendo a companhia de uma criança é sempre um risco e uma preocupação. Digo isto porque mesmo depois de estudarmos muito a região pela internet deixamos para acertar os passeios chegando ao local. 

Como era baixa estação deu tudo certo. No próprio hotel agendamos os incríveis passeios. Não somos aficionados por excursões, mas por lá o ideal é aderir a este esquema utilizando uma van.

Dia 1 - Fizemos um passeio de barco maravilhoso de um dia inteiro que leva para conhecer os fiordes, colônia de lobos marinho, trekking por um parque nacional e almoço numa fazenda onde foi servido um carneiro à moda local. A paisagem é inacreditável e, como o dia estava especial, pudemos ver Torres del Paine no horizonte, nosso destino do dia seguinte! Depois de visitarmos a geleira tomamos pisco sour e suco de laranja servidos com gelo retirado das geleiras.

Dia 2 – Visita ao Parque Nacional de Torres del Paine. Antes de irmos ao Parque fomos conhecer o Monumento Natural Cueva del Milodón. Uma caverna onde foram descobertos restos de um animal pré-histórico, conhecido como Milodón. Vitor amou conhecer o local onde ele vivia e ter ido ao museu ver seus ossos. O caminho até o parque é sensacional. Os animais ficam soltos e não existem praticamente construções. Vimos guanacos, condores, ovelhas, flamingos, emus, vacas e zorros (raposas). Só não encontramos nenhum puma, uma pena! O parque é uma das paisagens mais lindas que já conhecemos. Vitor adorou ser quase carregado pelo vento, ver de perto um iceberg e poder tocá-lo, aliás, lambê-lo. Acho que este foi o momento que ele pirou. Ficou enlouquecido segurando um pedaço daquele bloco. A cor do rio também ficará em nossas memórias, pois o azul turquesa é inacreditável.

Dia 3 – Um tanto quanto frustrante pois queria muiiiito poder levá-lo numa pinguineira, confesso que também estava super empolgada com esta idéia, mas infelizmente elas só abririam um dia após nossa partida. Como sou insistente descobri uma fazenda que criava pingüins. Lá fomos nós ao invés de vermos 30.000 pingüins tivemos que nos contentar com apenas 3. Para mim foi um fiasco mas ele adorou mesmo assim. Tirou milhões de fotos e aproveitou para alimentar as lhamas e alpacas.

Nestes passeios sempre estive abastecida de água e lanches, pois é quase impossível comprá-los pela falta de civilização. Mas nos jantares íamos à forra para tentar conhecer a variedade de frutos do mar que existem no Chile. Vitor aprovou o salmão local e nós a centoia, piure e picoroco.

No caminho para o aeroporto perguntei ao motorista se havia hospital na cidade e a resposta, me senti aliviada por já estar chegando ao avião, foi que não havia hospitais, postos e médicos especialistas em Puerto Natales, e que quando alguém passa mal precisa ir para Punta Arenas distante 2h30min.

Viajar com crianças é sempre uma aventura cansativa, mas o encantamento nos olhos delas é muito gratificante e faz valer cada segundo do nosso desgaste."

terça-feira, 23 de novembro de 2010