sábado, 5 de fevereiro de 2011

Pequeno Bob na Europa

Aventuras com um "pirata" na Torre de Belém!
Adoro essa foto. Torre de Belém. O moleque brincando amarradão com esse cartão postal ao fundo...

Essa foto é tudo de bom. O Beijo Molhado do Leão Marinho em Lisboa!

Show de golfinhos em Lisboa

Parque Isla Mágica em Sevilha

Parque Isla Mágica em Sevilha

Jardins de Murillo em Sevilha, unem o local histórico (é o jardim do Palácio Real) com a diversão da criançada.

Museu do Brinquedo, Sintra

Museu do Brinquedo, Sintra

Barcelona é uma cidade com uma arquitetura diferente, onde tudo chama a atenção das crianças.

Mais dicas da Germana em Lisboa, Sevilha e Barcelona

Os passeios mais legais com crianças

BARCELONA

1) Parque de La Ciudadela - Perfeito, cheio de brinquedos em todos os cantinhos.
2) Zoológico - o Show de golfinhos é uma atração à parte, que não dá para perder
3) Aquário - Nosso pequeno achou muito escuro, mas é um programa imperdível. No final, há uma série de brinquedos, como um submarino, que eles adoram.
4) Andar pelas Ramblas - é um programa tipo Turistão, que muitos nem me aconselharam a fazer por ser meio brega. Mas, quer saber? Nós adoramos! A cada metro percorrido, encontrávamos artistas de rua, com mil performances curiosas e engraçadas. Essa mistura de gente e um clima animado foi ótima para nós e nosso filho. Tudo era novo para ele, que ficou fascinado.
5) Parque Guell - obrigatório para adultos e crianças, mas não tem brinquedos. É um espaço lindo e ao ar livre, onde se pode correr à vontade e curtir a vista da cidade.
6) Fundação Miró - Miró é perfeito para crianças e uma ótima introdução no mundo das artes, com suas telas imensas e muito coloridas. Roberto adorou. Tentava me explicar o que era cada um daqueles desenhos, ficou todo feliz. Uma graça.

Onde não ir - Pueblo Espanhol
É uma vila, com entrada paga, que tenta imitar os inúmeros estilos arquitetônicos da Espanha, como uma (ou várias) cidade (s) em miniatura. Eu achei horrível e desnecessário. Barcelona é linda, com uma arquitetura fantástica e muito viva. O que eu estava fazendo ali naquele espaço fake que parecia um shopping???

SEVILHA
Parque Isla MAgia - Incrível, rende muito para crianças, com brinquedos e shows ao ar livre. Destaque para a apresentação de pássaros, que nunca vi antes em lugar algum.

Parque Maria Luisa - Além de ser lindo e ter uma das praças mais lindas da Europa (a Praça de Espanha), é um espaço verde incrível, com muitos brinquedos e passeio de charrete. Ponto alto da cidade!

Jardins de Murillo - são os jardins do Palácio Real (Real Alcazar) - também lindos, com brinquedos e as laranjeiras típicas da Espanha. Delícia.

Casa de Pilatos - nós fomos, é uma construção muito linda em estilo árabe, mas Roberto estava no auge do seu cansaço e impaciência. Não rendeu para ele...

LISBOA E ARREDORES
A cidade é muito amigável para os pequenos.
1) Andar de Elétrico (Bonde) é um programa legal, bem como ir ao Castelo de São Jorge bem no Centro da Cidade.

2) Conhecemos o Parque Monsanto que é muito completo, uma área verde lindíssima e muito bem estruturada para crianças, com inúmeros brinquedos, cabanas de índios, lago, restaurante e tudo que você possa imaginar. Adoramos.

3) Passear por Belém, conhecer a Torre de Belém, de onde saiam os navegadores rumo ao Novo Mundo. Meu filho se sentiu o próprio pirata, brincando naquela espécie de castelo (é uma fortaleza na verdade), cheio de canhões. Provar o incrível pastel de Belém e brincar com os mapas no chão, desenhados com pedras portuguesas, que mostram as conquistas de Portugal nos tempos de Cabral. Emocionante.

4) Zoológico - eu achei o Zôo de Lisboa ainda melhor que o de Barcelona, que já era nota 10. Há uma programação enorme, com diversos horários para as crianças acompanharem a alimentação de flamingos, focas etc. As 15h, há o grande show de golfinhos e leão marinho! Imperdível! Recebemos o famoso "Beijo molhado" e jamais esqueceremos.

5) Sintra - Cidade histórica ao ladinho de Lisboa, com o Castelo da Pena (é impossível não se sentir num conto de fadas!) e o Museu do Brinquedo. Programa delicioso!

6) Oceanário de Lisboa - Simplesmente o melhor aquário da Europa, de deixar qualquer um com o queixo caído. Dá para ficar horas e horas observando as espécies, os tubarões, as arraias, peixes imensos e os minúsculos... um programa obrigatório!

Para os mais velhos existem ainda outras opções como Museu das Ciências, ao lado do Oceanário, e um parque chamado Kidzânia, que não chegamos a conhecer. Lisboa merece muitas e muitas viagens.

Pequeno Bob em Barcelona, Sevilha e Lisboa, por Germana Costa Moura

Germana é jornalista e corajosa. Mãe de Roberto, o "Pequeno Bob", que nas últimas férias fez roteiro de gente grande. O menino cruzou o oceano. E adorou! A seguir, a primeira de uma série de aventuras da família(a gente torce por isso)... 


 
Estava louca para contar para vocês a experiência de levar um moleque de menos de 3 anos para passear com seus pais pela Europa. Foi demais. No roteiro teve de tudo um pouco: de parque de diversão a monumentos históricos, de zoológico com show de golfinhos a jogo do Barcelona, de passeios por avenidas lindas até a pausa para um descanso naqueles cafés cheios de charme. Só que em vez do cafezinho e da água mineral, típico hábito deles, a mesa estava lotada de bonequinhos e um tiquinho a mais de barulho do que eles estão acostumados..

Como fomos atravessar o Atlântico com uma criança tão pequena?

Com a proximidade das férias, ainda no ano passado, começaram as dúvidas sobre que viagem nós faríamos. As primeiras opções incluíam Hotel Fazenda, Praia, Parques de Diversão (Beto Carrero porque a Disney, eu só cogito um pouco mais para a frente) etc. Fiz uma sondagem com amigas, todas com filhos já bem maiores do que eu, e ninguém jamais levou filho pequeno para uma viagem a Europa, mesmo aquelas que viajam com frequência. Nada contra praia ou parques! Quem não gosta de ficar curtindo um relax com todo o conforto? E os parques? Tenho certeza que vou curtir mais do que o Roberto e me acabar em todos aqueles brinquedos. Mas depois de 3 anos curtindo intensamente a vida de mãe e o mundo infantil, queria muito que as férias fossem familiares e não apenas 100% voltadas para ele. Além disso, meu marido branquíssimo não gosta de praia e já me deu de presente férias no Nordeste uns dez anos seguidos. Estava na hora de variar o cenário. E, finalizando, nós dois quase não nos vemos o ano inteiro. Temos horários completamente diferentes. A última coisa que eu queria era entrar em parques cheios, lotados, um barulhão etc etc. Queria ter a oportunidade de passear, conhecer coisas novas, sentar num café e papear. E sentir um friozinho para fugir desse calorão.

Como temos milhas sobrando (eu não falei que a gente quase não se vê? São inúmeras viagens a trabalho!) e amigos queridos em Portugal - amigos esses que ainda por cima têm filhos com idades bem próximas a do nossos filho - bastou meio convite da Joana para eu ja ir aceitando e topando a ideia de revê-la e passar uns dias com ela. Mas a questão central permanecia: o Roberto seria muito novo para fazer uma viagem, digamos, de adulto? Dá certo levar um moleque para Europa? E o custo?

A minha avaliação é que dá, sim, e muito. Adorei a experiência. Com um filho só é quase o mesmo custo de uma viagem a dois (a parte terrestre). Onde dormem dois, dormem três. E nós dois rachávamos todas as refeições! Fui com baixa expectativa. Daqui do Rio ia me convencendo que algumas coisas não iam dar certo e que não daria para fazer todos os programas. Por exemplo, eu achava quase impossível sair à noite e, na realidade, saímos algumas noites tranquilamente com ele no carrinho. Por outro lado, tinha certeza que ele ia amar o aquário de Barcelona e ele nem ligou. Acho que achou muito escuro, porque ficava procurando o lugar do cinema! Curtiu muito mais o carrossel bem bobinho que havia do lado de fora.

Nas cidades grandes, há inúmeras opções de lazer. Um parque urbano ou pracinha já é um programão para um menino de apenas 3 anos. É tudo lindo, charmoso, bem cuidado, cercado de flores. Em Barcelona, o Parque de la Ciudadela tem lago, barco para alugar, inúmeros brinquedos (em diversas áreas), gente patinando, labirinto de arbustos, cafés. Um sonho. E ali ainda tem o Zôo, com seu show de golfinhos de deixar qualquer um babando.







Em Lisboa, a Torre de Belem foi recriada por mim como um lugar de onde os grandes piratas (e não os navegadores) saiam para fazer suas descobertas. Não tem preço ver seu filho explorando cada cantinho da Torre - um dos patrimônios da humanidade - viajando como se estivesse num cenário de piratas. O mais engraçado é que quando chegamos lá havia um artista de rua, todo fantasiado de pirata, fazendo pequenas esquetes e tirando fotos junto aos visitantes. Uma moedinha de um euro e estava garantido o espetáculo. Roberto enloqueceu. "Eu não te disse, filho, que aqui havia um pirata?". Adorou! E pensar que ali pertinho está à venda o famoso Pastel de Belém. Dá mais saudade ainda.

Super curioso, prestava atenção em tudo! Fomos ao Castelo da Pena, em Sintra, onde ele procurou muito pela Rainha! Mas, que pena, ela não estava lá! Em Sevilha, na Casa de Pìlatos, com influência Árabe. ele andou procurando Aladim e Jasmim. De lá seguiu para um parque de diversões incrível com brinquedos e esquetes teatrais. E assim íamos mesclando programas para todas as idades.

Foram 17 dias em 3 cidades. Hoje, mais experiente, eu teria feito 12 dias em apenas 2 cidades.

A seguir um resuminho do que acho que dá certo ou não em viagens desse tipo. E você? Tem dicas para passar?

Deu certo



Clima - ele nem ligou para o frio, se adaptou super bem
Avião - nem sentiu a viagem noturna tanto na ida quanto na volta
Dormir em apartamentos alugados - além de mais baratos que os hoteis, os apartamentos são muito mais confortáveis e dão à criança a sensação de que está em casa. Até hoje ele fala "a nossa casa de Barcelona" (quem me dera!)
Ter um monte de DVDs em português e brinquedinhos sempre à mão.
É um alívio encontrar o Danoninho idêntico ao nosso e qualquer DanUp em qualquer mercadinho.
Museu - parece incrível, mas ele adorou o Museu Miró. Sua reação foi dizer todo empolgado "que legal!" e em seguida me explicar que se tratava de uma "pintagem com textura", como se fosse um trabalhinho da escola.
Parques e pracinhas em geral. A dica é ir de manhã, gastar bastante energia. Depois, colocá-lo num carrinho descansando enquanto os adultos aproveitam para fazer outros programas com mais calma (muitas vezes ele dormia).


Não deu tão certo



Não recomendo mais que 12 a 15 dias viajando. A gente abusou com 17 dias de viagem. Ele sentiu saudade de casa e nós estávamos cansados, loucos para revezar um pouco com a babá...

O fuso horário com 3 horas a mais foi bem cansativo para os pais. Antes de 1 da manhã, nada do Roberto dormir. Abrimos o sofá-cama na sala, espalhamos os brinquedos, para ver se ele ia se deixando levar pelo sono.... a casa era dominada por dezenas de bonecos. Na foto, Roberto completamente com sono cercado de sua coleção.




TV em espanhol. É muita informação para a cabeça dele processar. Eu senti que ele ficava muito ligado tentando entender tudo. Quando desliguei a TV, ele relaxou mais e conseguiu desacelerar.

Comida - que saudade do prato infantil no Brasil e de pedidos como "dá para ver mais uma porção de arroz?". Isso não existe lá fora. Ele estava com tanta saudade do arroz, que cozinhamos em casa! No quesito gastronomia, não consegui variar quase nada o cardápio. Qualquer iogurte ou suco novo era rejeitado, então parei de arriscar e saí comprando só o que era bem parecido com o que ele estava acostumado (uma pena!)

Cidade pequena, como Sevilha. Lá é interessante e tem um Parque de Diversões ótimo. Mas as cidades maiores são realmente mais indicadas!

Adorei a experiência e acho que, só de termos ficado 17 dias nós 3 juntos, já valeu a pena. Foi ótimo ver que não existe bicho de 7 cabeças e eles se adaptam facilmente e dá para fazer diversos programas com eles.

Que venham as próximas férias!!! 

 

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Vicente em Aracaju


Vicente na praia de Aruana

Vicente na praia de Aruana

Prima Letícia no Parque dos Falcões

Primo Victor no Parque dos Falcões

Vicente e papai André no Parque dos Falcões


Vicente e tia Flávia no Oceanário


Vicente em Aracaju - por Ana Paula Brasil

Usando uma expressão dos americanos, Aracaju é a cidade mais "child friendly" que já visitamos no Brasil!

Desde que o Vicente nasceu, há 2 anos, optamos por viagens ao Nordeste. Saindo do Rio, os vôos são curtos e sempre existe a possibilidade de não fazer escalas. Embora às vezes isso custe um pouco mais, acho muito complicado fazer conexão com bolsas, mochilas, carrinho e criança.
Estávamos procurando uma praia tranquila, para evitar a muvucada e os preços altos do fim de ano nos lugares badalados. Mas não queríamos, além do avião, pegar carro, estrada, balsa... queria descer do avião e molhar os pés no mar. O Vicente, desde bebezinho, não gosta de ficar preso. Mantê-lo domado dentro do avião já é um desafio (haja repertório!) e ele ia chiar se ainda tivesse que encarar horas na estrada para chegar ao destino. Sendo assim, tinha que ser uma capital nordestina não muito badalada. Lá fomos nós para Aracaju, que nos recebeu lindamente!

O mar não tem o azul alagoano, nem o verdão cearense, mas é bem bonito. As praias não têm a exuberância de dunas, falésias ou coqueiros à beira-mar, mas, em sua maior parte, são limpas, rasas, mornas e sem ondas - o que para os pequenos é uma felicidade. No grupo em que estávamos também havia uma criança de 6 e outra de 10. Se divertiram igualmente.

As praias

Atalaia é a praia principal. É onde está a maior parte dos hotéis e os principais restaurantes. Mas fica cheia nos fins de semana e a faixa de areia é larga; é preciso caminhar muito até chegar ao mar. Optamos por uma praia que fica ao sul, chamada Aruana.

Os hotéis

Nosso hotel foi sugerido por uma amiga que mora na cidade e tem filhos (dicas preciosas!). Aruanã Eco Hotel: www.aruanahotel.com.br

A praia é de Aruana. Mas o hotel é AruanÃ. Então vamos lá:

Novo, charmoso e simpático, o Aruanã não tem a infra-estrutura de um resort, mas me encantou com requintes bem pensados para quem viaja com criança, tais como brinquedoteca (fofa e bem cuidada), salão de jogos, balanços, piscina rasa e uma copa exclusiva onde o hóspede poder aquecer ou até preparar alguma comidinha na hora em que quiser: a Copa Baby. Importante ressaltar que entre o hotel e a praia passa uma rodovia. Quem tem crianças maiores e gostaria de lhes dar autonomia nos dias de férias, não vai conseguir. Eles vão precisar de supervisão para atravessar as pistas movimentadas.

Falando nisso, a cidade nos pareceu educada e com um jeito bom de interior. Nas ruas secundárias não há sinais luminosos e a gente até se assustava com os carros parando para a gente atravessar!

Outro hotel muito procurado por quem tem criança é o Star Fish Resort: www.starfishresorts.com

Mais grandioso e mais caro, é considerado um dos melhores hotéis para crianças no Brasil. Fica na Ilha de Santa Luzia.

Os passeios

Oceanário - Muito bom. O oceanário é pequeno, mas muito bem montado. Entre as 60 espécies de animais, há meros gigantes, tubarões, tartarugas, arraias e moreias. São 18 tanques de águas doce e salgada. Mantido pelo Projeto Tamar, o espaço tem formato de uma tartaruga marinha. Funciona de terça a domingo, mas nas férias escolares abre todos os dias. Vá no fim da tarde, quando os animais são alimentados (entre 16h30 e 17h). Av. Santos Dumont, s/n - (79) 3243-3214 - www.projetotamar.org.br

Parque dos Falcões - Imperdível! Fica em Itabaiana, a 45 km de Aracaju. Numa imensa área de proteção ambiental, José Percílio cuida de aves de rapina sensacionais. Algumas são adestradas e os turistas podem segurá-las. Gaviões, falcões, corujas, carcarás... e outros bichos encontrados pelo Ibama que foram bem recebidos no parque: um filhote de tamanduá e um de veado. É indispensável agendar previamente a visita. (79) 9962-5457 / 8818-5036 www.parquedosfalcoes.com.br

Parque da Cidade – Uma ampla área verde, com um pequeno zoológico e brinquedos, mas nada muito diferente do que, provavelmente, existe na sua cidade. A atração que vale a pena é o teleférico, logo na entrada do parque. Ele vai bem alto e você terá uma vista bonita da cidade. Me pareceu inseguro para crianças pequenas, já que a cadeirinha não tem um cinto de segurança, só uma trava. Fiquei embaixo com Vicente enquanto o restante do grupo subia.

Mundo das Crianças – Um parque muito legal com brinquedos gratuitos e pagos. Boa opção para crianças até 5 ou 6 anos. Mas os maiores também vão curtir a pequena pista de kart em que podem pilotar sozinhos. Fica na Orla de Atalaia.

Marinete - É um trenzinho muito simpático que circula na Orla de Atalaia à noite e sai de meia em meia hora. A bilheteria é em frente ao Mundo das Crianças, na Orla de Atalaia.

São Cristóvão - Cidade histórica a 30 km de Aracaju. Foi a primeira capital sergipana e a quarta cidade mais antiga do Brasil. Tombada pelo Iphan, a cidade tem um conjunto arquitetônico colonial muito bonito. A Praça São Francisco foi declarada pela UNESCO em agosto de 2010 patrimônio da humanidade.

Mercado Municipal Antônio Franco - R. José do Prado Franco, s/n - Para comprar pimentas, castanhas e a deliciosa bolachinha de goma (biscoito de tapioca)

Canion do Xingó - Não fomos. Vi imagens na TV e fiquei com muita vontade, mas achamos que era puxado para uma criança de 2 anos passar 4 horas na estrada e mais umas tantas num barco. As embarcações - escuna ou catamarã - partem da cidade de Canindé, a 200 km de Aracaju. O passeio acontece na parte represada do rio São Francisco e leva aos imponentes cânions do Xingó, incluindo paradas para mergulho em meio às águas verdes e cristalinas. A operadora Nozetur é uma das que fazem o passeio: www.nozestur.com.br

Catamarã - Não fomos. São mais de 3 horas dentro do barco e achei que nossa fera não ia se comportar. Mas o passeio é um dos mais procurados. O catamarã sai do cais do bairro São José, navegando pelo estuário do rio Sergipe até a sua foz, cruzando a praia da Atalaia nova e chega até o rio Poxim.

Os restaurantes

Carro de Bois - R. Niceu Dantas, 1040 (Atalaia) - (79) 3243-4800. Excelente. Comida regional, grelhados e frutos do mar. Bonito e com atendimento caprichado. Pratos infantis saem rapidamente para deixar todo mundo calmo.

Cariri - Av. Santos Dumont, Passarela do Caranguejo - S/N – (79) 3243-1379. Bom, barato e simpático. Comida regional e frutos do mar. Destaque para a moqueca de "catado" de caranguejo e para a carne de sol. Os pratos infantis também saem rapidamente e a atenção com as crianças é tamanha que nos ofereceram até um berço de armar para pôr ao lado da mesa. Nos fins de semana há banda de forró tocando no salão - talvez você queira evitar se estiver procurando um ambiente mais silencioso.

Sollo - Rod. Pres José Sarney, 100. Tel: (79) 2105-5220. É o restaurante do Hotel Aruanã. É mais requintado e muito bom, mas não vale tudo o que custa. Repetimos algumas vezes por pura preguiça de sair do hotel.

Transporte

O táxi em Aracaju não é caro. Uma corrida de Aruana à Atalaia, por exemplo, custa entre R$ 10 e R$ 15. De Aruana até o Mercado Municipal, cerca de R$ 20. Mas se você estiver em grupo e quiser fazer passeios mais distantes, vale alugar uma van. Nós fomos muito bem atendidos pelo Betto Fontes: (79) 9992-7777. Ele tem carros e vans. Os motoristas foram educados e faziam questão de respeitar os limites de velocidade.

** Ana Paula Brasil é jornalista, mãe do Vicente e autora do livro "Barriga redonda, barriga pontuda".

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Com Vitor, até no fim do mundo!

Gisele Taranto é arquiteta e mãe de Vitor. Generosa, divide com a gente um incrível diário de bordo cheio de dicas valiosas para quem quiser embarcar com crianças em uma grande aventura:


"A Patagônia era uma viagem que sonhava há tempos,e fazê-la com o Vitor foi algo muito especial. Eu e meu marido decidimos aproveitar a semana de recesso da escola dele para embarcarmos nesta aventura. Vitor tem 8 anos e ficou completamente encantado com tudo que viu, sentiu e aprendeu.
A viagem do Rio a Puerto Natales levou quase 24h incluindo conexões e esperas em aeroportos. O vôo era Rio/Santiago fazendo escala em SP e Buenos Aires. Depois pegamos outro vôo para Punta Arenas fazendo escala em Puerto Montt. Quando achávamos que já estávamos quase no fim do mundo eis que restavam mais 2:30h de carro até o destino final. Graças ao Nintendo DS, ao Capitão Cueca e a um bloco de papel com lápis, a viagem correu perfeita.

Chegamos num dia completamente nublado e chuvoso e fomos informados que por lá é possível experimentarmos as quatro estações do ano em apenas um dia. Mas demos sorte pois ao chegarmos ao hotel o tempo já havia limpado e chegamos a ver golfinhos da janela do quarto. 

Puerto Natales fica às margens do canal Señoret e de frente para a Cordilheira dos Andes. Foi fundada em 1911 e possui cerca de 16 mil habitantes. Ela é a porta para belíssimas paisagens naturais.

Não somos bons em grandes planejamentos e o improviso sempre faz parte das nossas empreitadas. Confesso que tendo a companhia de uma criança é sempre um risco e uma preocupação. Digo isto porque mesmo depois de estudarmos muito a região pela internet deixamos para acertar os passeios chegando ao local. 

Como era baixa estação deu tudo certo. No próprio hotel agendamos os incríveis passeios. Não somos aficionados por excursões, mas por lá o ideal é aderir a este esquema utilizando uma van.

Dia 1 - Fizemos um passeio de barco maravilhoso de um dia inteiro que leva para conhecer os fiordes, colônia de lobos marinho, trekking por um parque nacional e almoço numa fazenda onde foi servido um carneiro à moda local. A paisagem é inacreditável e, como o dia estava especial, pudemos ver Torres del Paine no horizonte, nosso destino do dia seguinte! Depois de visitarmos a geleira tomamos pisco sour e suco de laranja servidos com gelo retirado das geleiras.

Dia 2 – Visita ao Parque Nacional de Torres del Paine. Antes de irmos ao Parque fomos conhecer o Monumento Natural Cueva del Milodón. Uma caverna onde foram descobertos restos de um animal pré-histórico, conhecido como Milodón. Vitor amou conhecer o local onde ele vivia e ter ido ao museu ver seus ossos. O caminho até o parque é sensacional. Os animais ficam soltos e não existem praticamente construções. Vimos guanacos, condores, ovelhas, flamingos, emus, vacas e zorros (raposas). Só não encontramos nenhum puma, uma pena! O parque é uma das paisagens mais lindas que já conhecemos. Vitor adorou ser quase carregado pelo vento, ver de perto um iceberg e poder tocá-lo, aliás, lambê-lo. Acho que este foi o momento que ele pirou. Ficou enlouquecido segurando um pedaço daquele bloco. A cor do rio também ficará em nossas memórias, pois o azul turquesa é inacreditável.

Dia 3 – Um tanto quanto frustrante pois queria muiiiito poder levá-lo numa pinguineira, confesso que também estava super empolgada com esta idéia, mas infelizmente elas só abririam um dia após nossa partida. Como sou insistente descobri uma fazenda que criava pingüins. Lá fomos nós ao invés de vermos 30.000 pingüins tivemos que nos contentar com apenas 3. Para mim foi um fiasco mas ele adorou mesmo assim. Tirou milhões de fotos e aproveitou para alimentar as lhamas e alpacas.

Nestes passeios sempre estive abastecida de água e lanches, pois é quase impossível comprá-los pela falta de civilização. Mas nos jantares íamos à forra para tentar conhecer a variedade de frutos do mar que existem no Chile. Vitor aprovou o salmão local e nós a centoia, piure e picoroco.

No caminho para o aeroporto perguntei ao motorista se havia hospital na cidade e a resposta, me senti aliviada por já estar chegando ao avião, foi que não havia hospitais, postos e médicos especialistas em Puerto Natales, e que quando alguém passa mal precisa ir para Punta Arenas distante 2h30min.

Viajar com crianças é sempre uma aventura cansativa, mas o encantamento nos olhos delas é muito gratificante e faz valer cada segundo do nosso desgaste."

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Laila na Suíça






Na Suíça com Laila

Por Tania Menai, jornalista, de Nova York

Escrevo a não sei quantos mil pés de altitude, no vôo 65 da American Airlines, Zurique-Nova York. Em frente a mim está um berço preso à parede. E dentro dele, Laila dorme o sono dos justos. Minha filha completou cinco meses de vida durante nossas férias na Suíça, onde passamos – eu e ela – duas semanas visitando amigos em Vevey, no sul, e Zurique, no norte. Epa! Que idéia é essa de tirar uma criancinha de quatro meses e meio do aconchego do lar, embarcar num vôo transatlântico para Londres, trocar de avião, desembarcar em Genebra e ainda encarar mais uma hora de carro até Vevey? Bem, só tenho três pontos a declarar: eu precisava de férias, viajar nunca foi um problema e cuidar sozinha da minha filha, muito menos.

Moramos no Brooklyn, em Nova York. Isso significa, nada de mãe, sogra, cozinheira, arrumadeira, passadeira, lavadeira, folguista ou folguista da folguista (meu computador acaba de sublinhar esta palavra em vermelho, pois nem o Word reconhece). Para falar a verdade, eu dispensaria tudo isso de qualquer forma, porque a filha é minha e cabe a mim cuidá-la. É o maior prazer da minha vida. Meu marido é chef, trabalha mais horas que o meu relógio comporta e férias não fazem parte de seu vocabulário. Portanto, sei que não terei muitas opções: seu eu quiser viajar, vou sem ele. Dito isto, vou relatar aqui algumas experiências e dicas para aquelas mães, ou pais, que vão encarar um kids na estrada com apenas dois braços.

A viagem deu super certo, e o que deu errado eu já, já contarei. A Suíça é o país mais limpo do mundo, tem infra nas calçadas para carrinhos, e não tive problemas em almoçar ou jantar em restaurantes estacionando a Laila ao meu lado. Tudo bem, não vou dizer que eles são apaixonados por crianças, mas são tolerantes. Outro ponto positivo: os trocadores de fralda em aeroportos, restaurantes ou museus são formidáveis. Isso vale também para a fábrica de chocolates Callier e para a Maison Gruyeres. Apenas um restaurante, sofisticado por sinal, não tinha uma estação especialmente para este fim. Mas o maître foi tão bacana, que ele entrou no banheiro feminino comigo para mostrar onde eu poderia trocar a fralda. Nos trens, (viajei com Laila entre Lausanne e Bern) há uma cadeira única na última fila de cada vagão, e lá dá um carrinho certinho. Nem é necessário fechá-lo, basta subir (com ajuda de outra pessoa) e estacionar o carrinho ali. Nos “trams” de Zurique, idem. O quarto vagão é destinado a entrada de carrinhos. O problema é que ainda assim há escadinhas relativamente altas, ou seja, você vai ter que gastar o seu alemão-suíço para pedir ajuda, ou fazer aquela expressão, infalível, de desespero.

Não importa qual o roteiro que você faça na Suíça. As cidades são muito parecidas no aspecto “criança”. Fiquei em casa de amigos em ambas cidades e perambulei com eles de carro para todos os lados: montanhas, fazendinhas com vaquinhas, estradas. Por isso, foi crucial ter levado o meu próprio ‘car seat’. O carrinho era dobrado e alojado na mala do carro e pronto. Laila participou de TODOS os passeios. Fui a vários restaurantes, lojas, feirinhas ao ar livre, museus, e até a uma aula de capoeira na Universidade de Lausanne. Talvez o único porém foi não ter ficado mais tempo na casa onde Albert Einstein escreveu a Teoria da Relatividade, em Bern. Ele morava no segundo andar e a escada era daquelas que dão voltas. Carrinho nem pensar. Elevador, muito menos.

O que deu errado? A decolagem em Nova York. Dei mamadeira no aeroporto, antes de passar pela segurança. Pensei que ela não teria fome por um bom tempo. Erro! Laila começou a pedir mais mamadeira quando a aeronave estava na fila para decolar. Só que no aeroporto JFK isso pode demorar demais. A aeromoça (pausa: os tripulantes americanos não estão nem aí pra crianças e não ajudam em NADA – inclusive, uma delas rejeitou dar uma garrafinha d’água para outra mãe), colocou a bolsa de bebê no compartimento acima, apesar do meu pedido para tê-la perto de mim. Na decolagem, Laila começou a berrar de dor de ouvido (algo inédito para uma criança zen budista como ela).

Pedi, gentilmente, para um homem ao meu lado, de uns cinqüenta anos e quase dois metros de altura para, por favor, alcançar a bolsa para mim. Ele se recusou - friamente. Não tive dúvidas: olhei para o outro lado e coloquei a Laila – aos berros – no colo de um garotão surfista (que nunca tinha segurado nem uma boneca), levantei, estiquei-me toda e peguei a bolsa com o avião quase na vertical. Abri a bolsa, peguei a fórmula, misturei com água, peguei a Laila de volta e enfiei a mamadeira em sua boca. Ufa. Não sei quanto tempo tudo isso durou, mas para uma mãe com um bebê berrando, pareceu eterno. O tal cinqüentão ficou tão sem jeito, que ao pousar em Londres (onde conectamos para Genebra) ele se ofereceu para ajudar com as minhas malas de mão. Coloquei o homem pra carregar tudo. Como há gente infeliz neste mundo!

Bom, humildemente, aqui vão algumas dicas de viagem com ou sem criança:

- Mala pequena. Precisamos de muito menos coisas do que pensamos. Duas semanas? Duas calças, uma bota e um chinelo. Leve o básico (para que colocar na mala uma blusa roxa que não vai combinar com nada?).

- Calce um sapato fácil de tirar em aeroporto, nada de cinto ou penduricalhos que apitem ao passar na segurança.

- Passaporte em dia e na mão. Nunca embarque com documentos prestes a vencer.

- Saiba como você vai sair do aeroporto (metrô, taxi, ônibus) e quanto custa, para não ter surpresas. Saiba também onde vai dormir, pelo menos na primeira noite!

- Chegue no país de destino com a moeda local já trocada. Nunca se sabe se o avião vai atrasar e você vai chegar no destino final sem dinheiro. Não, eles não vão aceitar o seu realzinho!

- Leia antes sobre gorjetas, telefones, farmácias, água potável, costumes locais.

- Não me chegue no Marrocos de mini-saia, por exemplo.

Com um bebê tudo isso vale. E ai sim, vamos adicionar mais (muito mais) detalhes:

- Ao reservar a passagem, pergunte sobre a opção do berço. Algumas companhias, como a TAM, cobram 50 dólares, mas mesmo assim não garantem a vaga. Cada aeronave comporta um ou dois apenas e é de quem chegar primeiro no check-in. Ou seja, dê adeus àquele estilo de vida no qual você chegava esbaforida oito minutos antes de o avião decolar. Eu dei!

- Ligue para o consulado do país de destino e veja se o pai ou mãe que não vão viajar devem (ou não) fazer um documento autorizando a saída e entrada do bebê com o outro pai (ou mãe). O Brasil pede isso – e é uma burocracia absurda. A Suíça não pede nada. Uma tranqüilidade.

- Ao decolar e aterrissar, dê o peito ou mamadeira. Eles precisam engolir para não ter dor de ouvido. Não preciso contar o resultado, certo?

- Não saia de casa com a mentalidade de que as pessoas vão te ajudar (na realidade, você precisaria ser um polvo para dar conta do recado, entre bebê, passaporte, cartão de embarque, mala de mão, bolsa de fraldas, urso de pelúcia, e casaco). Só vai te ajudar quem já é mãe ou pai e já passou por isso. Caso contrário, não tenha vergonha de pedir.

- Na American Airlines, por exemplo, os comissários de bordo me vieram com essa: não são autorizados a segurar a nossa bagagem de mão. Ao desembarcar em Genebra eu disse: “então você vai ter que escolher entre o bebê e o meu laptop, porque alguém tem que abrir o carrinho, pegar a bolsa de fraldas, forrar o carrinho com o “Bundle me” (forro de inverno) e eu só tenho duas mãos”. Ele se rendeu ao laptop. Acho que no Brasil, os comissários são mais humanos, assim como os passageiros. Em países nórdicos, esqueça!

- Leve para a viagem o que te conforta e o que conforta o bebê: a Laila dorme com o coelhinho dela. E aqui está ele. Os bebês precisam reconhecer algo familiar. Eu trouxe o carrinho (o City-Mini é febre em Nova York, por ser leve, dobrar com um movimento, ser barato e ainda ter um adaptador para colocar o ‘car seat’, o qual também levei – é obrigatório na Suíça).

- Com uma criança de colo (que paga 10% da tarifa integral da passagem aérea), você tem direito a despachar o car seat, alem de suas duas malas numa viagem internacional. O carrinho você leva até a porta da aeronave, dobra e os caras te devolvem quando o avião pousar, também na porta.

- Não deixe para comprar no outro país prioridades como fralda, fórmula ou chupeta. Você não quer arriscar estragar os seus dias de passeio porque seu bebê não se adaptou a isso ou aquilo. Tive que comprar fralda e fórmula (depois de pedir dicas para uma amiga inglesa, cuja filha tem a mesma idade) porque calculei mal – ambos acabaram quatro dias antes do previsto. Resultado: gastei uma fortuna à toa, porque a Suíça é um dos países mais caros do mundo. Mas qual mãe economiza nessas horas?

- Descobri que numa viagem os bebês comem mais: é muita novidade pra eles! Tenha isso em mente!

- Não espere que todos os lugares aceitarão crianças ou serão generosos com elas. Ciente disso, você não vai se decepcionar quando fizerem cara feia para adaptar o seu carrinho no canto da mesa de um restaurante. De qualquer forma, antes de entrar com o carrinho, pergunte antes se eles aceitam. Vale a pena ler também (na internet) as regras dos museus ou lugares a serem visitados.

- No Kunsthaus, ou museu de arte, de Zurique, é proibido entrar nas exposições com badulaques no carrinho. Nada de água, mamadeira e aquelas mil e uma tralhas que a gente acumula embaixo do assento. No subsolo há um armário, onde se deixa tudo isso – parece academia de ginástica. Você deposita dois francos para adquirir a chave, e ao reabrir o armário, a moeda cai de volta. Por sinal, a Laila amou a mostra do Picasso, curada por ele mesmo em 1932.

- Um dos meus maiores medos? O jetlag. Há seis horas de diferença no fuso entre Nova York e Suíça. Sabe-se lá como, a Laila se adaptou no mesmo dia. Quero só ver na volta!

- Berço: certifique-se se no hotel ou casa de amigos há um. De qualquer forma, leve os apetrechinhos que fazem o bebê dormir, e, se precisar, o baby-monitor (com o adaptador de tomada, se necessário). A Laila foi treinada desde o primeiro dia de vida a dormir sozinha no berço. Foi assim agora no berço do avião. A aeromoça ficou encantada (e acredito que os passageiros em volta também!).

- No vôo Londres-Genebra não há berço. Solução: Ergobaby, ou canguru. Num vôo de duas horas, é uma boa pedida.

- Banho: minha pediatra, nova-iorquina, fala para não dar banho de banheira todos os dias porque a pele de bebês ainda não comporta isso.

- Três produtos que aconselho (mas, claro, quem não tiver não precisa se estressar). O carrinho City Mini http://www.babyjogger.com/city_mini_lp.aspx), o Travel Crib Light da Baby Bjorn (http://www.babybjorn.com/us/products/sleep/travel-crib-light/travel-crib-light/) e e o Ergo-Baby (http://www.ergobabycarrier.com/).

No mais, aproveite os chocolates e os fondues. E boa viagem!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Praia do Forte - Bahia

Meu marido não é muito fã de resorts. Acha que acabamos ficando isolados sem conhecer de verdade a cultura e o povo de um lugar. Concordo com ele neste ponto. Mas vamos combinar também que às vezes o esquema dos resorts é uma mão na roda com crianças.

Costumo dizer que os resorts são como as casas de festa. Um pouco impessoais, sim, no entanto totalmente eficazes nos quesitos diversão e dor de cabeça zero.

Mesmo com o Décio torcendo um pouco o nariz, em setembro de 2007 decidimos comemorar o aniversário de quatro anos do João no Ecoresort da Praia do Forte, na Bahia. Como era baixa temporada, conseguimos uma tarifa razoável para o excelente e bem carinho resort que fica a cerca de 50 quilometros de Salvador.E foi ótimo.

A seguir, destaco alguns pontos altos do destino escolhido:

- estrutura do EcoResort - quarto confortável, em bom estado de conservação, muitas opções de lazer em um só lugar. Academia de ginástica, spa, salões de beleza...

- Um dos melhores buffets que já experimentamos neste estilo de hoteis. A cada refeição, 800 mil calorias a mais...E que estamos de férias... Melhor relaxar, mergulhar na cocada, coscuz e demais quitutes incríveis e deixar a dieta pra volta.

- Recreação infantil  - ótima. João é bem animado para essas coisas. Ficava uma boa parte do tempo com a gente, mas também adorava encontrar os amigos que fez durante a viagem e principalmente os recreadores. Gentis, pacientes, criativos nas brincadeiras... Até festinha de aniversário rolou para ele. Ponto pra Turminha do Jornaleco.

-Atividades extras - isso é um grande acerto do esquema todo. O resort fica ao lado de uma vila de pescadores muito simpática, com lojas, bares, restaurantes. Pequena, organizada, ótima para pequenos passeios.

 - Além disso, a poucos minutos a pé do resort encontra-se o Projeto Tamar com tartarugas marinhas de tamanhos variados(algumas imensas mesmo). Sempre um programão para a garotada.
- Uma surpresa foi o passeio que fizemos às ruínas do único castelo medieval construído no país. A cerca de dois quilometros da vila, encontramos o que um dia serviu de residência para a família Garcia D´Avila. O patriarca do clã, um almoxarife de Tomé de Sousa, primeiro governador-geral do Brasil, conseguiu acumular uma fortuna imensa, principalmente em terras. Chegou a controlar o maior latifúndio do mundo: suas terras se estendiam da Bahia ao Maranhão. Na sede do latifúndio ele construiu o castelo que visitamos na Praia do Forte. Passeio muito bacana mesmo!

- Como o resort fica próximo a Salvador, vale a pena com toda certeza uma visita a capital baiana. Passamos algumas horas no Pelourinho no dia da volta e foi ótimo.  João adorou ouvir as histórias dos escravos, do Brasil Colonia, da muralha em localização estratégica para defender a cidade. De novo aqui, a observação e uma das dicas principais das autoras do Blog: antes de embarcar, procure pesquisar, ilustrar, contar a seu filho um pouco da história do lugar. Sempre enriquece a viagem. Com certeza ele vai esquecer de muitas coisas, mas se lá na frente, ele lembrar de apenas um detalhe ou uma pequena curiosidade da história, é porque valeu a pena.

- Pra encerrar, gostaria de contar uma experiência que tivemos na Praia do Forte que por pouco não se transformou na maior cilada de todas as viagens. De julho a outubro, as baleias da espécie Jubarte se aproximam da costa brasileira vindas da Antártica para procriar. Na Praia do Forte existem empresas que organizam um passeio em parceria com o Instuto Baleia Jubarte para quem quiser observar de perto o mamífero gigante, que mede em torno de 16 metros e pode chegar a pesar 40 toneladas.

- Ficamos meio "bolados" quando na carro que nos levaria até o cais o guia aconselhou toda a família a tomar Dramim. Empolgados com a aventura, decidimos respirar fundo e embarcar! 

- Do embarque na escuna até a volta, o passeio dura cerca de quatro horas e meia pois as baleias costumam ficar a aproximadamente 12 mil milhas da costa. 

- Naquele dia, o tempo estava ruim, com vento e um pouco de chuva(essa dica é importante - se quiser fazer o passeio, aproveite logo um dia de sol da viagem e não deixe para o último dia, como nós fizemos). Por isso, o barco sacodia mais que o normal. Sou filha e neta de pescadores submarinos e super acostumada com passeios de barco desde muito pequena. Mas confesso que neste dia cheguei a temer pelo pior. Me sentia em Jaws, point preferido dos surfistas de ondas gigantes no Havaí. E, na medida que o barco se afastava, elas iam ficando cada vez maiores. A neblina não ajudava. Já não viamos continente, ilhas próximas, nada... Baleia então muito menos. 


-Mas não tem jeito: para avistá-las assim, soltas, na natureza, é preciso espírito de aventura. É preciso enfrentar alto-mar.

- Só que naquele dia as Jubarte pareciam não estar muito a fim de dar o ar da graça e nós começamos a achar que estávamos enfrentando aquilo tudo a toa. 

- Enquanto o guia informava o grupo(bem heterogeneo, com João como caçula) sobre os hábitos das baleias e índices de sucesso na empreitada de avistá-las ali na região e tal e coisa., outros dois rapazes ficavam de pé na proa do barco com olhos bem abertos e ouvidos atentíssimos.

- E eis que de repente,ufa, um deles grita: baleia a vista!

- A partir deste momento, toda a nossa aflição foi recompensada. Uma, duas, três... Muitas aparecem, bem pertinho do barco. Elas nadam, saltam, afundam e voltam a superfície, espirram água para o alto. Uma mãe e um filhote se aproximam da gente. 

- Suspiros, gritos empolgados do João e fotos, muitas fotos.

- A volta foi bem mais tranquila. Não sei se o mar acalmou ou se estávamos embasbacados demais para pensar em outro assunto que não fossem as maravilhosas gigantes.

João na Praia do Forte - setembro de 2007







segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Turquia, das mesquitas, das ruelas e da simpatia, por Joana Thimóteo

Passamos o ultimo verão europeu na Turquia (agosto de 2010). Eu já tinha ido e Pedro também. Mas queríamos voltar para mostrar aos nossos pequenos, Antonio (3 anos) e Matias (1 ano), a magia de Istambul. Cidade única.

Combinamos que passaríamos 5 dias em Istambul e depois 7 dias na Turquia mediterrânea num desses resorts com as pernas pro ar e com as crianças soltas.

Em Istambul resolvemos não ficar no centro antigo. Seria delicioso termos ficado lá, o lugar é um charme, mas como não passam táxis em todas as ruelas do bairro, achamos que o acesso seria difícil com duas crianças e seus carrinhos. Optamos pela área de Nisantasi (o bairro bacanudo de Istambul). 

Um hotel ótimo, de frente para o Bosphorus, com uma vista deslumbrante e com piscina para as crianças e nós brincarmos no fim do dia (Swiss Hotel). Isso foi uma ótima escolha.

Era agosto e o verão escaldante fazia os termômetros baterem os 45 graus. A cada esquina que passávamos comprávamos garrafas de água para jogar na cabeça dos meninos. O calor estava insuportável. Por causa da temperatura resolvemos perguntar a um simpático taxi que nos levava para o Hagia Sophia, principal mesquita de Istambul (que já foi catedral crista e depois virou mesquita), quanto ele nos cobraria para ficar com a gente o tempo todo. O preço era justo e fechamos negocio. Outra ótima decisão.

Os turcos de uma maneira geral são muito gentis e adoram as crianças. São simpáticos na rua e sempre tentam ajudar. Então tínhamos um motorista simpático e um carro com ar condicionado. Alem disso, podíamos deixar compras e carrinhos no taxi. Valeu cada tostão a mais que pagamos.

Escolhemos as principais mesquitas e palácios e fomos conhecê-las. As crianças adoraram. Junto com a gente embarcaram no mundo da fantasia. Antonio contava quantos “castelos” estava conhecendo, mas sempre contabilizando os que já conhecia, como  da Cinderela (da Disney), como o do Corcunda (da Notre Dame de Paris). Enfim, apresentamos novos “castelos”, novos sonhos e novas fantasias.

Aqui fiz uma listinha com algumas mesquitas, palácios e monumentos que os meus meninos curtiram:* Dolmabahçe Palace
* Hagia Sophia = Santa Sophia
* Blue Mosque (na frente da Santa Sophia, em Sultanahmet)
* Topkapi Palace
* As Cisternas
* Spicy Market - os melhores e mais baratos caviar para consumo. Tem pimentas do mundo todo. Lugar bem tipico onde os turcos compram temperos.
* Museu de Arqueologia
* Chora Museum
* Beylerbeyi Palace
* Suleyman Mosque
* Grand Bazar – ou vá com alguém que fale turco e pechinche bastante o preço ou dê apenas uma passada. Os preços são caros e a negociação muito cansativa (e olha que eu morei na China e sou mestre em pechinchar). Como é sempre muito cheio, não dedique muito tempo, pois a chance do seu filho ficar altamente irritado é grandes!* Bosphorus Tour – passeio de barco pelo Bosphorus. Lindo principalmente no por do sol. As crianças adoraram.

Esses são passeios ou caminhadas por bairros agradáveis, legais para passear com nossos pequenos:
Nisantasi – bairro das compras, melhores lojas.Bebek - bairro a beira do Bosphorus com muitos cafés e restaurantes.
Ortakoy - bairro com mesquita também na beira no Bosphorus, bem simpático
Beyoglu - bairro antigo com uma avenida sem acesso p/ carros. Vale a pena (visitar a Çiçek Pasaji e Passage Markiz)

De Istambul partimos para Antalya. Um lugar nada bonito, mas com hoteis incriveis. Conhecido como a “Riviera Turca”, nao concordo, mas...o hotel que ficamos era otimo (Gloria Golf Resort). Com uma infraestrutura que eu nunca tinha visto para criança. Tinha tudo infantil: 9 tobogas de agua (de todos os tamanhos), 6 piscinas, clube infantil, cinema infantil, teatro diário para crianças, uma praia calma e gostosa, esportes aquáticos, tudo o que meus filhos pudessem querer tinha neste hotel.

E nada lotado, com muito verde e espaço para eles correrem.. Fora o atendimentos exemplar, a cozinha infantil para darmos almoço e jantar aos pequenos e os banheiros infantis espalhados pelo hotel. Uma maravilha para eles. 

Ja para nós...eu achei pouco infantil demais. Como diria um amigo: cansativo. Me sentia na Disney, o que não era bem a minha intenção.  Mas como tínhamos conciliado nosso interesse (Istambul) com o interesse dos meninos (Antalya), chegamos a conclusão que as férias foram incriveis! Esse equilíbrio de interesses é o que estamos sempre em busca.  Afinal são as férias deles, mas as nossas tambem! Grandes férias a Turquia nos proporcionou!