terça-feira, 16 de novembro de 2010

Praia do Forte - Bahia

Meu marido não é muito fã de resorts. Acha que acabamos ficando isolados sem conhecer de verdade a cultura e o povo de um lugar. Concordo com ele neste ponto. Mas vamos combinar também que às vezes o esquema dos resorts é uma mão na roda com crianças.

Costumo dizer que os resorts são como as casas de festa. Um pouco impessoais, sim, no entanto totalmente eficazes nos quesitos diversão e dor de cabeça zero.

Mesmo com o Décio torcendo um pouco o nariz, em setembro de 2007 decidimos comemorar o aniversário de quatro anos do João no Ecoresort da Praia do Forte, na Bahia. Como era baixa temporada, conseguimos uma tarifa razoável para o excelente e bem carinho resort que fica a cerca de 50 quilometros de Salvador.E foi ótimo.

A seguir, destaco alguns pontos altos do destino escolhido:

- estrutura do EcoResort - quarto confortável, em bom estado de conservação, muitas opções de lazer em um só lugar. Academia de ginástica, spa, salões de beleza...

- Um dos melhores buffets que já experimentamos neste estilo de hoteis. A cada refeição, 800 mil calorias a mais...E que estamos de férias... Melhor relaxar, mergulhar na cocada, coscuz e demais quitutes incríveis e deixar a dieta pra volta.

- Recreação infantil  - ótima. João é bem animado para essas coisas. Ficava uma boa parte do tempo com a gente, mas também adorava encontrar os amigos que fez durante a viagem e principalmente os recreadores. Gentis, pacientes, criativos nas brincadeiras... Até festinha de aniversário rolou para ele. Ponto pra Turminha do Jornaleco.

-Atividades extras - isso é um grande acerto do esquema todo. O resort fica ao lado de uma vila de pescadores muito simpática, com lojas, bares, restaurantes. Pequena, organizada, ótima para pequenos passeios.

 - Além disso, a poucos minutos a pé do resort encontra-se o Projeto Tamar com tartarugas marinhas de tamanhos variados(algumas imensas mesmo). Sempre um programão para a garotada.
- Uma surpresa foi o passeio que fizemos às ruínas do único castelo medieval construído no país. A cerca de dois quilometros da vila, encontramos o que um dia serviu de residência para a família Garcia D´Avila. O patriarca do clã, um almoxarife de Tomé de Sousa, primeiro governador-geral do Brasil, conseguiu acumular uma fortuna imensa, principalmente em terras. Chegou a controlar o maior latifúndio do mundo: suas terras se estendiam da Bahia ao Maranhão. Na sede do latifúndio ele construiu o castelo que visitamos na Praia do Forte. Passeio muito bacana mesmo!

- Como o resort fica próximo a Salvador, vale a pena com toda certeza uma visita a capital baiana. Passamos algumas horas no Pelourinho no dia da volta e foi ótimo.  João adorou ouvir as histórias dos escravos, do Brasil Colonia, da muralha em localização estratégica para defender a cidade. De novo aqui, a observação e uma das dicas principais das autoras do Blog: antes de embarcar, procure pesquisar, ilustrar, contar a seu filho um pouco da história do lugar. Sempre enriquece a viagem. Com certeza ele vai esquecer de muitas coisas, mas se lá na frente, ele lembrar de apenas um detalhe ou uma pequena curiosidade da história, é porque valeu a pena.

- Pra encerrar, gostaria de contar uma experiência que tivemos na Praia do Forte que por pouco não se transformou na maior cilada de todas as viagens. De julho a outubro, as baleias da espécie Jubarte se aproximam da costa brasileira vindas da Antártica para procriar. Na Praia do Forte existem empresas que organizam um passeio em parceria com o Instuto Baleia Jubarte para quem quiser observar de perto o mamífero gigante, que mede em torno de 16 metros e pode chegar a pesar 40 toneladas.

- Ficamos meio "bolados" quando na carro que nos levaria até o cais o guia aconselhou toda a família a tomar Dramim. Empolgados com a aventura, decidimos respirar fundo e embarcar! 

- Do embarque na escuna até a volta, o passeio dura cerca de quatro horas e meia pois as baleias costumam ficar a aproximadamente 12 mil milhas da costa. 

- Naquele dia, o tempo estava ruim, com vento e um pouco de chuva(essa dica é importante - se quiser fazer o passeio, aproveite logo um dia de sol da viagem e não deixe para o último dia, como nós fizemos). Por isso, o barco sacodia mais que o normal. Sou filha e neta de pescadores submarinos e super acostumada com passeios de barco desde muito pequena. Mas confesso que neste dia cheguei a temer pelo pior. Me sentia em Jaws, point preferido dos surfistas de ondas gigantes no Havaí. E, na medida que o barco se afastava, elas iam ficando cada vez maiores. A neblina não ajudava. Já não viamos continente, ilhas próximas, nada... Baleia então muito menos. 


-Mas não tem jeito: para avistá-las assim, soltas, na natureza, é preciso espírito de aventura. É preciso enfrentar alto-mar.

- Só que naquele dia as Jubarte pareciam não estar muito a fim de dar o ar da graça e nós começamos a achar que estávamos enfrentando aquilo tudo a toa. 

- Enquanto o guia informava o grupo(bem heterogeneo, com João como caçula) sobre os hábitos das baleias e índices de sucesso na empreitada de avistá-las ali na região e tal e coisa., outros dois rapazes ficavam de pé na proa do barco com olhos bem abertos e ouvidos atentíssimos.

- E eis que de repente,ufa, um deles grita: baleia a vista!

- A partir deste momento, toda a nossa aflição foi recompensada. Uma, duas, três... Muitas aparecem, bem pertinho do barco. Elas nadam, saltam, afundam e voltam a superfície, espirram água para o alto. Uma mãe e um filhote se aproximam da gente. 

- Suspiros, gritos empolgados do João e fotos, muitas fotos.

- A volta foi bem mais tranquila. Não sei se o mar acalmou ou se estávamos embasbacados demais para pensar em outro assunto que não fossem as maravilhosas gigantes.

João na Praia do Forte - setembro de 2007







segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Turquia, das mesquitas, das ruelas e da simpatia, por Joana Thimóteo

Passamos o ultimo verão europeu na Turquia (agosto de 2010). Eu já tinha ido e Pedro também. Mas queríamos voltar para mostrar aos nossos pequenos, Antonio (3 anos) e Matias (1 ano), a magia de Istambul. Cidade única.

Combinamos que passaríamos 5 dias em Istambul e depois 7 dias na Turquia mediterrânea num desses resorts com as pernas pro ar e com as crianças soltas.

Em Istambul resolvemos não ficar no centro antigo. Seria delicioso termos ficado lá, o lugar é um charme, mas como não passam táxis em todas as ruelas do bairro, achamos que o acesso seria difícil com duas crianças e seus carrinhos. Optamos pela área de Nisantasi (o bairro bacanudo de Istambul). 

Um hotel ótimo, de frente para o Bosphorus, com uma vista deslumbrante e com piscina para as crianças e nós brincarmos no fim do dia (Swiss Hotel). Isso foi uma ótima escolha.

Era agosto e o verão escaldante fazia os termômetros baterem os 45 graus. A cada esquina que passávamos comprávamos garrafas de água para jogar na cabeça dos meninos. O calor estava insuportável. Por causa da temperatura resolvemos perguntar a um simpático taxi que nos levava para o Hagia Sophia, principal mesquita de Istambul (que já foi catedral crista e depois virou mesquita), quanto ele nos cobraria para ficar com a gente o tempo todo. O preço era justo e fechamos negocio. Outra ótima decisão.

Os turcos de uma maneira geral são muito gentis e adoram as crianças. São simpáticos na rua e sempre tentam ajudar. Então tínhamos um motorista simpático e um carro com ar condicionado. Alem disso, podíamos deixar compras e carrinhos no taxi. Valeu cada tostão a mais que pagamos.

Escolhemos as principais mesquitas e palácios e fomos conhecê-las. As crianças adoraram. Junto com a gente embarcaram no mundo da fantasia. Antonio contava quantos “castelos” estava conhecendo, mas sempre contabilizando os que já conhecia, como  da Cinderela (da Disney), como o do Corcunda (da Notre Dame de Paris). Enfim, apresentamos novos “castelos”, novos sonhos e novas fantasias.

Aqui fiz uma listinha com algumas mesquitas, palácios e monumentos que os meus meninos curtiram:* Dolmabahçe Palace
* Hagia Sophia = Santa Sophia
* Blue Mosque (na frente da Santa Sophia, em Sultanahmet)
* Topkapi Palace
* As Cisternas
* Spicy Market - os melhores e mais baratos caviar para consumo. Tem pimentas do mundo todo. Lugar bem tipico onde os turcos compram temperos.
* Museu de Arqueologia
* Chora Museum
* Beylerbeyi Palace
* Suleyman Mosque
* Grand Bazar – ou vá com alguém que fale turco e pechinche bastante o preço ou dê apenas uma passada. Os preços são caros e a negociação muito cansativa (e olha que eu morei na China e sou mestre em pechinchar). Como é sempre muito cheio, não dedique muito tempo, pois a chance do seu filho ficar altamente irritado é grandes!* Bosphorus Tour – passeio de barco pelo Bosphorus. Lindo principalmente no por do sol. As crianças adoraram.

Esses são passeios ou caminhadas por bairros agradáveis, legais para passear com nossos pequenos:
Nisantasi – bairro das compras, melhores lojas.Bebek - bairro a beira do Bosphorus com muitos cafés e restaurantes.
Ortakoy - bairro com mesquita também na beira no Bosphorus, bem simpático
Beyoglu - bairro antigo com uma avenida sem acesso p/ carros. Vale a pena (visitar a Çiçek Pasaji e Passage Markiz)

De Istambul partimos para Antalya. Um lugar nada bonito, mas com hoteis incriveis. Conhecido como a “Riviera Turca”, nao concordo, mas...o hotel que ficamos era otimo (Gloria Golf Resort). Com uma infraestrutura que eu nunca tinha visto para criança. Tinha tudo infantil: 9 tobogas de agua (de todos os tamanhos), 6 piscinas, clube infantil, cinema infantil, teatro diário para crianças, uma praia calma e gostosa, esportes aquáticos, tudo o que meus filhos pudessem querer tinha neste hotel.

E nada lotado, com muito verde e espaço para eles correrem.. Fora o atendimentos exemplar, a cozinha infantil para darmos almoço e jantar aos pequenos e os banheiros infantis espalhados pelo hotel. Uma maravilha para eles. 

Ja para nós...eu achei pouco infantil demais. Como diria um amigo: cansativo. Me sentia na Disney, o que não era bem a minha intenção.  Mas como tínhamos conciliado nosso interesse (Istambul) com o interesse dos meninos (Antalya), chegamos a conclusão que as férias foram incriveis! Esse equilíbrio de interesses é o que estamos sempre em busca.  Afinal são as férias deles, mas as nossas tambem! Grandes férias a Turquia nos proporcionou!

Os meninos da Joana - Japão e Turquia (épocas diferentes)







Japão não é destino de criança (com menos de 7 anos!), por Joana Thimóteo

Em outubro de 2007 resolvi acompanhar meu marido em uma viagem ao Japão. Antonio, meu filho, de 4 meses na época, foi também. Achei a idéia genial. Fazia um pouco mais de um ano que eu morava em Pequim e pensar em já levar meu filhote para conhecer um país tão especial era maravilhoso.

Como era apenas a segunda viagem do Antonio (a primeira tinha sido do Rio para Pequim, onde morávamos), eu estava bastante insegura. Não sabia o que ia encontrar e ouvia diariamente meu marido dizer que “o Japão era primeiro mundo, que eu não precisava levar nada, lá encontraríamos TUDO o que precisássemos”.  Se ingenuidade matasse hoje eu estaria morta. Acreditando no Pedro, que até então só tinha ido ao Japão como jornalista e jamais como pai, eu não levei praticamente nada. Até porque os preços de excesso de bagagem são caríssimos no Japão. Um quilo extra é uma fortuna. 

E foi de forma compacta que cheguei ao meu destino. Logo na chegada perguntei a equipe de trabalho do Pedro onde poderia comprar umas coisinhas básicas: leite NAN, fraldas Pampers, Johnson ou Huggies, cremes anti-assadura e um esterilizador de mamadeira (tinha levado um pouco de tudo, mas queria saber onde poderia me reabastecer). Para minha total surpresa ninguém fazia idéia do que eu estava falando. Neste momento tive a certeza que alguma coisa não estava bem.  

Olhei para o Pedro (com aquele olhar que só uma mulher sabe dar) e pensei, "quero ir para casa". Pedro, tentando me acalmar, sugeriu que eu fosse até uma famosa loja de departamento, a Takashimaya (que mais parece com o Corte Inglês, a Harrold’s ou o Bloomingdales, mas nada parecida com um supermercado ou farmácia). Claro que não encontrei nenhum dos produtos que procurava. Nada. Fiquei desesperada. Não achei em lugar nenhum pela rua. Nem em farmácias, mini-supermercados, nada. O que o Antonio, de 4 meses, ia comer? Era o que eu pensava enquanto as horas passavam. 

Consegui que um amigo me levasse até um supermercado longe, bem longe. Com muita paciência achei alguns produtos que eu precisava, mas tudo na versão japonesa. Fraldas japonesas, leite japonês, e pasmem, eles não usam creme anti-assadura. Eu tava tensa e não sabia se o leite serviria, já que não dizia idade nem nada na embalagem. Respirei fundo, dei o leite e rezei. Muito. Deu tudo certo. Antonio não reclamou, não teve alergia e a viagem continuou (esqueci de contar que as fraldas eram péssimas, vazava xixi toda hora).

O que eu aprendi a partir desta experiência foi sempre antes de viajar dar uma pesquisada prática no destino escolhido. Entro sempre num site de um supermercado do local e vejo com quais produtos eles trabalham. Uso as tabelas para encontrar as similaridades e às vezes até consulto o pediatra. 

Leite, fralda, e coisas básicas, passei a levar em maior quantidade, assim tenho 3 ou 4 dias para me entender com o lugar e às vezes, quando sinto que o lugar não é tão simples assim, levo leite em sacos Zip Lock (são perfeitos para isso) para toda a viagem. São regrinhas básicas que me ensinaram a ter viagens mais prazerosas.

Mas voltando ao Japão, o país é muito legal, mas para adulto. Crianças muito pequenas não são bem-vindas. Tive problema em restaurante (pelo barulho e bagunça que o Antonio fazia), no trem (pois eles queriam silêncio absoluto principalmente nas melhores classes), em alguns hotéis (pois reclamavam do choro noturno) e no metrô (pois poucas estações têm elevador para os carrinhos. Tive que subir e descer muitas escadas com o carrinho na mão).

Apesar de ter gostado do país e, principalmente, adorei Tóquio, não levaria novamente meus filhos durante um bom tempo. Acho que a partir dos 7/8 anos a cidade e o país se tornam incríveis, mas antes disso não é nada acolhedor. 

Em Tóquio, fomos a Disney e ao zoológico UENO (que tem vários ursos panda). Bem legal esse passeio. Também tem a Casa da Música que é bem bacana. Caminhar por Guinza é uma delicia com criança, bairro das lojas e dos restaurantes, mas com vida na rua. Bem legal.

Eu já viajei muito sozinha e muito com meus pequenos, para mim os destinos por mais adultos que possam parecer podem sempre ser transformados em ótimos destinos infantis. Mas isso não vale para o Japão. As viagens são boas quando nos sentimos acolhidos pelo lugar, e o Japão, definitivamente não acolheu bem meu Antonio.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Janaína e família em Orlando - várias épocas



Orlando por Janaína Xavier

Janaína Xavier é repórter, mãe da Duda, nascida em 2009, e madrasta do adolescente Bernardo. Casada com outro jornalista, não deu outra: a família viaja muito desde sempre. E começa cedo, como ela mesma nos conta agora. Não por acaso, na estréia da linda Duda o destino escolhido foi o favorito de nove entre dez brasileiros. Veja por que:
"Me chamaram de maluca quando resolvi embarcar pra Orlando, na Flórida,com minha filha de apenas dois meses. Confesso que fiquei com um medinho mesmo, mas segui em frente.
 

Sou mãe de primeira viagem, nem imaginava como era viajar com um bebê. Então procurei me prevenir de todas as formas. Alimentação era fácil, porque ela só mamava no peito naquela época....agora, fora isso, levei absolutamente TUDO o que ela poderia precisar. A única coisa que deixei pra comprar lá foi um bebê conforto para carro alugado(dependendo da duração da viagem compensa bem mais comprar uma novinha em folha do que alugar junto com o carro). Ela tinha de estar em segurança!!

Orlando é um lugar que eu e minha família vamos todos os anos, conhecemos tudo por lá, e sabíamos como evitar as "roubadas" . Não deixamos de fazer nada por causa da Maria Eduarda.

Como vamos em família (pai, mãe, filhos, sogra, sogro, cunhada) costumamos alugar uma boa casa, grande,com piscina aquecida, vários quartos e privacidade pra todos. Essa dica é ótima, pois quando se viaja em maior número de pessoas, a casa sai bem mais em conta do que um hotel, além de nos dar maior mobilidade e conforto.
 

Outra vantagem é em relação às refeições. Só fast-food não dá né ?? Então cozinhamos em casa. Fazemos pelo menos uma refeição "decente" por dia. Meu sogro é o chef e faz comidinha caseira pra todos. Até a ceia do ano novo fazemos (leia-se minha sogra faz) em casa. Sempre tem um bom mercado por perto para as comprinhas.

A casa é super equipada, com máquina de lavar e secar roupas, máquina de lavar louça, então o trabalho é mínimo.

Vamos aos parques sem neuras. Compramos aquele ingresso que dá direito a voltar nos outros dias. Assim não temos de fazer tudo correndo. Curtimos e brincamos no nosso tempo. Com a neném ficou mais enroladinho. Sempre um adulto tinha que ficar de olho nela enquanto os outros aproveitavam os brinquedos. Se bem que em alguns brinquedos até levamos a pequena junto.
Tem feito muito frio por lá no inverno, então é bom sair preparado, pra não ficar no desespero. Mesmo com as baixas temperaturas, filtro solar é essencial. O sol castiga vez por outra.

 
Depois do parque, passadinha rápida em casa, banho, e vamos pro shopping. Sim, a Maria Eduarda sempre foi junto. Ficava tranquila no carrinho sem reclamar, super companheira e boazinha.

Outro conselho é nunca, jamais esquecer de fazer um bom seguro-saúde. Ainda mais com criança. Os hospitais americanos são caríssimos e o seguro já nos salvou algumas vezes.
 
Aprendi (ou quase) com o tempo e com o sofrimento a levar pouca coisa. MALAS VAZIAS!!!! Ainda mais a das crianças. As roupas pra eles lá são muito baratas, a gente sabe que vai comprar. Então é melhor evitar o pesadelo do excesso de bagagem na volta.

Agora vcs vão me dizer que Maria Eduarda não vai lembrar de nada, que não aproveitou os parques. Pode ser, mas eu tirei centenas de fotos, filmei minha pequena assistindo a primeira “PARADE” da vida dela no Magic Kingdom, e juro, nunca vou esquecer esses momentos.

Se eu me arrependi?? Não. Tanto que, quando ela já estava com 9 meses voltamos pra mais uma semaninha na Flórida, dessa vez no verão, pra curtir os parques aquáticos. E olha, no mês que vem estaremos lá mais uma vez. Beijos!!!"

Janaina Xavier é paranaense, jornalista do Sportv, mãe de Maria Eduarda, 1 ano e 1 mês, carioca, mas concebida, adivinhem onde???? Sim!!! Em Orlando!!!


- Abaixo seguem alguns links de parques, do aluguel das casas e de um bom outlet para as comprinhas!!!


Importante saber: crianças até 3 anos não pagam ingressos, depois disso tem desconto de 15% até o 9 anos. 
 
http://www.universalorlando.com/Amusement_Parks/Islands_of_Adventure/islands_of_adventure.aspx

http://disneyworld.disney.go.com/parks/magic-kingdom/

http://www.holidayhomesorlando.com/

http://www.premiumoutlets.com/outlets/outlet.asp?id=17

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Montreal, outubro de 2010

Entre as ilhas Ste-Helene e Notre-Dame

Passeio pela antiga Montreal

Vista geral da cidade

Outono

Biosphère Musée 

Montreal, com Roberta e Antônio

Essa contribuição veio de NY. A Roberta acabou de se mudar para Manhattan com marido e filho. O Antonio é um pouco mais velho do que a Diana, tem quatro aninhos, e já viajou bastante. A última vez foi para Montreal - e a cidade me pareceu uma excelente opção para quem vai a NY e quer dar uma esticada em algum outro destino... que não seja a Disney! Com vocês, o que a Rob's recomenda! 

"Montreal é um daqueles lugares que faz com que a gente tenha a sensação de estar na Europa. A arquitetura, os museus e as igrejas preservam a história da cidade canadense, que teve colonização francesa e inglesa. Por muitos anos, ela foi considerada o grande pólo financeiro daquele país. Hoje, tem ares de cidade pequena, bem diferente da vizinha Toronto. As linhas de metrô – que ligam a uma gigante cidade subterrânea – permitem que os turistas fiquem perto das principais atrações turísticas. Por esses e outros motivos que, principalmente longe do inverno (que chega a 30 graus negativos), Montreal é uma excelente pedida para quem viaja com crianças. Seguem alguns programas imperdíveis:

Vieux Port – É no antigo porto da cidade que fica o Science Centre (http://www.montrealsciencecentre.com/home.html), que tem exibições e atividades exclusivas para crianças. Ali também funciona um IMAX de primeiríssima, com filmes 3D na programação. De lá, dá para ir andando até a Vieux Montreal (a parte antiga da cidade), outro passeio obrigatório.

Parc Maisonneuve – Ao redor e dentro desse parque ficam atrações que sempre fazem sucesso entre os pequenos. O Biodôme (http://www2.ville.montreal.qc.ca/biodome/site/site.php?langue=en) recria os ecossistemas com direito a bichos e fauna – de verdade – e o Olympic Park, construído para os Jogos de 1976, continua muito bem-cuidado. Ainda tem os Botanical Gardens (http://www2.ville.montreal.qc.ca/jardin/jardin.htm) e o Insectarium (http://www2.ville.montreal.qc.ca/insectae rium/en/index.php), um museu pequeno, mas repleto de insetos de todos os tipos e tamanhos.

Parc Jean-Drapeau – Duas pequenas ilhas compões o parque: a Ste-Hélène e a Notre-Dame. Na primeira, fica o surpreendente museu do meio ambiente, Biosphère, e o La Ronde, parque de diversões operado pela Six Flags (importante: durante o inverno ele fica fechado). Na segunda, que dá para chegar depois da travessia de uma ponte, estão o Circuito de Fórmula 1 Gilles Villeneuve e o Cassino de Montreal (obviamente proibido para menores).
Bagels – Dizem que as de Montreal são as melhores do mundo. Confesso que não sou especialista no assunto, mas ficamos apaixonados pelas bagels da Fairmount (http://www.fairmountbagel.com//). São mais de 20 tipos diferentes, que já foram até parar no espaço. Em 2008, um astronauta canadense levou 18 delas na espaçonave."

Around NY

Pegando carona nas dicas ótimas da Roberta, há três passeios que recomendo sempre para quem tem tempo de ir além de Manhattan. Já citamos aqui o Six Flags, parque cheio de montanha-russa, mas numa outra linha gosto muito do DIA Beacon, museu de arte moderna a menos de uma hora da City. O lugar é colorido, espaçoso, guarda esculturas enormes do Richard Serra - e dá para se chegar de trem, o que para o Luca sempre foi um passeio em si, seguindo a margem do Rio Hudson. http://www.diabeacon.org/sites/page/1/1001. 

A ilha de Fire Island teve seus dias de glória na era hippie, mas ainda hoje tem seu charme, mesmo para carioca que não está acostumado a pegar trem+balsa para botar os pés na areia. A uma hora e meia de NY, tem um ar meio rústico, muito bacana para o verão. http://www.fireisland.com/pages/about/. 

Se você der a sorte de viajar no outono, por que não alugar um carro e seguir para... Rhinebeck. Nós conhecemos a cidadezinha antes de Chelsea Clinton decidir se casar lá. Uma amiga tinha tido a mesma ideia anos antes. Ver as folhas em cores múltiplas é inesquecível, as crianças adoram rolar no chão com elas - e, perto do Halloween, ainda dá para visitar as fazendas de abóboras, enormes.

NY: Luca's Day Trips

Rhinebeck, NY - outono de 2004

Fire Island - verão de 2004

No trem para Beacon, NY - outono de 2005

DIA Beacon - outono de 2005

Fire Island - verão de 2004

Rhinebeck - outono de 2004

Rhinebeck - outono de 2004

sábado, 6 de novembro de 2010

Bali: o paraíso é logo ali, por Joana Thimóteo

Em janeiro de 2007 morávamos na China e vivíamos um dos invernos mais rigorosos dos últimos anos (rigor no inverno de Pequim significa 20 graus negativos). Com todo este cenário gelado e com nosso pequeno Antonio de seis meses de idade preso em casa, achamos que o mais prudente era partirmos de férias para o hemisfério sul. Como não queríamos mudar de fuso (a adaptação ao fuso é sempre a pior parte da viagem para as crianças) resolvemos ir para Bali (12 horas de Pequim, sem vôo direto). Optamos pela Singapore Airline, a melhor empresa aérea que já viajei na vida. Impressionantemente boa com as crianças, mesmo que em classe econômica.
Bali me parecia algo exótico e excitante. Como já tinha tido experiências não muito agradáveis na Ásia, principalmente no Japão, achei melhor levar tudo, mas TUDO mesmo o que Antonio pudesse precisar.


Leite em pó, protetor, potinhos de comida, mamadeiras, esterilizador, fraldas, fraldas de piscina, berço portátil, carrinho, roupa de frio, de calor, lençol, manta, tolha, cadeira de comer inflável,  banheira inflável, ufa! Exagero? Talvez, mas sempre fui assim. Levei desde muito cedo meus filhos para todos os lugares do mundo. Sem preconceito. Mas para que desse certo sempre tive comigo tudo o que eles pudessem vir a precisar. Nada nunca faltou. Assim, eles se adaptaram e curtiram sempre todas as nossas viagens. No caso de Bali especificamente, foi tudo um exagero. O supermercado tinha as melhores marcas internacionais e eu não precisava ter levado comigo o contêiner que levei. Mas isso faz parte, erros e acertos das viagens com crianças. Uma coisa que aprendi ao longo desses anos é que os países mais desenvolvidos muitas vezes têm marcas nacionais fortes e não deixam entrar as marcas estrangeiras. Protecionismo puro. Bali, por viver do turismo, tem tudo o que um bebê estrangeiro possa precisar.


Mas vamos às férias.  Ficamos num resort no sul da ilha, em Nusa Dua. Nesta praia ficam reunidos os principais resorts da ilha. Sinceramente, com criança, é a melhor opção. Esses hotéis têm alto padrão de atendimento, a maioria conta com vários restaurantes, ficam em frente a uma praia calma e deliciosa e tem toda a infra necessária para nós mães. Se eu fosse solteira não ficaria lá, iria para o bochicho de Seminyak ou se fosse uma viagem a dois iria para o charme de Ubud.


Mas como minha realidade incluía criança, ficamos em um super hotel num tremendo “esquema família”. O hotel escolhido era todo integrado com o verde, tinha um parque legal, praia e piscina bem servidas. Nosso roteiro foi o seguinte: acordávamos cedo para ir à praia/piscina com Antonio. Na hora que o sol apertava alugávamos um carro com motorista (algo super comum e barato em Bali) e íamos passear. Sempre tentando conciliar o que nos interessava com o que pudesse interessar ao Antonio. Em Bali existem vários templos hinduístas, os mais fáceis para ir com crianças e carrinho são Uluwatu e Tanah Lot.  A região de Ubud também é deliciosa para passear com nossos pequenos. Com uma vegetação única o “bairro” parece estar dentro de uma floresta tropical.  Ali se encontram galerias de arte muito charmosas.  Uma opção de passeio que com certeza agrada pais e filhos. E claro, as praias de Kuta, Legian e Seminyak. De fácil acesso, bem longas, com areia batida e com uma orla cheia de restaurantes deliciosos para saborearmos a culinária balinesa (cuidado com a pimenta!), um ótimo destino para as crianças brincarem no fim da tarde.


E foi assim que passamos nossos maravilhosos 10 dias na ilha. Acolhidos por aquele povo simpaticíssimo e muito querido. Nos restaurantes os garçons pegavam Antonio no colo e iam passear com ele pelo lugar. Eles amam criança e tratam muito bem nós, os turistas. Mas o melhor de Bali é o preço. Pelo menos em 2007 era tudo muito barato.


- Joana Thimóteo, mãe (corajosa) de Matias e Antonio, é carioca e mora atualmente em Cascais, Portugal.

Joana, Pedro e Antonio em Bali - 2007

eu e ele no templo de Uluwatu,um dos mais famosos

meninas atacando Antonio. Elas sao loucas por bebes ocidentais

No restaurante na beira da praia de Kuta, point dos surfistas. Muita areia para criança brincar

Na praia em frente ao hotel. Calminha

Restaurante

Nós 3 de saia para podermos entrar no templo. Respeito aos deuses

Perdendo o medo

"Só há um jeito de perder o medo de viajar com filhos pequenos: viajando. Muitas vezes na nossa mente as coisas parecem mais complexas do que efetivamente são, e não há nada como a experiência para desfazer temores infundados. Isso não significa que basta embarcar e deixar acontecer, pois quando estamos com crianças um bom planejamento é mais importante do que numa viagem de gente grande." 

- Relato de Jane, professora e mãe de dois, que até pouco tempo atrás tinha medo de viajar com eles

"É preciso preparar com cuidado o roteiro, a malas e a própria cabeça. Ao montar roteiro, ajuda muito estudar o máximo sobre o destino, buscar os hotéis mais bem localizados e formular uma escala ordenando o que é imperdível, o que é prioritário e o que é opcional. É certo que essas são providências relevantes em qualquer viagem, mas quando se está com crianças evitam ter que tomar decisões importantes na hora de sair para o passeio (quando eles estão agitados e barulhentos) ou depois de um dia exaustivo (quando o seu cérebro já não funciona direito). Mas também não é bom deixar que o medo de que algo dê errado leve a um "superplanejamento" perfeccionista. Fazer um roteiro rígido demais, sem espaço para mudar de ideia ou tirar um dia de descanso pode gerar muita frustração e estresse.  Ao preparar as malas, é fundamental montar vários kits anti-roubada: levar todo tipo de roupa para evitar surpresas metereológicas (pois com criança é mais difícil fazer compras de emergência), um arsenal de remédios para todos os males e uma seleção de brinquedos e jogos para os momentos de tédio. Na bolsa de mão, lanchinhos, pequenas surpresinhas, videogame e DVD portátil ajudam a combater o mau humor. Quanto à preparação da própria mente, é fundamental minimizar as expectativas e não idealizar a mesma velocidade e aproveitamento do tempo de uma viagem convencional.  Se alguma coisa der errado, o jeito é incorporar a experiência ruim como aprendizagem e não como trauma.  Afinal, contratempos são parte do risco do empreendimento."

Jane em Paris - Julho de 2010

Tem figurinha repetida nesse blog, mas a boa notícia é que Paris sempre terá seu charme para pais e crianças viajantes. Nossa amiga Jane perdeu o medo de viajar com filhos e embarcou para Paris com seus dois meninos, um de 6 e outro de 4. O destino escolhido foi... a capital francesa. Abaixo, quatro dos passeiso favoritos da família no verão desse ano.

- Les Tuileries:  para contemplar, para flanar, para correr, para rolar na grama.  No verão, é montado um grande parque de diversões com roda gigante, minimontanha russa, camas elásticas, carrosséis e muito mais. Um programa que pode se revelar mais divertido e menos cansativo para crianças pequenas (e para os pais) do que a sonhada Eurodisney. 

- A Torre Eiffel:  o passeio turistão obrigatório mais indicado para fazer com filhos pequenos.  Eles nos fazem ver com olhos de primeira vez o quão encantador e especial é ir até o topo daquela delicada trama de ferro. 

- La Villette: Um parque moderno e supreendente. Um dia inteiro pode não bastar. O Museu das ciências é interativo e mesmo os mais novinhos podem curtir, embora seja mais proveitoso para crianças com mais de 5 anos. O Argonauta, um submarino de guerra autêntico, desativado na década de 80, é muito interessante. Já o Parque de La Villete possui dez jardins temáticos. O Jardim do Dragão com seu escorrega de 80 metros é imperdível. Há ainda a Géode (espaço de projeção em 3D), a Cité des Enfants (com atividades para variadas faixas etárias) e a Cité de la Musique.

- Château  e Bois de Vincennes: Vincennes é uma pequena cidade na periferia de Paris, onde se chega de metrô em cerca de 15 a 20 minutos. É um lugar perfeito para passar um dia ao ar livre. Lá há um maravilhoso castelo do século XIV, o Jardim Botânico de Paris (Parc Floral) e o Zoológico (atualmente fechado para reformas), todos  próximos uns dos outros. O Parque Floral é lindo e abriga um espaço com brinquedos. No bosque  pode-se alugar bicicletas.

- Por Jane, mãe de dois, que acha que Paris é o melhor parque de diversões da humanidade.

Dani e Maria Antonia - NY em 2008

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

As viagens de Dani e Maria Antonia

Daniela é advogada e mãe de Maria Antonia, de 9 anos. Como gosta de dizer, passa a vida viajando ou planejando o próximo destino. O melhor é que: tal mãe, tal filha, as duas adoram viajar. Quando pedimos à Dani que colaborasse com o Blog, ela teve uma dificuldade: escolher apenas uma viagem inesquecível. Por isso, abaixo alguns dos melhores momentos de mãe e filha pelo mundo.

"Dentro do Brasil citaria: Cumbuco no Ceará, no Hotel Golfinho. Cumbuco é basicamente uma única praia que tem um único restaurante (do Gaúcho), mas os dias estavam lindos, a água do mar uma delícia - e é uma viagem extremamente barata para se fazer com um grupo grande, como eu fiz. Muitas amigas, família e crianças; reservamos praticamente o hotel todo! Próximo a Cumbuco, tem o parque de águas (Beach Park), que é bem divertido, organizado, perfeito para as crianças. Os Club Meds também são uma ótima opção, mas só recorro a eles quando estou sem imaginação.

Com relação a viagens internacionais, fomos a Paris, Miami, Disney, Caribe, México, Belize... mas não posso deixar de escrever sobre Nova York, onde ela nasceu e retornamos todos os anos!


NY é um lugar em que não preciso pensar em roteiro, locomoção, agenda... as coisas acontecem naturalmente, as novidades pulam na sua frente em cada esquina e a sensação é de estar indo a um lugar novo a cada vez que se visita! Novas lojas, novos parques, novos bichos no Bronx Zoo, no Central Park Zoo... e muitos e muitos amigos que moram lá.


Uma boa dica, ainda mais indo a NY com criança, é alugar um apartamento por temporada, onde se possa cozinhar, lavar e secar suas roupas. Minha filha com três anos na Disney entrava nos restaurantes e pedia arroz, feijão e purê de abóbora com bife de fígado! Tadinha recebia, no máximo, um macarrone cheese!"

Dentre os programas preferidos das duas em NY, Daniela destaca:


1 - Central Park, um piquenique, um passeio de charrete, um passeio de bicicleta, o parquinho com carrossel, o Central Park Zoo (torcer para o urso polar sair da toca!); 


2 - Mary Poppins, na Broadway, que a Maria Antonia viu quando tinha uns 6 anos e ficou maravilhada! Apesar de não entenderem o inglês, o show todo já vale a emoção. Rei Leão também é imperdível, ainda mais para crianças menores; 


3 – Magnolia Bakery para comer cupcakes! Eu amo o Velvet Cake, mas tem um novo de doce de leite divino! O Magnolia Bakery antigamente tinha só no Village, agora tem no Upper West Side; 


4 – Todas as lojas infantis, como Fao, American Girl, Build a Bear e várias outras nos mesmos formatos que surgem a cada estação e são uma ótima diversão para as crianças; 


5 – O Museu da Criança, o Planetário e o Museu de História Natural são uma ótima atração e você pode, através do site, agendar programações específicas, como por exemplo, caça a morcegos no Cetral Park com um grupo saindo do Museu de Historia Natural, ou uma noite no museu; 


6 – Tem também os parques para os mais velhos que são bem perto de NY (parque de águas e o Six Flags); 


7 – Comer cachorro quente em toda a esquina, mas não deixar de ir no Gray Papayas!

Alguma roubada?

- NY no verão é muito quente, então andar com uma roupa e, principalmente, sapatos confortáveis. "Se saírem de Havaianas, preparem-se para voltar com os pés negros e bem sujos! Então, eu acho que o ideal é um par de tênis confortável mesmo."


De brinde, a Dani ainda dividiu mais algumas recordações com a gente:

- "Mergulho em Belize e a Maria Antonia encantada nos corais... A ida a Disney quando ela tinha 3 anos e o olhar dela para cada princesa (outro dia escutei que não vale a pena levar criança a Disney porque eles esquecem e eu disse que se ela esqueceu, eu nunca esqueci cada olhar dela de encantamento!)...E cruzeiro que fiz pelo caribe..".

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Viajando de carro

Ok, a gente escreve muito sobre viagens internacionais, para outros estados... mas e aquela viagenzinha básica, para a serra ou para a praia, que fazemos de carro, como fica...! Meu apelido na família é Toniquinha - uma homenagem ao cidadão que morava na cidade do meu pai em Minas e que quando surgiu o carro no Brasil passava horas sentado na praça central para pegar uma carona. Não importava o lugar, Toniquinho Garcia entrava e seguia viagem. Eu sou assim. Se me chamar, eu vou. A boa notícia é que meu filho Luca é igual a mim, adora mudar de ares. Já a minha filha Diana é igual ao pai: nenhum lugar é melhor do que a própria casa. Portanto, viajar de carro com ela é um suplício, acho que sempre será. Mesmo assim, não vou ceder; quando dá, vai todo mundo para a estrada com a Toniquinha Garcia. E eu venho colecionando algumas dicas para tornar o sofrimento meu e da Diana um pouco mais suportável.

1) O DVD portátil garante alguns minutos de paz, pelo menos na saída da cidade;

2) Quando bebê, chupeta, mamadeira, paninho, tudo permitido e liberado;

3) Saquinho plástico para enjoos são obrigatórios, assim como fraldas e roupas extras à mão;

4) Lanchinhos. Para evitar as paradas, tanque de gasolina cheio e biscoitos na bolsa. Bala, também, tudo pela boa convivência;

5) Brinque de soletrando. Até hoje me lembro de quando meus pais me pediam para ler as placas na estrada;

6) Comece uma história e peça para seus filhos continuarem a contá-la;

7) Para cada meia hora sem perguntar "quanto tempo falta", um real para cada criança. O que são dois picolés perto do silêncio;

8) Se nada disso ajudar, feche os olhos, grite alto, desabafe, não sinta culpa - e espere o momento em que monstrinhas viram fadas, a correr pela praia, pelo gramado, a sorrir e a te dar beijos de comercial de Doriana.

Gramado e Canela, com Luca e Diana

Eu tinha ido a Gramado em julho de 2000, quando achava que precisava emagrecer. Imaginem só, parece brincadeira: pesava 57 quilos. O Kur foi certamente um dos hotéis mais lindos em que já fiquei. O spa é uma delícia, são 1000 calorias diárias de uma cozinha de altíssimo nível, recomendo muito, até para descansar a cabeça.

Dois filhos depois, alguns quilos a mais e uma dieta sempre em andamento, voltei a Gramado em 2008, antes de passar o Natal com a família do meu marido, em Passo Fundo. Que delícia, rever a cidade e a vizinha Canela com Lúcio e as crianças. Era como se a gente estivesse desembarcado na terra do Papai Noel. Tudo tem a cara dele nessa época. Faz muito calor durante o dia, mas à noite o clima é de serra, super agradável. Segue a minha lista de "top ten" que trouxe na bolsa, para quem um dia quiser ir até lá:

- As hortênsias, na beira da estrada, muito azuis;

- Comida caseira no fogão a lenha no Lá Em Casa, restaurante de Canela, atrás da Casa de Pedra, uma dica preciosa de um amigo gaúcho;

- Espaço temático e loja dos chocolates Caracol (http://www.oreinodochocolate.com.br/) - não deixem de tomar um chocolate com vista para as montanhas;

- Jantar no La Caceria, restaurante de carnes de caça do tradicional http://www.hotelcasadamontanha.com.br/ em Gramado - o risoto de coelho com fungui é inesquecível;

- Parque do Caracol, para ver a Cascata do Caracol no http://www.observatorioecologico.com.br/, fazer trilhas difíceis e leves - até a Diana encarou (!), longe do colo em 96% do trajeto;

- 45 minutos nas alturas no http://www.canelateleférico.com.br/ e uma aventura de tirolesa depois;

- Feito por Nós (Av Osvaldo Aranha 273), em Canela, para comprar lembrancinhas com cara de antigamente;

- Santa Composição, para ver uma moda com um pé em São Paulo, outro no Rio e um braço em Canela;

- Fantástica Fábrica de Natal, um dos muitos espetáculos do http://www.natalluzdegramado.com.br/, uma peça de padrão Broadway ao ar livre, perto do Lago Negro. Não é cafona, não é chato, é lindo mesmo;

- Um passeio pelo centro iluminado de Gramado e Canela, para ver as lojinhas e a doce decoração;

- Um galeto e uma sopa de capeletti do Mamma Mia, um rodízio bem servido e caseiríssimo.

De todas as aventuras, a tirolesa no parque do teleférico foi a que me deixou mais apreensiva. Olhar o Luca deslizando por mais de 150 metros, longe do chão, a uma velocidade muito alta, sei não. A Diana, depois que viu o tranco que o irmão levou, na chegada, para frear, começou a reclamar. Só ali ela se deu conta do perigo. E reclamou mais quando o pai desceu em seguida. Acho que, dos quatro nessa família, ela (que tinha acabado de fazer dois anos) foi a que demonstrou mais responsabilidade naquele momento. :-)

Comer Beber Amar. Depois das duas noites fantásticas entre Gramado e Canela, seguimos para Bento Gonçalves - uma das pontas do Vale dos Vinhedos, a 120 quilômetros de Porto Alegre. Passamos um dia dirigindo por lá, mas poderíamos ter ficado bem mais. O lugar é mágico.

Visitamos duas vinícolas bem diferentes: a pequena http://www.donlaurindo.com.br/ e a conhecida http://www.miolo.com.br/. Me pareceu a escolha perfeita porque apesar de a degustação da primeira ter sido inesquecível (uvas Tannat, Ancelotta, espumante Brut), a visita da segunda foi mais didática, mais interessante.

Descobrimos, por exemplo, que os parreirais da Miolo são verticais como os europeus porque as uvas precisam de muito sol o tempo todo e são específicas para vinhos, não para o consumo comum. Descobrimos que o vinho RAR foi encomendado por um gaúcho apaixonado, que queria celebrar os 50 anos de casamento com a mulher de sua vida com uma produção especial, feita a partir de uvas plantadas em suas terras. Que o 43 de 2005 só chegaria às lojas em 2010 e que era aguardadíssimo. Que o espumante Milesime recebeu 90 pontos em um ano em que empatou com a Veuve Cliquot, que tal?! Enfim, dava para passar o dia todo ali, conversando, aprendendo, sorrindo...

Mas, a gente tinha de seguir para Passo Fundo e de fato as vinículas não são lá muito interessantes para as crianças -mas eis a lista de possíveis hotéis/pousadas para quem quiser combinar programa de adulto com de criança (isso é permitido de vez em quando, hehe!) pesquisar:

- http://www.borghettosantanna.com.br/ (pertíssimo de Bento, apaixonante);

- ou http://www.spadovinho.com.br/ (em frente à Miolo);


A gente almoçou no Sbornea's, na entrada da Don Laurindo, ao lado do Michellon. Mas acho que a Tratoria Primo Camillo pode ser uma boa opção para quem quiser também fazer a rota dos espumantes em Garibaldi. Eu quero experimentar na próxima. E penso até em consultar a http://www.jushephturismo.com.br/, agência local com serviço de transfers, leva e trás a vinícolas etc. Quem se anima?